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Tópico: Penedono

Visão do Encadeamento

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  1. #17
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    ntra ofegante apoiando-se na porta e levemente inclinado. Facilmente identifiquei que era o Príncipe Arthur III, pela a coroa dourada e com detalhes em diamante, ametista e turquesa. A capa vermelha, um pouco encardida, com bordas grossas de um algodão espesso e límpido, tinha costuras à seda. Os trajes eram nobres, com o símbolo real no centro do peito. Tinha uma bota encouraçada em um forte tom de marrom. Sua espada, com a lâmina à mostra, que estava aparentemente desamolada atritava com a sua armadura. Este príncipe, com cara de menino acabara de completar sua maioridade, 18 anos.

    - Pai! - Fala ofegante.

    - O que o traz aqui, filho? - Diz Arthur II ao III

    - Soube que chamastes este... este... velhote!... Este velhote para comandar o nosso exército! - Passa um olhar sobre meus olhos com desprezo.

    - Sim meu filho, este homem à nossa frente é o mais capacitado e honrado que temos em todo o nosso reinado. - Apoiou o braço sobre um dos meus ombros e sorriu suavimente.

    - Como!? Como este velho pode ser o nosso melhor... homem? Mas pai...! Você prometeu-me!

    O rei abaixa a cabeça, também abaixo para observar a expressão do rei, por ele ter uma baixa estatura. Ele levanta a cabeça e olha para mim com expressão de decepção, devolvo-o a expressão.

    - Não filho, não me esqueço... Como posso esquecer? Lembra-me desta maldita promessa toda a vez que o sol mostra as faces! - Fala triste.

    - Então pai! Espero que cumpras, dando-me a comando da milícia em vez de dá-la à este velho!

    - Respeite-me, moleque! - Eu, até agora um mero expectador, não me importei em difamar o homem que está em segundo na hierarquia da realeza.

    - Quem... quem és? - O garoto transfere o olhar do rei para mim.

    - O novo comandante do exército real, Penedono de Pasárgada, prazer. - Estendi-lhe a mão ironicamente.

    Ignorando o meu cumprimento, continuou:

    - Não diga asneiras seu velhote, vá arar o campo que é isto o que pessoas da sua idade fazem!

    - Chega! Calem a boca imediatamente! - Disse Arthur II, irritado.

    Calamo-nos, e após o rei olhar para nós dois, continuou:

    - Estamos em um impasse. Penedono, confirmei-te que serias o comandante, mas... (...) A alguns anos atrás, eu treinava com meu filho como manusear a espada, quando ele me perguntou se um dia ele poderia comandar um exército. Subitamente aceitei, e agora que ele tem idade para comandar um, tenho que cumprir a promessa.

    - Sim pai, fazes o certo. - Interrompeu

    - Ainda não terminei! ... Mas... Mesmo prometendo isto à você meu filho, esta guerra é de suma importância para a segurança e economia do reinado de Pasárgada, por isso...

    - Por isso o que, pai!? Estás quebrando a nossa promessa? Que rei é este? (...) Aliás, que pai é este que não cumpre o que diz?

    - Filho, como eu disse nós precisamos de um comandante que seja experiente em batalhas, coisa que você não... não é.

    - Sou seu filho! E é uma promessa! - Insistiu.

    - Filho! Entenda! Você não está capacitado para comandar um exército desta magnetude como Penedono está!

    - Então achas que não tenho... que não tenho capacidade? Que este velho é mais habilidoso do que eu?

    - Sim... filho.

    - Então eu... eu... eu... Eu o desafio para uma batalha de vida ou morte! (...) Para provar quem é o mais habilidoso entre nós, consequentemente quem está apto para liderar este exército - Arthur III coloca o punho sobre a espada

    - Não fale besteiras seu moleque, não seria uma batalha justa! - Fala o rei, indignado

    - Eu aceito. - Intenrrompo-os.

    Os dois olham para mim, um satisfeito e o outro assustado.

    - Pois bem, faremos uma festividade para esta batalha, que acontecerá em três dias, espero que não fujas do reinado, seu velho! - Fala o moleque, retirando-se da saleta.

    - Como fazes isso Penedono? Sabes que não és como antes, o tempo é destrutivo! - Fala o rei, ainda mais indignado

    - Eu sei, mas não sou homem de recusar um desafio.

    Despeço-me do rei e percorro o mesmo caminho, desta vez sério e concentrado. Vou à procura de Amarante.


    ---------x---------x---------

    Um capítulo praticamente só de diálogos, tentei dar "vida" às conversas.
    Não coloquei nenhuma imagem por que não encontrou nenhuma que expressasse bem o que eu queria, mas eu gostaria de colocar alguma.

    O que acharam do III?
    Última edição por dr4g0n; 29-09-2006 às 14:17.



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