Pareceu-me sensato, voltar.
Jonas Arthene a fada da espinha
I
Era uma vez, numa terra tão tão distante um homem chamado Jonas Arthen, ele era jovem, rico e bonito, tinha cabelos loiros cintilantes que desciam até seus ombros e um sorriso cativante. Seu corpo era bem lapidado com musculos torneados e fortes, trajava ricos e refinados tecidos e dispunha de uma enorme habilidade com armas, além de guardar o maior e melhor arsenal magico do mundo. Todos amavam Jonas Arthen.
E por falar em amavam, Jonas era um galã entre as mulheres. Muitas delas conquistadas por batalhas de enormes dragões ferozes e bruxas do mal endiabradas que queriam conquistar o mundo, ele nunca saberia por que ambos mantinham mulheres como prisioneiras ou por que elas eram sempre bonitas e se jogariam em seus braços sempre que ele degola-se o adversário, mas quem se importaria quando você tem uma donzela bonita nos braços?
Assim, numa tarde quinta-feira, Jonas andava pelas ruas de sua metrópole Aknor quando avistou no campo uma donzela que estava em perigo. Ela fugia de um dragão flamejante do mal maléfico. E assim Jonas pos-se á correr, e correu, e correu, até que quinze minutos depois de sua corrida insana Jonas percebeu ja havia passado o dragão e a donzela, e quando olhou para trás limitou-se a ver um lagarto gigante de asas lambendo os dedos. Assim, pelo seu primeiro fracasso em um número de vitórias tão imenso que não pode ser escrito, ele mergulhou em uma atmosfera de angústia e sofrimento que exercia em cantos escuros de cada um dos seus vinte e sete castelos greco-romanos.
Até que ele se levantou em dado momento, fitou o espelho e olhou o seu rosto pálido e sem vida e viu de uma pequena espinha na sua teste surgir uma fada brilhante. Jonas, em todo o sua coragem, ao ver a faixa de luz brilhante emergir de seu rosto manteu-se calmo e tentou entender a situação.
-Deus! Um inseto! XÔ,XÔ!
E o ponto luminoso respondeu.
-Jonas, não se assuste...
-O que é você?
-Eu sou a fada da espinha.
-Fada do que?!
-Tivemos que cortar alguns gastos. Jonas, vim até aqui pois sou sua protetora e devo ajudá-lo em situações como essa.
-Devia ter te espremido quando tive a chance.
-Estou aqui para ajudá-lo, mas posso voltar para o seu rosto se assim desejar.
-Não!
-Muito bem...
Então, Jonas gritou e agonizou em sua cama de veludo egípicio. E a fada sem nada entender interrogou.
-O que há?
-A sua luz me cega!
-Bem, vire-se então.
-Não há como, não vê os espelhos imbutidos na parede?
De fato, em seu esplendor, Jonas queria acordar todos os dias sabendo o quão bonito era e para tal não devia haver uma só parede em seus vinte e sete castelos greco-romanos que não segurasse um espelho de prata.
-Muito bem, eu diminuirei a luz mas afaste um pouco.
E, com as mãos sobre os olhos, Jonas recuou e a fada reduziu a luz azul que emergia de seu corpo.
-Por que pediu para eu recuar?
-Por que - A fadinha hesitou um pouco - sem a minha luz meu corpo mata qualquer um que estiver nesse raio! - E marcou toda a sala com a sua magia, menos um esfera na qual Jonas se situava.
-Cruz credo!
-Voltando ao assunto. Eu saí de teu rosto para ajudá-lo a enfrentar esse momento de tristeza e, para tal, vou levá-lo a uma terra distante, até além do fim do mundo, e lá ensiná-lo e testá-lo para que sua grandeza seja restaurada.
-Mas eu não fiz nada...
-Exato! Você confiou tanto no seu poder que não pode salvar aquela donzela. Eu venho, desde então causando uma dor forte nos seus pensamentos através da magia de eutroficação da malícia oculta para que enfim, no seu momento de agonia eu pudesse me libertar e ajudá-lo.
-E como isso me ajudou até agora?
-Bem... Você deve pensar em como isso vai te ajudar futuramente.
-E como isso vai me ajudar futuramente?
-Você não perambulará pelos cantos escuros dos seus vinte e cinco castelos...
-Vinte e sete.
-...vinte e sete castelos, agonizando.
-Eu tenho alguma outra escolha?
-Você pode ficar aqui e espelir pus por todos os orifícios do seu corpo a cada trinta e três segundos.
-Parece-me justo, quando eu começo?
-Agora.
Logo, uma nuvem pura e branca exalada do pequeno ser cobriu Jonas e, desde aquele momento, nenhuma outra pessoa de Aknor o veria novamente, muito menos a donzela que mantinha um dragão como mascote e o alimentava, todas as tardes de quinta-feira.
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Perdão pelo mal jeito, estou enferrujado.
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