Cap. 1
Existe uma lenda a muito tempo não contada, duma tal "Engolidora de estradas", uma maquina potente, dum certo amigo meu chamado Carl.Era a moto mais veloz das estradas.Carl tinha ganhado ela quando completou 16 anos, o pai Charles achava que ele já era muito grande e portanto deveria começar a aprender a mexer nas maquinas potentes, as mesmas que Charles ajustava,para que algun dia pudesse suceder os negocios da família no futuro, ele comprou uma maquina velha , a unica que sobrara no "Inventário do Crill" e começou a concertar.Mais tarde, Charles chamou o filho à oficina e tirou de um grande pano de veludo a moto nova do filho e disse:
-Hum, filho!essa vai ser a sua companheira daqui por diante.
Carl não sabia o que dizer, afinal o que ele ganhara até aquele momento fora somente alguns carros e boisinhos de plástico comprados no bazar da dona Carla.Mesmo assim começou a aprender a andar na maquina, afinal, aquilo não era igual uma bicicleta enferrujada...era uma Droop 5000 de mais de 400 cavalos, poderia ter estado enferrujada por muitos anos, o preço absurdo tirara a cobiça das pessoas nela, mas fora melhorada por Charles, o motor agora roncava como louco..."Esta com fome de estrada" era o que dizia Charles quando o filho ligava a tal "Engolidora".Assim o tempo passou e Carl se afeiçoara mais pela sua nova poderosa.O pai via o menino pela janela limpando a motocicleta e gritava:"Prefere a moto do que a janta garoto?".O garoto para não se distrair respondia positivamente.Eeee, mas não é que um dia Carl aprendeu a andar naquela coisa?Ele gostava de andar pela cidade, roncar a moto na frente das mulheres, até que um dia voltou para casa e viu seu pai passando o velho pano sujo na mão tambem suja , ele acabara de fechar a oficina...
-Filho, está na hora de batizar essa moto!
-Pai, para você...vive estando na hora de batizar alguma coisa.Batiza tudo o que compra, até o fogão de casa já deu nome!
-Hum, olha...hum...num fala assim da Cleo, ela pode ficar ofendida!
-Sei.
-Mas, filho, estou falando sério todas as gangues de motoqueiros: Os Dryers, os Trappers, os Cower Shanes e até os Road Bulls já batizaram suas motos uma por uma.
-Pai...er...ta ok vou pensar num nome para ela.
E foi ai que ele teve uma ideia brilhante pra ele,hum, ele pensava que se usasse as letras dos nomes iniciais de todos os motoqueiros ídolos ele ia se dar bem e fazer o seu pai parar de chatear.Acontece que, hehe, não deu muito certo...
-A CINDERELA?VOCÊ SÓ PODE TAR BRINCANDO!Filho meu não vai botar nome de contos de fadas para moto que eu ralei pra concerta arruma um otro!
-Mas pai...
-Nada de mais!Olha filho, tive uma ideia...por que você não vai pra Drair Town aqui perto e depois volta, talvez você arranje alguma coisa ,de preferência diferente de "A cinderela".
Foi ai...que o velho Carl foi com a maquina dele dirigindo a mais de 150 por hora.A moto roncava que nem louca,e ele não prestava atenção em nada, nem mesmo no caminhão que tava na frente dele.Ai já sabe o que aconteceu não é?Mas Carl e a maquina sairam ilesos, como se fossem protagonistas duma historia roleplay contada num site, mas a maquina ainda teve o duto de óleo cortado e ele teve que voltar carregando a moto á noite.Os carros passavam por eles com gente mostando a bunda pela janela, mostrando os dedos e até dizendo: "Se fudeu, parrudo".Foi ai que alguma alma boa, na verdade, uma alma gorda muito gorda e bem barbada que usava um oculos escuro e um boné parou com o caminhão.Era um homem que carregava o com seu caminhão, um enorme estoque de óleo.É ai que vocês pensam:"óóóóó, que coincidencia hein?".Pois bem o homem que tinha parada e mascava um chiclete em alto e bom son, o mesmo chiclete que serviu pra fechar o duto de oleo até a casa dele.O Neve, como atendia pelo nome, encheu a moto do mais puro óleo e deu a partida, para ver se tava funcionando bem.Dai que Carl se despediu:
-Valeu cara, nem sei como agradecer ae.
-De nada, gostosão!
Bem ,hehe, Carl se arrependeu do "nem sei como agradecer ae" mas não houve nenhum romance entre os dois só para constar.Pelo que eu saiba.No meio da estrada para casa quando o sol já se punha no horizonte, Carl parou a moto no acostamento, viu sua casa um pouco longe dali, e coçou a cabeça:
-Não posso voltar sem um nome se não esse viado do meu pai vai me torrar a paciência.
Então o ele começou a pensar só na moto.O que acontecia na moto que mais chamava a atenção, sim o ronco, foi ai que partiram mil ideias mirabolantes enquanto ele voltava para casa como "A roncadora" ou "A Fome do Diabo" e até "Doida pra comer você".Bem, é ai que percebe que já tava em casa e o pai fechando a oficina:
-Eh, mais a estrada ta pouco movimentada hein?E aí filho, arranjo o nome?
Dali naquele momento algun nervo finalmente ascendeu no cérebro de Carl, se é que ele tinha um:
-Sim...
-E qual foi?
-A Engolidora de Estradas.
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Cap. 2 depois de amanhã.
Abraços,Sk.
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