Bem, esse é o capitulo 2, a primeira parte, a segunda, posto daqui a pouco, eu acho que não fui bem descrevendo a batalha, mas a idéia principal foi tentar, pelo menos, passar o clima do ambiente, assim vocês conseguem imaginar, e pra ficar mais legal, eu colokei umas imagens, tem uma no final q eh meio loca, mas acho q ñ pega nada XD
Ta ai, postem dizendo se gostaram ou não, criticando ou elogiando
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Capitulo 2 – O novo gênesis
Alguem bateu fortemente na porta, quando eu abri, havia um pedaço de papel preso à uma adaga fincada na porta, no papel estava escrito que todo homem que pudesse manejar uma espada lutasse para defender Darashia. Quem diria que Darashia dependeria dos pobres mercadores e caçadores de antílopes que mal conseguiam engravidar suas esposas. Eu peguei a adaga e aproveitei para cortar o meu cabelo o mais curto possível, além disso tirei essa maldita barba. Eu ouvia o barulho das pessoas saindo de casa, a voz do medo só pode ser ouvida antes da morte, e acho que eles já sabiam que iriam ouvi-la.
Eu amarrei as botas o mais forte que pude, guardei a adaga no cinto e peguei o meu machado.
Acho que estou pronto para o pesadelo, é melhor que ele esteja pronto para mim também.
Dia 2 mês 5 ano 100
A noite esta fria novamente, eu estou vivo. Acho que hoje me dei conta de o quanto estamos todos atolados no medo.
A batalha de ontem foi tão cruel quanto eu imaginava, eu ainda me lembro...
Ao descer pela escadas, reparei nas pessoas que se aglutinavam nos depósitos de armas onde haviam algumas espadas e escudos, o soldado entregava as armas com tanta facilidade ao que parece ele já sabia que a maioria dos homens não faria uso delas, no alto da torre de vigia feita de madeira um homem gritou avisando que eles chegariam em menos de 10 minutos. Haviam ali cerca de 100 homens tão fracos quanto a luz da lua, os melhores guerreiros estavam todos se preparando no grande centro no meio da cidade.
Quando me lembrei dos 3 homens que vinham pelo leste, já era tarde demais, corri para lá, mas eles já não estavam mais a caminho, tinham desaparecido. A hora se aproximava quando soaram uma especie de trombeta da torre de vigia e pediram para todos se juntarem e defender a cidade, ao meu redor haviam garotos e velhos, os velhos que tinham alguma noção do perigo ficavam atrás da primeira linha, já os inexperientes jovens se agrupavam a frente de todos, alguns querende provar para si mesmos que eram dignos de defender o reino outros apenas eram idiotas o suficiente para achar que iriam sobreviver.
Aos poucos eles foram chegando, como Darashia não tem muros, não era esperado nenhum tipo de ataque com maquinas ou dispositivos maiores. Eu me situei na segunda linha de ataque, já conseguíamos ver o destino chegando, as criaturas caminhavam lentamente e todos agrupadas, o que era muito estranho pois até onde eu achava que sabia, mortos-vivos não se comunicam. Foi quando me dei conta que eles eram controlados por alguma força.
O momento decisivo chegara, eles estavam a menos de 20 metros, foi quando avançamos. A primeira linha ia fazendo seu caminho por entre as criaturas mais fracas que mal conseguiam atacar. Ao meu lado estavam um garoto forte fisicamente mas que tremia muito, ele vestia uma armadura de prata e usava uma espada cerrada, do meu outro lado havia um garoto com uma espada simples e com um escudo feito de casco de tartaruga, ele rezava e pedia para que Daraman o ajudasse. Eu perguntei pra ele se algum dia Daraman havia aparecido na frente dele, ele olhou pra mim, balançou a cabeça negativamente em relação a minha ironia, e disse que esperava um milagre. Por que esperar? Os milagres estavam vindo em nossa direção. A linha de frente se dissipou em meio as criaturas, foi quando eu avistei minha primeira presa, cambaleava e vestia trapos verdes, havia sangue em sua boca, devia ser sangue humano.
A festa havia começado, pareciam ser feitos de manteiga, ataquei-a com um ataque horizontal, a criatura foi dividida em duas, porem seu tronco ainda se mexia, me lembro que pisei na cabeça e os pedaços do cérebro sujaram toda minha calça, e assim os mais fracos foram caindo, não só do lado deles como do nosso, algumas criaturas conseguiram invadir a cidade, as criaturas se abriram e atacavam a cidade pelos flancos, a batalha foi árdua, porém conseguimos vencer a primeira leva.
