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Tempo - Ilusão que Algema Prólogo - Neste post mesmo...
Tempo - Ilusão que Algema - Capítulo 1 - Neste post abaixo do prólogo
Tempo - Ilusão que Algema - Capítulo 2 - Neste Link
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Vou tentar manter um ritmo considerável para a postagem dos capítulos. Críticas sempre são bem-vindas, desde que sejam construtivas.
Tempo – Ilusão que Algema - Prólogo
Há muito tempo se falou do tempo, porém imprecisamente. Produto fundamental para o diário viver. Tentam medi-lo através das mais diversas maneiras, apesar de não terem muito êxito.
Desde os primórdios o homem usa diversas maneiras para ter o tempo como um apoio, usando relógios de sol, ampulhetas, relógios de pêndulo, etc.
O que era para ser apenas um apoio tornou-se a coluna principal do diário viver do homem moderno. Hoje o homem vive para o tempo, que se tornou o sustentáculo principal dos compromissos e tarefas diárias mundanas.
E se viveu assim por muito tempo... Porém, isso está prestes a terminar. O tempo é uma ilusão que algema, e quem conseguir romper estas correntes transcenderá a necessidade de se ter uma vida condicionada ao tempo – em outras palavras, garantiria uma vida eterna.
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Tempo – Ilusão que Algema - Capítulo 1 - Relógios
Amanhece. Os relógios de São Paulo, grande e movimentada metrópole, marcavam 6:00. O dia começa.
Muitas pessoas se vestem com pressa, nem tomam o café direito e saem com seus barulhentos carros para o serviço. Outros, não têm pressa. Dentre estes, está Omar.
As engrenagens funcionam impecavelmente. Ponteiros se movem conjuntamente e aparentemente em harmonia. A cada segundo, vários pensamentos. A cada olhada no relógio, uma projeção para o futuro.
A casa de Omar não é luxuosa, apenas “mais uma”. Não foi construída há muito tempo, tem um humilde quintal acinzentado e paredes verdes. No interior da casa, ao abrir a porta depara-se com uma aconchegante sala de estar, com dois sofás brancos, feitos com o tecido mais caro do mercado. Uma mesa de madeira fina no meio da sala, e uma televisão que ninguém vê, localizada num rack com discos do Roberto Carlos.
Um tapete protege o possível atrito entre a mesa e o chão, e uma janela de forma quadrada ilumina o local durante o dia. Passando pelo umbral, à direita está a cozinha. Lugar de reflexões e de muitas xícaras de café que Omar toma, diariamente. Um singelo relógio de cuco produz o único barulho existente dentro da cozinha. O azulejo riscado já não faz diferença, ninguém nunca reparou.
As paredes da casa, em geral têm a cor branca, com exceção do quarto, que é adornado por uma parede azul celeste, além de uma cama de solteiro, uma escrivaninha com alguns relógios desmontados e outro tapete, ao lado da cama. Uma janela com cortinas brancas semitransparentes ilumina o local.
Ao sair do quarto depara-se com um grande relógio de pêndulo, muito antigo. Seu som ecoa por toda a casa e seu contínuo movimento chega a deixar qualquer um que não esteja acostumado, louco.
Omar não tem pressa. Na mesa, tomando seu café rotineiro, dá uma rápida lida no jornal e vê as manchetes do mundo. Já acostumado com tal tarefa, não se dá ao luxo de se impressionar com as cenas de morte e de terror estampadas na folha de papel. Simplesmente as olha com indiferença e vira a página.
75 batidas por minuto. Nada de anormal ou estranho, apenas mais uma notícia de seqüestro. Uma xícara de café e... Próxima página.
Omar termina de escovar os dentes e já está pronto para mais um dia de serviço. Dá um longo suspiro, pega as chaves e sai de casa. Liga o carro, e em meio ao som de Pink Floyd vai em direção à fábrica... De relógios.
(continua)
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