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Tópico: Relatos de um cavaleiro

  1. #1
    Avatar de rapmel
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    Padrão Relatos de um cavaleiro

    Meu outro roleplay que eu tava fazendo num deu certo, comecei a escrever esse aqui, tô no capítulo 2 já, vou postando aqui aos poucos. Comentem, please dicas construtivas! Se ninguém comenta, nem dá graça continuar povo ;X
    Além disso, quem falar que tá igual a Bernard Cornwell, leva porrada, porque esse é só o "prólogo" e nos outros capítulos a história vai tomar um rumo MUITO diferente.

    --------------------------------
    "768º ano da era de Nosso Senhor Cristão, vila Longhood, território saxão.

    Esses são os relatos de um velho pecador. Hoje, Sunnr nos fez limpar todo o lixo que escondemos ontem. Aquilo, sei, foi um ato tolo, mas peço perdão a Nosso Senhor por ter pecado. Eu não acho que foi pecado aquilo que fizemos, mas se assim o Bispo Sunnr diz, assim é. Minha mão dói de novo, o coto doi muito no frio, como se uma faca estivesse entrando pela cicatriz. Ah, como eram bons aqueles tempos em que eu era saudável, lutava como um leão no exército do grandioso William Bohr... Ah, naqueles tempos eu não era velho e doente, não senhor! E também não era pobre nem precisava ficar me escondendo para fugir das penitências que o Bispo Sunnr nos faz pagar... Não precisava esconder meus papéis nem meus contos de um Santo. Também não sei se o Sunnr é santo mesmo, mas acho que todos que têm uma estátua dentro da Igreja são santos, não?

    Nesses dias de frio eu também ando mancando muito mais que o de costume, a cicatriz da minha perna feita por um machado saxão ainda dói como se a batalha tivesse acontecido ontem. Ah, aqueles tempos foram memoráveis! Dignos de um herói, dignos de odes a serem cantados por todo o reino... Todas aquelas cidades e fortalezas derrubadas, todas aquelas cabeças decepadas... Ah, eu fui um grande soldado! Ricardo, o indomável, eles me chamavam. É uma pena que hoje me conheçam apenas como Richard, o velho, ou Richard, o manco... Uma grande pena..."

    -------------------------------

    C yA!

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  2. #2
    Eu não floodo. Você sim Avatar de Dard Drak
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    Irônico, acabei de ler todo o resto no outro lugar e vc posta aqui XD...
    Bah, já sabe o que achei desse prólogo ^^...

    Dard*

  3. #3

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    Até agora tá bom cara, continua escrevendo aí...



  4. #4
    Avatar de rapmel
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    Heheh, primeiro capítulo saindo ainda hoje... Digam o que acharam! =)

    --------------------
    Cap.1 - Ricardo Leonner

    "740º ano da era de Nosso Senhor Cristão, vilarejo de Yampshire, território bretão.

    O verão chegou para nós, em Yampshire. O vilarejo está bonito, talvez por causa da nova coloração diurna garantida pelo sol forte da estação, talvez pela presença de Lady Mellánie na cidade. Ela é nobre, filha de Bernard Grunt, o senhor que toma conta de todo o sul bretão. Linda, cobiçada pelos olhos de todos. Seus longos cabelos são tão loiros que chegam a ofuscar a visão. Seus olhos são verdes como o capim que nasce no mais saudável dos pastos. Toda a cidade parece apaixonada por tão perfeita senhorita.

    Pena que não seja eu um homem rico, afortunado ou dono de terras, e sim um pobre coitado que mal tem onde cair morto, acabando com minhas chances de conhecer a princesinha. Talvez por causa dos meus 13 anos de idade, vivi pouco, visto que mal saio dessa vila onde fui criado desde pequenino, depois de ter nascido filho de uma camponesa. Meu pai, Anton Fuwelld, já não está mais entre nós, mas em vida, era um cavaleiro muito rico. Ele tinha relações com muitas camponesas da região e foi assim que nasci. A única coisa que herdei dele foram os cabelos negros como o ébano e minha estatura: eu sou bastante alto! Mesmo assim, não uso nem nunca usarei seu sobrenome. De minha mãe, Silvia Leonner, eu herdara os olhos azuis como o mais alegre dos céus e a pele muitíssimo alva. E a pobreza, claro. Mas isso não é muita coisa, visto que mesmo sendo pobres, conseguíamos viver com a nossa pequena plantação.