Mas não havia acabado, estava só começando. Me lembro de ter ouvido um barulho saindo de um celeiro perto da entrada da cidade, um grito agudo, com muita dor. Corri para lá, fiz meu caminho por entre os corpos e vi o que esperei a noite toda para ver. Duas bestas sem carne, eram apenas ossos, pareciam dois lagartos, jogavam os restos do corpo de uma mulher de um lado para outro. A brincadeira começara ali, me lembro de ter sorrido, finalmente adversarios que valessem a pena!
Quando o primeiro me avistou, pulou em cima de mim, eu o bloquei com o meu machado, quando o seu amigo viu que o ataque não tinha surtido efeito, ele cuspiu um gás tão horrível quanto aquela noite, eu estava ficando zonzo, se os dois me atacasses simultaneamente eu provavelmente morreria. Um deles pulou visando meu pescoço, eu me joguei para o lado e ele errou o ataque, o segundo ao tentar pular escorregou no sangue da mulher e não conseguiu me acertar. Vendo um deles no chão eu não tive piedade ergui o machado e o mandei para o inferno com um único golpe na cabeça, os pedaços dos ossos voaram pelo ar.
Era hora de cuidar do meu amigo restante, quando ele pulou, consegui desviar e acerta-lo lateralmente com o gomo do machado, não foi o suficiente para quebrar algum osso, porém ele estava caído, ao ver aquele ser desprotegido e de certa forma o maldito sabia que iria partir, não tive piedade, levantei o machado para dar o ultimo golpe porém uma bola de energia negra se formou no cabo do machado e ele foi partido em 2, que força era aquela, parecia uma rocha, só alguem muito poderoso poderia ter feito aquilo. Pela janela pude ver um homem vestido de negro. Ele logo desviou a atenção e foi se preocupar com os cavaleiros de Darashia que o cercaram. Era um daqueles homens que eu vi antes disso tudo começar, talvez ele estivesse controlando as criaturas que ali estavam. De volta aos meus assuntos com meu amigo, era eu contra ele, predador contra predador.
Ele, mais uma vez, pulou em minha direção, foi quando eu consegui colocarr minhas mão em sua boca, ambos rolamos no chão, lentamente fui controlando sua boca e consegui abrir-lá. O sangue dos meus dedos começou a escorrer, com a mão direita agarrei a parte de cima de sua boca e com a esquerda a parte inferior. O nosso duelo começara ali, eu olhava em seus olhos e não via o medo de morrer e acho que ele sentia o mesmo por mim, usei toda minha força, ele era forte, mas eu também fui, até que ele cedeu, e como uma explosão eu pude sentir o estalo de todos os ossos que compunham o cranio da besta serem rasgados e partidos ao meio.
Após essa pequena batalha, eu ouvi alguem pedindo ajuda, no meio do feno havia um garoto preso dentro de um barril. Ele me agradeceu e perguntou onde estava sua mãe, logo que percebeu que o corpo estraçalhado dela, entrou em desespero, eu pedi para que ele ficasse ali enquanto o sol não nascesse e que me esperasse, eu voltaria para busca-lo.
Quando consegui olhar em volta vi o homem de negro do lado de fora, ele estava falando algumas palavras e parece que não percebia o que ocorria à sua volta. No celeiro, já desgastado e sem nenhum animal havia uma escada que levava ao telhado, sem arma eu não teria chances contra ele, por isso teria que jogar sujo, agarrei um dos ossos pontudos das bestas e subi no telhado, quando estava em uma posição melhor, me joguei em cima dele. Ele ficou com o peito na areia, mesmo assim, ele continuava falando sem parar, eu estava jogado em cima de suas costas, foi quando apunhalei ele com o osso, porém, ele não parou de falar, talvez estivesse em algum estado magico.
Eu me levantei e quando percebi que teria que faze-lo parar, pisei em sua cabeça o mais forte que pude, mesmo contra a areia, sua mandibula continuava a se mover, olhei ao meu redor. Perto do estabulo havia uma pedra, do tamanho de um elmo, eu rastejei até ela, ela não pesava muito, seria o suficiente, ele continuava falando palavras que eu não entendia, foi quando com as duas mãos segurando a pedra, eu acertei a cabeça dele. Ele caiu, tremeu muito e por fim morreu.
