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Tópico: Uma história de Elite

  1. #1
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    Padrão Uma história de Elite

    Aqui irei postar uma série de histórias que estou postando no site da guilda.
    São todas sobre membros e suas aventuras.
    As mesmas podem ser conferidas no site da guilda, que está logo abaixo, na assinatura.
    Espero que gostem.

    __


    Em um conjunto de livros encontrados em uma escavação nas minas de Kazordoon, em meio às páginas rasgadas, queimadas ou manchadas de sangue alguns trechos puderam ser identificados.
    Depois de meses tentando traduzir, decidi mostrá-los a todos que quizerem ver.
    Bom, deixem-me tentar traduzir mais... E que os deuses me ajudem com as palavras."

    __

    Parte 1 - Encontro Inesperado
    Parte 2 - O Sobrevivente do Leviatã
    Parte 3 - O Arqueiro Caído

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    Última edição por Zath Elfir; 17-02-2012 às 21:05.
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  2. #2
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    Uma história de Elite – Parte 1 – Encontro inesperado



    O forte odor que sentia era insuportável, lembrava pólvora, ou era apenas fruto da sua imaginação, já que estava mais uma vez bêbado. Tourniquett seguiu cambaleando pelas ruas de Carlin em direção à origem do cheiro, conforme chegava mais perto, nuvens de fumaça começavam a aparecer no céu.
    Ao chegar à costa, avistava os restos de uma embarcação na praia, junto dos pedaços do que outrora fora um grande navio cargueiro, uma espécie de planta cortada e amarrada em grandes fardos. Tork, como era chamado pelos velhos companheiros de noitada nos becos de Thais, vasculhava os escombros até que encontrou uma caixa com garrafas cheias de um estranho líquido marrom, curioso com o que acaba de achar, e com medo de alguém roubá-lo, foi em direção à mata e escondeu a caixa com as bebidas ao lado de um antigo carvalho.
    Tork decidiu voltar para a cidade e descansar um pouco, mas acabou tropeçando no caminho e acabou por dormir ali mesmo. Pela manhã, com os raios de sol batendo em seu rosto, acordou, mas não se lembrou do que aconteceu na noite passada, apenas de uma pequena memória de uma caixa com bebidas de rótulos dourados.
    Sedento por experimentar ele passou horas e horas procurando em vão pelas bebidas, a ressaca das cervejas que tomou antes de encontrar o navio o impedia.
    No meio das árvores, enquanto procurava, um veado branco e raivoso partiu em disparada atrás dele, Tourniquett tentou correr com toda a energia que tem, mas acabou sendo alcançado e derrubado pela besta branca que o pisoteia sem dó. Ela só para quando Tourniquett desmaiou.
    Duas horas passadas após ser atacado pelo veado, Tourniquett se levanta com fortes dores no corpo, mas algo mudou nele, sua memória agora veio a tona, ele se lembrou perfeitamente onde havia escondido as bebidas, do carvalho, da caixa, da embarcação.
    Saiu em disparada atrás do mais importante, as garrafas.
    Ao encontrá-las, logo vai abrindo uma, o primeiro gole foi como se nunca tivesse tomado algo antes, foi espetacular, mágico, o gosto era inimaginável, nunca havia bebido algo tão bom em sua vida. Ele percebeu que aquele líquido só podia ter sido feito daquelas plantas de cheiro forte e gosto adocicado, ideias começaram a preencher sua cabeça.
    De uma só vez já havia tomado quase toda a garrafa. Bêbado, completamente bêbado, mas totalmente ciente e decidido do que fazer, partiu a correr para a praia e começou a carregar as plantas que restaram para um local seco. Já com a tarefa realizada tomou outra garrafa do que ele começou a chamar de "O Sagrado Suco de Sabedoria" e aos soluços entoou uma canção.
    “Sit and drink Pennyroyal Tea,
    Distill the life that's inside of me
    Sit and drink Pennyroyal Tea
    I'm anemic royalty”
    Descansado, ele junta pedaços de madeira e construiu uma cabana fora da cidade. O sentido de sua vida mudou completamente. Ele bebeu rum por dias e noites até que sem mais nenhuma gota da bebida, decidiu tentar fazer mais com a cana que coletou da embarcação naufragada.
    Mas antes disso tinha uma questão de honra a resolver. Vingar-se da besta branca.
    Ele começou a caçada aos arredores da cidade e o avistou ao lado de um pinheiro, aquele par de chifres era inconfundível, o veado parecia zombar da sua fraqueza, Tourniquett empunhou sua espada e vai em direção ao animal, chegando a poucos centímetros do animal, o golpe foi dado, o chifre esquerdo foi cortado.
    Tão rápida quanto uma flecha, o olhar do animal mudou, com medo e desespero, o veado branco ao ver a determinação daquele homem fugiu em alta velocidade. Tourniquett ainda zombou: - Corra seu desesperado, corra.
    Ele voltou pra a cabana, com sua honra restaurada e foi em busca de reproduzir a bebida.
    Muitas tentativas foram em vão, decidiu ir à taberna de Carlin procurar informações sobre produção de bebidas, depois de horas de conversa jogadas e fora ele decidiu continuar tentando sozinho. Chegando na sua cabana, tentou uma, duas, três formas diferentes até conseguir um sabor semelhante ao original, feliz com a sua façanha colocou o liquido em um barril para que o envelhecimento da bebida ficasse completo.
    Sonhos bons coroaram aquela noite de fascinação, mas ao acordar percebeu que o barril que havia produzido não se encontra mais ali. – Maldição. Ele gritou com fúria. Em seu lugar encontrou uma runa estranha com o desenho de um coração negro e uns rabiscos onde se viam as letras LB.
    Pela primeira vez em sua vida, Tork estava dominado mais pelo ódio e pela raiva do que pela sua sede de álcool, ele correu seguindo as pegadas que iam rumo à cidade de Carlin.
    Ele correu como nunca correra antes, tanto que nem percebeu o velho amigo arqueiro que caçava no caminho, o qual tinha assuntos a tratar. Estava realmente disposto a recuperar sua bebida.
    Ele chega a Carlin e começou a procurar pelo bandido, vasculhou a cidade toda. Sem êxito. Cansado da busca, ele foi ao bar, beber um pouco para tentar esquecer-se da perda. Quando entrou na taberna sentiu que o lugar estava mais alegre que de costume, lá estava, seu precioso barril sobre o balcão, todos no lugar estavam cantando e dançando.
    Todos haviam tomado de seu rum.
    Empunhou sua espada e foi ao dono do bar, Karl era seu nome. Tork o obrigou a falar quem foi que lhe deu aquilo, indignado, gritou que aquela bebida era sua criação. Os fregueses do local espantados disseram que ela era maravilhosa e oferecera grandes quantias de dinheiro por ela, mas a raiva falava mais alto. – Pela última vez, quem lhe deu isso Karl. Gritou Tourniquett apontando a espada em direção ao peito de Karl. Temendo por sua vida o dono do bar apontou em direção ao fundo do salão, um lugar pouco iluminado.
    - Lá, lá está o seu ladrão. Respondeu o velho.
    Sem ver quem já o observava, Tourniquett partiu para cima do ladrão ainda com a espada em punhos, chegou mais perto e se espanta.
    -Não pode ser. Você? Eu deveria ter imaginado. Bradou o furioso Tourniquett.
    Para Tork, agora as letras LB da runa fazia sentido.
    - Levante-se Lhar Baenit, temos assuntos a acertar. Disse ele.
    Última edição por Zath Elfir; 18-01-2012 às 21:00.
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  3. #3
    Avatar de Zath Elfir
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    Uma história de Elite - Parte 2 – O Sobrevivente do Leviatã