    Yampshire é pequena, moram aqui pouquíssimas pessoas. Pro sul, a mais ou menos um dia de caminhada, há uma grande pedra que dizem ser profana, portanto poucos passam por aqui com medo das maldições vindas dela. Vez ou outra aparecem os cobradores de impostos ou alguns senhores de feudos, para saber se estamos fazendo bom uso da terra. Há um pequeno muro de madeira que nos protege e uma igrejinha na entrada do vilarejo e, fora isso, algumas casinhas mal feitas e uma fonte no meio de tudo.

    É a primeira vez que escrevo, por isso estou tentando detalhar o máximo possível de onde moro. Campbell, o velho que mora encima da colina, me ensinou a escrever e pediu que eu escrevesse algo bom para ele ler, então estou me esforçando ao máximo, porém esses sãos meus primeiros relatos. Campbell diz que se eu escrever algo realmente digno de sua atenção, ele me ensinará a lutar com a espada e isso é o que eu mais quero: me tornar um espadachim e fazer parte do exército real, matar saxões e voltar para casa rico!

    Em parte, temos sorte de morarmos num lugar tão simples e pobre: os inimigos não sentem atração aqui, já que não acumulamos riquezas e há tão pouca gente que o esforço de enviar uma tropa para nos atacar não é justificável. Nem temos armas aqui! Só a espada velha e enferrujada do velho da colina, Campbell, mas acho que ela nem atravessaria uma armadura de tão estragada que está.

    Hoje já terminamos as tarefas com a terra, portanto consegui tempo para escrever, e estou gostando muito de fazer isso. Minha mãe saiu para pegar um pouco de água na fonte, mas não demora a voltar. Ela não me deixou sair hoje, nem sei o porquê...

    Esses foram os relatos de Ricardo Leonner, espero que o senhor Campbell goste deles!"

    ------------------------
    Não, o roleplay não via continuar seguindo assim nessa forma de relato, se vocês querem saber. Só estou descrevendo todo mundo! =P~ Depois vai ficar bem legal, vcs vão ver aDUIehadaeuid


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  5. #5
    Avatar de Josef
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    Realmente eu gostei, achei foda a artimanha que vc usou para facilitar a descrever o “cenário” da historia, fazendo o cap de uma carta. Também achei muito interessante sua historia, me prendeu.
    Resultado do cap 1: achei bem interessante, tomara que não estrague a historia nos outros caps, pois um cap para ser bom não precisa de ação e nem de batalhas só de um texto bem escrito e inteligente.
    Continue eu aprovo seu RP

    Ah outra coisa, vê se nao estrague seu RP botando aquelas batalhas escrotos que a maioria teima em botar. Seu RP foi uns dos poucos que gostei daqui do fórum, sem mentira pode ate ver que não comento em quase nenhum.




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  6. #6

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    Realmente muito bom cara.. continua assim!



  7. #7
    Avatar de rapmel
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    thx all, o próximo capítulo tá vindo em alguns minutos.
    btw, 61 visitas, menos de 10 coments ;x

    Edited:
    chegou \o/
    ---------------------
    Capítulo 2 - O começo de minha história

    Ainda era noite quando acordei com as pancadas em minha porta.

    - Ricardo! Ricardo, acorda, rapaz! Já é dia!

    A voz rouca e fina era inconfundível. Campbell, o velho que me ensinara a escrever, descera de sua casa até o centro da vila, uma coisa um tanto rara. Murmurei algo como "Já vai, já v...vai..." e levantei, com um sono tremendo. Lavei o rosto e abri a porta para ver um homem grande e pardo, completamente careca à minha frente.

    - Vamos? Já é hora...
    - Uhm? Hora? Hora de quê?
    - Ué, rapaz, você não queria aprender a lutar? Então! E vamos logo, aproveita minha boa vontade, os deuses não sabem quando vou estar disposto assim de novo.
    - Ahm, tá. Vamos...

