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Tópico: As Planícies do Caos

  1. #1
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    Padrão As Planícies do Caos

    Bom dia.

    O tempo que sobra no período de férias é o maior responsável por eu ter escrito esse pequeno prólogo.
    Vou postá-lo, provavelmente eu continue. Se continuar, não sei quando posto o outro.
    Estou postando do trampo!

    Espero que gostem.

    As Planícies do Caos


    ...Resenha Aqui...

    ...Imagem Aqui...


    Índice

    Prólogo
    Capítulo I – O nascer da metrópole



    Divirtam-se.
    E respondendo à pergunta do Holvo~: Esta não é uma adaptação.

    Sem mais;
    Asha Thrazi!

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    Última edição por Kaoh; 16-07-2008 às 14:29. Razão: Editando para adicionar link ao "Prólogo"
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  2. #2
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    Prólogo



    Fazia frio. O gramado estava coberto pelo orvalho da madrugada. A brisa, que de tão fraca mal balançava as folhas das árvores, era ao mesmo tempo gelada como o ferro. O céu estava limpo, seco e estrelado. As velhas árvores se encurvavam pelo caminho, colossais e imponentes. Não se era possível visualizar o horizonte, encobertos por arbustos, galhos e por sua própria distância. Apenas o som de sua bota velha e maltrapilha ecoava pelo vácuo com o qual presenciava ao pisotear os ramos de grama que fortemente resistiam à temperatura. E estava mesmo frio, um frio cortante de morte. Mais uma vez, o dia estava para nascer. Primeiro Fafnar e depois Suon, que a perseguia. Atravessavam todo o céu, iluminavam e aqueciam a terra e o mar, e desapareciam no horizonte, levando convosco todo o calor de Tibia.

    Seu joelho reclamou outra vez.

    Por vezes pensava que as ordens que cumpria eram completamente insanas, ordenadas por um velho insano, em busca de um povo insano. As vezes, não. Na verdade, nunca acreditara nas loucuras de Taciror, assim como boa parte de Thais. Porém, com os constantes ataques à cidade, esta era a última e única opção. E ali estava, em busca de elfos que constituíam a alta hierarquia de sua raça, raramente ou nunca vistos. Até pelos próprios elfos. Taciror contava em suas histórias que estes eram capazes de afugentar qualquer inimigo sem ao menos tocá-lo e desta forma teriam se isolado em algum lugar de Tibia, em paz, para aperfeiçoar esta técnica. Por este motivo mancava pelo sereno, envolto por um aconchegante casaco de pele de urso, com seu estômago a gemer de fome.

    Thais é a única cidade do continente de Tibia. Está situada na parte sudoeste do continente, em uma baía com o mesmo nome, extendendo-se até distantes terras. Dois rios formam uma borda natural ao norte e ao sul, fortes muralhas protegem o lado leste da cidade. Ao oeste, Thais é aberta ao mar. Não se acredita na existência de outras cidades, principalmente porque todos que deixaram Thais em busca de provas nunca mais voltaram. Em uma pequena ilha na baía, o Rei Tibianus II reside em seu castelo. Sobre o seu reinado, Thais tornou-se um centro de ciências e artes. O Arquivo Real, no castelo, e as livrarias das guildas, contêm uma riqueza de sabedoria. Além das muralhas, ao leste, existe uma imensidão de terras pouco exploradas. Terras que alimentam a ambição do rei de Thais, e que pouco a pouco vem destruindo a cidade. Nessas terras existem criaturas perigosas e desconhecidas, que são enfrentadas e mortas pelo poderio do exército do rei. E agora, anos após o início da expansão, são essas mesmas criaturas que assassinam soldados e guardas, queimam casas e tavernas, e amedrontam os cidadãos thaisenses.

    Ao chegar ao topo do morro Falnus parou abruptamente e com o joelho latejando se apoiou em uma aroeira. Gotas escorreram pelas folhas da árvore e pingaram em sua cabeça. O frio, que até outrora congelava seus ossos, se fez aconchegante, como se a brisa fosse o anúncio do dia que chegava. Mas o calor repentino não tinha este motivo, e o mago sabia que se tivesse a perna amputada, naquele momento, também nada sentiria. Ofegante e com o peito aquecido, Falnus se admirou, como se não ousasse acreditar que os deuses o tinham favorecido. Sentindo as lágrimas aflorarem em seus olhos, Falnus admirava algo que ele já havia desistido de encontrar: os elfos de Taciror, os Teshial.