    O céu azul das Ilhas Laguna estava esplêndido naquela manhã, as ondas calmas, as montanhas no horizonte, o cantar dos pássaros, e até a visão aterrorizante de Kharos, tudo parecia perfeito para Zath Elfir. Dentro de poucas horas ele iria saborear uma garrafa de rum em Nargor, o esconderijo dos piratas. Não parecia fazer tanto tempo, mas a última vez que havia provado do rum da ilha foi quando partiu com a tripulação do navio do Capitão Morgan em busca de tesouros em solos thaianos, a 5 anos atrás.
    Zath que acabara de acordar foi ao estibordo do navio, dali apreciava a costa da Baía da Liberdade, lembrava-se de historias de seu pai que três vezes por ano saqueava as plantações da cidade para produzir o famoso rum de Nargor, mas de repente Zath começou a sentir-se tonto, alguma coisa o abatia, suas vistas embaçaram então se ouviu um estrondo, como nunca ouvira antes, a base do navio tremeu e a tontura passou, e percebeu que a tripulação do navio entrara em pânico. Olhou em volta, não sabia qual era a razão de tanto alvoroço, voltou a observar o mar, e deparou-se com a besta na sua frente, já tinha ouvido histórias sobre piratas que lutaram contra ele e que nunca mais foram encontrados, na sua frente encontrava-se o Leviatã.
    Uma mistura de medo e de bravura tomava conta de Zath, não sabia se lutava ou se escondia, então ouviu-se o grito do Capitão Morgan, o velho pirata parecia não ter medo da fera, ao contrário disso, havia um sorriso estampado em seu rosto, parecia que um sonho de infância tornava-se realidade, ordenou que armassem os canhões e que empunhassem seus sabres, uma última batalha, nesta guerra do marinheiro solitário.
    A luta começou, da boca da besta veio uma grande bola de fogo, foi então que todos souberam que o fim estava próximo, o ataque acertou o navio em cheio, o mastro agora caía sobre cinco marujos. O capitão ainda não aparentava estar com medo, com seu sabre golpeou a cauda do mostro, que soltou um grito agonizante, a parte da tripulação que fora encarregada dos canhões agora disparava contra a besta, mal sabiam que aquilo apenas aumentava sua fúria e a vontade de acabar com todas estas vidas, Zath fez uma tentativa de ataque contra a besta, que o acertou com a cauda derrubando-o no chão e jogando seu sabre na água. Os canhões seguiam atirando contra a besta, que de repente recuou, e mergulhou no oceano. A tripulação achou que haviam derrotado a besta, mas Zath sabia que algo estava para acontecer, ficou parado, ao lado do que sobrou do mastro, olhando em volta, o mar voltou a ficar calmo, quando ouviu outro marujo apontar para a proa do navio e jogar-se ao mar, uma onda gigante vinha em direção ao navio. A tripulação entrou em pânico, de repente o capitão empunhou seu sabre e atacou a si mesmo, o sangue começou a jorrar de seu pescoço, seu sonho de lutar com a besta foi realizado, e não iria deixar que ela o matasse, que o levasse como premio para o fundo do abismo. Zath apavorado com a morte do capitão prendeu sua respiração, fechou seus olhos e pendeu para a morte diante do mastro.
    Em Nargor pode-se ouvir o grito de vitória da besta, ela havia devastado outra tripulação por completo, pelo menos, foi isso que ela pensava.

