O shaman não conseguia parar de pensar no que havia ocorrido, no momento ele achou mais apropriado esperar, pois sabe que a pergunta é indelicada e que por ter tido somente um conversa com o menino, não tinha nenhum tipo de íntimidade com ele. Depois de algum tempo, ele começou a pensar mais no lado do menino, em coisas como, por exemplo, de como deve ter sido díficil para ele ter que segurar todo esse peso, duranto todo esse tempo, sem ter alguém para poder desabafar, pois não tinha com quem conversar.
De uma coisa o shaman tem certeza, o menino é uma vítima. Depois de pensar muito, muito mesmo, o shaman decidiu que iria conversar com o menino, o mais rápido possível, porém já estava anoitecendo e decidiu deixar para o outro dia, antes de se deitar pediu a forças da natureza que protegesse o menino, pois estava pressentindo que algo ruim acontecerá.
No dia seguinte, como de costume acordou muito cedo e para não assustar o menino, indo o procurar para conversar numa hora dessas, quis adiar a conversa para depois do almoço.
Os orcs comem de tudo, têm uma ótima alimentação e consequentemente uma ótima saúde, como a população de veados está em alta, é a carne que mais consomem, mas não deixam de saborear uma coxa de galinha. Os orcs sempre agradecem a Mãe Natureza antes de todas as refeições e sempre reaproveitam o restos dos animais, acreditam que o desperdício é um grande pecado, ainda mais com o que lhes foi "doado".
Já era quase 2 horas da tarde — Já enrolei muito. — Pensou o shaman, que logo foi ao encontro do menino, dessa vez não precisou de ajuda, pois já sabia onde ele estava, o menino gostava de ficar no sul da vila, onde tinha um poço seco e abandonado e quase não se via ninguém. O shaman o cumprimentou e notou que ele estava mais triste do que o normal.
— O que houve filho? — Perguntou o shaman.
— Nada. — Respondeu.
— Conte me o que houve.
— O que houve? — Disse o garoto desentendido.
— O que houve com você.
Os olhos do menino ficaram molhados.
— Você pode contar pra mim, sou seu amigo. O que você fazia na floresta?
— Estaa-va me escondendo.
— Se escondendo de quem? — O menino ficou calado e o shaman insistiu. — Se escondendo de quem, filho?
— Dos humanos.
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