Obrigado aos leitores, segue mais um pedacinho...
Treinar É Preciso
Sob a chefia de Baxter, um grupo de duzentos recrutas foi acordado no meio da madrugada para iniciar a caminhada com destino ao campo de treinamentos de Fíbula. O local era uma ilha ao sul da cidade acessível por um túnel sob a água.
Um pequeno vilarejo estava se formando lá, mas eles acampariam em campo aberto na região nordeste da ilha.
Sonolentos e atordoados com o tocar estridente das trombetas, começaram a preparar as mochilas de equipamentos.
Cada um preparou a sua com aquilo que achava necessário. O treinamento duraria oito dias, seria prudente precaver-se para aqueles dias ao relento.
Anon Tårik sabia que as noites seriam frias. O inverno começava a castigar com seus ventos vindos do leste. Todos foram instruídos a não levar armamento ou armadura nenhuma.
Ele tratou de levar agasalhos e alimentos suficientes. Tochas e outras ferramentas que talvez fossem úteis.
Antes mesmo do raiar do sol o pelotão seguia em marcha cruzando o portão sul da cidade.
– Andem seus preguiçosos, ou só chegaremos ao anoitecer – gritava Baxter para o grupo que seguia ordenadamente.
Com uma hora de caminhada eles quase estavam chegando na entrada do túnel que os levaria à Fíbula. Muitos já demonstravam o cansaço causado pelos fardos carregados.
– Isso são só mochilas. E se o inimigo estivesse atrás de vocês? Se fosse o corpo de um amigo ferido em combate que tivessem que carregar nos ombros? Andariam como lesmas? – Bradava o Coronel.
– Prefiro que a coisa mais pesada que eu tenha que carregar, seja o tesouro dos inimigos derrotados. Aquele que traremos para Thais no final da guerra, senhor – retrucou Tårik, que ainda estava disposto e caminhando com passadas firmes e largas.
Alguns deram risadas ao lembrarem das promessas de enriquecer com os espólios da guerra.
– Soldado, qual é o seu nome? – perguntou o Coronel olhando com seriedade para Anon.
– Tårik, senhor, Anon Tårik – respondeu ele com voz firme.
– Jovem Tårik, falas como se a vitória estivesse garantida – falou Baxter enquanto caminhavam.
Ao terminar a frase o Coronel Baxter jogou um galho seco entre as pernas do rapaz, fazendo-o tropeçar, cair ao chão e rolar ladeira abaixo.
– Muitas quedas serão necessárias até que esta guerra acabe - finalizou o velho seguindo em frente.
Anon recusou a ajuda que um companheiro de caminhada ofereceu. Levantou-se sozinho.
Primeiro dia no exército e já havia sido envergonhado na frente de um pelotão inteiro. Vestes rasgadas, joelhos sangrando e moral abalada. Um péssimo começo.
Algumas léguas ao norte, nas entranhas do Monte Sternum, uma legião de múmias, fantasmas, ghouls e outros mortos-vivos, começava sua subida em direção às saídas das cavernas. Era a chegada a hora de sair das profundezas e saciar a sede de vingança.
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Responder com Citação
Valeu pelos toques.
é a batalha vai ser cabulosa, eu acho. Acordo de paz é a melhor saída na RL, aqui tem que ter sangueeee. Ou será que não?







