Bem, neste capítulo eu fiz tudo o que desejava fazer? Eu falei: Baralho, esse capitulo ficou muito bom mesmo. Mas a minha opinião, não é a de vocês. Então leiam e me digam o que acharam. Não ficou tão grande como disse que ia ficar para não estragar minha narrativa, mas ficou bom.
Revisei e revisei mais...Por dois dias revisei, dormia, quando acordava revisava... Espero que não tenha passados erros, acabei de terminar a última vez. Vi mais alguns erros, mas será que ainda tem? Só vocês poderão me dizer.
III
Ódio, medo e caos
A lua acabara de aparecer se escondendo atrás das nuvens, o silêncio era quebrado pelo vento farfalhando nas folhas das árvores. Aquele som das canecas se chocando violentamente desaparecera, todos observavam a cadeira, ocupada pelo vazio. O homem se contorcia no chão, segurando com as mãos uma flecha que estava cravada no seu peito.
– Arghh... – gemia o velho.
– Por favor, não se mexa. – disse uma moça ajoelhando-se ao lado do homem.
"É um anjo que veio me salvar." – pensava o velho observando a mulher de seios fartos, cabelos castanhos longos, dona de um rosto fino, talvez, a mais bela mulher que já havia pisado em Rookgaard.
– Obi, venha cá e me faça um favor. – disse a moça, chamando-o com um gesto de mão. Um homem de cabelos curtos, trajando uma túnica e um manto que descia até seus joelhos. Este carregava também uma espada. – Procure por Lilly. Diga que preciso dela aqui.
– Certo Amber. – respondeu Obi enquanto se embrenhava no tumulto, mergulhado em um mar de pensamentos.
– Acalme-se Hyacinth. – disse Amber voltando-se para o homem caído. – Você vai ficar bem, já mandei chamar ajuda.
–
Q-q-quem me acertou essa flecha? – disse Hyacinth com grande esforço.
Amber levantou o rosto, procurando por alguém suspeito. Sua face expressou sofrimento em meio aquela situação. Todos já haviam visto o porquê. Ela rapidamente contou sete ou oito pessoas. Vestiam mantos pretos. Eles retiraram os capuzes, denunciado suas identidades. Eram minotauros.
– Povo de Rookgaard.... – começou um minotauro que tomara a frente. Ele tinha grandes chifres afiados e uma face com cicatrizes, que ostentavam poder. Este apontava uma besta para o povo – Meu nome é Murius, sou o comandante das forças de Mintwalin. – fez uma pequena pausa.
Aquela notícia fez com que muitas pessoas acordassem do estado de choque.
– Aqui estamos para lhes avisar, que a guerra começará! – gritou o minotauro armando a besta com uma flecha.
***
Dalheim forçara o conteúdo de um fluído de recuperação na boca do garoto. Este não apresentou reação.
– Homem, pegue um pano e molhe-o. – disse Dalheim.
O homem voltou com um balde cheio de água e um pano, entregando-os para o guarda. Dalheim colocou o pano dentro do recepiente, e retirou-o rapidamente, espremendo-o.
– Homem, poderá você colocar o pano sobre a cabeça desse valente guerreiro? – perguntou Dalheim.
– Sim, claro.
– Seu corpo queima, como se este fosse o próprio inferno. Duvido que este jovem durará muito mais tempo se não tiver um atendimento médico mais profundo do que o meu. – disse Dalheim, abrindo a porta e indo pela escuridão.
***
A correria era visível no vilarejo, aquela imagem de um belo festival se fora há tempos. Neste momento, Zathroth devia beber um cálice de sangue, brindando ao sucesso de seus servos. O desespero resplandecia em cada olhar, o caos surgia a cada grito e a morte assolava a cada flecha.
– Como é doce o sabor do terror. – dizia Murius, enquanto bebia uma caneca de cerveja violentamente, jogando-a no chão após degustar o último gole, indo de encontro para sua próxima vítima.
As flechas flamejantes lançadas pelos servos da morte alastravam um incêndio, que atingia os telhados do vilarejo, a vegetação ao redor. Este acabou por carbonizar alguns corpos que tentavam fugir das criaturas.
As crianças, seres ingênuos, angelicais, gritavam por seus pais, que naquele mundo não se encontravam mais. A cada grito, o medo aumentava, a morte se aproximava. Pelas sombras ela vinha, trazendo consigo seres repugnantes sedentos por sangue.
As nuvens pareciam sentir cada perda que ali acontecia, anunciando uma tempestade. Cada gota de sangue derramado, ecoava ao tocar o chão, formando pequenas poças que se misturavam à terra e ao vinho derramado. Cada passo dado pelos minotauros tremia os céus. O sangue jorrara por várias vezes naquela noite, como uma oferenda aos deuses.
Aquele ser repugnante se aproximava. Amber observava a criatura se aproximando, fitando-o com olhos que até os deuses temeriam, mas que aquele na sua frente, nunca temera. O pânico começava a ser visível nos olhos antes tenebrosos de outrora. O minotauro parou diante da mulher, que esperava o golpe final. Ele levantou a espada.
– Kaplar!
Amber não poderia fazer nada a não ser esperar que a ajuda divina viesse. O zunindo cortou o ar, era o fim.
***
"Por mais quanto tempo está paz irá perdurar? Por quanto poderemos festejar a passagem do ano?"
Dalheim fitava o céu, mergulhado em pensamentos. As nuvens escureciam, perseguindo incansavelmente a lua que permanecia alta no horizonte. O homem observou uma massa que se diferia da cor escura, um tom avermelhado. Ele perseguiu-a com os olhos, fuzilando-a quando chegou ao ponto inicial. O vilarejo.
– Utani hur.
A distância exercida pelos seus passos aumentaram consideravelmente, diminuindo a distância entre o céu e seus pés.
Mas qual seria seu destino?
***
"Purgatório? Será aqui o purgatório? Será que morri?"
Amber abriu seus olhos. Sua visão estava embaçada. Ela observava dois vultos, um parecia ter cabelos longos e o outro segurava uma espada.
"Serão esses Tibiasula e Fardos que vêm para meu julgamento?"
Aos poucos sua visão voltou. Os dois que ali estavam eram dois grandes amigos. Amber se apoiou com as mãos no chão, mas sentiu um material estranho, gelado, mas não era o chão. Voltou os olhos para o objeto, era um minotauro caído, o mesmo que antes tentara matá-la.
– Você é abençoada por Fardos garota. – disse o homem, guardando a espada.
– Por alguns instantes pensei que meu fio do destino teria sido cortado pelos deuses. – disse Amber levantando-se, fitando os dois na sua frente. As lágrimas correram pelo seu rosto, parando na mão do homem, que acariciava a moça.
– Não se preocupe, você nunca morrerá enquanto um fio de energia ainda habitar meu corpo. – disse ele, pressionando seus lábios contra os dela.
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