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Tópico: Banthor

  1. #1
    Avatar de Rodrigo Klaus
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    Padrão Banthor

    Considerações Iniciais

    - É a primeira história que escrevo aqui... Sempre leio este fórum e só muito recentemente animei de postar algo.
    - Dou créditos ao TibiaWiki e ao próprio TibiaBR, pois tirei desses sites diversas informações usadas no texto.
    - Ignorei muitos aspectos do jogo para tornar a história mais real.
    - O jogador Banthor, knight level 23 de Danubia, nada tem a ver com o protagonista da roleplay. Apenas fui olhar se existia algum player com esse nome depois de escrever toda a Introdução e o Capítulo 1.
    - Queria agradecer à Edgar Allan Poe, Dostoiévski e Tolkien por terem me ajudado a escrever (hehe ).
    - Boa leitura!



    Introdução


    Um tal Svyre Machado-Sangrento certa vez disse que as Ilhas Geladas, no Oceano Nórdico, não eram lugar para os fracos de corpo e espírito. Isso, vindo de um bárbaro nascido e criado na região mais gélida de todo Tibia, é algo a se recear, caso o leitor tenha alguma pretensão em se aventurar por tais terras.

    Antes de começarmos nossa história, é bom saber algo sobre esse arquipélago: algumas das ilhas são grandes porções de terra, outras, meras ilhotas; são elas: Hrodmir, Nibelor, Grimlund, Hellheim, Tyrsung, Okolnir, Folda, Vega e Senja - será lembrado que as três últimas não tiveram os portos fechados para o resto de Tibia. A principal cidade, Svargrond, se encontra em Hrodmir - a maior ilha, diga-se de passagem. É uma localidade relativamente aprazível para viver, visto que, com a recente reabertura dos portos e, consequentemente, a religação com as demais partes do mundo, a população aumentou consideravelmente, assim como a qualidade de vida. Registraram-se várias viagens com destino à terra dos bárbaros, com intuito empresário, nos últimos tempos.

    Os bárbaros que ali habitam não são hostis aos visitantes - pelo menos fisicamente-, porém, adentrando-se mais em Hrodmir, atravessando a colossal geleira Formorgar, que divide a ilha em leste e oeste, encontrar-se-á bárbaros extremamente agressivos, que atacarão qualquer intruso, chamados Norsir. Bem à sudoeste da ilha, existem assentamentos desses rufiões.

    A fauna da ilha é razoavelmente diversificada; constitui-se de lebres, lobos e ursos polares, pingüins, focas, veados, diversos pássaros, cujos nomes me fogem à memória, trolls gelados, e até, pasmem, mamutes, julgados extintos há muito pelos zoólogos tibianos. A pesca é gigantescamente abundante, vivendo, pois, os habitantes dela.

    A economia de Hrodmir, antes, era mineradoura - o subsolo de Formorgar abriga minas, homônimas. Contudo, o contigente de trabalhadores era pequeno, e um misterioso assédio de serpentes marinhas tornou o trajeto de Carlin - cidade que explorava as minas - até Hrodmir perigoso, fazendo com que os interesses econômicos da Rainha se esfriassem, no que concerne às atividades mineiras. Como já falado acima, a economia da cidade expandiu-se grandemente com a reabertura dos portos, e certos bárbaros trabalham agora como comerciantes de peles, dentre outros artigos.

    Notem, caros leitores, que me deti especialmente nessa ilha pois a natureza da história que vos conto assim me obriga. Caso a descrição de outra ilha (ou qualquer espécie de localidade) se faça necessária para o entendimento ou enriquecimento da narrativa, assim o farei. Dói-me também ter que, de certa forma, "matar" o aspecto literário do relato para inserir dados e informações técnicas, porém, é algo que julgo necessário. Espero que os senhores não se melindrem com a palpável mudança de estilo na escrita, caso isso venha a ocorrer.



    1.


