Corinthians acorda fora do G-4 e 'festeja' derrota no clássico
Alexandre Sinato
Em São Paulo
O Corinthians cansou de reclamar da arbitragem na derrota para o Santos no clássico de quarta-feira, responsabilizando Sálvio Spínola pelo resultado. Mas dois dias depois, o revés na Vila Belmiro é encarado com bons olhos. Estranho? Mano Menezes explica por que, a partir desta sexta-feira, passou a preferir o resultado negativo com o rival.
"Se tivéssemos empatado continuaríamos fora do G-4 porque a Ponte Preta tem mais vitórias e teríamos tirado o Santos da briga. E o Santos pode ser nosso aliado: se ganhar do Rio Claro vai chegar vivo na última rodada contra a Ponte, que é um adversário direto do Corinthians", argumentou o treinador.
Com a conclusão da 17ª rodada, o time alvinegro caiu para a quinta colocação com 30 pontos, um a menos que a Ponte, em quarto lugar. Mano, então, começou a torcer para o Santos (que tem 29) vencer seus dois compromissos restantes e atingir 35 pontos, diante dos 36 possíveis do Corinthians em caso de duas vitórias.
Para o treinador alvinegro, a briga por uma vaga na semifinal está bem definida. Ele aponta Guaratinguetá, Palmeiras e São Paulo como virtuais classificados. E diz que o Corinthians briga pela quarta posição com Ponte e Santos.
"O Guaratinguetá e o Palmeiras praticamente asseguraram suas vagas, e o São Paulo é a única equipe que não enfrenta adversários diretos [pega Bragantino e Juventus]. Então existe uma vaga para Santos, Ponte Preta e Corinthians", opinou.
A duas partidas do término da primeira fase, a equipe do Parque São Jorge aparece fora do G-4 após quatro rodadas seguidas na zona de classificação. Durante todo o Paulista, inclusive, o Corinthians ficou mais tempo fora dessa faixa do que dentro: foram 11 rodadas longe do grupo de cima.
Neste domingo, o time de Mano recebe o Marília no estádio do Morumbi, a partir das 16h. Na última rodada, uma semana depois, o Noroeste será o adversário corintiano, em Bauru.