Olá jovens guerreiros! Venho lhes contar a história da vida de um jovem mago, eu. Peço humildemente atenção ao ler esse conto, pois esse é o meu primeiro roleplay, portanto estarei aceitando criticas e sugestões. Espero que gostem. As partes em itálico são os flashbacks, ou seja, as partes em que eu narro no passado. Boa leitura!
Crônicas de um Mago Rebelde.
_Olá meu jovem.
_Olá, senhor! Deseja tomar algo?
_Sim, uma cerveja, por favor. _ pedia eu ao jovem que atendia os guerreiros vindos de longe naquela popular taverna ao sul de Baktajj.
_Aqui está.
Enquanto degustava lentamente a minha cerveja, vinha um rapaz encapuzado. Ao reconhecer seu rosto me alegrei:
_Olá Azeroth! Há quanto tempo! _ eu lhe disse.
_Sim! Desde quando saímos daquele lugar horrível nunca mais nos cruzamos, meu velho amigo VonSacre.
O jovem que antes me serviu a bebida, agora me aborda:
_Se não for muita curiosidade de minha parte, que lugar horrível é esse no qual estão falando senhores?
_Sente-se meu jovem, é uma longa história. _e me pus a contar minha história.
Meu nome é Amateur VonSacre, nascido na cidade nórdica de Baktajj. Meus pais, legítimos magos da ordem dos magos nórdicos, me educaram desde pequenino de forma que no futuro pudesse me tornar um mago.
Hoje aos meus quatorze anos, estudo magia na academia de magia nórdica, que se localiza na montanha Slolze, juntamente com meu melhor amigo Azeroth.
--12 de junho de 1430, 3:00 am
_Azeroth, acorde! Lembra do que combinamos? Estamos atrazados!
_Só mais cinco minutinhos...
_Temos pouco tempo. Vamos!
Levantamos e vestimos nossos trajes rapidamente. Era madrugada e não éramos autorizados a deixar a academia sem autorização. Mas aquela noite era especial.
_Por que senhor?
_Já vou lhe explicar, meu jovem _enquanto dava outra golada em minha cerveja.
Conforme um livro de magia que eu achei na biblioteca de magia, de mil em mil anos, os astros se alinham formando uma carga de energia perfeita, na qual a pessoa que a obter poderá ter uma energia e força mágica incomparáveis. Hoje é esse dia.
_Rápido Azeroth, só falta uma hora!
_Está bem!_disse Azeroth ainda sonolento.
_Caminhamos por cerca de quinze minutos até a clareira mais alta da montanha.
_É aqui! Azeroth meu amigo, prepare-se, hoje seremos os magos mais fortes de todo o universo se tudo der certo!
_Não sei por quê ainda te ouço. _ Disse Azeroth irritado, pois estava com sono.
_Você ainda vai me agradecer por isso.
Na clareira havia uma grande pedra onde nos sentamos, me lembro de todos os detalhes como se tivesse lá ontem mesmo. No céu limpo se podia enxergar a lua mais brilhante do que nunca, era noite de lua cheia, e no silêncio da noite se podia ouvir o som dos mais delicados animais.
_É agora! _disse eu abrindo o livro de magia roubado da biblioteca. _Pronuncie comigo!
_Blashirk strongbah blijf rotten!
Um grande clarão iluminou o local por alguns segundos, e quando olhamos ao redor, nada havia acontecido. Parecíamos os mesmos magos de antes e não nos sentíamos mais fortes. Porém mal sabíamos o que estava por vir.
_Ótimo Amateur! Acordamos no meio de uma ótima noite para se dormir, fugimos da academia com um livro roubado, invocamos a magia sem saber seus efeitos e o que acontece? Absolutamente nada! _disse Azeroth aparentemente irritado.
_Veja pelo lado bom companheiro! É uma linda noite de luar, sente-se e aprecie! _Disse eu com uma expressão tranqüila.
Eram mais ou menos quatro horas da manhã, quando a névoa começou a tomar conta do local.
_Você ouviu isso? _disse Azeroth com um tom de preocupação.
_Ouvi o que?
_Algo no matagal. Parecia ser um animal grande.
Depois de que Azeroth me alertou do barulho, comecei a sentir uma presença estranha, a sensação de que algo estava a observar cada movimento meu.
Depois de alguns minutos, me distraí de novo, olhando o belo luar que brilhava no céu escuro. Ventava um pouco.
Enquanto me virei para pegar o cantil de água, eu ouvi um barulho e vi um clarão. Algo muito rápido. Fiquei inconsciente.
Acordei em um lugar estranho.
_Maldição! Que raios foi aquilo? Onde estou? _pensava comigo mesmo, confuso.
Ao me virar, percebi que Azeroth também havia sido pego. Ele dormia com uma expressão de desconforto.
_Azeroth, acorde! Estamos num lugar estranho! Algo nos pegou!
Estávamos num salão escuro, poucas tochas nas largas paredes, grandes pilares de mármore, estranhos altares e quadros abstratos. O que mais me chamou atenção no local foi o grande portão de bronze na parede frontal, com gravuras de demônios e esqueletos, o que realmente me assustou.
_Onde estamos? O que foi aquilo? _Azeroth ainda sem muita noção do que se ocorria.
_Não sei, só sei que este lugar me assusta!
