A vida não e fácil para um família pobre em Thais, temos uma casa para eu minha mãe e mais 3 irmãos, meu pai não mora conosco, ele é na verdade um vendedor ambulante, viaja por todo o mundo. Antes ele vinha para o Natal mais depois dos meus 7 anos nunca mais o vi ou tivemos noticias dele.
Agora que estou chegando aos 15, espero alegrar minha mãe e meus irmãos sendo um bom Mago, me dedico a esta vocação a anos, não que eu tivesse condições de comprar algum equipamento, mais já lia alguns livro sobre o assunto, livros que me davam imaginação suficiente para esquecer dos problemas com alimentação, saúde e moradia, problemas que tem se agravado na família.
Bem, e chegado o dia em que pego minhas coisas e vou para Rookgard, na noite que antecede a minha viagem meus familiares haviam me preparado uma festa, com vinho, pães e bolos que minha mãe fez pra gente, após termos comido ele me mostra algumas coisas que ela havia comprado para mim com nossas economias.
Era uma bolsa, na verdade não era uma bolsa, era mais ou menos um tipo de saco pra falar verdade , dentro havia um club, uma jaqueta e uma tocha, mesmo não sendo os melhores equipamentos, mas eram objetos dados de coração e isso vale muito, pelo menos para mim, SIM!!!
Me desculpe meus leitores se ainda não falei meu nome, me empolguei e acabei esquecendo deste detalhe, meu nome e Zaphod Quarto, esta é a quarta geração deste nome, meu bisavô, meu avô e meu pai tem esse nome, sou o quarto na geração.
Estava ansioso pela chegada do barco, havia dormido muito mau e isto havia me prejudicado, dores de cabeças eram constantes, mais a alegria era maior, sabia que tinha de me concentrar ao máximo para que ajudasse minha família, afinal meu sonho era ser um bom mago, para que um dia pudesse ajudar meus familiares.
O barco era um caos, imagine umas 1 pessoa num quarto de uns 3 metros de lado, parece até um pouco confortável certo? Agora multiplique o numero de pessoas em 100 no mesmo quarto de 3 metros e teremos a sensação súbita de mal estar. Agora pense tudo isso aliado a uma boa dose de dor de cabeça, náusea e muito, mais muito sono mesmo, era mais ou menos isso que eu estava passando. Durante a viagem houve um “pequeno transtorno”, foi assim que capitão do barco chamou nossa pequena tempestade. Quero lhes informar que ela não foi nem um pouco pequena, na verdade foi para mim monstruosamente estonteantemente grande.
Estávamos lutando dentro do barco para não ficar encostado no lado de ferro do barco, pois sabíamos que se ficássemos e o barco virasse todos iriam se apoiar em nós, isso com certeza dói bastante. Acho que depois de um tempo havíamos nos acostumado e já nem fazíamos questão de escapar dos lados, era perda de tempo e força, eu mesmo já estava cansado, lutava mais era com o sono, sabia que se dormisse iria morrer pisoteado ou amassado pelos demais. Depois da tempestade fomos tranqüilos até o porto de Rookgard.
Finalmente havíamos chegado, pena que um não havia resistido e morreu no barco sem que ninguém percebesse, isso era muito triste, mas era a vida, não podíamos fazer nada. Cheguei perto do corpo do rapaz e disse minha primeira palavra em alto e bom som na ilha:
- Vá em paz meu amigo, que Deus te acompanhe ate o Céu. Amem!!!
Comemtem aí. Tchau!!!