
Postado originalmente por
Havengar
Vivissecção é o ato de examinar internamente um ser enquanto ele ainda está propriamente vivo. Na terminologia dos defensores de animais, é generalizada como qualquer uso de animais vivos em testes laboratoriais (testes de drogas, cosméticos, produtos de limpeza e higiene), práticas médicas (treinamento cirúrgico, transplante de orgãos), experimentos na área de psicologia (privação materna, indução de estresse), experimentos armamentistas/militares (testes de armas químicas) , testes de toxicidade alcoólica e tabaco, dissecação, e muitos outros.
A principal razão para vivisecção (TESTE EM ANIMAIS) é somente aprender uma teoria que já é conhecida, no caso de estudantes de veterinária que realmente têm que aprender a anatomia dos animais, você pode pegar os que morreram naturalmente, ou em acidentes de carro, ou fazer um contato com clínicas veterinárias que geralmente sacrificam animais já muito velhos, ou sem salvação. Mesmo no caso do treinamento em cirurgias, é mais adequado que o aprendizado seja feito a partir da observação, passo a passo, chegando a assistência cirúrgica e só depois, auxiliado por seus professores, partir para a cirurgia propriamente dita e já com o objetivo de curar os animais doentes.
Experimentos com animais são antiquados, porque hoje existem várias outras maneiras de ensinar e mais e mais alunos estão reclamando contra a vivisecção. Hoje em dia existem programas de computador que simulam esses experimentos, bem como modelos e manequins construídos exatamente para que os estudantes treinem diversos procedimentos comuns a suas futuras profissões. Um exemplo dos instrumentos disponíveis hoje em dia é um boneco que reproduz a um cachorro, usado para os estudantes de veterinária treinarem a entubação.
Para divulgar esses procedimentos alternativos, a Interniche publicou um livro com mais de 400 alternativas de experimentos que dispensam o uso de animais, e agora está preparando uma segunda edição mais atualizada. Eles também constituíram um sistema de empréstimo dos modelos e programas que eles consideram os melhores para facilitar a implementação de alternativas de experimentos educacionais. Muitos dos programas e modelos são caros. Então é emprestado para os professores darem uma olhada e mandá-los de volta. Assim eles podem decidir se querem comprar ou não.
Outra frente de atuação da Interniche é a divulgação de um vídeo que mostra de maneira bem prática e didática as alternativas que eles julgam melhores para alguns dos experimentos mais comuns com animais. Graças à dedicação de voluntários, como, por exemplo, a de um único estudante australiano de veterinária que não queria fazer experimentos com animais, o vídeo chegou a todas as universidades da Austrália e da Nova Zelândia.
A vivisecção é contraditória e desnecessária para a maioria dos estudantes, pois eles decidiram se tornar médicos e veterinários para ajudar, mas quando chegam na universidade aprendem a ferir e a matar animais. Os professores que encorajam os estudantes a fazer experimentos com animais, na realidade, ensinam os estudantes a não terem compaixão e ficarem mais frios, a perder o sentimento de que ele está trabalhando com um ser vivo. Outros estudantes ainda por cima nem sequer irão usar animais em suas futuras carreiras, mas mesmo assim são obrigados ou coagidos a fazer disecação e vivisecção muitas vezes dolorosas e contrárias a suas crenças pessoais.
Outra vantagem do uso dessas alternativas educacionais é o custo. Embora alguns dos equipamentos a princípio sejam caros, como eles permanecem sendo usados e reutilizados, o custo alto acaba se amortizando ao longo do tempo, ao contrário dos animais que têm que ser adquiridos, mantidos e alimentados constantemente. Além disso muitas vezes as coisas dão errado, não funcionam e você só tem um animal, não pode fazer de novo. Ao invés de o professor se concentrar na teoria que está por trás do experimento, ele tem que ajudar os alunos a fazê-lo funcionar.
Além do evidente dano aos animais, experimentos cujo objetivo é avaliar a segurança de produtos em humanos não são confiáveis. Existem enormes variações fisiológicas entre ratos, coelhos, cães, porcos e seres humanos. Um estudo de 1989 que pretendia determinar o potencial cancerígeno do flúor ilustra esse fato. Aproximadamente 520 camundongos e 520 ratos foram alimentados diariamente com doses do mineral, durante dois anos. Nenhum camundongo foi afetado, mas os ratos experimentaram problemas de saúde como câncer de boca e de osso. Se o resultado de um teste não pode ser extrapolado de um camundongo para um rato, como poderia ser aplicado a um ser humano?
Em muitos casos, experimentos em animais não apenas os machucam e gastam dinheiro, eles prejudicam e matam pessoas também. A talidomida, por exemplo, foi testadas em animais e considerada segura - mas as consequências para os humanos foram devastadoras. Um relatório do General Accounting Office, de maio de 1990, afirmava que mais da metade dos remédios aprovados pelo FDA (Food and Drug Administration) entre 1976 e 1985 causaram efeitos colaterais sérios o suficiente para serem retirados do mercado. Todas essas drogas tinham sido testadas em animais.
Os testes realizados por empresas servem mais ao propósito de dar segurança às empresas do que aos próprios consumidores. Se algo sair errado e algum consumidor entrar na Justiça, a empresa pode alegar que cumpriu com os requerimentos necessários: testou em animais. E o produto foi considerado seguro. Como os resultados, na maioria das vezes, não podem ser extrapolados para humanos, não se sabe realmente se o produto é seguro para pessoas. Para a FDA, no entanto, o teste em animais é suficiente para aprovar a comercialização.
VIVISECÇÃO é crime contra a vida animal. Sou totalmente contra, e apóio qualquer manifesto nesse sentido.
Abraço
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