O velho sentado sobre pedra observava o céu. Aquela noite, com lindas estrelas, parecia não acabar... a quanto tempo estava alí? A brisa fria da noite batia em seu rosto. O tempo estava úmido, o gramado brilhava. Se pudesse, ficaria ali por toda a eternidade, observando aquele céu negro, que parecia penetrar em seus pensamentos. Mas a noite iria acabar, e aquela bela paisagem haveria de acabar...
Mais uma jogada estratégica, e Pedro declara Cheque-mate a Sandra.
- Maldição! Me vencestes mais uma vez... Definitivamente não sirvo para esses jogos estratégicos.
- E isso é raro para uam arcana. Pensei que todos os sábios magos e druidas tivessem um jogo estratégico perfeito, proveniente de sua grande inteligência...
- Não zombes de mim, Pedro! Sou uma iniciante, e hei de me preparar ainda... e você?! Que diabos um guerreiro perde seu tempo com jogos de raciocínio? Deveria estar preparando seu físico... suas habilidades... não perdendo tempo com joguinhos sem graça.
- Ha! Não me venha com essa. Esta irritada por quê perdeu, pela oitava vez... consecutiva, hahahaha!
- Bah!
Ambos se levantam e começam a guardar as peças de xadrez em um baú, onde naturamelte se guardava quando alguém acabava seu jogo. Pedro era um rapaz forte, robusto, mas iniciante nas artes da batalha corpo-a-corpo. Conheceu Sandra ocasionalmente, quando esta chamava por socorro em uma caverna habitada por goblins, ainda na ilha de Rookgaard, a ilha dos iniciantes. Sandra sempre se interessou pelas artes mágicas, pela alquimia, seguindo o mesmo caminho que seu pai seguira. Seu pai morreu em uma guerra entre Orcs e Humanos, e até então, nunca mais fora visto. Algumas pessoas dizem que ele desistiu da vida de aventureiro, e resolveu não ser mais ressucitado, e dormir no sono eterno. Sandra era uma jovem muito bonita, de cabelos negros e olhos azuis. Não gostava de ser passada para trás, e odiava quando alguém desafiava sua inteligência, apenas tolerando as brincadeirinhas que Pedro costumava fazer. De fato, uma garota mimada. Pedro deixa o resto do trabalho para Sandra, saindo do salão de jogos de Carlin.
- Que estranho. Ainda reina a noite...
- Nossa! Pensei termos passado horas aqui. Esses seus jogos ridículos apenas me causam estresse! Vamos dormir, que é o melhor que fazemos. Estou cansada.
- Eu também. <Uarhh> Vamos... Preciso estar bem relaxado para o treinamento de amanhã...
Abre os olhos. Ainda noite? Como suspeitava... não conseguia dormir bem desde sua última batalha contra Jakorh, o minotauro caolho. O chifrudo o tinha ferido muito! Era diferente dos outros minotauros desprezíveis. Tinha uma força descomunal, e sua pele parecia ser feita de rocha. Felmon dormia sobre a grama, usando uma rocha como travesseiro, próximo a cidade de Carlin. Sempre fora confiante. Não temia ser roubado enquanto dormia em locais onde provavelmte até mesmo um assassinato de um rei seria despercebido. Amava sua espada mágica flamejante como se fosse seu irmão. A espada era bem interessante: um cabo feito de rocha vulcânica, com uma esmeralda vermelha no centro, e, quando ativada, liberava constantemente uma pequena rajada de fogo, em forma de uma lâmina. Um golpe dessa arma e o gemido de dor da vítima seria bem agudo. Felmon se levanta, esticando seu corpo para afugentar a preguiça que o assolava.
- Fui amaldiçoado, ou é a primeira vez que durmo menos de 5 horas? - se perguntava Felmon baixinho - Aproveitarei ainda a noite para tomar uma boa bebida na taverna de Dane.
Depois de algum passos, escuta um ruído. Sem demora, ativa sua espada, que libera as chamas mágicas.
- Huahahaha! Nem mermo tua espada nos vai vencer, desgraçado! Quem mata um membro de nossa raça, merece nada mais que a morrrter! [Nota do autor: ele fala do mesmo modo que você está lendo]
- Pelo modo de falar, só pode ser um algum minotauro amiguinho de Jakorh. Sumam daqui, antes que minha espada arranque essa espinha de sua cabeça...
- Eu ser Bandarth, irmão segundo de Jakorh, e trouxe meus irmão pra te matar! E isso que está na minha cabeça é minha honra!
- Haha... tua honra, han? Com lisença...
