Curtir Curtir:  0
Página 4 de 4 PrimeiroPrimeiro ... 234
Resultados 31 a 38 de 38

Tópico: Noite e Sangue

  1. #31
    Avatar de Konata
    Registro
    27-09-2007
    Idade
    36
    Posts
    65
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Resposta simples.

    Eles têm essa idade, mas sendo vampiros seus corpos estão "mortos", assim eles não envelhecem, Ian parece ter 17 anos e Ana 10, mas na verdade eles tem 27 e 20. E são fortes, muito fortes, fortes pra caralho.

    Publicidade:


    Jogue Tibia sem mensalidades!
    Taleon Online - Otserv apoiado pelo TibiaBR.
    https://taleon.online

  2. #32
    Avatar de Konata
    Registro
    27-09-2007
    Idade
    36
    Posts
    65
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Capítulo 10

    Algumas pessoas podem pensar que esse livro não tem ação, que apenas conta as perversões de um escritor pornô falido. Outras podem até dizer que tudo não passa de um enrolação e até mesmo Sebastian existir na historia sirva apenas para manter os leitores na expectativa de alguma ação.

    De fato nenhuma grande ação aconteceu até agora, de fato algumas dessas coisas podem ter sido escritas por um escritor pornô falido, mas e daí? Você leu até agora e o que custa esperar alguma ação por mais algum tempo?

    Na verdade se você está esperando alguma ação ultra-violenta e cheia de sangue pule alguns capítulos o maximo que puder, mas a garantia de entender alguma coisa não é garantida.

    "Havia um motivo para o autor contar isso, mas ele se esqueceu qual era"*

    *Baseado em "Até mais, e obrigado pelos peixes" de Douglas Adams.

    Capítulo 11
    Era a vez de David manter a guarda, mantinha um cigarro apagado em sua mão esquerda, na mão direita um isqueiro com pouco fluido, tentou uma quinta vez acender o cigarro, sem sucesso.

    Tentou uma sexta.

    Quando ia tentar a sétima se sentiu idiota e jogou o isqueiro fora – é meu dever dizer que por razões desconhecidas o isqueiro ia funcionar na sétima vez – passou as mãos nos bolsos procurando sua arma, atirar no nada matava o tempo e era justamente aquilo que ele queria fazer, ficar parado no corredor escuro era uma das atividades mais tediosas já criadas. David não fazia idéia do porque de estar ali afinal ele estava guardando uma porta escondida em um corredor escondido, em uma casa escondida em uma rua particularmente oculta. Mas a pior parte era ficar sozinho, se havia uma coisa que ele odiasse mais do que um isqueiro sem fluido era ficar sozinho.

    E para piorar ele tinha certeza que ninguém iria passar lá para tentar invadir fosse lá o que ele estava guardando.

    Não muito longe dali, procurando uma rua particularmente oculta estava Douglas e sua fiel companheira Agatha. Douglas tinha uma aparência peculiarmente vampiristica, tinha um olhar peculiarmente vampiristico, dentes afiados peculiarmente semelhantes ao de vampiros, um tom de pele claro como o de um vampiro e vestia roupas escuras peculiarmente dignas de um vampiro, Douglas não era um vampiro.

    Agatha por outro lado parecia mais viva do que nunca, seus longos cabelos castanhos presos em um rabo-de-cavalo, sua roupa rosa chamaria a atenção de qualquer um na rua – não que houvesse qualquer pessoa ali -, sua pele bronzeada contrastava com sua roupa, seus óculos brancos escorregavam por seu nariz, maquiagem rosa cobria suas bochechas, Agatha era uma vampira.

    Os dois haviam finalmente chegado à rua que procuravam, passaram em frente a um restaurante qualquer e começaram a procurar a casa, os olhos cansados de Douglas passavam agitados por todos os cantos enquanto ele cantarolava uma musica fora de moda, Agatha procurava um cheiro diferente no ar. Um táxi passou por eles.

    - Achei a casa – disse Douglas.

    Agatha perguntou para Douglas como ele havia encontrado a casa – afinal ela deveria ser bem escondida -, mas a explicação dele foi abafada por um grito feminino vindo do táxi que havia passado por eles.

