Espero que se divirtam lendo. Peço apenas que não julguem antes de ler, além de sinceridade nos comentários.
Tibianus
Prólogo
Um vento frio corria por entre as grandes planícies, farfalhando levemente as árvores, levando consigo as folhas secas. Os pássaros entoavam belos cantos, anunciando para Tibia, os tempos de paz. As bestas de Zathroth hesitavam perante os demônios que empunhavam espadas, lutando incansavelmente por suas mulheres e filhos, por suas cidades e por Tibia.
Os humanos, por muito tempo, defenderam suas moradas com sua própria vida, derramando sangue de seus inimigos, até que Toth, o sentinela das almas os levasse para o sono eterno e sem sonhos. Os brasões dos humanos brilhavam em seus escudos, enquanto o sangue manchava suas espadas.
As bestas finalmente haviam cedido, as linhas de frente de seus exércitos foram dizimadas e a retaguarda recuava para a escuridão. Por longas luas, os demônios de Banor fizeram das tochas seus olhos na escuridão, caçando seus inimigos.
O cansaço e a saudade de suas cidades, abateram os heróis de Tibia. Os exércitos de Banor retornaram a Thais, vitoriosos e temerosos quanto às bestas. Por duas luas, as comemorações não cessaram e, a cerveja e as mulheres não foram suficientes para tanta glória.
As paisagens de lavouras queimadas resultante da guerra dos corpos deram lugar às plantações de trigo e milho. As engrenagens das rodas d'águas rangiam, enquanto puxavam água para movimentar o moinho. O trigo era transformado em farinha, que daria a forma de um belo pão que seria posto na mesa de todo cidadão thaiense. Crianças brincavam no milharal, enquanto trabalhadores buscavam as espigas maduras para serem vendidas.
O gado corria novamente pelas planícies, pastando e dormindo ao relento. Pastores cuidavam de seus rebanhos de ovelhas, esperando a lua certa para tosar a lã e vender algumas ovelhas.
Ferreiros, alfaiates e taverneiros mantinham seus negócios. Mercadores voltavam a negociar com outras cidades. Navios aportavam trazendo viajantes e mercadorias.
O exército thaiense realizava campanhas para tentar erradicar grupos de bestas que rodeavam Thais. E jovens aprendiam a manejar espadas e a dispararem com precisão seus longos arcos.
Crianças corriam pelas ruas da cidade, chutando bolas e lutando com pedaços de madeira, enquanto os adultos trabalhavam na lavoura ou em seus negócios.
E Banor, o herói e rei de Thais, envelhecia. O auge da sua juventude fora gasto em guerras contra as bestas. Sua vida fora marcada pela espada e pelo sangue. Por incontáveis séculos ele vivera, presenciando inúmeras batalhas e vitórias, mas a idade lhe vencera
As rugas marcavam seu rosto. O cabelo e a barba estavam brancos. As mãos que em outrora, segurara uma espada, manejavam fragilmente um cachimbo feito das árvores sagradas de Ab'Dendriel entalhado à mão pelos elfos. Ele gastava seu tempo ensinando estratégias de defesa e de batalha, e a arte de governar para seu filho, que um dia o sucederia no trono.
Ao crepúsculo, Banor caminhava pelo bosque no terreno do castelo, buscando a harmonia e a paz, nos cantos dos pássaros, que lhe lembrava a flauta, que um dia Elane, sua filha, tocara para ele suntuosas melodias. Pensava em Thais e no seu bem mais precioso, seu filho, Tibianus.
Sacou uma adaga, e entalhou algo na casca de um carvalho. Fitou seu trabalho na árvore longamente, até que suas pernas fraquejaram sobre o peso de seu corpo, fazendo com que se recostasse no tronco de uma árvore e escorregasse lentamente, sentando-se na grama, à frente do carvalho. Cravou a adaga no chão, e com os olhos pesados, observou, pela última vez, suas valorosas palavras:
TibianusRei de Tibia
Não ficou muito grande, mas por enquanto é só. Prometo que capítulos maiores virão.
Publicidade:
Jogue Tibia sem mensalidades!
Taleon Online - Otserv apoiado pelo TibiaBR.
https://taleon.online







Curtir: 


Responder com Citação