    A imensidão anil do Oceano Nórdico parecia engolir a singela embarcação que perseverava na peleja contra o agitado mar polar. Era um minúsculo barco (tão pequeno que poderia ser confundido com uma grande canoa com velas - algo entre vinte metros de comprimento por dois de largura - que, velas içadas, rumava com veemência para o sul, tendo como escolta a gigantez de Formorgar, na costa de Hrodmir, à oeste, as praias geladas de Tyrsung, à
    leste, e as cadeias rochosas de Okolnir, à frente. Ao timão, estava um tipo estranho; usava, não obstante a temperatura negativa, apenas uma tanga, produzida a partir de um tipo de couro pesado e felpudo, tornozeleiras e botas do mesmo material, além de estranhas ombreiras metálicas. Seu cabelo era alvo e estava preso firmemente em um rabo-de-cavalo - se bem que, àquela altura, vários fios haviam se soltado e estavam a esvoaçar no vento. Uma grande mecha fora deixada propositalmente de fora do penteado, e caía displicentemente sobre seus olhos castanhos-escuro, quase negros. As bastas suíças juntavam-se suavemente à escassa barba, de cor mais escura que o cabelo. Seu torso, braços e pernas, nus, denunciavam muitos anos de mar: eram torneados e musculosos. Tinha feições duras e feias, coalhadas de cicatrizes, mas sua boca, naquele momento, estava rasgada em um sorriso despreocupado. Trazia na mão esquerda uma garrafa do melhor rum da Baía da Liberdade. O marujo cantava, a plenos pulmões, uma velha cantiga, da qual nada se entendia, devido ao seu avançado estado de embriaguez.

    - Pára com essa cantoria, por amor dos deuses, homem!

    O capitão da embarcação virou a cabeça em direção à popa e viu um homem deitado de bruços sob os bancos do barquinho. Tomou um longo gole da garrafa e retomou sua ladainha, com força redobrada. O tripulante, então, arrastou-se até a borda da diminuta barqueta e vomitou no mar. Terminada a insólita tarefa, pôs-se sentado num dos bancos - com certa dificuldade, será lembrado -, indagando ao ébrio quanto tempo ainda tomaria para atingir o destino. Foi ignorado sumariamente, o que fez surgir certa ira em sua mente nauseada. Levantou-se de forma lenta e fez-se ver completamente. Era um sujeito de estatura imponente - media cerca de seis pés e meio* -, esguio, porém atlético. Apenas sua cabeça era visível - todo o corpo estava escondido por uma enorme capa enrolada em volta do tronco, de modo a se assemelhar a um sobretudo, feita do mesmo couro de que eram produzidas as peças do vestuário do bêbedo ao timão. A gigantesca capa ia da ponta das botas, também iguais às do capitão, ao queixo, terminando em uma gola extremamente felpuda. O rosto, de traços firmes e quadrados, era emoldurado por uma cabeleira singular, negra e rebelde, que se espalhava em todas as direções, caindo até pouco abaixo do ombro. Não aparentava ter mais de quarenta anos de vida, mas seus olhos, verdes qual esmeralda, denunciavam grande experiência e sabedoria não trazidas pela idade.

    O passageiro transpôs a extensão do barquinho com poucas passadas e postou-se atrás do capitão, que continuava a cantar descontroladamente. Com a mão esquerda, tomou a garrafa de rum do fanfarrão, e com a direita agarrou sua nuca, puxando-o, sem dificuldade alguma, até a borda da embarcação. Forçou o ébrio a abaixar-se e mergulhou sua cabeça na água gelada, aos trancos e barrancos. Após deixar o pobre homem submerso por alguns segundos, livrou-o do aperto e voltou ao seu posto, sob o banco.

    - Esses recém chegados de Além-Mar... - resmungou o capitão, quase ininteligivelmente - Sempre cheios de regras e normas...

    - Cala-te, Buddel! - replicou o miserável - Sabes perfeitamente bem que, na concepção de Sven, sou tão cidadão de Svargrond quanto tu. Paguei o que me pedistes e quero que meus serviços sejam realizados competentemente, o que certamente não acontecerá caso insistires em beber feito um anão.

    Buddel voltou sua atenção ao timão e resmungou algo sobre a tolerância excessiva do jarl. Não dando ouvidos ao bazofiador, o homem levantou-se de sua toca e rumou para a popa, onde jazia uma enorme mochila, de couro ordinário. Tirando de lá alguns instrumentos estranhos, um caderninho e um lápis, ele começou a fazer medições na água com uma espécie de termômetro e colheu alguns mililitros do gélido liquído em um pequenino frasco, que logo foi enfiado de volta na colossal mochila. Depois, ergueu-se e levantou o braço direito acima da cabeça, segurando outro insólito medidor, vagamente familiar a um catavento. Após um ou dois minutos, ele abaixou o braço e examinou o instrumento, retornando-o à mochila logo depois. A barqueta jogava muito naquele momento, impedindo o passageiro de fazer suas anotações. Ele então fechou os olhos por alguns instantes, como que memorizando as informações coletadas, e, guardando o caderninho e o toco de lápis na mochila, rumou em direção à Buddel.