    Limpou as lágrimas com a mão coberta por uma luva de pele e, mancando, tornou a descer o morro, na direção dos portões da pequena cidade entranhada no seio da mata, que mesmo a centenas de metros de distância lhe parecia tão próxima.

    Sem conseguir se conter, Falnus deu uma sonora gargalhada, das profundezas do manto de pele de urso que o envolvia.


    Sim, pequeno.
    É o tamanho do tempo que me sobra no trampo!

    Sem mais;
    Asha Thrazi!
    Última edição por Kaoh; 06-07-2008 às 18:46.
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  3. #3

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    KAAAAOHHHHHH! Quanto tempo! Eis um dos melhores escritores da Board!

    Quem sou eu pra avaliar qualquer uma das suas histórias, mas esse prólogo me atiçou.
    Espero que continue postando

    E SdC? Continuará abandonada? :wscared:



  4. #4
    Avatar de Ramonteiro
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    Uhh, muito bom
    Aguardando a continuação!

  5. #5
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    Citação Postado originalmente por Kaoh
    Esta não é uma adaptação.
    Espero realmente que não seja.

    Eu não conseguir achar nada errado. Apesar de bem pequeno, e nada revelador, a trama parece bem envolvente, além de ser óbvio, que será bem escrito, tal como o prólogo.

    Só espero que não abandone a esta história, como fez com Saga, uma história que seria promissora.

    Próximo capítulo?

    Hovelst




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  6. #6
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    Infelizmente, imagino que esse seja o tempo médio das minhas postagens, pois só tenho tempo de escrever aqui no trampo. Como estou escrevendo mais por lazer próprio do que qualquer outra coisa, não imagino que será algo de tanta qualidade, mas aí está.


    CAPÍTULO I – O NASCER DA METRÓPOLE



    Quando o Sr. Frodo Widuck deixou para trás sua notória carreira de cavaleiro, repleta de honrarias e das mais cabeludas aventuras, para se dedicar ao comércio de seu velho amontoado de equipamentos, muitos o chamaram de louco.

    - Clavas usadas? Quase não tem espinhos! – questionava um.

    - Veja o tamanho deste buraco, meu senhor! Como comprarei um peitoral furado? – dizia outro.

    A verdade é que nem mesmo seu filho mais velho, Frodo, ou seu filho mais novo, Frodo, acreditavam no empreendimento. E estiveram certos, por uma ou duas semanas. Seu pai já passara dos cinqüenta, e trazia em seu sofrido corpo as marcas dos quase quarenta anos de coragem e bravura. Era um homem alto, forte e alegre. Tinha os cabelos já grisalhos, assim como o comprido bigode, porém mantinha os olhos negros e vivos, e o espírito jovem de um cavaleiro novato, cheio de sonhos e vontades, mas fora barrado pela perna moída por um urso. Nas feições um sorriso fácil, o andar pesado e muitas histórias. Seu nome já fora cantado pelos mais variados bardos, em contos de bravura e astúcia. E mesmo com seu carisma e esperança em seu novo negócio, nunca havia se imaginado como comerciante. Thais era pequena e os poucos moradores que a habitavam não se interessavam nas velhas ferrarias de Sir Widuck. Uma pequena minoria que se interessava, não possuía ouro algum e passava fome.

    Foi então que, certo dia, uma velha espada sem fio algum foi vendida. De acordo com Frodo, aquela lâmina havia cortado a carcaça de um grande minotauro em uma de suas perigosas aventuras, e acabara por perder o fio ao ficar alguns minutos banhada pelo sangue da criatura. O jovem rapaz que se interessara por ela pagou caro, e ficou com o troféu.

    As histórias e boatos se espalharam rapidamente pela cidade e as vendas foram acontecendo, até o dia em que a última tralha foi vendida: um velho escudo de bronze, rachado, de acordo com os contos do velho Frodo, pelos punhos de um poderoso demônio, de longos chifres e dentes afiados.

    E muito mau.

    - Mil moedas de ouro! – bradou o respeitável cavaleiro de cabelos longos, por entre as dezenas de pessoas que tinham por esperança levar para seu lar tão aclamado objeto.

    - Fechado – concretizou Frodo, o pai, batendo com um pequeno martelo de madeira contra uma placa de ferro sobre um belo balcão de acácia -, esta relíquia é sua, Tibianus.

    Com o último dos velhos equipamentos vendido, Frodo Widuck entrou em sua loja onde receberia o pagamento para então entregar a mercadoria. Os compradores que haviam dado um lance formaram uma fila em frente à sua porta, enquanto as pessoas restantes seguiam decepcionadas para suas casas. A fila logo acabou: o primeiro comprador entrava na loja, entregava o dinheiro, recebia a mercadoria e se retirava. O segundo também. O terceiro também. E assim, sucessivamente, até a entrada de Tibianus.

