Prólogo
Era aproximadamente 9:00 quando abri os olhos. Estava cansado, tive uma noite cheia, nem lembro ao certo o que fiz. Mulheres sorridentes, homens barulhentos e testosteronados, cervejas... que importa?
Levantei-me quase rendendo-me a outro sono. Cocei os olhos, caminhei para o banheiro. Tive uma leve sensação de escutar algum tumulto fora de casa, talvez os vizinhos brigrando novamente por algum motivo que até hoje desconheço.
Abri a torneira, enxagüei meu rosto. Barba crescendo... que merda!
"Ai, meu Deus! O que é isso?"
"O que está acontecendo, Tereza?"
Abri a geladeira, tomei um gole da lata de cerveja. Teria que dar uma passada no mercado, isso sempre era um saco. Os gritos lá fora pareciam aumentar. A briga estava feia.
"Sai, sai ,sai! Ahhhhh!"
"Esquece isso, mulher. Corre e deixa isso no chão!"
Debaixo do chuveiro elétrico, ligado no mais gelado, tentei esfriar minha cabeça e pôr meus deveres em ordem. Desde que comecei a trabalhar como professor, as palavras de minha falecida mãe nunca me soaram tão sábias. Ela sempre dizia que professor nesse país era um héroi. Talvez não na mesma conotação, mas aquila fazia completo sentido para mim. Professor de matemática, era obrigado, as vezes, a dar vinte aulas por dia para receber um salário que satisfazesse meus desejos financeiros.
Embora abafados, os gritos fora pareciam aumentar. Que diabos estava acontecendo? Não conesguia distingüir mais as palavras, tudo parecia um aglomerado de gritos. Se duvidasse, até repórteres estariam observando o show.
Aproveitei o máximo a água gelada escorrendo por meu rosto, até sentir completamente acordado, afundado em meus pensamentos. Quando sai do banheiro, o silencio logo me pertubou. Tal era que apenas um zumbido costumeiro do silêncio era notável.
Vesti um shorte e preparei um xícara de café, saindo para ver o que tinha acontecido.
A rua estava vazia. Aliás, completamente vazia. Estupidamente, até pensei que estivessem fazendo alguma brincadeira comigo. Ainda com a xícara de café na mão, caminhei até a esquina, esperando algum sinal de vida. Carros com portas abertas, abondonados no meio da pista, bicicletas, jornais... tudo muito silencioso e vazio. Apenas o assovio do vento. Senti um frio percorrer minha espinhas e meus pêlos se eriçarem. O que estava acontecendo?
<continua...>
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(não sou tão maniaco_ioauiaouaua)