    - Agora, seu pinguço - disse ele -, será que podes me dizer quanto tempo é que falta para atingirmos as proximidades do maldito campo de Krimhorn?

    - Não admito que tu profiras tamanho perjúrio acerca do capitão de tão augusta embarcação! - bradou Buddel, abragendo com os braços todo o miserável barquinho - Mas, uma vez que conseguiste minha amizade, perdoar-te-ei. Pois bem, saímos do meu nobilíssimo porto... - parou aqui para soluçar -, na bela cidade de Svargrond, anteontem ao alvorecer. Devemos estar bem perto, por agora. Olha, veja! Ali, a talvez dois ou três quilômetros à frente, a Formorgar já começa a descambar! Em no máximo três ou quatro horas já avistaremos terra - ou gelo... he... he! Acalma-te, nobre explorador Banthor, e prepara-nos a ceia de chegada!

    O estado de espírito de Banthor melhorou consideravelmente depois da conveniente notícia, e ele caprichou na medida do possível na ceia - nacos de carne seca de veado, alguns cereais, um grande pedaço de presunto para cada, certas hortaliças (o caráter curto da viagem possibilitou alguns luxos como esse), um copo do fortíssimo hidromel de Svargrond (apenas para Buddel, já que o passageiro tomara o bastante desse liquído para a vida toda na ocasião em que Sven lhe aplicara certos testes tolos para que ele fosse aceito como cidadão da cidade gelada) e uma pequena caneca de vinho para si mesmo. Buddel travara o timão, e agora eles estavam sentados à mesinha que a embarcação possuía, ao centro, comendo e bebendo calma e copiosamente. O capitão, já novamente tomado pelo efeito do álcool, falava alegremente sobre suas viagens anteriores, sobre suas aventuras. Banthor escutava de bom grado, enquanto o manto sagrado da noite cobria o céu, e as estrelas começavam a pontilhá-lo. Seu coração amoleceu-se de vez quando ouviu Buddel dizer que sua amada esposa, Irvina, os aguardava com comida recém-feita e cama quente com lençóis limpos - a verdade era que a seca comida de bordo e as noites em cima da mal-cheirosa capa de couro de mamute não eram tão bem recebidas pelo organismo do viajante como eram em outros tempos. O capitão trabalhava em Svargrond, mas sua residência era no litoral de Krimhorn, onde obtia calma e sossego, segundo suas próprias palavras. Ele conhecera Irvina havia muito; ela era filha do jarl passado.

    Terminada a refeição, Banthor lavou os talheres e copos no mar voltou ao seu recanto, embaixo do banco. Não sentia mais náuseas, e a maresia sobrepunha-se ao fedor da capa, na qual ele deitava, usando-a como um saco de dormir. Buddel encarregava-se dos preparativos para o ancoramento. O explorador olhava diretamente para as estrelas, matutando que, afinal, não seria tão ruim como ele outrora julgara. Quando o representante da Sociedade dos Exploradores da sua pequena vila, Porto do Norte, de nome Mortimer, o avisou que Lurik, um grande amigo, também da Sociedade, havia se mudado para Svargrond e o intimava a explorar os campos de Ragnir e Krimhorn, ele logo hesitara. Banthor fazia parte dessa Sociedade há muito tempo, e executava de bom grado qualquer missão que o incubiam. De fato, só sentira isso ao fazer os testes de ingressamento na organização, numa ocasião em que fora intimado a buscar um certo pedaço de gelo em Folda - nunca sentira tanto frio na vida. Agora, porém, ele usava agasalhos bem mais pesados do que os daquela vez, e sentia-se relativamente aquecido. Ainda mais agora, que Buddel informara-o do que o esperava em sua cabana... Afinal, não seria de todo ruim, essa expl...

