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Tópico: Cólera e Filosofia

  1. #1
    Banido Avatar de Caboom
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    Padrão Cólera e Filosofia

    Isso era pra ser uma história. Daí eu olhei bem e pensei: Não, enjoei.
    Todo mundo cansou, perdão.

    Tinha até feito um banner bonitinho, mas desisti.

    Quem sabe um dia as pessoas reconheçam que além de ler, elas tendem a pensar. Quem sabe um dia as pessoas reconheçam que, além de ler, elas tendem a escrever.

    Só uma coisa vai continuar intacta. Isso:

    Dedicatória do Autor
    (de Caboom)


    Há algum tempo atrás, eu procurei em vários cantos uma idéia nova, algo inovador que pudesse ser incrementado nessa respectiva seção do fórum. Acho que tudo isso se deve a vários comentários que se alastraram pelo tópico da minha última história, a História de Fa’Diel. Antes de falar qualquer coisa sobre o assunto, gostaria de explicar para vocês as diferenças no que pode ser chamado de “cultura de massas” e “cult”.

    Cultura de massas é algo que consegue atingir todos os segmentos populares, ou seja, todas as camadas sociais. Darei um exemplo para facilitar: Se um caboclo do interior do estado de São Paulo, mais especificamente da cidade de Itapetininga, grande trabalhador da roça e cursado até a quarta série for para um grandioso museu da capital com quadros famosos de Tarsila do Amaral e estátuas de Michelangelo e observar essas figuras, o máximo que ele poderá tirar daquilo lá é... “Belo quadro, muito bem desenhado”. Bobagem. Aquele cidadão pacato e ignorante não vai entender porcaria nenhuma da mensagem que aquela pintura/ estátua quis dizer. Realmente seu conhecimento não é o suficiente para entender aquela obra de arte dos melhores requintes porque ele é quase um analfabeto. Agora, vamos pegar esse mesmo homem novamente. Este, no mesmo dia da visita dele no museu da capital, resolveu pegar um cinema com sua mulher no final da noite. O filme escolhido foi “Gozando da cara de Dona Jurema”, um famoso filme de comédia da época. O caboclo viu o filme, riu do filme e gostou do filme, ou seja, ele entendeu aquele negócio. O objetivo de Gozando na cara de Dona Jurema... Quero dizer, Gozando da cara de Dona Jurema não é esperar que o caboclo ignorante entenda a mensagem que fora passada no final do filme, mas sim apenas captar o único e absoluto sentido da obra: o riso. Se ele riu, coisa não muito difícil, está feito um filme que pode atingir todos os segmentos sociais e qualquer idiota pode entender. Concluindo, a cultura de massas é usada para que qualquer um possa entender, independente da origem, raça ou classe.

    Há outra coisa nesse mundo chamada de cult. O cult é um movimento que tem suas origens focadas exatamente no ponto contrário da utilização quase que criminosa da cultura de massas. No cult, teremos o exemplo daqueles quadros e estátuas citados no exemplo acima. O cult foi algo feito especialmente para não ser entendido pelos assim ditos “caboclos”, indo na contramão de tudo o que já foi citado acima sobre a cultura de massas.

    Mas afinal, Caboom, o que diabos isso tem a ver com essa nova história de nome estranho que você disse que vai postar agora e nem começou a cheirar por aqui? Calma, vocês logo entenderão.

    Seguiremos agora para nosso querido fórum que tem como conteúdo esses contos aqui e coisa e tal. Agora, pegaremos dez dessas dezenas, milhares e milhões de histórias que temos por aqui... Quantas dessas são realmente boas? Eu diria nove e meio delas tem algum conteúdo que preste! Sim, essa seção de roleplaying está em um processo continuo de degradação da literatura brasileira! Se você quer ver como não estou julgando o livro pela capa, pegarei a minha última história. Também é um lixo, por assim se dizer! Está certo que a escrita é algo bom, apesar de ainda estar em aprimoramento, mas o roteiro, o enredo e conteúdo são de se dar ânsia e vomitar. Bem, deixe-me parar de xingar e humilhar minha própria obra e vamos para os outros. Lendas de espadas mágicas perdidas, príncipes condenados por uma maldição terrível, princesas presas no alto de masmorras assombrosas, humanos meio-dragões em uma busca incansável por uma arma misteriosa e antiga e um capitão de um barco a procura do mais valioso dos tesouros... Sem contar com a velha história do homem morto que volta como um morto-vivo infeliz e pega sua namorada chifrando-o com o seu melhor amigo... Todas essas histórias estão mais passadas do que copo de leite sendo esquentado no forno de microondas por cinqüenta e dois minutos e dezessete segundos! Sinceramente, estamos mal, bem mal.