Alguns vampiros tentavam entrar no castelo, porém quando a porta abriu, uma onda azul brotou e como se fosse a luz do sol, desintegrou os vampiros. De dentro do castelo saíram 4 guerreiros, um velho senhor, vestido com uma armadura verde que brilhava e de longe parecia ser feita de escamas, carregava uma cimitarra, seu olhar era tão indiferente que me espantou, seus cabelos brancos e curtos eram a mostra de que naquele homem havia muita sabedoria. Eu respeito os velhos, e respeito muito mais os velhos guerreiros, pra mim eles são como lobos velhos, um lobo velho pode perder a visão, pode perder o pelo, pode perder toda a sua jovialidade e velocidade, porém, ele nunca perde o instinto e o faro, ele sempre sabe o que e como fazer as coisas. Logo depois do velho, uma mulher muito grande apareceu, ele carregava um martelo enorme, e usava uma armadura feita de ouro, ela mais parecia um homem grande, com seu grande cabelo ruivo que balançava constantemente enquanto ela corria. O próximo a sair foi um arqueiro, seu modo de andar indicava que era furtivo como o vento, mas o que mais me espantou não foi o seu olhar frio, ele conseguia atirar mais de uma flecha por vez, e ria muito, era muito confiante se julgado pelo seu porte. Foi então que um homenzinho franzino saiu, ele carregava uma varinha que expelia fogo, e usava óculos, com ele, saíram duas criaturas que pareciam bolas de fogo. Parecia que eram os melhores guerreiros de Darashia.
De volta a batalha, eu procurei em volta por algum tipo de arma, e não muito longe, havia um corpo de um nobre rapaz que carregava uma espada que era grande, não como eu gostaria, mas serviria para alguma coisa, pelo jeito ela havia sido forjada por algum ciclope, era até que pesada se levado em consideração as outras armas que estavam sendo usadas. Eu caminhava para o castelo, talvez um dos guerreiros pudesse me ajudar com o garoto no celeiro, eu olhava aquele massacre, casas eram invadidas e os moradores eram comidos pelas bestas restantes. Quando me aproximava, ouvi um barulho, quando olhei para cima, um vampiro desceu como uma flecha, me agarrou e mordeu meu pescoço, se não bastasse isso, outro vampiro vestido de preto, com olhos vermelhos e sangue na boca pulou em cima de mim, eles conseguiram me desarmar, aquele seria meu fim, se o velho não aparecesse e com maestria cortasse a cabeça de um deles, foi a brecha que eu tive para dar uma cabeçada no vampiro que tentava me enforcar, ele deu alguns passos. Com meu olhos fixos nos dele, eu me agachei, com as mãos tentava achar a espada sem tirar os olhos dele, quando percebi que tocava a espada, ele avançou, levantei-a o mais rápido que pude, ela ficou na altura da barriga do vampiro, eu pude sentir sua barriga sendo aberta, o barulho da pele sendo cortada, porém o demonio ainda estava vivo, ele conseguiu dar alguns passos para trás e sair da lamina. Quando ele preparava o ataque, o velho descepou sua cabeça.
O velho se apresentou, disse que seu nome era Clan, essa era sua ultima batalha, depois de servir o rei por mais de 30 anos, ele voltaria a trabalhar como ferreiro, por isso não queria perder tempo. Ele era rabugento, mas como já disse, eu o respeitava. Ele me guiou até os outros guerreiros, e me apresentou. O arqueiro se chamava Pietro, havia criado uma técnica que o permitia atirar mais de um flecha por vez, a mulher-trasgo se chamava Thalla, ela era uma nômade, viveu nos desertos a vida toda, e o mago era seu irmão, Kurmin, era um mestre nas artes arcanas, era realmente estranho ver alguem que poderia pensar no meio a tanto desespero.
Eles me explicaram que o ataque já era esperado, Necropharus, um necromante já havia deixado claro que iria tomar Darashia, ele veio junto com 2 outros necromantes. Eu disse que havia abatido 1 deles.
O velho mandou os 3 procurarem o necromante, enquanto eu e ele iriamos buscar Necropharus. Seguimos caminhos diferentes, eu e o velho fomos para a parte leste da cidade, e os outros para o centro da cidade. Não andamos muito, e já conseguiamos ver Necropharus, era um velho com um olhar penetrante, seus olhos negros já eram um pressagio que ele era misterioso e poderoso, nos corremos em sua direção, porém alguma coisa agarrou o pé do velho, Necropharus, usando sua magia havia criado outros daqueles seres nojentos, o velho conseguiu escapar, mas, outros surgiram e o agarraram.