    - Nunca, em toda a minha vida, imaginei que tão renomado nobre desejasse alguma de minhas preciosidades.

    - Nem eu.

    - Então sente-se, senhor Tibianus – disse, arrastando uma cadeira para o rei da pequena cidade de Thais – Traga um bom vinho para ele, Frodo.

    - Sim, pai.

    - O senhor desejaria algo mais, meu rei?

    - Sim, mas isto seria particular.

    - Certamente, meu rei. – e espantou seu filho com a mão.

    Frodo filho se retirou rapidamente, e o som dos seus passos foi logo substituído por um tilintar de moedas.

    - Aqui está. – disse o rei, jogando sobre a mesa um pesado saco de moedas. – Três mil.

    - Três?

    - Sim, e lhe pagarei mais cinco caso aceite fornecer armamento para o exército.

    - Mas que exército? – perguntou Frodo, intrigado.

    - O exército real de Thais.

    - Mas desde quando temos exército, meu senhor.

    - Isso já não é de sua conta, Sr. Frodo Widuck.

    Frodo era velho e sua idade lhe recompensara com experiência. Experiência esta que o deixava desconfiado. Tibianus era um belo homem. Tinha um cabelo negro, que alcançava o meio de suas costas, a barba e o bigode asseadamente aparados e brilhavam, de tão oleados. Era astuto e respeitado, compreensivo e dedicado. Adorado pelo seu povo, pois fazia parte deles. Bebia e dançava como os camponeses, cantava e xingava como eles, mas iludia as jovens filhas destes também, dando noites de prazer a cada uma. E isto, provavelmente, os camponeses não sabiam. As únicas coisas que fazia de tão bem como nenhum camponês jamais conseguiria era comandar um reino e brandir uma espada. E isto lhe fazia senhor daquelas terras. Era ainda jovem, não tendo alcançado ao menos quarenta anos de idade, mas mesmo assim era rei. E um pedido nunca deve ser negado a um rei, principalmente quando este pedido envolve dinheiro. E, por causa disso, Frodo Widuck se tornou um homem rico.


    Thais crescia de forma a alcançar os rios que cortavam o norte e o sul daquelas terras, mantendo seu crescimento unicamente ao leste, reinada pelo jovem Tibianus II, filho de Tibianus, que havia feito uma viagem à alguns anos, prometendo voltar em alguns dias, e não mais voltara. Este fato, trágico para muitos, contribuiu muito para o crescimento da cidade, pois a juventude de Tibianus II era cheia de idéias e projetos que, até o momento, estavam dando certo. O bom e efetivo plano de expansão do rei, acionado pelo exército real, abria as terras ao leste para garantir o crescimento seguro da cidade, enfrentando criaturas desconhecidas e destruindo tribos inteiras. Neste último assalto, uma pequena tribo de trolls, sobre um morro à algumas léguas dos portões da cidade, fora devastada e todos seus habitantes assassinados. As velhas cabanas de pele de urso ou veado foram saqueadas e logo após queimadas, de modo que nada restaria para impedir o crescimento da única cidade do continente tibiano. E são esses saques o combustível necessário para o constante desenvolvimento capitalista de Thais.

    - Camdrek! Que boa surpresa.

    - Surpresa? – respondeu o jovem arqueiro, ao entrar pelas portas da conhecida loja de armas de Frodo Widuck, filho.

    - Imaginei que desta vez não voltaria. Muito trabalho? – perguntou o jovem Frodo.

    - Um pouco, diria. – disse, e despejou sobre o assoalho armas e armaduras rústicas – Mas, estava me agourando, seu bastardo?

    - Um pouco, diria. – repetiu o burguês, e ambos soltaram uma gargalhada.

