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Leio uns 5 livros por ano. Fico feliz de estar acima da média do país.
Eu leio uns 5 livros por ano, sempre que veo um livro com assunto de meu interesse eu leio.
Bom, é verdade. Acho que fui precipitado em minhas palavras. Não consigo me imaginar privado da literatura simplesmente por ter me tornado um homem abastado. Talvez seja pelo prazer que desenvolvi por ela.
Cara, você tá fumando ?
Última edição por GrYllO; 19-08-2009 às 11:33. Razão: Usuário alertado por flood.
<ASSINATURA IRREGULAR>




Leio muito. Muito mesmo. Meu pai tem uma banca, e leio vários jornais e revistas todo dia. Na internet, leio pra caramba também.
Ironicamente, leio poucos livros. Devo ler uns quatro por ano, quase sempre de não-ficção. Jornalismo, teologia, política... Não gosto de literatura de ficção.
Para mim, a leitura tem como principal objetivo o prazer. Se um livro está me aborrecendo, paro de ler. Já tentei ler uns clássicos de ficção (Orwell, Kafka, Dante, Cervantes, Shakespeare), mas não tenho paciência. No entanto, como são autores importantes, que contextualizaram o presente e influenciaram o futuro, me dou ao trabalho de saber do que se trata o livro por meio de resumos, análises e críticas.
Afinal, há várias formas diferentes de ler um livro. Entender a influência de uma obra e ligá-la à sua época é mais importante do que folheá-la por completo para esquecer o conteúdo em uma semana.




Leio blogs, portais de notícias, Wikipédia...
Mas assim como você, minha leitura favorita na web são fóruns. Além de serem uma fonte rica de informação, são ótimos para treinar a argumentação e conhecer vários pontos de vista sobre o mesmo assunto.
Se não fosse o TibiaBR, algumas comunidades de Orkut e outros fóruns, certamente a minha habilidade retórica, inclusive na RL, seria bem menor.
A literatura foi feita para fracassados.
...
Calma, antes de me crucificarem, entendam.
Se você fosse podre de rico, tivesse dinheiro para comprar a alma do primeiro gato pingado que aparecesse na sua frente, será que você dispendiaria tempo lendo torturas letárgicas como "A Arte da Guerra", "O Príncipe", "A República" ou "O Processo"? Ou dispendiaria-o viajando, apreciando o Coliseu grego, o Panteão italiano ou quem sabe os imponentes chateaus franceses? Por que diabos vou me dar o trabalho de ficar lendo um troço chato pra burro se eu posso estar fazendo algo que, indubitavelmente, estaria me dando bem mais prazer? Se você for um neurotípico, preferiria as viagens às leituras.
Agora, vamos para outra situação: você é pobre como Jó e não tem nem onde cair morto. Viajem para você, é do seu casebre imundo para a padaria do "Nhô Manel". Você gira a manivela de seu provecto televisor e, milagrosamente, capta um sinal. Para seu desapontamento, você dá de cara com um legítimo bon vivant, em uma de suas hebdomadárias viagens aos mais exóticos lugares do planeta, ao lado de sua mais nova affair, em uma badalada festa vip. Você pode fazer como a maioria, desligar a TV e conformar-se com sua vida medíocre, ou pior, pode tentar ser aquilo que você não pode ser e fazer um baita papelão. Ou então pode fazer a pergunta que fiz, e que eclodiu minha paixão pela literatura: "Por que?". Porque o cara da televisão é rico? Porque ele é feliz? Porque ele pega todas? Porque ele é tão desinibido? A resposta a estas perguntas você só encontra se estiver inclinado em, de fato, obter respostas. E muitas delas você acha, adivinha, naquele puta livro chato que você julgaria mais útil como papel higiênico. Quanto mais chato, mais massante e mais letárgico um livro, maiores são as chances de ele ser útil à sua vida morinbunda. Porque uma vida sem governança é uma vida povoada por complexos. O sortilégio do determinismo tem uma cura chamada conhecimento. E é a cura que irá lhe elevar das profundezas do inferno para a altura do céu.
Por isso mesmo, não raro observa-se que a beleza de alguém é inversamente proporcional à sua inteligência. Boa aparência é um bom indicativo de poder aquisitivo. Sem falar que você não precisa de inteligência quando se tem boa aparência. Pode virar atriz, modelo ou vendedora de loja de grife. Também pode optar por ofícios não tão nobres tal qual a prostituição, atuação em filmes pornográficos ou striper.
Uma analogia: você usa seu computador sem entender como ele funciona. Quando você compra um computador que só sabe dar tilt, é quando você começa a buscar soluções para o problema (ou simplesmente deixa-o de lado, ou mostra o computador para se gabar)
O computador funcionando normal é o cara da vida boa. O computador bichado é o cara da vida ruim. Ele vai querer achar uma solução para seu problema para ficar de boa como o cara com o computador que funciona normal. Ou então vai ignorar o problema ou querer pagar de rico de forma deveras parva.
Escrevi bastante, sem maiores formalidades, para vocês entenderem quando e porque a literatura é importante. Se você está bem de vida, não perca seu tempo lendo. Vai beber, vai pegar mulher, vai comprar uma Ferrari, mas não cometa o sacrilégio de ler para se intelectualizar. Intelectualidade hoje em dia só serve para ganhar dinheiro. Se você encontrar uma mulher bonita que curte cara muito certinho, aqui vai minha mensagem:
Toda sua argumentação falha no momento em que é possível constatar que os maiores pensadores e produtores de conhecimento literário da humanidade foram, em sua maioria, homens ricos, nobres ou sacerdotes.
E falha novamente a partir do momento em que a maioria das pesquisas com leitores mostram que esse hábito é um prazer e não apenas vontade de se intelectualizar. Ler para se intelectualizar é ridículo, da mesma forma que é ridículo fazer jovens de 15 anos que nunca leram Monteiro Lobato lerem José de Alencar.
O intelecto e a capacidade mental é consequência da leitura e não a causa.
Liga das Lendas: Vintas