Capítulo um na área =D
PS: Sorry double post
Capítulo I
Afundando
Desde o primórdio dos tempos, a busca pela informação vem ganhando forças e se tornando cada vez mais importante. Nos tempos atuais, s você não possui informação, você não é absolutamente nada. E era justamente nisso que O Culto se fixava.
Pois afinal, a sem informação, é como se você não existisse. E com uma boa informação, você podia explorar os mais distantes lugares, estudar diversas coisas, conhecer diversas pessoas e inventar grandes coisas. E era justamente nessa parte que interessava O Culto.
O Culto é uma organização secreta, naturalmente. Afinal, nos tempos de hoje, existe uma diversidade de sociedades bastante considerável. Mas O Culto é mais antigo. Ele existe desde que existe a eterna busca por informações. Sempre existiu e sempre vai existir.
O único objetivo desse culto é a busca por informações. Pois baseado nessas informações, os seus membros desenvolvem livros científicos fantásticos, inventam utilitários poderosíssimos. Algumas das mais incríveis descobertas da história do Tibia foram desenvolvidas pelo Culto. Um bom exemplo é a lendária Varinha do Conjurador, que possui o poder de conjurar todas as criaturas existentes.
Mas a mais recente descoberta do Culto é que vai abalar o mundo, deixando qualquer um de boca aberta. Algo que promete desequilibrar todas as leis da física: A bota de andar sobre a água.
O grande Iluminado Thul, atual supremo mestre do Culto a desenvolveu por acidente, enquanto tentava dar mais poder para as botas macias usando poços e sangue humano. Quando se deu por conta, duas botas boiavam sobre seu caldeirão.
Essas botas iriam facilitar as buscas por informações. Simplesmente pelo simples fato de permitir que qualquer um que as calcasse pudesse caminhar sobre as águas. E como Thul não perdia tempo nem dormia em serviço, já enviara uma equipe até a Baía Sangrenta para testar essa nova descoberta.
***
O adepto Dionísio estava com um grupo de novatos às margens da Baía Sangrenta. As águas escuras e paradas sugeriam que aquela porção de água salgada era muito funda. E realmente era. Em condições normais, aquele ato seria um suicídio dos bons.
Mas aquelas não eram condições normais. De maneira alguma. Thul havia entregado a Dionísio as botas. E com elas, aquele teste seria rápido e prático. O objetivo daquela pesquisa era coletar informações sobre a baía, um lugar rodeado de mistérios.
- Bem – Disse Dionísio, caminhando ao redor do grupo assustado de novato – Creio que nem em suas fantasias mais doidas vocês haviam cogitado a hipótese de entrar nessas águas, não é?
A turma concordou, em silêncio.
- Pois não será hoje que vão entrar. Vocês vão caminhar sobre essas águas. Como se fossem solo.
- E como isso é possível? – Indagou o aprendiz Bohn, um aluno arrogante e metido que adorava se exibir.
- Com isso – Disse Dionísio apontando para um par de botas roxas com aspecto macio em sua frente, sobre a grama longa e molhada do orvalho da manhã.
- Está tentando dizer que vamos andar sobre aquilo com isso? – Indagou o aprendiz Adso, tímido e encolhido em meio a multidão como sempre.
- Sim Adso – Disse Dionísio em tom de desprezo – Todos vão tentar usar elas e caminhar na baía. Os melhores vão me ajudar na missão.
- Todos? – Pediu Adso tremendo.
- Todos. Quem quer ser o primeiro?
Ninguém se acusou.
- Eu – Disse Bohn dando um passo a frente com suas botas de couro nas mãos.
- Ótimo Bohn – Disse Dionísio calçando as botas roxas em Bohn – Basta que você pise sobre a água como pisa sobre o chão sólido. Nem vai notar a diferença. Eu garanto.
Bohn caminhou até a margem e sentiu uma pontada de medo. Firmou um pé sobre a superfície da água e recuou.
- Está firme!
- Errado – Corrigiu Dionísio – Parece estar firme. É o efeito da bota.
Bohn voltou a caminhar sobre a superfície da água. Desta vez por completo. Depois de longos minutos, voltou par a margem.
- Bohn, você esta na equipe – Disse Dionísio começando a bater palmas. Ninguém o imitou – Agora que vai testar será... Adso!
***
Adso tremeu ao ouvir seu nome. Quando ele entrou para o culto, ele não esperava ter uma aula prática de dança sobre a água. Adso tentou recuar, mas Bohn estava atrás dele, como uma barreira.
Desde que ele chegara ali, Bohn havia o atormentado. Bohn era como o legitimo valentão, e Adso era o nerd assustado. Ambos se detestavam. E isso não era segredo para ninguém no colégio.
Bohn agarrou Adso e o arrastou até Dionísio, que lhe colocou as botas.
- Sei que você é uma bicha medrosa – Disse Dionísio, com sua simpatia costumeira – Mas é só alguns passinhos. Acho que você consegue sua mulherzinha.
Adso caminhou até a margem. Curvou-se par a Baía e passou a admirar seu reflexo. Tinha dezoito anos, era alto, magro, tinha espessos cabelos negros, um rosto quadrado com um nariz curvo, olhos azuis penetrantes, uma boca não muito grande e o queixo levemente erguido. Adso tremeu novamente e tentou recuar novamente. Mas Bohn ainda estava atrás dele. Não havia escapatória.
- Anda sua bicha – Disse Bohn agarrando os ombros de Adso e o empurrando contra as águas.
Adso se virou para cair de costas. Ergueu os pés e sentiu uma das botas sair deles. Adso a viu voar rodopiando até cair na água, logo abaixo dele. Adso foi caindo, sentindo que não iria demorar a atingir o fundo. Seu último esforço foi parar de respirar.
E então, todo ficou negro. Sentiu seu corpo ser arrastado pela maré, as pessoas gritando, um de seus pés nu, sem o outro pé da bota. Então, veio a paz.
Espero que curtam. Corrigi todos os erros que vi (e que o word achou

) mas se acharem mais me apontem =D