Felmon ignora os minotauros tolos, que já tinha saído de seus esconderijos. Contava cinco, fora Bandarth. Dando-lhe as costas, anda tranqüilamente a caminho de Carlin. Seria humilhantes demais deixar que Felmon fizesse tal atitudade e ainda saísse sem antes uma batalha. Bandarth ordena o ataque, e prepara seu ataque. O primeiro minotauro corre mirando seus poderosos chifres às costas de Felmon, liberando a característica fumacinha pelas narinas. Felmon espera a aproximação do minotauro o suficiente para rodar sua espada na hora certa, e decepar a cabeça do infeliz. Bandarth fica surpreso com tamanha velocidade que Felmon utiliza para suspreender seu irmão, e mata-lo. Dois minotauros tentam uma imobilização, agarrando cada um, um braço de Felmon. Este usa de sua habilidade para livrar-se, e, passando por debaixo das pernas (patas?) de outro, retira uma runa explosiva da bolsa. Antes que pudesse ativa-la, Bandarth chuta sua mão, fazendo a runa explosiva voar alguns metros, explodindo logo em seguida. Aproveitando da destração de Felmon, Bandarth segura-o pelos ombros, e cabeceia-o. Felmon sente uma enorme tontura, mas calcula perfeita seu chute, acertando a genital do monstro. Bandorth não pôde esconder a dor, e fica a se contorcer no chão. Outro minotauro oportunamente utiliza de seus ombros largos para golpear, mas Felmon pula para trás, e perfura o peito do oportunista, tombando morto no chão.
- Covarde! Como ousa utilizar um golpe tão baixo como esse... <Urrh>
- Pensei que covardia fosse seis guerreiros contra apenas um...
Antes de terminar sua contra-frase, Felmon é golpeado nas costas, apenas tendo o impácto amortecido pela mochila que carregava. Porém, sua bolsa de runas explosivas cai. Um tolo minotauro aproveita aquela situação, e arrisca utilizar as próprias runas de Felmon contra ele.
- Estúpido! Você n...
A ignorânica relativa ao baixo conhecimento mágico do minotauro faz com que ele ative a runa explosiva precipitadamente, explodindo-a junto às outras. A explosão causada é enorme, não escapando um ser vivo naquela área. Felmon sente seu corpo queimar, até apenas sentir o ardor de uma queimandura quando em contato com algo. Se levanta sofridamente, observando aqueles seis corpos pretos, tamanha forçã da explosão. Que merda! Tinha perdido sua bolsa de runas explosivas, e haviam custado tão caro! Vasculhando sua bolsa, não encontra o que esperava. Onde diabos havia deixado sua bolsa de runas curativas? Um sorriso é solto. Estava lutando contra aqueles malditos sem nenhuma runa curativa? Precisava chegar ao templo de Carlin.
Pedro e Sandra já estavam próximos a casa, quando avistam um homem com queimaduras graves por todo o corpo. Ele batia violentamente na porta do templo, irritado.
- Ou moleques! Cadê o clérigo desse templo?
- Muleques? - indaga Sandra - Tenha mais respeito idiota!
- Camla Sandra. Ele parece ser forte... Olhe os equipamentos dele. - sussura Pedro.
- Que importa? Tenho certeza que neste estado ele não agüenta um míssel mágico!
- Me mata e juro que volto pra te levar pro inferno! - Ameaça Felmon - Clérigo dorminhoco! Abre este maldito templo que a dor que sinto não pode esperar! Se não abrir logo, terei que usar métodos mais...
Uma portinhola se abre, revelando um rosto velho encapuzado. Era o clérigo.
- Não estou mais curando! Por favor, retire-se daqui antes que acorde toda a vizinhaça.
- Mas que clérigo é esse? Não está vendo meu estado? E não venha perguntar sobre minhas runas curativas, pois elas estão na cidade dos elfos, e meu corpo já estará completamente tostado daqui pra lá!
- Não foi eu que mandei você arrumar confusões por aí. Desculpe, mas não posso fazer nada.
- Espere um pouco. Acho que você não está entendendo sua função... você é um clérigo, maldição! Pelos deuses, cure-me o suficiente para minha caminha até Ab'dendriel seja sem riscos!
- Você não entende... desculpe.
- Nem eu! - intrometeu Pedro - Que mal há de curar este guerreiro?
Sem resposta, o clérigo fecha a portinhola, e deixa os três acompanhados do silêncio. Felmon observa os dois jovens iniciantes, e propoe.
- Ei, garotos. Se vocês me levarem com vivo até Ab'dendriel, recompeso vocês.
- Mas não! Somo moleques, e não poderemos...
- Não escute ela! Iremos com você, portanto que prometa que nos recompensará caso levemos você até a cidade dos elfos vivo. Será nossa oportunidade de ver os elfos!
- Eu prometo.
Assim, o trio parte a caminho de Ab'dendriel. Que os deuses acompanhem esses três indefesos, se assim eles desejarem...
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