    Andamos devagar pelas casas e atravessamos o portão de madeira que havia dormido aberto, continuamos caminhando, contornando as bordas do bosque até chegarmos num lugar um tanto grande, onde as árvores haviam sido arrancadas e no lugar delas havia sido plantado capim.

    - Onde estamos? - perguntei.
    - Aqui é um pedacinho de terra que eu cuido de vez em quando, mas nada que eu leve muito a sério. Aqui é bom pra treinar, não vão ter arbustos nos atrapalhando. Bom, vamos começar... Pegue aquele, hm... Graveto... ali! Ali, pegue aquele graveto e traga pra cá.

    Obediente, busquei um pequeno galho que estava a uns 10 passos de nós e voltei.

    - Isso, agora segure ele assim e faça movimentos assim, para cima e depois para baixo, sempre olhando para frente. Isso, agora vá estocando. Sabe o que é uma estocada?
    - Não, senhor...
    - Poxa, garoto, você também não sabe nada! Faça assim, ó!

    E assim ele foi me ensinando os movimentos, e eu os praticando. E foi desse jeito que passamos o dia, e vários outros dias depois deste. Acordávamos bem cedo, íamos até o mesmo lugar no bosque e ele ia me ensinando táticas e dicas para lutar com uma espada e eu, sempre obediente, ouvia tudo com atenção. No final da tarde, eu voltava e terminava as tarefas de casa que minha mãe havia começado. Os dias passavam e cada vez mais eu me identificava com a espada, cada vez mais eu ia gostando de treinar, gostando da possibilidade de sair daquela cidadezinha e tornar-me soldado.

    ***

    O fim do verão chegara, e com ele o outono. Nessa época, aconteciam poucas batalhas, já que a maior parte do populacho está trabalhando nas colheitas. Meus treinos com Campbell continuaram, mas agora eu tinha lutas com ele todos os dias. E foi num desses treinos, que para meu espanto, eu vi uns movimentos na floresta. Movimentos que pareciam ser de humanos, mas achei besteira, podia muito bem ser apenas um caçador, não? Então acabei nem avisando ninguém, podia ser um alarme falso que serviria apenas para deixar todos com medo... Então preferi ficar calado.

    Mas para minha profunda infelicidade, eu estava errado, e dois dias depois, os humanos que eu tinha pensado ver, se revelaram: Uma pequena tropa de soldados saxões, que aparentavam ser extremamente inexperientes sairam do bosque e investiram em nossa direção, por volta do meio-dia, quando todos estavam em suas casas. Eu e Gunter, o caçador, corremos para o portão e o trancamos. Trouxemos então as mulheres e crianças para o centro da cidade e separamos dois grupos, sendo que um seria levado por Campbell para a estrada que levava a um vilarejo a oeste, e outro seria levado por Frederick, o feiticeiro e suas sacerdotisas para uma outra vila, ao sul. Ficamos na cidade apenas eu e mais uma meia dúzia de homens, alguns muito novos, outros muito velhos, mas todos (com exceção do caçador) sem armas. Improvisamos pás, foices e facas e esperamos os inimigos chegarem, o que não demorou a acontecer.

    Alguns deles, com golpes de machados, destruiam nosso muro velho e fraco. Outros, preferiam tentar saltá-los, e foram esses os que enfrentamos primeiro.

    - Fique atrás de mim, Richard - murmurou Gunter, ao que eu obedeci. O primeiro saxão veio e ele o derrubou com uma flecha de seu arco.