Enquanto eu corria em sua direção, ele não mostrava nenhum tipo de reação, quando cheguei a uma distancia minima ele pronuciou alguma palavras, algo como “exori mort” e uma espécie de pressão foi criada em meu estomago. Eu cai e ele não parou de fazer aquilo, eu estava em péssimo estado, sentia meus ossos estalarem cada vez que ele falava. Perdendo os sentidos, ele retirou a espada de minha mão, e como se fosse algum tipo de mago barato, levitou meu corpo, ele agarrou a espada me ofereceu como sacríficio a algum tipo de ser chamado Urgith, alguma coisa do tipo, porém, o sangue dentro de mim ferveu, eu sabia que não era hora de morrer, eu sou melhor, eu não iria parar ali, me lembrei da adaga que carregava, eu passei a mão no sinto e a agarrei, quando Necropharus fechou os olhos, eu fiz com que ele não precisasse mais de um deles, eu o apunhalei no olho, ele começou a gritar, e largou a espada. Em desespero, ele tentou se acalmar, ele ia falar alguma coisa como “exevo gran mas...” eu agarrei a espada no chão, não haveria tempo de levantar por isso, eu fiz ele sofrer, com um golpe horizontal eu cortei suas pernas e ele não terminou a frase que me mandaria para o inferno. Ele não estava morto, eu observei ele se arrastando, o sangue escorria de suas pernas, ele me perguntou se eu era algum tipo de monstro, me olhou como o garoto do celeiro havia me olhado, então eu disse-lhe que não sou nenhum monstro, eu sou Sanguinatis.. Ele andou mais alguns metros, mas não aguentou.
As criaturas que seguravam o velho desapareceram, agora só precisavamos eliminar o outro necromante. O velho não parava de reclamar, ele me perguntou se existia alguma diferença entre eu e uma daquelas criaturas, eu disse à ele que existiam duas, eu sou o maior e o pior. Ele balançou a cabeça em desprezo.
Na cidade, os outros guerreiros arrastavam o corpo do ultimo necromante, a cidade estava salva, os monstros foram sendo mortos. Eu agradeci aos guerreiros, disse que sem a ajuda deles eu teria algum problema, eles disseram que falariam com o rei sobre meu respeito, eu sentia neles algo diferente, como se nossos caminhos fossem se cruzar novamente,
Eu voltei ao celeiro, o garoto me disse que sua tia morava perto, eu o levei até a casa dela, ele me disse que iria vingar sua mãe, não me preocupei com isso, na verdade eu não sei porque me preocupei com ele, ela falava muito. Precisava curar meus ferimentos, por isso me apressei de volta ao meu quarto, enquanto andava observava os corpos no chão, todos nós, vivos e mortos, sujos pelo mesmo sangue.
Ao chegar em casa, a noite ainda estava escura e profunda. Mas não estava mais frio, meu corpo estava quente, o sangue circulava, a vontade de matar voltou, eu queria mais sangue, mesmo sabendo que meu corpo não aguentaria. Por uma hora, eu tentei descansar, fazer algo que me alivia-se. Foi quando alguém bateu a minha porta, eu estava sujo, não havia me lavado, fedia como um porco, ao abrir a porta, eu vi uma mulher, sua pele era parda como a dos leões que vivem no deserto de Darashia, ela vestia uma roupa azul, seu cabelo era negro, passava alguns centímetros do pescoço, seus olhos me lembravam o por do sol, misteriosa como o que existe depois do horizonte, ela disse que seu nome era Noa, ela tinha o perfume, um cheiro que as Deusas devem ter, ela me disse para toma-la. Eu não perdi um segundo imaginando como essa mulher havia parado ali ou como um perdedor como eu poderia ter uma sorte dessas.
Tem sangue nas minhas mãos, nos meus braços, martelando dentro da minha cabeça e me empurrando pra frente... Me dizendo que eu nunca vou me cansar.
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Então, esse capitulo vai terminar mostrando como é a realidade do meu RP.
Desculpem pelos erros, o capitulo fico mto grande, e não devo ter corrigido td, qqr coisa é só postar q eu arrumo.
Até mais