    Mesmo nesses meios de pessoas normais e mortais como nós, ainda reinam alguns mestres nessa área, grandes mestres das críticas e da... Bem, da crítica. O que importa é que muitas pessoas insistem em bater insistentemente na mesma maldita tecla – Digo isso porque bati e continuo batendo em algumas delas, se assim considerarmos um grande piano de vinte mil teclas. Resultado: Enredo inteiramente medíocre (BAH!), degradação de nossa tão elogiada literatura patriótica (Grande vergonha de Paulo Coelho...) e total infelicidade na hora de comentar sobre outras histórias absolutamente insignificantes (Sem comentários...). Apenas um exemplo breve:

    “Tah boa tio... HUHuihGOHSAAS... hehehhHhe... vlw isso ttah pakas do paga-pau veio gostei ddeça porr*nhaa aki pq ta bom dimai++ ao, uau isso é batuta sangue-baum, heheheheheheheheh... bem, hehehhe, heheheh, passa la nos... hehehehe, heheheh, meu tbm, seu fiodaputzgrilla, heheheh, hehehehe...”

    Ridículo, não? Antes eu não achava. Até gostava desses comentários no meu roleplay. Ajudava ele a crescer, pensava eu. Comentários enriqueciam meu tópico e me tornavam famoso... Era tudo isso que eu queria. E consegui.

    Darei aqui também um grande exemplo entre os outros que já dei: Quando Final Fantasy foi lançado na década de oitenta, ouve uma grande reviravolta. Seu visual incrível foi aprovado e seu enredo foi extremamente aplaudido pelos fãs e pela crítica, tanto que conseguiu levantar a Squaresoft, que estava em quase entrando em falência (Inclusive por isso o nome Final Fantasy, ou Fantasia Final). “Seu enredo foi extremamente aplaudido pelos fãs...” Realmente uma boa historia, daquelas de derramar lágrimas, mas... Isso era porque salvar o mundo ainda era novidade! Estamos no terceiro milênio de nossa segunda maldita era humana sobre a Terra e isso já se tornou tema de pelo menos todos os recursos de comunicação e entretenimento de todos os tempos! É hora de mudar, digo eu e muitos, apesar de ser algo muito difícil!

    Clichês realmente dão muito ibope – Digo por experiência própria – Pois clichês são como eu disse no começo: Abrangem a cultura de massas. Os clichês são extremamente familiares ao leitor e ao autor, o que os deixa confortáveis ao ver aquela velha história... Incansável... Quando fiz “A História de Fa’Diel”, botei muita, mas muita fé naquela historinha. Eu fiz tudo isso porque eu achei tudo o que tinha nela algo simplesmente espetacular... Seu conteúdo, sua aventura... Mentira! A quem quero enganar? Vou explicar e acho que essa será a resposta para muitos outros que ainda não encontraram muita coisa em seu inútil caminho: Eu simplesmente me identificava em todas as palavras com que eu escrevia, enfim, me identificava com Fa’Diel... Eu me identificava com aquela historia de um grande herói enganado pelas forças do destino... Irmão gêmeo do mal, romances lindos... Tudo isso porque eu queria um final feliz, gosto de finais daquele tipo, bem plagiado, mas bem emocionante. Mal podia saber que estava redondamente enganado. Hoje, tenho nojo de plágio e clichê e praticamente vomito ao ver batalhas estilo “Dragon Ball Z”, “Cavaleiros do Zodíaco” ou até mesmo “Chonchu, o guerreiro parecido com Fa’Diel”. Tudo, claro, com aquela básica pitada de Blade, Sakura Card Captors, Inu Yasha, Naruto e Power Rangers. Simplesmente tenho ânsia ao ver coisas assim. Inclusive comecei a afiar minha critica para com essas historinhas japonesas com um nível de mediocridade bem alto.

    Também gostaria de avisar que eu irei chamar a atenção de qualquer comentário inconseqüente e/ ou insignificante tais como: “Ta boa tio, pode continua que eu to esperando capítulo novo. Ah, passa nos meus também”, “Nossa senhora, ai meu Deus do céu! Você xingou Naruto, seu ignorante! Isso é inadmissível!”, ou “Está bom isso, mas fala sério... Escrever ‘queijo’ ao invés de ‘queixo’...”.

    Sobre a história, ela é feita de várias cartas e crônicas, todas feitas por autores diferentes e que tem como fundo principal à vida e a sociedade minotáurea. Elas não têm aquela velha baboseira de salvar o mundo e não sei o quê. Ela narra apenas os conflitos que os minotauros enfrentaram entre si mesmo em adotar o estilo de luta em que a “fúria” era usada como fonte principal de poder ou a “filosofia”, em que a elegância durante um combate e a morte honrada, juntamente com família e tradição, que eram louvados. Não prometo final feliz, como em FF. Também vale acrescentar que essa história não tem como fim a maior concentração de comentários de você, leitor, vai dar. Ela tem como fim transmitir para as poucas pessoas que lerem-na, a sensação de que realmente valeu a pena ler o registro e que ele realmente acrescentou algo nas suas vidas com um bom roteiro, um bom enredo e uma boa escrita – Sei, será difícil, porém tenho certeza que conseguirei.