    Nesse momento, Banthor escutou tamanho alarido e furor por parte do capitão que ele duvidou que o pobre algum dia pararia de gritar. Levantou-se de um pulo e correu até a proa, parando de chofre ao lado de Buddel. Viu que a geleira de Formorgar já se extinguira e que uma extensa praia gelada mostrava-se à frente dos dois homens. À princípio, nada que justifica-se os gritos do marujo - que continuavam incessantemente - se revelou aos argutos olhos do explorador; mas, após alguns segundos, Banthor viu, horrorizado, uma cabana em chamas, talvez a um ou dois quilômetros à frente. O pobre Buddel correu desesperadamente aos remos, e pôs-se a remar de forma brutal, ainda aos brados ininteligíveis. Banthor precipitou-se em sua ajuda, e começaram a avançar em grande velocidade pelo mar gelado, enquanto as labaredas refletiam-se no espelho que era a água.

    Ao chegarem perto o bastante para divisar detalhes na costa, e consequentemente, na cabana em chamas, a balbúrdia de um homem só dobrou de intensidade. Via-se, clara e horrivelmente, uma lança com o cabo fincado na neve e de ponta pra cima. Espetada na ponteira de metal, erguida a talvez um metro e meio ou dois do chão, encontrava-se uma cabeça de mulher, com os claros cabelos a esvoaçar no vento da noite polar.

    _____________________________________________

    * - Um pé equivale a 30,5 centímetros. Sendo assim, Banthor media algo como 1,98 metros.

    ***

    Capítulo 2 em breve =)

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    Última edição por Rodrigo Klaus; 12-02-2008 às 16:17.
    Created: Jun 27 2004, 16:44:08 CEST

  2. #2
    Avatar de Marco Tatit
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    Gostei, bela escrita, sem erros, e contou bem (por cima, mas de um modo bem feito) a historia de Svar, e a relaçao das personagens com alguns pontos do jogo, como a explorer society quest =]

  3. #3
    Banido Avatar de Hovelst
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    Bem-vindo à seção.
    Espero que sua estadia aqui seja longa e próspera.

    A fauna da ilha é razoavelmente diversificada; constitui-se de coelhos,
    Na verdade, não são coelhos, e sim lebres.

    Notem, caros leitores, que me deti especialmente nessa ilha pois a natureza da história que vos conto assim me obriga.
    Teria sido melhor que você tivesse dado essa introdução ao longo da narrativa. Há vários detalhes que cairam muito bem para essa introdução como os nomes das ilhas, e mais algumas explicações.
    Se eu fosse você, eu teria explicado as caracterisícas, sendo elas, cultura e o tipo de povos e animais que lá moravam ao longo da narrativa. E também, como era a economia e o que acontecera e acontece.
    Mostraria o quão bem você escreve, se soubesse colocar isso na narrativa.

    Dói-me também ter que, de certa forma, "matar" o aspecto literário do relato para inserir dados e informações técnicas, porém, é algo que julgo necessário.
    Não deveria doer. São coisas necessárias para a narrativa. Você não "mata" nada, dados e informações são importantes e se bem colocados, deixam sua narrativa mais rica e menos cansativa.
    Encaixe-os na narrativa para não parecer cansativo e você não matará nada.

    E, no título do capítulo, coloque um título.. Ou senão, opte por escrever apenas em algarismos romanos...

    Agora, vamos aos erros e comentários do texto:

    algo entre vinte metros de comprimento por 2 de largura)
    É melhor colocar em vez de parentêses, hífen, que é a pontuação para esse tipo de sentença que você quis produzir.
    E números, sempre por extenso.

    tendo como escolta a gigantez de Formorgar, na costa de Hrodmir
    Colocaste um "z" em "gigante"...

    - Pára com essa cantoria, por amor dos deuses, homem!
    Na verdade, a cultura tibiana, apesar de poleteísta, muitas vezes, as crenças de uma pessoa se ligam apenas à um deus, então, seria mais interessante, em minha opinião, colocar o nome de um deus ao invés de falar como um todo.

    algo entre 1,90 e 1,95
    Números, sempre por extenso...

    gigantesca capa ia da ponta das botas, também iguais às do capitão
    Não use sempre o capitão para exemplificar as vestimentas de outras pessoas. Nem toda hora é preciso descrever, senão a descrição não será encaixada no texto, mas ficará uma coisa muito chata de ler por causa dos detalhes.
    Seria melhor que aqui você falasse apenas, "botas de couro" ou apenas botas.