    O segundo veio e desviou de sua seta, antes de derrubá-lo com um soco. Antes que ele pudesse cair sobre meu amigo, desarmado, eu joguei uma pedra em sua cabeça e parti gritando para cima dele, com um pedaço de pau na mão, mas recebi um chute na barriga e cai para o lado, antes de ver um Gunter ser vergonhosamente massacrado e mutilado a golpes de um machado saxão. O resto da aldeia estava um caos, vários soldados corriam pelas casas queimando tudo, e os homens que haviam ficado estavam quase todos mortos. Ao tentar me levantar, recebi um puxão pelas costas e uma voz conhecida, fina e rouca, sussurrou no meu ouvido:

    - Vamos, garoto! Seu treinamento não terminou ainda! - Campbell, o velho, se encontrava atrás de mim, me puxando. Não sabia o que ele fazia ali naquela hora em que ele devia estar há uma certa distância de nós, a oeste, mas não perdi tempo para perguntar. Segui ele correndo até as árvores que ficavam próximas à sua casa, encima da colina, e contornamos os soldados, passando pelo muro e chegando ao bosque, no lugar onde treinavamos sempre.
    - O que fazes aqui? - perguntei.
    - Deixei uma amiga tomando conta do grupo, ela conhece o caminho e vai guiar as mulheres bem. Vim ver como estavam, parece que não posso deixar vocês sozinhos um minuto sequer, não?
    - Obrigado, o senhor me salv...
    - Sem tempo para lamuriações, sem tempo para choros... Vamos ter tempo para isso depois. Agora, preciso ir buscar minha espada, meu único bem precioso, eu já volto. Fique aqui, não saia!

    Obedeci, e fiquei esperando e observando ele correr mancando para a casinha velha da colina, entrar e sair alguns segundos depois com um objeto metálico em mãos. Enquanto corria, vi que um dos soldados havia percebido a presença dele, e estava correndo em seu encalço.

    - Senhor! Atrás de você! - gritei, a tempo de que ele se virasse e desviasse do machado que fora arremessado em sua direção.

    Ele investiu para o saxão, com uma força demoníaca, espantosa para uma pessoa de sua idade, e em segundos o inimigo jazia no chão, com uma poça de sangue abaixo de si.

    Andávamos rápido pela floresta, até que eu não aguentei mais o cansaço e pedi para pararmos e nos escondermos para um descanso.

    - O que será que aqueles saxões queriam aqui, numa época dessas?
    - Não sei, meu jovem... Mas sei que tivemos perdas demais hoje, e não vou deixar que perdamos você também.
    - Senhor, onde estão os outros?
    - Eles continuaram seu caminho. Eu voltei para salvar quem pudesse dos que haviam ficado na vila, e para levar o aviso do ataque à capital do reino.
    - Vamos caminhar até a capital?
    - É isso ou morrer, garoto! E não podemos ficar muito tempo aqui, vamos, levante-se! Não sabemos quantos malditos demônios saxões ainda estão aqui.

    Levantei-me e novamente corremos, até que ouvimos alguns barulhos e paramos para escutar.

    - Pelos deuses, Sacktrap, já disse que não tem nenhum bretão por aqui! Vamos voltar e nos reunir ao bando, eu já estou com medo de aparecerem pictos por aqui!
    - Maldito seja, medroso! Tudo bem, tudo bem... Vamos voltar, mas que fique entendido que foi decisão sua, hein?

    E seguiram caminhando pelo bosque.

    - Vamos, Richard! Vamos, rápido, esses miseráveis não podem nos ver aqui! - disse, enquanto corríamos na direção oposta à dos soldados.

    Corremos alguns minutos apenas, até que nos encontramos num tipo de bifurcação e seguimos o caminho mais por instinto que pela razão. Não demorou muito até que...

    - Ei, Bertwold! Você ouviu o que eu ouvi?
    - Sim Sacktrap! Malditos coelhos por aqui!
    - Não idiota! Um coelho não faria tanto barulho... Olhe! Olhe ali encima do monte! Dois bastardos bretões, corra, homem! - e dizendo isso, correu para nós.

    Corríamos o quanto podíamos, mas era impossível a um velho e uma criança correrem tanto como dois soldados, então pouco tempo depois eles acabaram nos alcançando. Campbell parou para dar combate aos soldados, que investiram os dois de vez, cada qual com um enorme machado de lâmina dupla. Mesmo velho, Campbell ofereceu um trabalho enorme a eles, e acabou por acertar um golpe na cabeça do saxão Sacktrap, que não usava elmo e que caiu no chão sangrando. Bertwold continuou, lutando bem, desviando dos golpes de espada e contra-atacando com uma fúria tremenda com seu machado. E num desses golpes, ele conseguiu acertar a perna esquerda do velho, que caiu ao chão, junto com sua espada, que vôou uns 5 passos de distância, vindo parar próximo a meus pés. Era a minha oportunidade de devolver-lhe a vida que ele tinha me salvado.

