Editado...Revisei duas vezes...Espero que tenha ficado bom...Eu achei que
ficou, mas o que importa é vocês não?Chega de papo, vamos lá...
Editado again:
Revisei os erros...Corrigindo-os...Espero que agora eles tenham diminuído.
II-O festival de Banor
Suon e Fafnar, os irmãos iluminados, cruzavam as colinas, se escondendo da escuridão que demorava a se mostrar.
Todos comemoravam aquele belo dia, que demorava a esvair-se. As pessoas andavam pelas ruas, comentando sobre a tradição:
– No pôr-do-sol no solstício de verão, o dia mais longo do ano, será iniciado o mais novo ano. No exato momento que os sóis desaparecessem, o ano se inicia. Para isso, o mais belo dentre todos os festivais será realizado.
As ruas do vilarejo estavam movimentadas, com pessoas indo para a praça. Todas as estradas de pedras estavam limpas, havia uma pequena decoração formada por escudos e espadas que ficavam nas paredes da casas no caminho. Aqueles eram os equipamentos mais belos que Rookgaard jamais vira.
– Ouviu? Correm boatos que esses escudos e espadas vem do continente.
– Oras? Mas aqui não foi visto nenhum visitante ilustre vindo de lá.
–Não é óbvio? É claro que os colonizadores têm equipamentos. Quem não quer tal tesouros?
O festival acontecia na praça do vilarejo, onde todo ano, eram colocadas as mesas da taverna para as pessoas sentarem, comemorando ao ar livre. Aquele solstício parecia ser um daqueles que prometiam, apesar de não ter anoitecido ainda, não havia mais mesas disponíveis, já apresentando pessoas em pé.
Aquela festança poderia ser comparada a um dia como outro qualquer perante os velhos resmungões, os anões, que depois de um dia de trabalho iam até uma taverna tomar cerveja até cair. As pessoas ali presentes, falavam alto, não temendo que fossem repreendidas por ninguém; havia uma farta mesa exposta na praça, onde os habitantes poderiam encontrar pães, queijos, frutas, carnes, de veado e de lebre, além dos mais saborosos biscoitos feitos pela esposa do velho Willie, o fazendeiro. Bebida era outra coisa que não poderia faltar. A cerveja que ali estava era proveniente da melhor safra de Rookgaard, preparada especialmente para o festival. Eram dezenas de barris armazenados, suficientes para deixar milhares de anões mais do que satisfeitos.
A cada rodada de cerveja, as pessoas pareciam ficar mais alegres, acompanhando um pequeno grupo de bardos, que tocavam com liras e lutes. A música seguia um ritmo alegre, cantada pela ampla maioria.
A música ia acabando quando um homem se levantou, equilibrando-se em cima de uma cadeira e começou a cantá-la mais alta:
Eh!Eh!Eh! O que quero é beber
Matar minha dor e meu mal esquecer
Pode ventar, pode chover
Nada mudará
Até o dia clarear
Bebendo estaremos
– Tirem esse velho daí. – gritou alguém. – Acha que pode sair do tom da música. Velho bêbado.
Os cochichos não demoraram a sair:
– Quem gritou é que estás bêbado, não reparaste que este é o mais sábio homem que já pisou nessas terras depois de Banor.
O homem fitou a todos, observando cada rosto ali presente:
– Salve Banor! – o homem levantou uma caneca após sua voz rouca e fraca parar.
– Salve! – respondeu a multidão, levantando as canecas, cheias de cerveja, derrubando parte de tal.
A fala ecoou pela praça por um instante, seguida de um silêncio. Até mesmo o vento se calou quando o nome Banor foi ouvido.
– Dia após dia, sonhamos com essa festa, hoje nós a temos. – novamente a voz rouca proferiu algumas palavras.
Batidas nas mesas soaram, chacoalhando pratos e canecas, derrubando cerveja no chão. Ninguém se importava com isso, afinal, aquilo era uma festa.
– Mas o que festejamos hoje? Acho que agora, poucos se lembrem, afinal, esse dia é feito para esquecer as preocupações. – continuou a voz.
– Nós festejamos o solstício de verão. – gritou uma voz, proveniente de um canto na praça.
– Exato. – disse o velho, batendo palmas. – O solstício de verão. O dia mais longo do ano, quando as almas negras demoram a aparecer. Quando podemos festejar sem nos preocuparmos. – a cada fala, o velho parecia mais cansado.
– Mas é só isso?Não, no momento em que escurecer, nós teremos algo para comemorar. Hoje, o ano que se passou, acabará. Um novo ano começara, mas que já esperara essa festa.
– E Banor? – gritou uma voz.
– Garoto apressado. Tudo tem seu tempo meu jovem. Se quiser continuar a viver, aprendendo mais, aprenda isso primeiro. – respondeu o velho. – Continuando... Mas os motivos para comemorar não acabam aqui, ainda temos mais um. E é aí que se encaixa Banor, meu jovem. No solstício de verão foi o dia em que o primeiro humano pisou nessas terras, antes desconhecidas. E quem foi o primeiro a pisar? Um corajoso homem, que se aventurou pelos mares, enfrentando monstros e ondas, apenas em um pequeno bote, para descobrir se seu sonho era verdadeiro. O guerreiro mais forte, mais inteligente e mais hábil que já se viu, Banor.
– Salve. – gritou o povo.
O velho começou a cantarolar para o povo uma música, que foi acompanhado por um som de uma lira:
Antes do malho do ferro ou do entalhe na madeira
Quando Fafnar e Suon eram jovens e faceiros
Antes que os humanos ou a guerra fossem feitos
Ele caminhou na floresta
Para jamais ser esquecido
Ao final dessa música, o povo brindou, pois afinal, Suon e Fafnar haviam se posto atrás da colina, não podendo presenciar a façanha que aquele velho sábio conseguira fazer mais uma vez, tudo dentro do seu tempo. As canecas se levantaram mais uma vez, saudando o novo ano que surgia no horizonte.
Uma flecha zuniu no ar. O sangue jorrou.
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