    A caminhada deles até a casa, a facilidade que tiveram para entrar e a mais lenta caminhada até a porta que leva a o corredor escondido não é interressante, pois é algo indescritível de tão simples. O que importa é que lá estavam eles, observando o guarda do outro lado do corredor fumando um cigarro apagado.
    Douglas suspirou e saiu do caminho, Agatha abriu sua boca devagar, seus caninos se projetaram para baixo e para frente, ela deu poucos passos e saltou em direção a David que foi pego de surpresa, os dois estavam no chão, Agatha arranhava a cara do guarda, que tentava espernear e se soltar da agressora.

    Com lagrima nos olhos ele sentiu seu braço se desprendendo do resto do corpo, enquanto gemia de dor sentiu grandes unhas penetrando a carne do pescoço. Ainda tentando se libertar ele sentiu algo perfurando seu coração, uma estaca de um ferro enferrujado jazia em seu coração, sentiu um formigamento por todo o corpo e depois deixou de sentir qualquer coisa.

    Douglas então se aproximou, olhou para o braço caído do lado do corpo sem movimento, depois para Agatha que aos poucos se levantava, eles olharam ao redor, procurando a porta escondida, era um corredor longo, seria cansativo demais procurar a porta em qualquer lugar, os dois haviam imaginado isso, um deles estava preparado pra isso, sem perder muito tempo Douglas tirou um pequeno machado do casaco de couro escuro e começou a bater com ele nas paredes, procurando a porta. Alguns minutos depois, mas menos do que levariam para procurar de um jeito mais tradicional, eles acharam a porta, era de ferro escuro, havia um olho mágico para se ver do lado de dentro da porta.

    Por algum motivo quem deixou David de guarda naquele corredor achou que uma rua praticamente oculta, uma casa escondida, um corredor escondido, um guarda e uma porta escondida seriam tão bom que a porta sequer teria que ficar trancada, obviamente só a rua havia dado trabalho para ser localizada.

    Agatha abriu a pesada porta de ferro, era um lugar escuro, mas quando a luz do corredor entrou no quarto eles conseguiram ver um corpo, era uma mulher linda, tinha lábios carnudos e longos cabelos loiros, estava nua, exibindo toda sua pele branca, seus volumosos seios e pouco mais abaixo em uma área um tanto mais privada outro belo par de lábios. Em seu seio esquerdo havia uma estaca dourada, com poucas manchas de sangue.

    Douglas ficou com um olhar bobo na cara por alguns segundos, Agatha andou devagar até o corpo, cada passo cheio de receio, seu olhar percorria cada canto do corpo da mulher, ainda admirando o belo corpo da mulher Douglas começou a babar, sua companheira se ajoelhou ao lado do belo corpo, com um movimento delicado segurou a estaca e com força a puxou.

    O corpo se mexeu em um reflexo, pareceu ganhar mais cor e a mulher abriu os olhos, exibiu seus grandes olhos verdes, olhou para Agatha e depois para Douglas, sorriu gentilmente.

    - Que bom que vieram – disse mostrando seus dentes brancos como pérolas – agora temos algumas coisas a fazer, primeiro tenho que ir ver o filho de um velho amigo.

    Ela se levantou devagar, deu um beijo em cada uma das faces de Agatha, depois esticou seu braço, Douglas entendeu o gesto e lhe deu o casaco, sobretudo de couro preto.
    Última edição por Konata; 29-03-2008 às 21:03.

  3. #33
    Avatar de Konata
    Registro
    27-09-2007
    Idade
    36
    Posts
    65
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Editado.

    Post errado no tópico errado.

    Só pra não ficar a toa, alguém da uma comentada para minha felicidade.

  4. #34

    Registro
    04-05-2006
    Posts
    420
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Olha, Konata....

    Primeiro, reveja o capítulo e corrija algumas redundâncias que ocorreram. (por exemplo: "procurando uma rua particularmente oculta estava Douglas e sua fiel companheira Agatha também estava lá" - Ao invés do "também estava lá", basta trocar o primeiro estava por "estavam".)


    Fora isso, tu fez uma mudança radical: Colocou o narrador explicitamente no texto.
    Eu vou te dizer... Não é um estilo muito aceito. Não que eu me importe com a aceitação, mas ficou estranho ver essa mudança do nada. A história simplesmente não está em harmonia no que diz respeito a tipo de narrativa, e isso não é lá muito agradável.

    E eu espero que tu saiba a diferença entre uma história com partes sensuais e uma história erótica romanceada. Se tu quer botar nudez e sexo no teu texto, faça-o com sabedoria, por favor.