    Descreva, mas não exagere.

    ou gelo... he... he!
    Seria melhor que não escrevesse as risadas. Fica muito estranho, parece impróprio, mantenha a norma culta.

    Seria melhor que colocasse assim:
    "...ou gelo- riu Buddel.-.."
    Boa narrativa, muito bem escrita e com boas escolhas de palavras. Enfim, sem grandes erros.

    Mas lhe pergunto, será que bárbaros que habitavam essas ilhas geladas falariam tão bem assim? Foi um exagero de sua parte a fala do capitão. Ele deveria ser mais um homem grosso e rústico, com um palavreado igual.

    E uma dica, não se prenda tanto ao jogo. Fique livre para mudar partes que não concorde e implementar qualquer coisa.

    Próximo?

    Hovelst

  4. #4

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    não li o topico
    apenas estava vendo os comentarios e me peguei no comentario do Holvest.
    apenas para correções no futuro, até para sua própria escrita.
    em um texto ou em uma redação, os números nem sempre são por extenso,
    os numero de 1 a 10, podem ser colocados em forma de número sem problemas,
    ou quando for altura de alguma coisa ou aguem ex. 1,90m. (Dicas de professores de redação)

  5. #5
    Avatar de Rodrigo Klaus
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    Padrão Resposta aos comentários do Hovelst

    Olá, Hovelst, obrigado pela saudação.


    Na verdade, não são coelhos, e sim lebres.
    Ah, sim, obrigado pela informação. Editarei.

    Teria sido melhor que você tivesse dado essa introdução ao longo da narrativa. Há vários detalhes que cairam muito bem para essa introdução como os nomes das ilhas, e mais algumas explicações.
    Se eu fosse você, eu teria explicado as caracterisícas, sendo elas, cultura e o tipo de povos e animais que lá moravam ao longo da narrativa. E também, como era a economia e o que acontecera e acontece.
    Mostraria o quão bem você escreve, se soubesse colocar isso na narrativa.

    (...)

    Não deveria doer. São coisas necessárias para a narrativa. Você não "mata" nada, dados e informações são importantes e se bem colocados, deixam sua narrativa mais rica e menos cansativa.
    Encaixe-os na narrativa para não parecer cansativo e você não matará nada.
    Eu poderia facilmente colocar isso na história propriamente dita, mas preferi não o fazer. E nada me "dói", foi apenas uma força de expressão hehe =)

    E, no título do capítulo, coloque um título.. Ou senão, opte por escrever apenas em algarismos romanos...
    Não há nada de errado em definir o capítulo como defini... Não sei porque você achou problema nesse ponto :wscared:

    É melhor colocar em vez de parentêses, hífen, que é a pontuação para esse tipo de sentença que você quis produzir.
    Sim, foi um erro de digitação. Também editarei, obrigado.

    Colocaste um "z" em "gigante"...
    Gigantez é sinônimo de enormidade, grandeza.

    Na verdade, a cultura tibiana, apesar de poleteísta, muitas vezes, as crenças de uma pessoa se ligam apenas à um deus, então, seria mais interessante, em minha opinião, colocar o nome de um deus ao invés de falar como um todo.
    Essa questão se explicará ao decorrer da história.

    E números, sempre por extenso.
    (...)
    Números, sempre por extenso...
    Essa questão é bastante controversa, pois em diversas obras literárias pode-se encontrar tanto números em extenso quanto em algarismos indo-arábicos. Exemplos:
    "É verdade que já tem 45 anos, mas tem boa apresentação e ainda pode agradar às mulheres (...)", pág. 46.
    "(...)Afanássi Ivánovitch vai me dar uma certa quantia por conta da pensão, até 75 rublos, de maneira que poderei te enviar uns 25 rublos ou até trinta.", pág. 50
    "'Vinte que dei ao guarda, três a Nastássia, pela carta... Além disso, ontem, dei 47 ou cinqüenta a Marmieládov' (...)", pág 66
    "Era uma solteirona alta, sem graça, tímida e bonachona, quase idiota, de uns 35 anos (...)", pág. 75

    - Todos os fragmentos são do livro Crime e Castigo, de Dostoiévski, edição número 6 da coleção L&PM Pocket.

    Daí, tirei a conclusão que números "redondos" e menores do que vinte - pelo menos acho, por observar outros trechos do mesmo livro, que não encontro no momento - são escritos por extenso, enquanto os "quebrados" podem ser escritos em algarismos.

