Capitulo 1 - A subelevação da alma ou sobre minha morte
Fosse a luz feita como a morte, não haveria a escuridão.
Quem aqui lhes fala está morto, mas como morri não vem ao caso.
Lembro-me perfeitamente da morte, embora já não respirasse há 451 anos.
Por um momento, eu via luzes, mas não eram brancas num túnel escuro como diria o mais desinformado. Eram luzes coloridas, a brilhar, como numa viagem psicodélica de drogas, ou como num desses bailes technos que ocorrem hoje em dia.
Eu não falei com ninguém. Quando eu ainda era vivo, muitos diziam que haviam ido para o outro lado e voltado, e lá haviam falado com Deus. Quem me dera poder falar com Deus ou simplesmente voltar! Eu fui mais longe, eu era Deus. Eu estava louco, hoje daria tudo para poder voltar e aproveitar cada minuto de minha morte como uma expêrienicia única. Novato no assunto que era tive medo e o medo impediu que minhas sensações viesses à tona. Eu queria poder ser Deus de novo. Eu estava louco. Agora não sei se como consequência da morte ou das várias ervas medicinais que deram para me curar.
O que mais me impressionous, contudo, foi que eu estava voando. E por Deus, não era ilusão. Era mais que real. Do alto podia ver meu corpo, e saí voando. E não me venham com balelas espíritas de que era minha alma. Ninguém entende mais do assunto do que quem já morreu. Eu podia voar, e não era minha alma.
Não me recordo exatamente do que aconteceu depois, só lembro que morri, e foi o suficiente.
Morrer não é tão ruim como pensam. Nos primeiros 300 anos é até divertido a ideia de ser imortal (que me desculpem a brincadeira, mas não pude resistir), mas depois fica chato.
Sábio o historiador que diz que a história se repete, pois ele está certo. Estou cansado de ver as mesmas coisas, e o tédio que me levou a escrever minhas memórias.
Não espere você leitor (se é que é possível alguém ler isso) ver sobre minha vida, pois minha vida não foi nada de mais, e só melhorou quando eu morri (desculpem, novamente, a brincadeira, mas quando se está morto a 451 anos você precisa usar o pouco de senso de humor que lhe resta).
Entretanto, morri, e nada pode mudar isso.
A morte é muito mais que uma passagem de estado físico, é um eterno mistério, ainda mais quando é dada a você a difícil missão de descobrir o sentido da vida, mesmo quando você está morto.
Foi isso que aconteceu.
A morte é mais organizada do que parece. Quando você morre é imediatamente transportado para uma grande sala onde se encontram os unicos itens que você irá usar pro resto da eternidade: roupas alvas, um instrumento musical à sua escolha e um papel. As roupas tem escrito algo numa língua indecífravel, mas são confortaveis. Sobre o instrumento, escolhi harpa. Desde criança minha vó me contava histórias sobre anjos tocando harpa no céu, mas com o passar do tempo a harpa se mostrou extremamente chata. Mas não tenho culpa da pouca variedade de instrumentos existentes quando morri. E sobre o papel, bom, o papel...
Nunca pensei que fosse capaz de odiar tanto um pedaço de papel. Nele estava escrito minha missão.
Sim, na morte, todos tem uma missão, caso contrario seria impossível passar 500 anos morto. O papel dizia que para reencarnar, eu precisava descobrir o sentido da vida.
Maldito papel, nos primeiros anos me esforcei para descobrir, mas após 451 anos tentando, você acaba desistindo.
Agora sei que jamais sairei daqui...
[b]Notas do autor[/~b]
eu sei q nao tem nada a ve com rpg, mais é o unico lugar q achei pra posta uma história
ela nao vai ser grande coisa, foi apenas algo que idealizei e resolvi postar aqui, vai ser curta, no maximo 5 capitulos ou talvez um pouco mais...mais é issae
espero que gostem
e se forem comenta, COMENTARIOS SINCEROS
se tive uma bosta fala na moral, sem ressentimentos, só elogie se tive realmente gostado
tae....
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