    Dois dias e duas noites depois, apareceu na costa da Baía da Liberdade um corpo sobre um pedaço de um mastro, um cortador de cana chamado Irvin encontrou o corpo ainda com vida e o levou a hospedaria do Lyonel, no centro da cidade, onde o visitante ficou desacordado por mais um dia aos cuidados de uma bela moça chamada Leluil. Então o hóspede acordou, numa tarde de uma tempestuosa quarta feira, ali estava Zath, o sobrevivente do Leviatã.
    Última edição por Zath Elfir; 18-01-2012 às 21:03.
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  4. #4
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    Bons textos. Gostei do leviatã e do final ^^.

    Escreve um conto ai pra nós e_e.

    Sinceramente, gostei de todos.


    Não espere algo bem elaborado e feito. De resto...

  5. #5
    Avatar de Sombra de Izan
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    Cara o título se encaixa no texto, mas quero mesmo ver a batalha contra essas criaturas imensas ai. será que a vingança será maligna?




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  6. #6
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    Ótimos textos, muito bem escritos.
    Só achei que o primeiro texto tá sem final e que o segundo texto não pode ser chamado de parte 2, pois não é exatamente uma continuação.

  7. #7
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    Uma história de Elite - Parte 3 – O Arqueiro Caído


    Zath acordou assustado, não sabia onde estava, e nem como havia chegado ali. A tempestade na rua ficava cada vez mais forte. A chuva nessa época do ano não era comum, ainda menos uma tempestade desse porte. Estariam os deuses zangados? Talvez algum plano de Zathroth tenha dado errado.
    Um pensamento sombrio passou pela mente de Zath, até então ninguém havia sobrevivido a um ataque do leviatã, seria o ataque uma obra de Zathroth? Teria Fardos salvo a sua vida, somente para arruinar os planos do malvado deus?
    De repente todos esses pensamentos fugiram de sua mente, um rosto de uma garota apareceu na frente de Zath, era Leluil, a filha do dono da hospedaria, entrou no quarto trazendo um jarro de água e algumas frutas, Zath estava sem comer havia dias, e a batalha contra o monstro sugou toda sua energia. Agradeceu com um aceno com a cabeça e logo pegou uma manga do cesto de frutos.
    Você e um pirata, não é? Perguntou Leluil - meu pai sempre me disse que piratas são maus e agem como porcos.
    Zath não respondeu a pergunta da garota, apenas ficou parado comendo a manga e observando a garota.
    De repente, surgiu um homem alto na porta, era o dono da hospedaria, que foi logo gritando com Zath, - Eu sei que tipo de gente você é, gritou o homem, sei que veio aqui só para coletar informações sobre a cidade e planejar um ataque, MAS EU NAO VOU DEIXAR QUE ISSO ACONTEÇA!

