Em um castelo, uma torre.
Nesta torre, bem lá no alto, uma cela.
E, nesta cela, uma princesa.
Refém de um tirano que a quer desposar.
A liberdade à distância de um “sim”.
Mas a bela de seus lábios somente um “não” consegue pronunciar.
Um guerreiro se aproxima.
O coração da aprisionada começa a acelerar.
Ele já debelou batalhões, agora a torre está a escalar.
“Oh, mui formosa dama, se afastai.
Um crowbar vou utilizar para a grade quebrar”.
“Esperai meu bravo cavaleiro! Se daqui me levares, o que poderei de ti esperar?”
“Sou mestre das armas, amante das lanças e espadas, tenho o corpo fechado, ninguém consegue me derrotar”.
“Então deixai-me aqui, agradeço sua bravura, mas a sós prefiro ficar que com alguém sem sentimentos o resto da vida quedar”.
Se retira o cavaleiro, a armadura soçobrando sobre o corpo murcho pela recusa da jovem.
Passam-se dia, meses, tempo sem fim para quem em uma fria cela está.
Um dia, porém, o céu parece em tempestade se tornar.
No vale o tirano recebe um bravo mago que, sozinho, faz seu exército deitar.
A cada onda de raios e trovões tropas e tropas vão a minguar.
A jovem, esperançosa, observa a ação se desenrolar.
Subitamente tudo parece se acalmar.
Exceto por uma nuvem negra que, estancando à sua janela parece por si falar:
“Minha princesa, se afastai, usarei de minhas runas da morte para sua prisão fazer ruir e te libertar”.
“Espera lá!” escutou-se de pronto a moçoila determinar. “Se contigo me retirar o que de minha vida poderei esperar?”
“Sou mestre das bruxarias, minha força em magias está, quem não lhe for digno a morte poderá esperar, sou mestre do fogo e da energia e quem não me temer cairá”.
“Bravo senhor de barbas tão longas quanto suas vestes, já és adiantado em maldades, mas percebo que te isolas da bondade. Vade eliminar o mal com o mal, mas não poderei contigo nessa jornada seguir, sou pura de espírito e assim espero ficar”.
O velho mago franziu suas incontáveis rugas, arrumou seu chapéu pontiagudo e, retirando-se, disparou pequenas labaredas como que a lamentar a recusa.
Passam-se novamente dias e dias, muitos dias, quantos? Afrodite não sabia precisar, mas o suficiente para o tirano suas tropas recuperar.
Em determinado dia, sem esperar, a noviça vê no céu artefatos a passar. Em forma de estrela, alguns na parede da torre vieram a cravar. Procurando a fonte, presencia um belo jovem às tropas à distância debelar. Quem conseguisse dele se aproximar era fulminado por magias divinais e se via a quedar.
Afrodite passos lá fora está a escutar. Pelo buraco da fechadura fica a observar, vê a guarda da porta, por lanças arremessadas, cair. Então ouve o jovem a bradar:
“Oh minha formosa, as graças dos céus me fizeram a ti chegar e agora das minhas forças irei usar para desta prisão te resgatar”.
“Agradeço seu esforço e quero daqui partir, mas para poder contigo ir, antes desejo saber mais de ti”.
“Sou ágil e polivalente. De armas de todos os tipos tenho ciência, mas das que ao longe atingem sou mestre maior. Tenho minha força dos céus, me sinto divino, auto-suficiente, a mim me basto”.
“Em espírito só cabes a ti, não precisas de auxílio, pois até os céus estão a te servir, não haveria aí lugar para mim. Podes partir”.
Partiu então o jovem paladino, arrastando seu arco, parecendo mais com um velhote que dos Deuses recebeu a notícia da proximidade de sua morte.
A bela jovem, ante os insucessos anteriores, agora já se imaginava daquela torre para sempre ser parte. Mas, em certa noite, após muito tempo passado, escuta baterem nas grades.
“Princesa, vim te resgatar, te aprumes que sem tempo essa porta há de desabar”.
Temerosa de ser a última tentativa e já cansada de esperar pela perfeição, Afrodite decide ir com esse jovem de voz suave, mesmo que seus predicados não sejam os que estava a esperar.
Instantes após a porta vem a cair com a força de uma magia incrustada em uma pequena pedra. Aparece um jovem coberto por uma pele de urso, muito bonita.
“Agora posso comprovar sua beleza, sua pele tão lisa, seu cabelo tão vistoso, seus cílios tão chamativos, seus lábios tão brilhantes, posso ver que minha busca não foi em vão”.
A princesa Afrodite vê a sua frente um ser diferente dos demais, carinhoso, suave, observador, com fala aveludada, já sente seu coração abrindo as portas para seu salvador.
“Quero lhe perguntar algo e espero uma resposta que sacie meu desejo”.
Imaginando ter que prometer sua mão, Afrodite sem titubear concede ao jovem druida o direito de perguntar.
“Quero que você me conte todos os segredos para como assim exuberante ficar, quero ver se fico mui belo e consiga a vários cavaleiros encantar”.
A princesa Afrodite morreu de desgosto.
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Obs: escrevi durante um curso chatíssimo, foi meu remédio para não dormir. Tosco, sem revisão, rimas grosseiras, sem métrica alguma, mas preferi postar a tudo no lixo jogar.
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