    Portanto, o 2 que escrevi em algarismos está realmente incorreto.

    Não obstante, no livro Quando Nietzsche Chorou, de Irvin Yalom, encontramos:
    "Seus modos eram gentis e, embora com um físico sólido - cerca de 1,70 ou 1,80 metros e 70 ou 80 quilos -, seu corpo tinha algo de insubstancial (...)", pág. 74 (24ª edição, Ediouro)

    Percebemos aqui, então, que não há nada muito definido acerca desse aspecto; porém, usarei o método que é utilizado no Crime e Castigo. Ponto interessante no qual tocou, parabéns.

    Sendo assim, definirei a estatura de Banthor em pés.

    Não use sempre o capitão para exemplificar as vestimentas de outras pessoas. Nem toda hora é preciso descrever, senão a descrição não será encaixada no texto, mas ficará uma coisa muito chata de ler por causa dos detalhes.
    Seria melhor que aqui você falasse apenas, "botas de couro" ou apenas botas.

    Descreva, mas não exagere.
    Considero a descrição detalhada do protagonista importantíssima e meu estilo de escrita é bastante minucioso e pormenorizado. Se isso é "chato", paciência...

    Seria melhor que não escrevesse as risadas. Fica muito estranho, parece impróprio, mantenha a norma culta.
    Em muitos livros se encontra esse tipo de risada onomatopéica, por assim dizer (exemplo: páginas 367 a 381, do Crime e Castigo, durante a conversa entre Raskólhnikov e Porfíri). Gosto delas, e usarei ao longo da história.

    Boa narrativa, muito bem escrita e com boas escolhas de palavras. Enfim, sem grandes erros.
    Obrigado

    Mas lhe pergunto, será que bárbaros que habitavam essas ilhas geladas falariam tão bem assim? Foi um exagero de sua parte a fala do capitão. Ele deveria ser mais um homem grosso e rústico, com um palavreado igual.
    Isso também será explicado ao longo da narrativa

    E uma dica, não se prenda tanto ao jogo. Fique livre para mudar partes que não concorde e implementar qualquer coisa.
    Mudei algumas coisas sim, e mudarei mais. =)

    Próximo?
    Ainda hoje.

    Muito obrigado pelo comentário, e continue lendo, caro amigo! =)




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    Última edição por Rodrigo Klaus; 12-02-2008 às 16:01.
    Created: Jun 27 2004, 16:44:08 CEST

  6. #6
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    2.


    O pobre diabo pulou na água quando o barquinho ainda estava consideravelmente distante da costa e pôs-se a nadar ensandecidamente. Banthor então levantou-se do seu posto (à esquerda) e começou a remar de pé, golpeando a congelante água em intervalos mínimos, beneficiando-se de sua avantajada envergadura para alcançar os dois lados da embarcação facilmente. Os dois homens chegaram à praia branca quase simultaneamente. Buddel ofegava de forma intensa, assim como Banthor, que ancorara apressadamente a barqueta. Ambos correram em direção à cabana, que se situava a uns 25 ou trinta metros do mar. Os brados do capitão ainda se faziam ouvir, fortes e confusos.

    A residência de Buddel era um casebre de três cômodos, com paredes de madeira e teto de palha. O fogo provavelmente espalhara-se de forma rápida devido à natureza dos materiais, e até o momento crepitava alegremente, derretendo a neve previamente depositada na periferia da cabana. Em redor da choupana - num raio de cinco metros, talvez - encontravam-se os restos mortais de Irvina, destroçados e frescos. A antes nívea neve estava agora tingida de escarlate.

    O marujo, insano, correu em direção ao local onde a cabeça da mulher descansava, ainda aos brados. Uma vez lá, prostrou-se diante da lança e colou a testa ao chão, chorando e gemendo terrivelmente. A desolação que o miserável apresentava é, imagine você, leitor, impossível de ser descrita com palavras - tanto que Banthor ficou estático por alguns momentos, coisa que não era de seu feitio. Passado o estupor causado pela cena hedionda que ali se mostrava, o explorador decidiu o que fazer: avançou até Buddel, que agora, ajoelhado, olhava para o rosto desfigurado da esposa e gritava desconexos "por quês", e aplicou-lhe um firme e decidido golpe na nuca, com a mão direita. O pobre diabo tombou para o lado, com o rosto virado para a neve manchada de sangue. Banthor arrastou-o para fora do horrendo círculo rubro, em estado de extrema alerta - as chances dos atacantes estarem por perto eram grandes. Deixando o capitão deitado placidamente na neve, começou a esquadrinhar todo o perímetro, atento à tudo.