    O velho Frodo Widuck havia morrido há 12 anos, e desde então seu filho mais velho assumiu os negócios da família. Thais crescia incansavelmente, tendo como sua maior arma o exército real. O momento de ascensão era favorável para todos, desde camponeses até nobres, de soldados à burgueses, pois a cidade crescia em tamanho e em economia, e em pouco mais de dez anos havia quadruplicado ambos, formando uma espécie de imã, que puxava muitos trabalhadores da área rural para seu interior, onde buscavam emprego e uma vida tranqüila, e conseguiam. Os filhos destes camponeses acabavam por ingressar no exército, que crescia gradativamente, conforme a cidade. Camdrek era o filho mais novo de um casal de camponeses, que plantavam em um pequeno pedaço de terra ao sudeste de Thais. Com a vinda de sua família para a cidade, ajudou-os no armazém de seu pai e, com 15 anos, se tornou um arqueiro, que servia ao exército real. Agora tinha 21. Pouco gostava do que fazia, mas era o que fazia melhor. Ficava na cidade alguns dias, até ser chamado pelo exército e partir para terras desconhecidas, desbravá-las. Após seis ou sete dias, voltava com um pesado saco de velhas armas e armaduras, saqueado de suas vítimas, onde lucrava quase a mesma quantia que seu pai, no armazém, vendendo para a ferraria mais conhecida da cidade, de Frodo Widuck, filho. Pesava, e Frodo pagava por onça. Duas onças equivaliam à cem gramas e Camdrek recebia uma moeda de ouro a cada cem gramas.

    - Setecentos e vinte e duas onças, Camdrek. – disse Frodo.

    - Pelas minhas contas, estou rico.

    - Deves voltar para a escola o mais rápido possível então, meu amigo. Agora venha, me ajude a tirar este saco de ferro da balança. – disse, colocando a mão na base do saco – Não sei como tens tanta força para arrastar este pesado saco desde as Planícies do Leste.

    - É só ter jeitinho. – disse o arqueiro sorrindo – No três. – apoiando o saco com a perna.

    - Ou ambição. – disse o burguês – Um, dois, três.

    Frodo gostava de Camdrek, pois este era confiável e prático. Ele era grande e ossudo, tinha a pele queimada pelos sóis, o peito largo, de rosto quadrado e queixo comprido. Tinha os olhos verdes e o cabelo louro-palha da mãe, e nada herdara de seu pai, a não ser o feio nariz de batata. Extrovertido e preguiçoso, aquele homem era uma das grandes fontes de lucro da ferraria de Frodo. O metal que comprava do arqueiro pouco dava para ser aproveitado nas condições em que lhe era vendido, apenas alguns dos equipamentos em melhores condições eram totalmente consertados e revendidos por um preço muito maior. A grande quantidade das armas e armaduras eram derretidas nas fornalhas, e depois refeitas pelo seu irmão mais novo, Frodo, que era o mais competente ferreiro da cidade.


    O dia amanhecia aliado ao canto dos pássaros quando Frodo abriu a loja pela manhã. Usava longas vestes azuis-turquesa, que encobriam sua luxuosa e lustrosa barriga burguesa, grandiosa e redonda. Assim como a barriga, seu rosto era esférico e as bochechas avermelhadas. Tinha cabelos bem cortados, sobrancelha feita e todos os dentes. Era casado, e sua mulher estava grávida de, se Uman deixasse, um belo e forte rapaz, o qual daria o exclusivíssimo nome de Frodo. Vivia como rei, ou até melhor, pois pouco era incomodado ou requisitado, apenas recebia um saco de ouro e entregava a mercadoria ao comprador e, também, recebia a cada trinta dias cinco mil moedas de ouro, cumprindo assim com sua parte do trato, de manter sempre o exército real bem armado. Sua loja tinha um bom nome, o que ele deveria agradecer sempre e unicamente ao seu falecido pai, pois até ele mesmo, Frodo, filho, havia duvidado do sucesso daquela loja quando seu pai iniciou com as vendas. E ali estava, no balcão, esperando por mais um dia de muitas vendas e, conseqüentemente, inimagináveis lucros, quando Camdrek adentrou pela porta principal, ofegando, tremendo e gaguejando.

    - Frodo, Frodo!

    - Mas que raios aconteceu, Camdrek. Isto é jeito de entrar? – reclamou o burguês.

    - Saia daqui agora. – disse ofegante – Pegue sua família e atravesse a cidade e – pausou, para respirar –, vá para o castelo do rei.

    - Mas do que está falando? Está louco?

    - Não, imbecil, não! Estão atacando a cidade, seu pederasta de merda! Vá logo se não quer ser morto! – bradou impaciente o arqueiro, enquanto corria para a porta.

    - Mas, quem está nos atacando? – gritou, antes que Camdrek saísse.

    - Orcs. – e se virou para Frodo, agarrado ao seu longo arco com o qual defenderia até a morte seu lar – Um exército de orcs das Planícies do Leste, como nosso rei previa e temia.

    E então Camdrek se retirou, em direção à saída leste da cidade, enquanto em algum lugar ali, do lado de fora da bem sucedida loja do burguês Frodo Widuck, filho, orcs sedentos por sangue, carne e, principalmente, vingança, marchavam para dentro da cidade, gritando e destruindo tudo que se opusessem ao ataque da horda.


    *****


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