A batalha de Svargrond
Índice:
Capítulo I - Mudanças no Reino
Capítulo II - A tarefa Real
Capítulo III - A Travessia
Prólogo
Aquela era a tarde mais fria em muitos anos. A neve castigava os telhados das casas. As janelas todas fechadas.
Não havia movimento algum nas ruas. O vento assobiava fortemente, ecoando assustadoramente.
Os moradores da cidade permaneciam confortáveis em seus quartos, com suas suntuosas lareiras acesas.
Os lobos uivavam ao longe, tal ruído fazia qualquer um estremecer.
As ruas eram cobertas por uma camada espessa de neve, grossa, aparentemente macia. O mesmo podia se dizer dos telhados e coberturas das casas... Parecia que o céu caíra sobre aquela cidade.
Porém, a cidade não estava deserta. Um viajante de camiseta regata, braços fortes, carregando um crossbow (semelhante a um arpão), rosto enfurecido, armadura de ouro; crusava rapidamente a grossa camada de neve em direção ao palácio de gelo.
O Palácio era esplendoroso, azul, brilhante. Um lugar imponente onde vivia o Senhor daquelas terras, o Senhor de Svargrond. Ele já era velho, vestia uma linda capa azul,adornada com diamantes, a mesma fora tecida por um lendário mago da região. Na cabeça, possuía uma linda coroa, porém não era uma coroa comum. Uma coroa de cristal, magnífica. Ele era um ancião muito vaidoso e detalhista. Amava o gelo, a cor azul, a neve e o frio.
Sempre batalhou por seus ideais, colocando-os à frente de qualquer coisa. Não era um assassino, mas já matara outros humanos para benefício próprio.
O Senhor de Svargrond andava de um lado para o outro, perplexo. Parecia concentrado, e ao mesmo tempo amedrontado, cheio de dúvidas. Olhando através da janela, viu um lobo uivar do topo de uma montanha. O triste som do uivo espetou seu coração. Ele sentou em seu trono (igualmente azul e magnífica), de frente à porta de seu suntuoso quarto.
O jovem paladino finalmente chegara à entrada do castelo. Como esperava, a porta cor azul cristalino estava fechada. Os guardas, gigantes de gelo, olhavam a montanha de onde vinha o uivo dos lobos. “Idiotas” murmurou ele.
Pegou dois dardos incandecentes, vermelhos e de aparência infernal, e atirou com seu arpão nos guardas, os mesmos caíram e se quebraram em pedaços, lembrando o agudo som de quebra de cristal.
O jovem atirou outro dardo de mesma aparência no portão do palácio, o mesmo pareceu não se mexer. O Paladino caminhou em direção ao mesmo portão e epurrou-o com toda a sua força, o portão caiu; após ficar vulnerável com o dardo.
Ele seguia pelas belas escadas azuis-cristal, que deveriam estar guardadas por mais gigantes de gelo, só que estes estavam de folga por causa do horroroso clima daquele dia.
Chegou em frente a uma pequena porta, a única que não era azul, esta era cinza, cheia de riscos, deveria ter sofrido em batalhas anteriores. Ele percebeu que era, igualmente feita de gelo. Pegou uma flecha em chamas, e colocou sua extremidade dentro da fechadura, a mesma se afrouxou e o jovem forçou a porta com sua mão direita.
Uma bruxa, vestida de azul, de aspecto gelado, olhos prateados e cruéis, estava sentada diante de uma janela, observando o clima estranho daquele dia.
O paladino esgueirou-se pela porta, apontou seu arpão para a bruxa, preparou seu dardo em chamas... De repente uma tempestade de gelo saiu do chão, quase atingindo-o, ele saltou e caiu ajoelhado.
Uma voz gélida e cruel, porém feminina, disse:
“ - Nós, bruxas do gelo, podemos sentir a presença de seres humanos, mais ainda quando possuem objetos quentes... diga, quem é você? “
A voz clara e forte do jovem respondeu:
“ - Não preciso dizer quem sou.”
Em uma nova tentativa de acertá-la com um dardo infernal ele foi atingido por uma estaca de gelo, que não deixou ferimentos aparentes. Mesmo assim, ele caiu deitado no chão, aparentemente morto.
“ - Agora ele jaz morto e imóvel em meus aposentos... sua vingança não será mais concluída, Malke! “ - bradou a bruxa
Malke se levantou lentamente, preparou seu crossbow e atirou bem no centro das costas da bruxa.
“ - Não! Eu não... não posso ter caído nesse truque... não... Senhor, perdoe-me “ - lamentou-se a bruxa, antes de morrer.
O jovem paladino estampou um sorriso satisfeito no rosto. “Todos eles vão pagar! Vão pagar por terem quase me sentenciado à morte. Eu não permitirei que mais injustiças aconteçam!” pensou ele.
O Senhor de Svargrond continuava de costas para a porta, imóvel, pensando, enquanto passava a mão em seu cetro de diamante.
Malke finalmente viu a suntuosa porta de cristal, azul como as outras, porém bem maior, e mais dura, sabia ele. “Isso não será problema”, pensou.
Encostou sua mão direita na porta e com concentração tremenda fez com que a mesma derretesse, em meio à uma silenciosa e poderosa força divina.
Ele fitou o Senhor de Svargrond, o arrogante e injusto ancião.
O ancião, calmamente disse:
“ - Eu sabia que você viria. “
“- Agora quer bancar o sábio, depois de tanto me fazer sofrer?” - Disse Malke ao ansião que permanecia de costas para ele...
“ - Na verdade... “
Antes que o ancião terminasse de falar, Malke atravessou suas costas com uma estaca fina e pontiaguda.
O Senhor de Svargrond caiu de joelhos, e murmurou algo que Malke não conseguiu entender. O ancião caiu, morto.
“ - Nunca mais... todos eles vão morrer... todos! “
Ele pegou as roupas do ancião e as vestiu, consertando com seu poder divino o furo na capa feito por sua estaca.
Malke estava vestido como o Senhor de Svargrond, e por fim, pôs a máscara que o ancião usava. A vingança havia começado.
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