Se vc gostou desses lixos, enton...
Vulto na Ponte
Num subúrbio de Belo Horizonte, Minas Gerais, existe uma comunidade pobre organizada ao longo da linha férrea. Vivendo em condições miseráveis, espremidos entre o fundo de ravina, cortada pela linha do trem, num terreno da prefeitura, ocupado ilegalmente, encontram-se dezenas de casebres.
Nesse quadro, não é difícil imaginar que dezenas de acidentes, envolvendo crianças principalmente, já ocorreram na região. Aí está o ponto de partida de uma lenda urbana, comum de surgir nessas comunidades carentes: Dona Chepa, viu sua filha e neto, um bebê de colo, serem partidos ao meio quando tentavam atravessar a linha. Ouvindo o trem se aproximar a mulher tentou cruzar sua frente correndo, tropeçou num pedaço de pano e caiu nos trilhos. A terrível cena foi demais para a pobre senhora, Dona Chepa enlouqueceu. Vários foram os esforços para levá-la a uma insttuição de amparo, mas ela não queria abandonar a vila, passando a viver da caridade dos vizinhos. Mas foi numa noite de sexta-feira, no verão, que Dona Chepa acabou encontrando o mesmo destino de seus entes queridos. Até hoje não se sabe se o ocorrido foi acidente ou suicídio, mas desde então, toda sexta-feira à noite, durante o verão, na ponte férrea que fica logo após a ravina, um vulto de uma velha senhora fica sentado cantando uma triste ladainha até a chegada infalível do trem.
Os Fantasmas de Borley
Próximo a costa leste inglesa, encontra-se a pequena paróquia de Borley, num lugar sombrio e pouco povoado, ideal para o surgimento de um dos mais controvertidos e bem documentados casos de assombração dos tempos modernos: acontecimentos estranhos numa mansão vitoriana, que passou a ser chamada de "A Casa Mais Assombrada da Inglaterra".
A fama de Borley deve-se em grande parte ao pesquisador Harry Price, fundador do Laboratório Nacional de Pesquisas Psíquicas e o mais famoso caçador de fantasmas de sua época. Por volta de 1929, Price começou a se interessar pela casa, onde desde sua construção, em 1863, os habitantes eram assombrados por fantasmas e ruídos assustadores. A visão de um homem sem cabeça e uma moça de branco, o barulho de uma carruagem fantasmagórica fora da casa, passos arrastados e batidas em seu interior, a figura de uma freira vagando inquieta pela casa e pelo jardim, cabisbaixa e com semblante de tristeza, faziam parte destas visões que tanto assustavam os pastores da igreja local que ali habitavam. Para explicar isso tudo havia uma história: dizia-se que o local de construção da casa fora ocupado, no passado, por um mosteiro ladeado por um convento, e que no século XIII um monge e uma bela noviça haviam sido apanhados quando tentavam fugir para casar-se. A punição dos dois foi drástica e cruel, ele condenado a forca e ela, emparedada viva no convento. Mas nada disso seria motivo suficiente para impressionar um pesquisador experiente como Price, uma vez que essas explicações, principalmente envolvendo monges e freiras em histórias de fantasmas, fazem parte de inúmeras lendas inglesas sobre fantasmas. Mas a complexidade do caso Borley era muito maior do que uma breve análise poderia fazer supor.
O interesse de Price pela casa ocorreu ao mesmo tempo que um poltergeist começou a se manifestar com grande intensidade (objetos voavam pelo ar, sinos tocavam, luzes acendiam sozinhas). Esses fenômenos ganharam mais força ainda quando, em 1930, o reverendo Lionel Foyster e sua jovem esposa se mudaram para o local. Um novo fenômeno, esse qualificado como único nos registros de paranormalidade de Price, começou a ocorrer: misteriosas mensagens escritas começaram a aparecer nas paredes e em pedaços de papel espalhados pela habitação. No ano de 1937, quando a casa já havia sido abandonada como residência paroquial, Price a alugou e realizou um rodízio de observadores que durante um ano registraram os fenômenos. Com esse material Price escreveu dois livros muito populares, deu inúmeras palestras e entrevistas em rádios tornando Borley extremamente famosa.
Toda essa fama atraiu para a casa pesquisadores rivais, que durante anos debateram o assunto, questionando tanto as técnicas empregadas quanto a veracidade dos fenômenos apresentados (uma das principais críticas estava no fato de os observadores serem todos amadores, recrutados a partir de anúncios de jornais). Muitos chegaram a sugerir que alguns dos fenômenos eram forjados pelo próprio Price, mas este, revirando o passado histórico do local acabou descobrindo indícios de uma tragédia que poderia explicar as manifestações e, para muitos confirmou a autenticidade das manifestações.
