Bom, nunca mais fiz uma análise aqui pro fórum. Finalmente, aqui está uma. Espero que gostem! :riso:
Nightshade
Capa da versão ocidental do jogo.
Nightshade ("Kunoichi", em japonês) é um jogo de ação em terceira pessoa, lançado pela Sega, no primeiro trimestre de 2004. O jogo é uma espécie de sequência indireta do jogo "Shinobi", lançado para a mesma plataforma, em 2002.
A história de Nightshade é algo bem simples, você controla Hibana, uma ninja rápida e flexível, contratada pelo governo japonês a fim de coletar fragmentos de uma poderosa espada chamada Akujiki, que está para cair nas mãos de seres malvados. No entanto, o governo japonês também não é flor que se cheire, e Hibana vai ter que lutar contra vários inimigos, inclusive seu antigo mestre, enquanto descobre quem é realmente bom e mau nessa trama toda.
O estilo de jogo é uma espécie de hack'n slash, mas priorizando bem mais a velocidade e precisão dos golpes que a quantidade de cortes desferidos. A velocidade é auxiliada por algo chamado "Stealth Dash", um tipo de dash bem rápido criando reflexos de Hibana no ar que podem inclusive confundir o inimigo. Através desses dashes e pulos, a ninja corre de inimigo e inimigo, e quanto mais rápido os fatia, maiores as chances de ativar o fenômeno nomeado de "Tate": Cada inimigo morto não desfalece imediatamente, ele espera um tempo até que Hibana mate outro inimigo, e se ela suceder, nesse tempo, com a morte de quatro ou mais inimigos, aparece uma animação onde todos os derrotados caem simultâneamente, enquanto a ninja faz algumas poses bem estilosas. A vantagem do Tate, além de ser visualmente bonito, é que a cada inimigo morto em uma tentativa do fenômeno, o poder de Hibana cresce, matando a maioria dos inimigos comuns em apenas uma espadada. Infelizmente, após o Tate, esse poder volta ao normal, e só retorna durante outro Tate.
O Stealth Dash é fundamental, ajuda no Tate, confunde os inimigos e acelera o ritmo do jogo.
Ainda quanto ao combate, você tem os golpes com a espada (maior dano), os golpes com suas lâminas menores (enchem mais sua barra de ataques especiais), os chutes (quebram a defesa do oponente e podem impulsionar Hibana em direção ao inimigo, quando no ar) e as shurikens (ataque à distância, mas limitadas). Há a opção de usar ninjutsus, como uma explosão de chamas, um aumento na agilidade e até disparar lâminas de vento. O ataque mais poderoso fica por conta do Stealth Attack, que utiliza vários clones de Hibana perfurando o oponente, e pode ser usado ao custo de uma barra de energia especial.
O Stealth Attack pode não parecer muito forte, mas é o terror dos chefes do jogo.
Fora dos combates, o jogo utiliza as habilidades ninjas de Hibana para ultrapassar obstáculos, geralmente buracos sem fundo. A ninja vai precisar grudar-se em paredes (coisa que ela faz muito bem) e utilizar-se dos inimigos aéreos, para derrotá-los e usá-los como impulso no ar, chegando assim em terra firme. A coisa parece simples, mas corre em um ritmo rápido, de tal forma que funciona muito melhor na prática do que na teoria. No entanto, certas problemas do jogo atrapalham, como o fato de inimigos atirarem em você durante a trevessia de um buraco, e você não poder fazer muito sobre isso. Outras vezes, no ar, Hibana não trava a mira no inimigo mais próximo, impedindo que você chegue nele e consiga de mantar no ar; ou seja, uma queda, um game over. A primeira até que acontece com uma certa frequência, a segunda nem tanto, mas são falhas que incomodam. Sem contar que o jogo tem uma dificuldade bem grande, bom pra quem gosta de desafio, mas os menos favorecidos em habilidade, como eu, vão ter que se contentar com o modo "easy", que ainda assim contém uma boa quantia de desafio. Jogos da Sega quase sempre são assim, mesmo.
Hibana é bonita e estilosa, pena que alguns defeitos arrastem esse jogo um pouco pra baixo.
Partes técnicas:
Gráficos - Bons, o design dos personagens e dos chefões estão muito bons, escolheram bem a aparência, roupas e formas, a modelagem gráfica deles está bacana, e o jogo tem um número considerável de CGs de qualidade boa, embora nada majestoso. Quanto ao cenário, está simples e bastante plano. Feio não está, mas longe de ser bonito. Em compensação, a framerate está ótima, suave e bastante rápida, assim como os tempos de loading. Efeitos gráficos interessantes se fazem presentes, também.
Som - Bom, toca uma espécie de techno com música japonesa, que chega a ser interessante. algumas músicas ficaram legais, no estilo antigo. Efeitos sonoros normais, e dublagem mediana.
Jogabilidade - Os controles são rápidos e respondem bem, a câmera é bem moldável e quase sempre comportada, embora seja um pouco difícil controlar o "lock-on" no início, já que Hibana move-se beeeem lenta enquanto nesse modo, dependendo exclusivamente do stealth dash, dos pulos e dos chutes para se deslocar decentemente. Além do mais, nas fases finais, fica uma pouco difícil dosar as corridas da ninja pela parede e os saltos dela em lugares finos e estreiros, já que a câmera pode pegar um ângulo ruim enquanto Hibana está nas paredes. É algo mais fácil com treino, no entanto. Geralmente, essas partes de plataforma são bem legais, apenas não dão moleza.
Sistema de jogo - O jogo é sistematizado de boa forma, priorizando a velocidade e agilidade com a qual Hibana desloca-se pelas fases e destrói seus inimigos. O jogo é simples, e os produtores conseguiram aproveitar essa simplicidade para investir em algo impulsivo e emocionante, embora exija prática e/ou uma boa coordenação motora que nem todos possuem paciência para desenvolver.
No mais, Nightshade vale a pena, pra quem gosta duma ação rápida e bem feita, os aspectos ninjas são aproveitados tanto em combate quanto fora deles, e não decepcionam os fãs do gênero. A dificuldade só atrapalha se você tiver um bloqueio quanto a jogar em modos mais fáceis, caso contrário, é diversão garantida.
Demais Screenshots:
Destruir os inimigos sob um abismo e logo depois procurar uma parade para apoiar-se é comum e intenso, em Nightshade.
A roupa de Hibana foi muito bem elaborada, realçando sua beleza, além de lhe dar estilo, sem fazer com que ela pareça uma vagabunda.
Você pode ir alto, muito alto, e pode manter-se no ar por vários momentos, seja correndo pela parede, ou matando os inimigos, sem sequer pisar no chão.
Um bom Tate faz pouco dos inimigos na tela. É estiloso e até que sanguinário.
Créditos das imagens: Wikipédia (Capa do jogo) e IGN (Screenshots).
Créditos do texto: Wikipédia (Informações técnicas sobre o lançamento do jogo) e Eu/Fenriz (Análise).
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