O preconceito é um instinto de defesa natural do homem. Esse é uma das frase dita várias vezes aqui no OFF que eu concordo. Mas como todo instinto animalesco e primitivo que temos, esse é mais um que o convívio em sociedade e a nossa razão tem que reprimir. Para isso precisamos fazer uma análise de nós mesmos e descobrirmos a Origem de nossos preconceitos.
Basicamente existem dois tipos de preconceitos: os de Origem Traumática (ou pós traumática) e os de Origem Ideológica. Ambos são influênciados pelo ambiente, educação, criação, etc.
Origem traumática:
Esse é simples: imagine que Joaquim foi assaltado de madrugada por um jovem de 16 anos, negro, que usava boné, roupas rasgadas e tinha mal-cheiro. Durante o assalto, que é uma experiência traumática para muitos, o cérebro de Joaquim abstrai algum detalhe do bandido, como por exemplo o fato dele ser negro. Joaquim não tem controle sobre as reações físicas e químicas que acontecem em seu cérebro, logo essa abstração começa a se relacionar com idéias que ele já tinha em mente. Ele lembra que a maioria dos presos no Brasil são negros ou mestiços, já que isso é mostrado com frequência pela TV e absorvido inconscientemente pelo cérebro. Mas o cérebro não liga isso ao processo de formação histórico do Brasil, já que está sobre trauma.
Após o encontro com o Bandido, no pós-trauma do assalto, Joaquim passa a odiar negros. Reparem que se o melhor amigo dele fosse um negro, provavelmente o cérebro abstrairia o fato do bandido ser mal-maltrapilho e passaria a odiar mendigos. Ou talvez se o seu João, pai de Joaquim, o ensinasse que cor não é importante para definir caráter ele teria abstraido que andar pela rua de madrugada não é inteligente.
O Preconceito pós traumático pode ser considerado algo patológico. O melhor jeito de acabar com ele é prevenindo-o. A educação e a convivência com o "diferente" são caminhos simples. É claro que é impossível prever todas as situações e que o caráter é fundamental no processo, mas podemos evitar muitos casos como o de Joaquim.
Origem Ideológica
Já o preconceito ideológico é mais complicado. Ele se apoia em dados, em fatos Históricos e coincidências. Mas geralmente tem um gatilho na infância ou na adolescência. Um exemplo: o jovem Adolfo viveu em uma família de imigrantes fugidos da guerra em seu país, cresceu ouvindo histórias de como seus avós superaram as dificuldades no novo país e como enriqueceram. Quando o jovem Adolfo vira homemzinho, descobre que muitos países sofrem com a imigração ilegal. Descobre também, através de dados frios, que a violência desses países é causada em sua maioria por esses imigrantes, e os cidadãos naturais que cometem crimes os fazem por terem perdido o emprego para imigrantes.
Esse é o gatilho suficiente para o agora adolescente Adolfo, passar a odiar imigrantes. Ele pensa: se meus avós conseguiram, porque todos não conseguem? Mas o cérebro de Adolfo, condicionado pela criação ou talvez influenciado pelo seu caráter (ou a falta de), ignora o fato de pessoas serem diferentes, de precisarem de ajuda e de não terem oportunidades nem em seus países de origem, nem em seus países de destino.
Como acabar com o preconceito ideológico? Ele cega, já que foi trabalhado por muito tempo, principalmente em períodos da formação de caráter do indivíduo. Na minha opinião, o melhor jeito é faze-lo encarar a realidade. Poderíamos levar Adolfo a uma vila de imigrantes Turcos na Alemanha para eles contarem suas realidades e perseguições na Turquia. Ou podemos levá-lo a abrigos públicos Franceses, onde ele poderia ouvir histórias sobre africanos que quase morreram de inanição em seus países e se viram obrigados a imigrar para não morrerem.
Bom, e vocês, conseguem identificar a origem de seus Preconceitos? Já tentaram enfrentar a realidade dos mesmos?
São livres para dissertarem e opinarem
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