Sem incomodar-se com as histórias de fantasmas que pairavam sobre o local, o reverendo Henry Dawson Ellis Bull, que tornou-se pastor da igreja de Borley em 1862, construiu seu lar na casa paroquial, onde já estivera situado o antigo solar da família Waldegrave e um monastério.
Ao longo dos anos, sucessivas aparições e ruídos atormentaram os empregados da casa e as filhas do reverendo, este, juntamente com seu filho Harry, pareciam ser os únicos a não se incomodar e até mesmo acharem divertidos os fenômenos (foi construído um quiosque para poderem observar os passeios do espectro da freira ao entardecer). O reverendo faleceu em 1892, passando a função para Harry que continuou na casa até sua morte em 1927. Seu sucessor foi Guy Smith, que só permaneceu durante um ano no local, aparentemente incomodado com os fantasmas de Borley (aos quais um poltergeist parecia ter se juntado) e devido ao estado cada vez mais deteriorado da casa.
Até o momento, os fantasmas de Borley pareciam relativamente inofensivos. Isso mudou quando o reverendo Lionel Foyster e sua esposa Marianne se mudaram para lá, em outubro de 1930. Logo depois de mudar-se para a casa paroguial, Marianne Foyster encontrou um velho envelope com o nome dela e escreveu: "O que quer?", colocando o envelope no mesmo lugar. A resposta "descansar" apareceu debaixo da pergunta. Os fenômenos foram ficando cada vez mais violentos, as batidas dentro das paredes ficaram mais fortes e mais insistentes, os móveis eram deslocados e as portas pareciam trancar-se sozinhas, além de tudo, pareciam ter uma atração especial por Marianne que foi jogada de sua cama, atingida diversas vezes por uma pesada mão invisível e forçada a esquivar-se de objetos pesados que voavam para cima dela noite e dia.
Em seu primeiro livro - publicado em 1940, cinco anos depois que os Foyster haviam se mudado - Price deixou implícito que desconfiava do uso de prestidigitação por Marianne para montar alguns dos distúrbios. Ao mesmo tempo, porém, afirmou categoricamente que pelo menos um dos espíritos que assombraram Borley por tantas décadas encontrou na esposa do pastor uma alma solidária. Julgou que essa teoria era apoiada pelas arrepiantes mensagens escritas nas paredes, dirigidas a Marianne. As mensagens, pedidos queixosos de ajuda escritos com caligrafia infantil, pareciam ser de outra mulher jovem - a qual, por suas referencias a orações, missas e incenso, fora católica. Foram pistas importantes que, como peças de um quebra-cabeça, encaixaram-se com perfeição na história que Price acabou montando para explicar o mistério de Borley, um relato macabro de assassinato e traição, cuja personagem central era uma jovem freira, mas não a da lenda local.
Durante o ano em que alugou a antiga casa paroquial de Borley, Harry Price e sua equipe não descobriram fenômenos novos, mas um acontecimento sensacional deu a Price informações para chegar a solução que ele estava procurando. A descoberta deu-se através do uso da "planchette", instrumento equipado com um lápis que se move (supostamente guiado por espiritos) numa prancheta, escrevendo mensagens pela mão de um assistente. Um suposto espirito que se identificou como Marie Lairre contou que havia sido freira na França do século XVII, mas que deixara o hábito para casar-se com Henry Waldegrave, membro da abastada família cuja casa senhorial se erguera um dia no ponto em que agora existia a residência do pastor. No solar, tempos depois, ela teria sido estrangulada pelo marido que escondera seus restos no porão.
A história parecia explicar o fenômeno mais instigante daquele lugar. A angustiada figura da freira e as mensagens escritas podiam agora ser interpretadas como indícios de que a mulher fora enterrada em solo não-consagrado, estando por isso condenada a vagar perpetuamente, em uma busca vã pela paz final. Em março de 1938, cinco meses após a mensagem de Marie Lairre, consta que outro espírito se manifestou sobre o assunto, prognosticando que um incêndio iria ocorrer naquela noite e que a prova do assassinato da freira seria encontrada nas ruínas. O incêndio não ocorreu naquela noite, mas sim onze meses depois, quando o novo proprietário, o capitão W. G. Gregson, derrubou uma lamparina no saguão, enquanto desempacotava seus livros. O fogo alastrou-se rapidamente e a antiga casa paroquial de Borley foi destruída, dando finalmente a Price a chance que procurava para buscar, sob a construção, alguma prova fisica que servisse para explicar a assombração.