    Existem muitos bons livros que não perdem qualidade mesmo tendo trechos "picantes", mas usar esse tipo de recurso em quase todos os capítulos ja é demais, uma banalização desnecessária. Não é porque a história trata de vampiros, tradicionalmente criaturas sedutoras, que teu texto vai ficar mais rico se tiver erotismo "de graça", colocado sem razão de ser.

    (Aliás, o que foi esse "Capítulo 10"? Para mim, o dito Capítulo 11 é que é o verdadeiro dez, sendo o anteriormente citado apenas um comentário (muito breve, por sinal) do autor.)



    Próximo Capítulo?


    A.E. Melgraon I
    Última edição por Melgraon I; 14-03-2008 às 23:22.

  5. #35
    Avatar de Konata
    Registro
    27-09-2007
    Idade
    36
    Posts
    65
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Capítulo 12
    Ian estava sentado na calçada de seu prédio, seus dedos suados batucavam sua calça jeans, seus olhos vermelhos de sono.

    Sem nenhum motivo Ian se levantou em um pulo e gritou algo indecifrável, mas que na cabeça dele soou algo como: SOU HOMEM BOI!

    Então duas coisas aconteceram, a primeira foi a resposta vinda de uma janela do prédio da frente, provavelmente algo como “SAI DESSA!”, a segunda foi um carro de vender sorvetes freando a frente de Ian. A porta se abriu soltando um longo rangido e Douglas desceu do carro sorridente.

    - Bom dia Ian! – disse Douglas ainda sorrindo – e mantendo sua aparência peculiar de vampiro.

    - Você demorou bastante. Mas isso não importa, trouxe o que eu pedi?

    Douglas fez um movimento fraco com uma das mãos, depois indicou a parte de trás do furgão, Ian foi até a porta e Douglas a abriu. O ar frio fez com que os dois se arrepiassem, o interior era cheio de geladeiras prateadas cobertas de camadas finas de gelo. Os dois se entreolharam por alguns segundos.

    - Tem mais ou menos uns quarenta litros.

    - Deve dar, qualquer coisa eu dou um jeito – respondeu Ian sorrindo pela primeira vez no dia.

    ***

    Os dois estavam subindo em um elevador, Douglas carregava uma grande caixa de isopor com bastante dificuldade, Ian carregava uma pequena geladeira.

    - Sabe de uma coisa?

    - O que?

    - Acho que estou ficando com cabelos brancos.

    - Você não tem nem trinta anos.

    - É...mas acho que estou ficando bem velho.

    Os dois ficaram alguns segundos pensando no que falar.

    - Ah! Você nunca vai adivinhar quem voltou!

    - Não quero nem saber.

    - Angelique! – respondeu Douglas ignorando o comentário de Ian.

    - Eu disse que não queria saber.

    - Você gostava dela.

    - Isso já faz muito tempo, sem falar que ela estava começando a ficar maluca. De qualquer jeito como ela voltou? Da ultima vez que ouvi sobre ela diziam que tinham enterrado o corpo dela em algum lugar da Alemanha.

    - Eles nunca teriam coragem de fazer isso, dizem que o corpo dela é amaldiçoado.

    Ian ignorou e abriu a porta de seu apartamento.

    Ana estava parada no meio da sala, seus olhos admiravam uma das plantas do apartamento.

    - Bom dia senhorita – disse Douglas tirando um chapéu imaginário.

    Ana o ignorou e andou na direção de Ian, ele a olhou com um pouco de desconfiança, depois abriu a boca dela e olhou os dentes, a fileira perfeita de dentes brancos, com os caninos mais afiados que o normal.

    - Essa menina é bem sensual – disse Douglas sorrindo.

    Ian deu um murro em Douglas.

    - Esqueci o quanto você era possessivo – disse Ana que ia em direção a um dos quartos deixando os dois parados na sala.

    Douglas largou a caixa de isopor e passou a mão por um lado da cara, depois abriu a boca e verificou os dentes.

    - Você bate forte – disse com simplicidade e voltando a sorrir.

    Ian levou a pequena geladeira para a cozinha e tirando com cuidado os potes cheios de sangue foi colocando um a um, depois fez o mesmo com a caixa de isopor.

    - Bem já vou indo – novamente Douglas tirou um chapéu imaginário - só para te avisar, Angelique vai passar aqui assim que ela tiver tempo.

    Ian virou a cara, depois esticou a mão e Douglas a apertou, depois ele saiu.

    - Quem é Angelique? – Ana estava agachada em um canto da sala.

    - Uma velha, velha, velha maluca conhecida.