    Era um amplo campo gelado, tendo, ao norte, a imensidão da geleira Formorgar, que erguia-se com pompa em direção ao céu aveludado. A planície toda era apenas um braço de Hrodmir, isolado do resto da ilha por uma ramificação da colossal geleira, que se estendia até a praia sulina, como que se esticasse ao máximo. A apurada visão de Banthor não pôde divisar ser vivo além de uma matilha de lobos polares e alguns veados, ao longe, juntos à encosta rochosa, nos dois quilômetros - segundo ele supunha - que os separava do ramificação que isolava aquela campina de gelo do resto de Krimhorn, o que de certa forma o acalmou.

    Banthor contemplou novamente o macabro cenário e deu-se conta de que aquilo não fora obra dos Norsir, como primeiro pensara. Estava diante de um ataque de trolls. Chegara a essa conclusão devido a um certo estudo que lera em uma biblioteca de Svargrond, ao chegar à cidade, que dissertava sobre a armaria e tática de combate dos Norsir. O autor dizia que aqueles bárbaros utilizavam apenas machados, espadas curtas e bestas em combate, nunca lanças. E, de fato, a lança na qual a cabeça da mulher jazia era muito semelhantes às usadas pelos trolls - pelo menos os do continente -: rudimentar e robusta.

    Valendo-se de sua pá, trazida acoplada à mochila, Banthor cavou uma cova a alguns metros da casa e recolheu os restos da pobre mulher, depositando-os cuidadosamente ali. Sepultou a esposa de Buddel e concedeu um minuto de silêncio em sua homenagem, com a cabeça baixa, antes de começar a árdua tarefa de cobrir todo o sangue ali com neve, também usando a pá. Depois, pegou uma grande pedra, chata e lisa, e entalhou nela, com uma faca curva de caça, tirada de uma bainha na bota, os seguintes dizeres:

    Aqui jaz Irvina, amada esposa e augusta filha do jarl Siroth. Que sua doce alma possa descansar em paz e zelar pelos campos gélidos de Krimhorn.

    Terminado o funeral improvisado, Banthor carregou o desacordado Buddel até o barco, atracado na praia, e lá o pôs deitado, dessa vez coberto por uma segunda capa, idêntica à de Banthor, achada num baú ao lado do timão. Zarpou, e valendo-se da sua limitada habilidade de marinheiro, distanciou-se da praia, ancorando a um quarto de quilômetro da costa. Dormiu mais uma noite, contrariado, na capa fedida.

    Um vento sibilante trouxe a cinzenta manhã. Ao acordar, alerta, Banthor viu que o barco estava novamente atracado ao local da noite passada, na praia congelada. Levantou-se com dificuldade e saiu do barco, avistando Buddel ao lado de sua casa, de cujos destroços ainda se desprendiam alguns fios lúgebres de fumaça negra.

    A mudança que ocorrera no capitão era brutal. Seu rosto, antes sempre feliz e alegre, ruborizado pelo álcool, agora estava taciturno, sombrio, encolerizado. De fato, naquele instante, sua fronte estava semi-encoberta por uma espécie de pintura de guerra, negra, transversalmente pintada da direita pra esquerda. Displicentemente encarapitado no alto de sua cabeça chata, via-se uma curiosa forma: era um grande chinó, envolto por grossas tiras de couro, que erguia-se verticalmente de modo a formar uma espécie de segundo rabo-de-cavalo, dessa vez vertical. Ainda, o explorador pôde divisar um descomunal machado preso às costas de Buddel, além de uma espada curta e de lâmina grossa, enfiada em uma bainha fixada firmemente à tanga.

    Banthor encaminhou-se lentamente ao marinheiro, olhando-o nos olhos. Em redor dos dois, o vigoroso vento polar erguia partículas de neve ao ar, fazendo-as dançar em taciturna melodia. Então pousou a mão no ombro do capitão e abaixou a cabeça, não mais o encarando. Buddel afastou-se dali, a passos pesados e lentos, e deteu-se num monte de neve à esquerda do casebre em cinzas e ali agachou-se, passando a mão calosa lentamente sobre o solo; Banthor o seguiu e ali fez o mesmo. Fitaram-se novamente, e uma lágrima perolada começou a rolar pela castigada face do marinheiro, e seus olhos escuros assemelhavam-se a abismos sem fim.