    Zath se levantou e não deu ouvido ao que o velho dizia, pegou suas coisas e saiu da hospedaria. Na rua a chuva caia forte, andou sem rumo pelas ruas da cidade onde avistou uma velha construção abandonada, resolveu ficar ali mesmo, queria ficar um tempo sozinho pensando em como sair da ilha onde parecia que não era bem vindo, e de fato não era, pensou em construir uma embarcação, mas não conseguiria sem suprimentos nem sem alguém que o ajudasse, e decidiu ficar por ali mesmo, quem sabe trabalhando nas plantações de cana e viajar para o grande continente quando conseguisse algum dinheiro.
    Sua mente aflorava de ideias quando foi interrompido por passos assustados, empunhou seu sabre e levantou-se, foi até a porta da casa abandonada, onde esbarrou com um arqueiro, parecia ferido e aterrorizado, mas por um lado estava feliz por ter encontrado-se com o pirata.
    O arqueiro pediu para adentrar a casa para se proteger da chuva, Zath não entendia por que, mas ele era diferente dos outros habitantes da cidade. Ficaram sentados ali parados por um longo tempo, bebendo um pouco do rum que Zath pegou escondido da fuga da hospedaria.
    O novo amigo do pirata não havia dito seu nome, apenas que havia acabado de voltar escondido em um barco da guarda da rainha de Carlin (que era uma grande amiga de Eleonore) estava na cidade em uma missão secreta, mas contou a Zath uma conversa que ouviu sobre uma nova bebida na região.
    Logo Zath percebeu o oficio que ele ocupava, era um guarda do forte da Baía da Liberdade, o arqueiro afirmou com um gesto com a cabeça, e falou que costumam chamá-lo de Arqueiro Catarinense, Zath gostou do nome e continuou a chamá-lo assim.
    A noite já estava ficando tarde e a conversa entre os dois continuava a rolar solta.

    O tempo passava e os dois aparentavam ter muita confiança um no outro, o arqueiro havia arrumado um emprego para o pirata na plantação de cana, e boatos corriam de que um novo fabricante de rum na cidade de Carlin estava monopolizando a produção da bebida, diziam até que o seu rum superava até o de Nargor e da Baia da Liberdade juntos.
    Zath passava o dia todo na plantação e a noite ia para a hospedaria, onde o dono já passara a olhar com outros para o pirata, reunia-se ali com seu amigo arqueiro que o contava sobre as táticas de batalha no forte e sobre guerras do outro lado do mundo, o assunto fazia-o se lembrar da sua época de pirata, viajando sem rumo pelos mares do mundo.
    Até que num desses dias muitos gritos saíram do lado de fora da hospedaria, havia piratas por todas as partes e o terror dominava a cidade, o arqueiro saiu em disparada em direção ao forte, deixando meia caneca de rum sobre a bancada Zath fez o mesmo e foi se abrigar no forte onde guardas disparavam flechas contra os piratas.
    De cima da muralha Zath pode avistar grandes capitães, entre eles Brutus o Barba-de-sangue, que avançava em direção ao forte. De repente com um estrondo Zath viu os portões se derrubarem, piratas invadiam o forte por todos os lados, Zath evitando a confusão se escondeu atrás de um dos barris, flechas passavam zunindo sobre sua cabeça e o som de espadas perfurando corpos o deixava um pouco desorientado.
    De repente aparece ao seu lado o amigo arqueiro, disparando flechas sem parar contra a direção oposta, então um cheiro forte de álcool e sangue misturados passa a se aproximar, escuta passos devagares se aproximando e seu coração começa a acelerar, os passos cessam, virou a cabeça para a direita e vê uma espada perfurando o peito de seu amigo, que cai sem vida no chão, escuta uma risada rouca e vê ali empunhando a espada o capitão Brutus, com um movimento repentino Zath empunha o arco do amigo e dispara uma flecha que acerta em cheio a garganta do capitão, naquele momento ele percebeu que não era mais um pirata e que nunca mais iria empunhar um sabre em sua vida.
    A invasão dos piratas havia sido repelida, Zath carregou o corpo do amigo com grande pesar ate o casebre abandonado onde conhecera o amigo e decidiu sepultá-lo ali mesmo, em sinal de respeito e apreço a amizade dos dois, ali fez a sepultura do amigo e colocou junto ao corpo seu arco e a flecha que usara para vingar sua morte. E escreveu na lapide: de que vale lutar por riquezas e rum, quando se perde família, amigos, e honra. Aqui jaz Arqueiro Catarinense, um nobre guerreiro e defensor da cidade e acima de tudo um AMIGO.
    Uma lagrima escorreu da face de Zath e decidiu sair do lugar, a alma de seu amigo estava em paz.
    Última edição por Zath Elfir; 17-02-2012 às 21:45.
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  8. #8
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    Sad, o amigo de Zath morreu =(.

    Bom, acho que você tem mais contos para nos narrar, sim?


    Não espere algo bem elaborado e feito. De resto...



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