    Ana abriu a boca, mas Ian não estava prestando atenção no que ela dizia, havia prestado atenção em uma das plantas.
    ***

    Agatha estava sentada em sua grande cadeira de couro preta, girava uma caneta na mão esquerda, com a mão direita esfregava os dedos. Olhou para janela fechada, a persiana de ferro fechada barrando cada raio de Sol. A sala ficava muito mais bonita com a luz solar entrando por cada espaço que conseguisse, mas naquele momento ela queria ficar no escuro.

    - Certo. Fale para ele que em breve eu vou ver o garoto.

    De cima da mesa uma pequena mariposa bateu as assas e voou, Agatha acompanhou da mariposa, delicadamente abriu a janela. A luz do Sol entrou na sala iluminando todos os detalhes dourados das paredes e uma coleção bela coleção de canetas.

    Enquanto a mariposa voava Agatha cantou uma musica triste.

    ***


    Durante a noite um assovio alto podia ser ouvido nas ruas, uma grande sombra fugia o mais rápido que podia, seguida de perto por três outras sombras, as poucas pessoas na rua se assustavam com a grande criatura correndo, as outras sombras mal eram vistas.

    Por três horas a perseguição continuou, a Lua cheia mal se escondia entre as nuvens escuras, postes de rua iluminavam o caminho das sombras.

    - Temos que acabar com ele logo. Desse jeito mais pessoas vão acabar vendo esse maldito urso.

    As outras duas sombras assentiram, entre um salto e outro elas miraram na sombra do urso, em outro salto dispararam, poucos segundos depois o urso estava caído. As sombras estavam ao lado do corpo caído, ao olhar parecia um urso normal, cheirando a carniça, com o pelo escuro, grandes presas saindo de sua boca. Ao olhar de perto poderia ser ver uma sutil diferença, sua pata tinha o formato de uma mão humana, seis “dedos” com grandes garras afiadas e sujas de sangue.

    Os três elfos guardaram seus rifles, encararam o urso por alguns segundos.

    - Alguém está tentando revelar nosso segredo – disse um deles.

    Os outros dois permaneceram em silencio, suas peles azulados refletiram as luzes nos postes, seus olhos caramelados ficaram num tom de verde escuro, suas vozes engrossaram, os corpos tremeram, pelos escuros cresceram por todos os corpos, poucos segundos depois não haviam mais elfos, e sim três grandes ursos escuros, usando suas garras e presas eles devoraram o corpo do urso abatido.

    O sangue do urso morto estava por suas patas e garras, o pelo duro com tanto sangue, o cadáver havia sumido, restavam poucos ossos e alguns pelos espalhados na calçada, logo mais pelos foram surgindo, caindo, um pelo grosso.

    Novamente havia os três elfos, sujos com sangue em suas bocas e mãos, parte das roupas rasgadas, os olhos caramelados haviam voltado. Tão logo voltaram à forma de pele azulada os três sumiram deixando todo o pelo de quatro ursos no chão.




    Publicidade:


    Jogue Tibia sem mensalidades!
    Taleon Online - Otserv apoiado pelo TibiaBR.
    https://taleon.online

  6. #36
    Avatar de Brenoo
    Registro
    11-02-2007
    Localização
    Curitiba
    Idade
    32
    Posts
    51
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    naum intendi os ursos... mais tah legal =]... de repente tau mentrando td tipo de criatura O.o
    Fakes: O Ataque dos Mafagafos: http://forums.tibiabr.com/showthread...70#post3530070

    A Lenda das Amazons:
    http://forums.tibiabr.com/showthread.php?t=261052
    Status Fake Arena:Wins 1
    Brenoo x ShankS (ganhei d W.O -.-)
    Loses: 1
    Brenoo x Kenon (0x5 >.<)
    http://img300.imageshack.us/img300/2...ciosignux8.png

    Nota: Alguns minutos depois ele esclareceu que foi zuera... mais que foi engraçado foi.. haha

  7. #37
    Avatar de Konata
    Registro
    27-09-2007
    Idade
    36
    Posts
    65
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Capítulo 13

    O leitor pode se irritar nesse exato momento, por vários motivos, e realmente não tiro sua razão, afinal a narrativa é totalmente sem sentido, personagens aparecem do nada, o autor faz comentários que quebram todo o ritmo da historia, o sexo atingiu um patamar banal. Mas o pior vem agora, pois como você, leitor, vai perceber agora, um avanço temporal foi feito, alguns passos pro futuro, na verdade tudo que foi pulado não tem a menor graça, mas não se preocupe, tudo será explicado mais cedo ou mais tarde. Agora perdoem minha interrupção e continuem sua leitura.