    Também gostaria de falar que os contos estarão divididos em três curtos livros, pois essa é uma historia experimental de um novo estilo e um novo alinhamento psíquico vindo de meu interior. Tenho a acrescentar que procurarei testar todos os meus estilos de escrita aqui, por isso eu espero que vocês entendam o registro – Mentira, na verdade não espero que você entenda nada. Se você compreender minhas linhas, deve ter a mesma linha de raciocínio que a minha. Ah, já ouvi falar aí que eu escrevo legal para um pequeno garoto de treze anos, um adolescente ridículo e mimado. Admito ser muito, mas muito inteligente em matérias escolares, mas mesmo assim sou supersociável e qualquer um pode mexer comigo porque eu sou muito gente-boa, mas nem por isso sou muito.

    Também gostaria de dizer que isso nem perto vai se passar por uma história cômica e de classificação como comédia. Muito pelo contrário, sou horrível em histórias burlescas e ainda sou muito mais um bom dramalhão. Tentarei passar nessa narrativa todo o drama da loucura, ignorância e mediocridade das vidas alheias entre outros temas, além de fazer algumas denúncias às fortes influências estrangeiras no país. Tudo o que se seguirá agora é experimental, apenas para testar o meu novo estilo. Essa obra é dedicada a mim mesmo, na minha primeira jornada pela singularidade cotidiana em busca de um novo além. Bem, para finalizar, saiba que toda essa dedicatória enorme e creio eu, bem pensada, foi feita graças às suas criticas – Desculpe, graças às poucas criticas do Guardian of Muritanya e do Jotinha, porque meu público mesmo não tem tão aguçado sentido crítico. Grato desde já por ter lido essa grande perda de tempo e espero que volte sempre.
    __________________________________________________ _______________

    Citação Postado originalmente por Caboom
    Me desculpe, mas acho que pedir para fecharem um tópico na seção roleplaying é o mesmo que pedirem para prenderem o Bush.

    Me desculpem, mas o fórum tá uma bagunça.
    Esse é um fórum de Tibia. Não há como ser algo mais além, nem o off, nem aqui, nem onde Judas perdeu as botas.

    "Não vou mostrar nada, só ir. Repeti sempre o mesmo, não eram palavras, somos pessoas, temos sentimentos, tentei mostrar, queria que entendessem, vissem, sentissem, o que acontece, o que sentimos, o que desejamos, parassem, olhassem como são, o que dizem, o que fazem. Não vou repetir, não acredito que vão fazer o que tentava mostrar, pedir, doia, eu ia embora do Fórum antes, era triste ver o que acontecia, que acontece, é horrível, estive pra fazer isso, ir embora, várias vezes, não fui, fiquei, não vou mostrar nada, cansei, há muito tempo, não queria, mas acho que vou. Não queria que fosse assim..."

    Guardian... Você venceu a aposta.

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    Última edição por Caboom; 03-12-2005 às 17:03.

  2. #2
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    Eu nunca perco. Sou malandro profissional.

  3. #3
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    Cara, não os textos daqui que estão ruins... Na realidade, o Brasil inteiro está com esse problema. Pessoas que não sabem coordenar uma frase que seja já é dificil, imagina bons textos! Agora, pior que não conseguir escrever, é não conseguir interpretar as histórias. E isso tudo se deve a gloriosa mediucridade de nossas escolas, colégios e faculdades. Eu realmente fico triste, pois não há na nossa geração escritores bons, estamos lendo coisas do passado, cantores estão regravando letras em vez de escrevê-las... O que acontece aqui no fórum é simplesmente o reflexo de tudo que está acontecendo em nossa cultura...
    "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena..." Fernando Pessoa
    “Todos esses que estão aí / atravancando meu caminho, / eles passarão... / Eu passarinho” Mestre Mário Quintana

  4. #4
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    Citação Postado originalmente por Aguia
    Eu realmente fico triste, pois não há na nossa geração escritores bons.
    Tem sim...Eu,por exemplo

  5. #5
    Banido Avatar de Caboom
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    Citação Postado originalmente por Guardian of Muritanya
    Tem sim...Eu,por exemplo
    Nah...
    Você só tem sorte, isso sim ^^"
    Aliás, incrivel alguém ter identificado esse tópico, que foi uma forma de não deixar o Cólera fechado por motivos cretinos. De qualquer forma, leiam e espero que isso afunde.




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