.Conflitos de uma adolescente.

Bem, antes de começar esse rp,quero dizer algumas coisas:
Sei que começo e não termino muitos rps,mas pretendo ir longe com esse.E,sim,essa história tem como personagem principal uma mulher,intão não venham me enxer o saco postando:Seu gay!11111shit+one fiika ixcrevenduh ixtória d mulher ahahhahaha se for pra postar coisas do tipo,eu dispenso os comentários. isso não tem nada a ver,pois muitos atores ou atores criam personagens principais do sexo oposto ao seu. Bem,vamos logo a história:

PRÓLOGO:
Isabel se acha feia. Será mesmo? Feia ou não, ela é uma garota genial e acaba escrevendo lindos versos para ajudar o namoro de Rosana, sua melhor amiga, com Cristiano, seu grande amor.
A morte da diretora da escola – terá sido mesmo suicídio? – vem alterar sua vida e precipitar os acontecimentos. Isabel foi testemunha de uma cena muito suspeita e se sente ameaçada. A idéia da morte começa a tomar conta de céu cérebro, enquanto seu coração se despedaça pelo amor de Cristiano...

CAPÍTULO I – Uma gota de sangue

Aquele era seu pior inimigo. O mais cruel, o mais cínico, o mais sem piedade. Um inimigo que falava a verdade. Sempre a verdade. Toda aquela verdade que Isabel conhecia muito bem e que nunca a abandonava.
Ainda com a escova de cabelo na mão, ela não podia deixar de encará-lo. Lá estava ele, encarando Isabel de volta, com os próprios olhos da menina. De um lado, eles estavam molhados. Do outro, refletiam-se gelados, vítreos, impiedosos.
- Feia...
Isabel sufocou um soluço.
- Gorducha...
Uma lágrima formou-se na pontinha da pálpebra.
- Que óculos horrorosos...
Como um bichinho que foge, a lágrima saiu da toca e foi esconder-se no aro dos óculos.
- Você plantou uma rosa no nariz, é?
-Cale a boca... por favor...
Já mais grossa, a lágrima livrou-se dos óculos e escorreu pelo rosto de Isabel.
- Sabe que essa rosa vai ficar amarela? Amarela e grande...
A lágrima penetrou-lhe pelos lábios de Isabel apertaram-se, molhados, sem palavras. Aquela garota que sempre tinha resposta pra tudo, sempre uma gozação na hora certa, uma tirada de gênio que deixava qualquer provocador sem graça, não sabia o que dizer quando seu grande inimigo apontava sadicamente cada ponto fraco que havia para apontar.
- E você vai ter vergonha de voltar às aulas semana que vem...
- Cale a boca!
A raiva foi tanta que a escova de cabelo voou com força, acertando o inimigo em cheio, bem na cara.
- Isabel! Venha cá. Morreu no banheiro, é?
A voz penetrou-lhe os ouvidos como uma campainha de despertador. A voz irritante da mãe. Estridente como uma campainha. Devia estar com enxaqueca, é claro. Na certa ia reclamar de alguma coisa, coisa exigir que a filha respeitasse pelo menos sua dor de cabeça, queixar-se de...
O combate com o inimigo estava suspenso por hora. Isabel sacudiu a cabeça, como se despertasse, e esfregou o rosto, apagando as marcas da luta.
Uma última olhada para o inimigo. Ele a olhou de volta, agora com uma rachadura de alto a baixo.
“Sete anos de azar” pensou Isabel. “Ah, o que são sete, para quem já viveu quatorze anos mais azarados do mundo?”
- Isabel! – ainda mais irritada, a voz da mãe invadiu o banheiro. – Não me ouviu chamar?
“Quatorze anos de azar!” ainda pensava a menina ao abrir a porta. “Será que a minha mãe quebrou dois espelhos quando eu nasci?”
Com as mãos, a mãe apertava as têmporas, como se sua cabeça fosse cair, se ela largasse.
-Você sabe que eu não posso gritar Isabel. Você devia...
-Esta bem, mãe O que você quer?
-AI, ai. Tia Adelaide acabou de telefonar. É o aniversário do Cristiano, e ela faz questão que você vá.
-Cristiano? Que Cristiano?
-O seu primo, ora. Não se lembra do Cristiano? Vocês brincavam tanto...
Ah, mãe! Isso já faz um século...
-É, faz tempo mesmo. Também, Adelaide foi casar-se com um homem que não para em nenhum lugar! Não sei o que tanto tem aquele sujeito mudar-se de cidade. Mas parece que desta vez vai sossegar. Ele esta bem de vida, agora. Montou uma casa que é uma beleza. Adelaide vai fazer uma festa para o Cristiano que...
-Que droga!Aniversário de criança!
-Cristiano faz dezesseis anos, Isabel.
-Eu não quero ir.
-Não discuta, Isabel. Minha cabeça esta me matando.

-É claro que eu vou!- concordou Rosana, do outro lado da linha. – As férias estão no fim mesmo. E os programas andam raros. Acho até gozado: sempre sou eu quem tem de arrastar você para alguma festa. Você sempre arranja uma desculpa, tem sempre que estudar...
- Acontece que eu não quero ir sozinha, Rosana – desculpou-se Isabel, como se estivesse convidando a amiga para uma sessão de tortura. – Minha mãe exige que eu vá. É o aniversário do Cristiano, um primo que eu não vejo há anos. Dizem que sempre o melhor aluno da classe. Um chato! E o pior é que ele foi transferido para o nosso colégio. A partir de segunda-feira vou ter de conviver com o chatinho a vida inteira. Faltam só dois dias... A festa deve ser tão chata quanto ele. A gente fica só um pouquinho e...
-Já disse que vou, Isabel. Uma festa é festa. Esta não deve ser mais chata do que as outras...