    ***

    - Vamos... Aqui – Douglas tomava cuidado para dizer o menor numero de vogais possíveis.

    Douglas – pela primeira vez em cinco anos – não vestia suas roupas de vampiro, mas ainda era uma figura estranha de se ver, vestia roupas coloridas e rasgadas, em uma de suas mãos carregava uma lanterna apagada e sem baterias. Ian o seguia de perto, ainda atordoado com tudo que havia acontecido, sua visão ainda estava escurecida, suas pernas tremiam.

    Os dois estavam se esgueirando dentro da antiga mansão de Agatha, o papel de parede amarelado pelo tempo tinha marcas de queimadura, o chão cheio de rachaduras, os cantos mais escuros serviam de ninhos para os ratos, as grandes janelas estavam sem vidro. Naquele momento os dois estavam na antiga biblioteca, prateleiras tombadas ainda continham livros cobertos de pó e cheio de traças, na lareira haviam algumas cinzas e paginas de papel parcialmente queimadas. Douglas fechou as portas de madeira – que começavam a apodrecer.

    - Devemos ficar seguros aqui.

    Ian concordou com a cabeça e se apoiou em uma das prateleiras tombadas.

    - E se ele nos achar?

    - Vamos ter que dar um jeito de matá-lo, você ainda tem suas habilidades de vampiro e eu ainda tenho... Duas balas – disse Douglas contando as balas de sua pistola.

    Os dois ficaram em silencio, cada um olhando coisas diferentes, os dois pensando na mesma coisa.

    - O que está acontecendo? O que são esses caras? O que eles querem?

    - Não ficou bem claro o que eles são? – Douglas continuou ao perceber a cara de confuso de Ian – são elfos.

    - Ah... Elfos. E por que eles tentaram nos matar?

    - Não sei direito, mas é isso que eles querem.

    - E onde entra aquele árabe, e aquelas outras coisas?

    - Os elfos são uma raça muito inteligente e altamente capacitada com rituais e coisas mágicas. E acredite, eles são bons pra fazer essas coisas de trazer coisas mortas de volta e dar vida a coisas ridículas.

    Ian refletiu, e sem entender o que o árabe que os persegui tinha a ver com aquilo resolveu ficar em silencio. Nenhum dos dois fez idéia de quanto tempo havia se passado quando eles ouviram algo arranhando a porta da biblioteca.

    - Se prepare – cochichou Douglas para Ian enquanto apontava sua arma para a porta.

    Ian em um pulo se levantou e fixou os olhos nas portas. Novamente o som de algo arranhando a porta, depois uma batida forte. Douglas sentiu o suor escorrendo por sua testa branca. A segunda batida rachou a porta, uma terceira batida a botou abaixo. Entre o som da porta batendo no chão e a figura alta de um homem surgindo à porta Douglas apertou o gatilho de sua pistola.

    - AHHHH.

    O som do grito parou subitamente, um homem de mais ou menos dois metros estava parado ali, sua pele morena com grandes veias bem demarcadas, uma de suas enormes mãos cobria um sangramento em sua barriga, o rosto era cheio de pelos com um queixo pontudo.

    - Ian, faça alguma coisa, só tenho mais uma bala.

    O vampiro olhou ao redor, precisava de algo para usar contra o enorme homem parado onde uma vez houve uma porta, se aproximou da lareira sem tirar os olhos do homem sangrando, ainda sem olhar tateou a procura de qualquer coisa dura que pudesse usar. O metal frio da pá de recolher pó fez com que Ian sentisse um arrepio. O homem sangrando havia tirado sua mão do ferimento e avançava em direção a Douglas, que apontava a arma sem vontade de dispará-la. Douglas foi atingido pelo encontrão do homem, seu corpo caiu no chão sem oferecer nenhuma resistência, nesse momento Ian bateu com força na cabeça do homem usando a pá. Um som meio oco abriu um tímido sorriso na cara suada de Douglas, o homem rugiu, sua cabeça sangrava, Ian continuou batendo até que a pá se entortou por completo e o homem estava caído no chão.

    - Vamos sair daqui – disse Douglas saindo pela porta da biblioteca, logo sendo seguido por Ian.

    - Será que tem outros arabes como ele?

    - Não tenho certeza se eles são arabes. Da onde tirou essa idéia?