Por várias razões, ele só pediu licença a Gregson para escavar em 1943. "Procurem sob o chão de tijolos, no porão", implorava uma das mensagens dos espíritos. Após um só dia de escavações, a equipe de Price descobriu alguns ossos frágeis que acabaram sendo identificados como pertencentes a uma mulher jovem, para Price, a evidência de que havia algo verdadeiro naquela história da freira assassinada.
Aparentemente, um enterro cristão para os ossos deu ao fantasma da casa paroquial de Borley o sossego que ele tanto buscava havia tempos. Nunca mais ouviu-se falar de assombrações na casa em ruínas, que foi finalmente demolida em 1944.
O Pássaro Aziago
Sir James Oxebham, de Devon, estava alegríssimo - assim começa a história - e tinha bons motivos. No dia seguinte, seria celebrado o casamento de sua única filha, sua bela Margaret. Seria um dia perfeito. Margaret amava seu marido, um rapaz culto, de boa família e com dinheiro. Sir James adora também o rapaz e as duas famílias estavam muito satisfeitas e ansiosas para verem seus primogênitos embarcarem numa vaga de felicidade.
No dia anterior ao do casamento, em uma recepção em sua casa, Sir James fazia um discurso expansivo, agradecendo aos hóspedes por terem aparecido quando, de repente, empalideceu. gaguejou e parou. Os convidados ficaram alarmados, porém ele acabou recobrando a presença de espírito. Prosseguiu, mas sem a jovialidade do início,concluindo rapidamente a fala. Depois do banquete, Sir James confidenciou a um antigo serviçal o motivo de seu desespero. Contou ele, que enquanto falava, viu aparecer do nada, um pássaro fantasmagórico de peito branco, dar várias voltas sobre a cabeça de Margaret antes de desaparecer novamente com um flash. O criado ficou mudo e lívido, pois sabia que maldição acompanhava
a família Oxebham desde o século XVI . Sempre que um Oxebham se encontrava na iminência da morte, esse ser aparecia sobre a cabeça do condenado. Há gerações, esse pássaro era o Arauto da Morte na família. Apesar de não ter dito palavra com seu patrão, o serviçal podia ver os olhos de angústia e tristeza nele.
Os temores do criado não eram infundados. No dia seguinte, assim que a Cerimônia de Casamento começou, um homem com uma adaga na mão, saído de trás de uma das tapeçarias do altar, investiu sobre a pobre Margaret e a matou com um golpe no coração. A moça caiu morta, com o vestido de noiva sujo de sangue aos pés do horrorizado noivo. O assassino, um pretendente recusado, matou-se em seguida com a mesma adaga ensangüentada.
A Carona
Uma vez em uma certa estrada muito perigosa, numa noite muito chuvosa um caminhoneiro já perto do seu destino, vê uma mulher com uma capa de chuva amarela pedindo carona. Sensibilizado com o sofrimento da mulher, resolve ajudá-la:
- Para onde a senhora está indo?
- Minha casa fica na beira da estrada, mais ou menos uns 3 quilômetros daqui... vim até a casa de uns amigos, e preciso voltar para casa, mesmo embaixo dessa chuva toda, pois minha mãe deve estar muito preocupada. Pode me dar uma carona ?
- Claro pode subir.
Era uma moça muito bonita e simpática. Ela tirou a capa de chuva e começou a conversar com o motorista animadamente, e ele sentiu até um carinho por ela, pois era muito espontânea e de bem com a vida.
Chegando ao local indicado pela moça, ela agradeceu o motorista, deu-lhe um beijo no rosto e despediu-se. Logo ao sair, o motorista reparou que ela havia esquecido a capa de chuva no caminhão, e como estava perto resolveu voltar para devolvê-la a moça.
Bateu à porta da casa, e viu sair uma senhora de uns 60 anos mais ou menos.
- Boa noite minha senhora, eu dei uma carona para a Ana, e ela acabou esquecendo essa capa no meu caminhão, poderia entregar a ela por gentileza ?
Com lágrimas nos olhos a senhora responde:
- Por favor meu senhor, não brinque com essas coisas... a minha filha Ana morreu há 5 anos atrás, atropelada numa noite muito chuvosa igual a essa, quando tentava voltar para casa, não brinque moço... não brinque!