    - Pare, demônio! - gritei, enfurecido. - Não ataque esse homem, ele é apenas um velho desarmado!
    - E por que não atacaria, duendezinho desgraçado?
    - Porque ele é um homem bom, saxão! E você o machucou!
    - Ah, é? Vou lhe ensinar a respeitar os mais velhos, seu bastardozinho de uma figa! - e dizendo isso, partiu para cima de mim, segurando o machado com as duas mãos e gritando como um louco.

    Quando chegou perto de mim, ele pulou na minha direção e desferiu um golpe de cima para baixo, muito forte, mas muito lento, me dando oportunidade de esquivar. Contra-ataquei com força, na altura dos olhos, mas ele aparou com a armadura do braço. Estoquei, então, na altura do umbigo dele, mas novamente errei, acertando a lâmina de seu machado, o qual ele usara como defesa. Ele devolveu, me dando um soco extremamente forte nas costelas, me levando ao chão, sem respirar, durante alguns segundos. Quando voltei a me mexer, ele estava em pé, em minha frente, com o machado levantado para desferir o golpe final, mas eu ainda tive tempo de girar para o lado e desviar da morte. Levantei e corri, esquivando dos seus golpes que vinham cada vez mais fortes e perigosos.

    - Venha cá, seu rato! Pare de correr e lute como homem! - ele brigava, com raiva.

    Eu parei alguns instantes na frente dele e esperei sua reação. Ele parou também, e ficamos nos encarando por uns instantes, até eu fintá-lo com um movimento de braço e golpear seu ombro com minha espada. Com um grito de dor, ele caiu no chão se contorcendo. Prostrei-me à frente dele, de pés, com a espada pronta para o golpe de misericórdia. Mas um frio passou em minha barriga. Aquele homem ia morrer, e eu que ia matá-lo... Meu Deus, eu era um monstro! Ia matar um homem!

    Absorto em meus pensamentos, acabei sem prestar atenção, e foi a brecha que ele achou para levantar-se e me empurrar contra uma árvore, onde eu bati a cabeça e cai. Ajoelhado, à minha frente, ele puxou uma adaga de dentro da bota e gritou, bem no meu ouvido:

    - Cadê, ratinho? Cadê o homem morto?

    -------------------------------------------------

    Hum, que será que aconteceu? =P~
    Próximo capítulo vai vir só com comentários, vei... Sem noção, vei... Porra não dá vontade de escrever assim, caramba... Vê se comenta nessa P****!
    Última edição por rapmel; 04-09-2006 às 20:14.

  8. #8

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    Muito bom esse capítulo, só quero ver o mais rápido possível o próximo capítulo!


  9. #9
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    Mauz ai a demora, galera. Não deu pra sair antes. Btw, comentem plx! =D
    ---------------------
    Capítulo 3 - Um salvamento, um capitão

    Por trás do soldado sedento por meu sangue, uma pedra acertara sua cabeça. Nem eu mesmo entendera o que acontecera, até eu enxergar o velho Campbell, novamente de pé, apesar de estar sangrando muito. Com a agitação da luta, nem eu nem o soldado percebemos que ele havia se levantado e estivera a observar a peleja.

    - POR QUE VOCÊ NÃO ME AJUDOU LOG...
    - Calma, garoto... Isso foi um teste. Perigoso, improvisado... Mas um teste. E você se saiu bem. Você estava tão ligado na luta que nem percebeu que eu estava apenas lhe observando pra ver como você se saia...
    - E como eu fui?
    - Ehhh... Ahh... Sem tempo para conversas agora, garoto... Vamos logo, a capital está perto. Já posso até sentir o cheiro do peido real. Não sei nem como esses dois retardados tiveram coragem de se aventurar por essas bandas. Vamos, vamos!

    E saiu mancando, à minha frente, ao que eu o segui. Algumas poucas horas de caminhada se passaram até que consegui enxergar, de bem longe, o grande e cinzento castelo de Longhood. Suas altíssimas torres chegavam a dar vertigem só de olhar!