    - Ele parecia ser árabe. Mas e então, existem outros como ele?

    - Deve haver.

    A porta da frente da mansão estava destruída, e foi por ela que os dois saíram, o jardim descuidado estava cheio de lixo, grandes arbustos disformes decoravam o local, o fino caminho para carros tinha marcas de pneus recentes.

    - Melhor que o esgoto, não? – perguntou Douglas alegremente enquanto eles se aproximavam do portão de metal destruído.

    O Sol estava se pondo, as poucas pessoas na rua mal olhavam para o vampiro e seu colega correndo com roupas sujas de poeira e sangue.

    Os dois pararam em frente a uma estação do metrô, ofegantes da corrida, observando com os cantos dos olhos as pessoas que passavam por eles, notaram que a maioria tentava os ignorar, como se tivessem algum tipo de doença, mas é claro que as roupas rasgadas, sujas de pó, sangue e suor poderia afastar a maior parte das pessoas.

    - Ouviu isso? – disse Ian olhado ao redor.

    - O que?

    - Uma espécie de assovio, parecia um chamado.

    Douglas arregalou os olhos e procurou algo no céu, Ian ficou por alguns segundos o olhando e depois passou a imitar o movimento, ele ouviu um segundo assovio, e de repente viu. Cerca de cinco homens os olhavam do alto de prédios em volta da estação, todos tinham armas apontadas na direção do vampiro e de seu amigo cansado, Douglas também os havia visto, um terceiro assovio e o som das balas ecoou nos ouvidos de Ian, as balas acertaram os dois, Douglas caiu no chão como uma fruta cai de uma arvore, seu peito e seu pescoço sangravam, ele estava morto.

    Ian por outro lado sentiu as balas atravessando seu peito, e ao ver o amigo caído no chão sentiu um vazio, tentou gritar, mas sua garganta não parecia ter forças, seu corpo pesou, estava cansado.

    Ajoelhou-se ao lado do corpo do amigo, as pessoas corriam de volta para a estação procurando abrigo, esperando que a próxima bala fosse à direção de uma delas.

    Por fim um quarto assovio, mais balas foram disparadas contra o vampiro de joelhos. Um quinto assovio, outros tiros, Ian caído no chão sentia seu corpo sendo furado e instantaneamente seu organismo curando as feridas, ouviu um sexto assovio, mas nada aconteceu, ouviu mais alguns disparos, mas não sentiu nada.

    Fechou os olhos e tentou dormir ali mesmo, em uma poça de seu próprio sangue, no chão sujo da cidade.

    Quatro mãos o agarraram e o levantaram.

  8. #38

    Registro
    04-05-2006
    Posts
    420
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Apenas não me inclua no "leitores irritados", pois não é o caso.

    Bem, os últimos capítulos foram uma salada de frutas. Elfos-ursos, "árabes" e etc... Mas por incrível que pareça isso pode até ser bom. Até que gostei dos últimos acontecimentos, apesar de não ter entendido quase nada.

    Porém, algumas coisas precisam ser corrigidas:

    -O tempo e espaço. A história simplesmente parece não estar dentro de um contexto, os acontecimentos ficam soltos no ar como num desenho infantil (daqueles desenhos 2D onde a criança esqueceu de desenhar o chão). Perguntas como "quando?" ou "onde?" ficaram sem resposta.

    -O trecho onde o Ian e o Douglas encontram o "árabe":
    "o homem sangrando havia tirado sua mão do ferimento e avançava em direção a Douglas, que apontava a arma sem vontade de dispará-la. Douglas foi atingido pelo encontrão do homem, seu corpo caiu no chão sem oferecer nenhuma resistência".
    Nesse trecho faltou determinar de que maneira o tal personagem avançou na direção do Douglas. Quando eu li, entendi que ele estava avançando normalmente, caminhando por exemplo - O que fez com que a súbita cena do encontrão ficasse confusa. Deixe claro se ele estava correndo ou não.
    (E evite repetir tanto a palavra "homem". Eu contei umas cinco vezes no mesmo parágrafo.)

    Não deixe a sua história "flutuando" como o boneco de palitos, essa falta de contexto não ajuda em nada o leitor a entendê-la.



    Próximo Capítulo?


    A.E. Melgraon I
    Última edição por Melgraon I; 29-03-2008 às 15:42.



Permissões de Postagem

  • Você não pode iniciar novos tópicos
  • Você não pode enviar respostas
  • Você não pode enviar anexos
  • Você não pode editar suas mensagens
  •