O Gancho
Essa é uma lenda urbana muito popular e antiga, tendo relatos desde o meio dos anos cinqüenta, mas seu ápice foi com a publicação, em 8 de novembro de 1960, de uma carta afirmando ser um relato verdadeiro deste acontecimento.
Verdade ou não, os relatos sempre falam de um casal que foi para uma estrada deserta namorar, quando a música do rádio foi interrompida por um boletim especial, informando que um maníaco havia fugido do hospício e estava pelas redondezas. A notícia mandava que todos ficassem em suas residências pois ele era extremamente perigoso e a descrição dada só aumentava o terror a seu respeito: tinha cerca de dois metros de altura, cabelos raspados e no lugar da mão direita, que fora decepada, havia um grande e afiado gancho.
Após ouvir isso tudo, a garota ficou histérica, começou a insitir com o namorado para irem embora, de início ele não aceitou, achou que era só uma desculpa para ela sair dali, mas depois de muita insistência, o rapaz arrancou furioso com o carro.
Quando chegaram à casa da garota, ele desceu e deu a volta para abrir a porta do carona, mas viu algo que fez seu sangue gelar, um gancho pendurado na maçaneta...
A Mensageira da Morte
Dizem que nas ruínas do Castelo de Berry Pomeroy, no sul da Inglaterra, existem vários fantasmas, entre eles o de uma bela jovem, condenada por sua própria crueldade. Chamava-se Margaret, filha de um dos primeiros Barões de Pomeroy. A jovem ficou grávida do próprio pai e estrangulou a criança ao nascer. Depois de morta, alega-se que seu fantasma pressagiava a morte de um Pomeroy ou de criados da casa.
Entre os muitos que dizem tê-la visto está Sir. Walter Farquhar, um eminente médico do final do século XVIII. Estava ele no castelo cuidando da mulher enferma do administrador da família, quando viu de repente uma jovem belíssima parada à sua frente. Ela se virou e sumiu pelo corredor, em direção à escada. Ele a viu claramente, iluminada pela luz que vinha de um vitral, antes que desaparecesse num dos aposentos do andar superior.
No dia seguinte, Sir. Walter perguntou ao administrador quem era a bela jovem que havia visto. Para imensa
surpresa do médico, o homem se pôs a chorar, dizendo que a visita significava que sua mulher estava à morte. Aí contou que Margaret assassinara seu bebê no cômodo logo acima e que desde sua morte começara a anunciar as mortes no Castelo; ela já anunciara a do filho do administrador. O médico garantiu-lhe que sua mulher estava se recuperando e que não fazia sentido tal história. O homem ficou muito nervoso e mesmo com a certeza do médico de que ela estava fora de perigo, ela calmamente morreu na manhã seguinte.
E essa que ficou famosa no Bob Esponja:
O Holandês Voador
Na noite do dia 11 de julho de 1881, perto da Costa de Melbourne na Austrália, os vigias de proa do HMS Inconstant anunciaram a aproximação de um barco a bombordo. Todos os 13 tripulantes, dentre eles os oficiais, foram até às amuradas para ver o recém-chegado. De acordo com os diários de bordo de dois aspirantes reais que estavam a bordo, o príncipe George (depois Rei George V) da Inglaterra e seu irmão, príncipe Albert Victor, emanava do barco uma "estranha luminosidade vermelha como a de um navio fantasma todo iluminado". Seus "mastros, vergas e velas sobressaíam nitidamente". Todavia, instantes depois, "não havia nenhum vestígio de algum barco de verdade".
As testemunhas achavam que haviam visto o Holandês Voador, o lendário navio fantasma que aterrorizou marinheiros durante séculos. A Lenda seria algo assim: apesar de todas as súplicas de sua tripulação, um capitão holandês insistiu em atravessar o Cabo Horn (próximo ao Estreito de Drake) em meio a violente tempestade. Então o Espírito Santo apareceu, mas o satânico capitão disparou sua pistola e amaldiçoou o Senhor. Por sua blasfêmia, Deus lhe rendeu uma maldição, o barco foi condenado a navegar por toda a eternidade, sem nunca poder parar em um porto. Desde então, os marinheiros dizem que um encontro com o Holandês Voador é um prenúncio de desastre.
Assim foi para o HMS Inconstant. Os diários dos membros da família real registram que mais tarde, naquela mesma manhã, um desventurado vigia caiu da trave do mastro principal e ficou "inteiramente despedaçado". E, ao chegar ao porto de destino, o almirante do barco foi acometido de uma doença fatal. Mera coincidência ou será a Maldição do Holandês Voador?