    - Parece que chegamos, Richard. Vamos, não sei se os outros estão realmente bem! Vamos rápido...

    Pouco tempo levamos para chegar nos portões. Lindos portões, feitos de um carvalho muito espesso, que eram a única passagem aparente para dentro da fortaleza, cercada por uma altíssima muralha de pedra. Alguns soldados montavam guarda em cima dos muros. Um deles gritou, cheio de impáfia:

    - Quem vem lá, viajantes?
    - Sou Sir Blair Von'Duchamp Campbell e este é meu escudeiro, Ricardo Leonner!
    - Espera lá, viajante!
    - Vamos, não tenho o dia todo... Os ventos que me trouxeram não são nada bons, são ventos molhados de sangue!

    Ele sussurrou algo no ouvido de um soldado que parecia ter patente maior, e este fez sinal para que os portões fossem abertos.

    - Que o Senhor salve o Rei! - disse Campbell.
    - Assim como a Rainha, meu senhor! - recebemos de resposta, do soldado de patente maior.
    - Quem era aquele soldado que mandou abrir os portões, senhor? - sussurrei para meu mestre.
    - Um velho amigo... Você ainda vai conhecê-lo, espero eu. Mas ainda não é tempo.
    - Mas... Por que ele não falou com o senhor, se ele é seu amigo?
    - Velhas histórias de um homem velho, meu filho.

    E assim, entramos na fortaleza. Logo ao nosso lado, uma enorme fossa exalava um cheiro quase insuportável de fezes. À nossa frente, alguns comerciantes vendiam seus produtos, principalmente frutas e carnes. A cidade era muito suja e desorganizada, haviam vários mendigos no chão e um barulho ensurdecedor. Enfim, parecia não ser tão bom como eu pensava. Segui o velho pelas largas ruas e pelos estreitos becos da cidade. Parecia que ele, apesar de há muito não frequentar aquelas bandas, sabia todo o caminho para o castelo de cor. Seu sangue já havia parado de escorrer, devido a um pano que ele amarrara nos lugares feridos. Entretanto, ele ainda mancava muito.

    Nossa chegada ao castelo não foi lá tão triunfal como eu esperava que fosse a minha primeira. Dois guardas nos barraram, imagino que devido ao nosso aspecto imundo.

    - Isso não é lugar para plebe, senhor. - disse o soldado mais alto e de farda enfeitada que estava à nossa direita.
    - E para rever velhos amigos, é?
    - Camp... Campbell? É você? Meu Deus, como você está diferente! Que ferimentos são esses, homem? O que o traz a essa cidade desgraçada?
    - Motivos que hei de lhe explicar, depois. Se me dá licença...

    E passou pelos guardas, como se estes nem ao menos estivessem ali. O salão principal do castelo era enorme. Um comprido e largo tapete vermelho traçava o caminho até um grande trono de pedra que ficava na extremidade oposta. Várias e várias cadeiras estavam dispostas a cada lado, e grandes janelas faziam a sala se manter extremamente clara. Passamos rápido pelo salão e atingimos a outra ponta, onde havia uma passagem para um corredor e, no final dele, uma saleta pequena, onde um homem pequenino e gordo sentava-se atrás de uma grande mesa, que praticamente lhe escondia.