Pus-me a pensar um pouco enquanto estava sentado. De repente um grande estrondo me assusta, ao olhar pro lado, vejo o grande portão de bronze se abrir. Uma luz que cegaria qualquer pessoa com uma visão sensível tomou conta do salão.
Quando a luz se cessou, eu abri os olhos lentamente, e me deparo com um homem com uma grande túnica e um capuz que deixava impossível reconhece-lo.
_Siga-me. _disse o misterioso homem ou criatura.
_Quem é você? O que você que de nós? Que lugar é esse? _eu perguntava-lhe desesperado.
Enquanto eu lhe enchia com perguntas, ele permanecia em silêncio. Azeroth sem muito entender o que se ocorria nos seguia.
De novo ouço o estrondo e aquela maldita luz volta a dominar o local, quando menos percebo, já estávamos dentro do portão de bronze.
Era um salão assustador. Havia várias gravuras diabólicas e uma roda de fogo envolta por mais homens ou criaturas encapuzadas. Quando menos percebo, o homem me pega pelo braço e me joga dentro da roda de fogo, sem eu ao menos poder reagir. Dentro dessa roda, o susto: o meu cadáver e o cadáver de Azeroth estavam deitados ao meio.
Eu na mesma hora entrei em choque e me empalideci. Azeroth muito assustado com aquilo gritava:
_Vocês nos mataram! Agora terão seu troco!
Azeroth rapidamente se põe à frente da frota encapuzada e pronuncia algumas magias de ataque simples. Um raio se desferiu em direção aos homens encapuzados. Ao acerta-los um grande clarão dominou a macabra sala.
_Essas aberrações já eram! _disse Azeroth.
_Creio que não. _respondi apavorado, ao cessar do clarão feito pela magia de Azeroth.
Ao cessar do clarão, os homens estavam postos de pé, ilesos. Agora sem os capuzes cobrindo a cabeça.
Eles tinham uma aparência assustadora. Eram homens, com um brilho vermelho nos olhos, a pele já deteriorada, parecia ter sido devorada por vermes, várias partes do corpo dependuradas.
Aquele então que nos fez segui-lo, parecia ser o líder da macabra trupe. Ele deu um passo a frente:
_Jovens tolos! Achando que podem derrotar quem já está morto! Patético! _dirigindo-se principalmente a Azeroth.
_Antes de qualquer pergunta, venho-lhes fazer uma proposta.
Olhei desconfiado para Azeroth, que me respondeu com um olhar duplamente desconfiado. Ele continuou:
_Como já devem ter percebido, estão mortos. Porém, vocês têm uma única chance de voltar para seu medíocre mundo.
_O que temos que fazer? Desembucha coisa feia! _respondia Azeroth irritado
_Mais respeito com quem tem seu patético destino nas mãos, jovem tolo. _respondeu ele sarcasticamente a Azeroth, que por sua vez se irritava cada vez mais com a criatura impertinente.
_Então, tudo que devem fazer, é eliminar seu mestre, o mago Angoos, aquele maldito que me matou.
_Nunca! _respondi prontamente.
_É a sua única chance de viver novamente a sua vidinha medíocre!
_Se ele matou um ser tão arrogante quanto você, ele deve ter tido uma boa causa! _respondi agora extremamente nervoso.
_As aparências enganam meu filho. Dou-lhes uma hora para pensar melhor. _disse o arrogante ser, retirando-se do salão com a sua tropa, que mais parecia um monte de lixo pútrido.
Obviamente, nem eu e nem Azeroth estávamos dispostos a eliminar nosso mestre, a pessoa que nos ensinou tudo que sabíamos. Então nos colocamos a pensar por vários minutos.
Sem solução nenhuma, comecei a circular pelo salão e sem querer tropecei em meu respectivo cadáver, o qual deixou escorregar da capa o livro de magias roubado.
_Azeroth, você sabe que esse livro contem magias de intervenção aos mortos? Se uma magia nos colocou aqui por engano, alguma pode nos tirar!
_Será? _perguntou Azeroth desconfiado.
_Temos que tentar...É a única alternativa viável!
Então me pus a pesquisar, e encontrei algo interessante.
“Quando um espírito já falecido se encontra inquieto, podem ser por vários motivos, inclusive sede de vingança. O único jeito de combater tal força é substituindo-a por uma carga de energia no espaço espectral.”
Então chamei a tal criatura e disse que estava disposto a ajudá-lo, enquanto Azeroth se escondia atrás do portão.
_Ótimo! Agora deverás entrar em ação!
_Não tão rápido! _disse Azeroth pulando rapidamente de trás do portão e empurrando o tal ser contra um pilar.
No breve segundo em que o ser estava contra o pilar, eu me pus à frente dele reproduzindo as palavras mágicas:
_Blikdon youslav!
_A criatura se retorcendo, foi evaporando, de forma que pequenos feixes de luz tomassem o lugar dela no espaço espectral em que nos encontrávamos. Assim que a tal criatura sumiu por completo, todos seus subordinados viraram pó espectral, dando a oportunidade de suas almas descansarem. _dando uma última golada em minha cerveja._Logo a nossa frente um portal se abriu o pudemos retornar ao mundo real, e nunca mais mechemos com forças que estavam além de nossa sabedoria.
_Meu jovem, lhe aconselho, nunca mecha com nada além do nosso plano físico, pois nem sempre a morte é tão generosa.
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