teoria de que todas as crianças nascem Satânicas

Se refletir um pouco, constatará que a religião não é algo inato. Ou seja, não é dada como certa à nascença. Não é correto dizer que uma criança ao nascer vai seguir o Deus cristão, ou servir Alá. Mas é correto dizer que a criança ao nascer é indulgente, que não se priva dos seus desejos mais naturais, e que faz tudo para conseguir o que deseja a um dado momento.

Quem lida com crianças ainda muito novas, repara com certeza que ao serem contrariadas criam uma reação adversa, de recusa absoluta, por coisas que ao olho do adulto são insignificantes, mas que pela visão criança são indispensáveis. A criança também não tem tendências suicidas, ou dilemas existenciais. O máximo que pode acontecer-lhe são acidentes por ignorância sua, ou por desprezo da parte dos pais.

O Homem ao longo da infância e adolescência vai adquirindo conjuntos de informação, que indiretamente, ou diretamente, o vão alterando e consequentemente fazem-no perder a sua indulgência. Na criança, enquanto nova, isso não acontece. Se ela quer, faz tudo ao seu alcance para o conseguir. Os seus meios são choros, gritos, etc.
Nunca notou que basta realizar o desejo de uma criança, para instantaneamente cessar o seu descontentamento? Ela não chora por dor, ou sofrimento, ela chora porque é o único meio que tem para conseguir manifestar a sua vontade suprema e obter o que deseja.

Se fosse possível realizar uma experiência colocando uma criança muito nova, sozinha, numa ilha deserta, e utopicamente, ela sobrevivesse até à idade adulta, e então nessa altura a confrontasse com qualquer religião, fosse ela a cristã, a islâmica, a budista, a satânica, etc. Ela não saberia o que isso era. Ela não saberia o que era a bíblia cristã, ou Jesus... O máximo que ela saberia era que estava viva, que tinha necessidades físicas, e desejos, e uma delas era o sexo. Não só para reprodução
Poderia atribuir a um deus, um ente exterior a ela, a razão pela qual chovia, fazia sol, ou trovejava. Mas isso já antigamente , mas por prazer. acontecia e hoje sabe-se muito bem que são fenómenos puramente científicos e que nada têm a ver com divindades. Interiormente ela era Satanista. Caçava para comer, defendia-se para sobreviver.

Tomando base a esses fatos podemos concluir que se mais tarde a pessoa se torna cristã, islâmica, budista, etc. é simplesmente por imposição, ou por influência do meio.