    - Mas o que fazes aqui, plebeu? Guard... Ei! Eu reconheço esse rosto velho... Não é... É?
    - Sim, senhor... Blair Campbell, à serviço do rei. - o homem pareceu se assustar ao ouvir o nome ser pronunciado.
    - E... o que o traz aqui, Blair Camp... Campbell?
    - Notícias de nossa vila. Ruins notícias.
    - Que seriam?
    - Um grupo de saxões nos atacou ontem, por volta do meio dia.
    - Mas que droga! O que faziam saxões naquele fim de mundo?
    - Não sei. Sei que não havia quase ninguém capaz de lutar e nossa derrota foi desastrosa. Pouquissimos saxões foram mortos, enquanto praticamente todos os homens bretões estão agora no purgatório. Quanto às mulheres, não sabemos. Mandamo-nas para as vilas que ficam próximas, sem terem tempo de salvar seus pertences.
    - Santo Deus... Sabes se ainda há saxões lá?
    - Como irei saber, velho?
    - Realmente. Bom, vou dar ocorrência nisso, vou pedir para que alguém o encaminhe para o capitão. Quero que você conte tudo para ele, nos mínimos detalhes. E... Esse menino... Quem é?
    - Meu escudeiro.
    - Certo. Guarda! - gritou e segundos depois um homem alto e muitissimo branco aparecia à porta. - Leve esses homens para ver o senhor Bohr.
    - Sim, senhor. Vamos? - e saimos, seguindo-o pela cidade até um pequeno portão que ficava atrás do castelo. Lá, num grande campo gramado, vários homens se reuniam com seus cavalos. - Senhor William! Senhor William Bohr!

    Um homem veio até nós com seu cavalo. Sua aparência era tanto assustadora como digna de respeito. Ele era magro, mas aparentava ser muito forte. Alto, seus cabelos caiam (um pouco ralos) sobre a sua testa. Seu cavalo branco era muito musculoso e bem cuidado, com uma crina enorme. William Bohr vestia um manto branco que caia dos seus ombros até seus pés, onde estavam lindíssimas botas de um couro meio avermelhado. Na sua cintura, uma comprida espada que brilhava à luz do sol. Nenhum capacete.

    - Bom dia, senhores. A que devemos vossa honra?
    - Bom dia, senhor - disse Campbell, com uma reverência um tanto esforçada para sua idade. - Venho reportá-lo um acontecimento.
    - Tens minha atenção.
    - Nós somos de Yampshire, senhor. Uma vila um pouco distante. Não temos contingente militar e fomos atacados ontem, por volta do meio dia por soldados saxões.
    - Quantos deles?
    - Cerca de uma tropa pequena, não muitos. Mas tínhamos poucos homens na vila e quase nenhuma arma, não tivemos chance de sobreviver à batalha. As mulheres fugiram e nós viemos para pedir ajuda a vós.
    - Yampshire... Abel, você sabe onde fica Yampshire? - Gritou o capitão para um homem que estava a uns 50 passos de nós.
    - Sim senhor, já fiz patrulha lá perto ano passado. Lugar bem desgraçado, parece o fim do mundo se queres saber!
    - Pois bem. Quero que pegue 20 homens e vá até o fim do mundo então. E volte com um machado daqueles malditos saxões que estão lá!
    - Sim senhor, vou buscar os soldados. - e saiu galopando em seu majestoso cavalo malhado.

    William Bohr passou alguns segundos olhando para nós.

    - Vocês não parecem muito bem... - disse.
    - A viagem foi cansativa, senhor. E encontramos dois saxões no caminho. Peço água e comida senhor. Estamos famintos e sedentos, não comemos nada desde ontem e precisamos de cuidados médicos, senhor... - disse eu, antes que Campbell conseguisse ao menos abrir a boca para me repreender.
    - Hum, você parece jovem, garoto. Dizes que encontrou saxões, mas não vejo nenhum membro decepado em você. O que aconteceu? Correram de medo? - riu.
    - Não senhor. O senhor Campbell os deu combate.
    - Não é verdade senhor! Esse garoto enfrentou sozinho um dos soldados saxões e se saiu muitíssimo bem!
    - Ora, ora! Parece que temos um guerreiro aqui. Soldado - disse, virando para o homem que nos guiara até ali - leve o velho para a casa do médico James e peça que cuide dele para mim. À tarde, leve-o a uma das cabanas que estão desocupadas ao noroeste da cidade.
    - Sim, senhor. E o garoto?
    - Deixe-o aqui, eu cuido dele. Parece que temos muito o que conversar... Sobre... Saxões... - e riu um sorriso que não consegui distinguir se era sarcástico ou de admiração.

    ---------------------

    Vou tentar renovar os capítulos mais rápido... Bah, demorei muito pra escrever esse...
    (ficô uma merda! =P)

    C yA!

  10. #10

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    O capítulo não ficou ruim não cara, mas vê se posta mais rápido!


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