    Algum tempo depois, o peculiar monte de neve revelou-se o esconderijo de um alçapão, que, uma vez aberto, dava acesso a uma escura e úmida espécie de toca. Entraram ali por meio de uma estreita escada vertical, e o chão, antes de terra batida, agora estava lamacento, sujando os eriçados pêlos de suas botas. Era um recinto pequeno e repleto, mal deixando espaço para os dois homens; de fato, o cocuruto de Banthor roçava o teto mal feito de madeira, que deixava escapar partículas de terra. Aos quatro cantos - a escada estava ao centro - viam-se várias prateleiras e bancadas de madeira, abarrotadas da mais diversificado armaria: espadas, machados, clavas, arcos, bestas, munições, capacetes, armaduras... Buddel fez um gesto com o braço como que convidando Banthor a se servir, mas este declinou, limitando-se a a mostrar, afastando ligeiramente a capa, um cabo de espada, feito de bronze polido, com uma grande pérola engastada na ponta de seu punho; cravada na guarda de prata, estava um pequerrucho ônix.

    - Tu sabes minha intenção, homem - disse, seco, o marinheiro -; vingarei minha senhora.

    Banthor suspirou, e, ocultando novamente o formidável cabo de sua arma, replicou:

    - Acompanhar-te-ei.

    ***

    Huhuhu :>
    Created: Jun 27 2004, 16:44:08 CEST

  7. #7
    Avatar de Treakys Raiky
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    Manu como q tu escreve, escreveu a historia do tibia inteiro ae, hUAHUAHuaHuaHua



    P.S: num li nada ake :yelrotflm

    [Se não tem o que acrescentar, simplesmente não poste. Alertado por Flood]
    Última edição por GrYllO; 04-03-2008 às 09:59.
    Frase massa:
    Se mate e adube uma arvore. O planeta agradece!

    Não chingue a cip soft de inbecil, de unutil, mais sim, elogiem ela pois ela q crio o tibia!!!!
    P.S: Chinguem com vontade os DDoS a se eles fossem meus rls....

    estaria preso pelo q eu faria com eles!!!!! MuHaHaHahahahahahaha!!!!!!!!

    http://userbar.tibiabr.com/userbar/4...ys%20Raiky.png

    19:06 Treakys Raiky [89]: dan
    19:06 Danzerg [142]: xora
    19:06 Treakys Raiky [89]: uma noticia q se vai vibra de alegria
    19:07 Treakys Raiky [89]: quebrei o dedo
    19:07 Danzerg [142]: SOFRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA AAAAAAAAA
    19:07 Unimusha [132]: lol
    19:07 Treakys Raiky [89]: owned

    assinatura toska , to procurano uma coisa mais daora:yelrotflm

  8. #8
    Avatar de Scholles
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    Citação Postado originalmente por Treakys Raiky Ver Post
    Manu como q tu escreve, escreveu a historia do tibia inteiro ae, hUAHUAHuaHuaHua



    P.S: num li nada ake :yelrotflm
    hahaha muito engraçado, looser.

    [Você também acabou errado, pois não comentou sobre o tópico. Alertado por Flood]
    Última edição por GrYllO; 04-03-2008 às 10:00.

  9. #9
    Avatar de HellUser
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    Muito bom cara... ótima escrita...

    @Treakys Raiky

    Reportado por spam cara...
    04:37 Cavaleiro Do Machado [27]: vc ainda vai viajar...
    04:37 Cavaleiro Do Machado [27]: paga pra cip
    04:37 Cavaleiro Do Machado [27]: e compra estamina
    04:37 Cavaleiro Do Machado [27]: lol
    04:38 Rokeiraa [41]: quanto paga?

  10. #10
    Avatar de Rodrigo Klaus
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    Citação Postado originalmente por HellUser Ver Post
    Muito bom cara... ótima escrita...

    Valeu, cara

    Tô meio desanimado de escrever porque ninguém comenta :wscared:

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    Created: Jun 27 2004, 16:44:08 CEST



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