HELLO FOLKS!!!11!!1
Penúltimo capítulo do Livro 1! Enjoy it
Livro 1
Capítulo I
O lugar era mal iluminado. Não dava para descrever o lugar de tão escuro que a câmara era. O teto era quebrado e a luz da Lua incidia em um trono no topo de uma escada. A figura triste, esquelética e curvada sentada no trono levantou um dedo.
Lá embaixo, onde a Lua não alcançava, alguém falou:
- Sim, milorde.
A figura continuou como estava.
- Já? – respondeu lá embaixo e a figura continuava em silêncio.
- Mas... sim. Chegaremos lá quando o Sol raiar.
A figura bateu com o punho no braço do trono e a pessoa respondeu:
- Ainda está no navio? Então esperaremos. Nosso trono não ficará vazio.
***
Meio dia, naquele mesmo dia.
- P-p-prilore? – gaguejou Artorios
Marow olhou uma lista respondeu:
-Sim, temos uma Prilore. – olhou desconfiado para o príncipe – Como sabia?
- Ahn... ela tem cara de Prilore.
- Prilore! – gritou Marow
A garota demorou a olhar, mas quando olhou arregalou os olhos. Artorios? – pensou
As outras garotas bateram o pé, bufaram e gemeram de desapontamento.
- Fora! Fora! – dizia Marow empurrando as outras candidatas – O príncipe escolheu sua noiva.
- Príncipe? – murmurou Prilore para Artorios
- Noiva? – respondeu o garoto. Olhou para Marow que fechava a porta – Saia também. Deixe-nos a sós.
O duende ficou olhando para os dois e então capengou para fora.
- Como assim?!? – gritou Prilore
- Como assim?, digo eu! – respondeu Artorios
- Não se faça de desentendido, Artorios, se esse é seu nome! E o exército?
- E sua família? O que veio fazer aqui?
- Não mude de assunto! Como você não me contou que você será o 100° rei de Nionda?
- Como você não me contou que iria ser uma candidata à 200ª rainha de Nionda?
- Talvez se você tivesse me dito que era o príncipe, eu não mentiria. Quem mentiu primeiro foi você!
- O que você faria? Ainda teria ficado comigo caso eu tivesse lhe dito quem era? Você teria ido para cama com um Luin?
- Talvez. Se o príncipe me escolhesse eu teria que ir de qualquer jeito.
Prilore cruzou os braços. Artorios andou por trás dela e a abraçou.
- Eu te escolhi. – disse próximo ao ouvido da princesa
- Só porque já me conhecia.
- Não. Você é a mais linda de todas.
- Sei. – disse sorrindo
Eles se beijaram.
"Prilore cruzou os braços. Artorios andou por trás dela e a abraçou.
- Eu te escolhi. – disse próximo ao ouvido da princesa"
***
- Até mês que vem, Araell! – gritou um guarda
- Até, Taderon, meu grande amigo. – disse Araell apertando a mão do negro gigante
- Enori? Esqueceu alguém lá?
- Acho que alguém esqueceu de mim.
- Deixe-me abrir o portão para você.
Taderon girou a roda e soltou os cabos que abriu o portão.
- Vai estar de volta para a festa do centésimo rei?
- Espero que não.
Um som de algo cortando ar irrompeu e uma flecha ficou no chão atrás de Araell. Tinha um pedaço de pano rasgado preso nela. Taderon tirou e mostrou para Araell. No pedaço de pano estava escrito:
100°
- Ahn? – coçou a cabeça Taderon
- Centésimo? – perguntou para si Araell
- Não seria o príncipe Artorios? 100° rei de Nionda...
- Hm... melhor falar com o general.
- Deve ser somente uma mensagem de congratulações, Araell.
- Uma mensagem há ver com Artorios cravada em uma flecha, me parece um bom motivo para falar com o general.
Passou por Taderon no sentido contrário e andou em direção ao castelo. Contornando-o, existia um casebre. Araell bateu três vezes no chão e abriu a porta. Lá tinha prateleiras empoeiradas cheias de ferramentas, garrafas vazias e aranhas. Ficou de cócoras e procurou embaixo da última prateleira uma chave. Limpou sua mão empoeirada e enfiou a chave numa fechadura no chão.
Abriu o alçapão e desceu as escadas que rangiam. Era silencioso ali. Raramente havia conversas ali dentro. Ali dentro era o “Quartel General” da Ordem em Vania.
O general responsável por todas as operações morava ali... era difícil dizer se já havia visto a luz do dia fora de um combate.
Abriu a porta de madeira bem trabalhada com o símbolo da ordem e entrou na sala.
A sala era quente por causa das tochas que ficavam acesas dia e noite e, pelo mesmo motivo, havia um cheiro de fumaça.
- General Elratos? – perguntou Araell tentando enxergar através da fumaça
- Quem é? – perguntou a voz grave. Araell sempre pensou que os generais eram escolhidos pelo tom de voz, pois todos tinham esse tom grosso.
- Araell, senhor.
- Você não ia tirar férias, Araell?
- Ia, mas acabei me deparando com isso...
Araell depositou a flecha e o pano encima da mesa do general. A mão grande e cheia de veias a agarrou e leu.
- E o que é isso?
- Acho que deve ser uma ameaça.
- Ameça? – o general riu
- Sim. Uma mensagem subliminar dizendo que vão atacar o centésimo rei de Nionda.
- Besteira. Vá tirar suas férias. O sol de Tir’Rafer queimou seus neurônios.
Araell virou de costas praguejando. Porque era difícil um general, que é incumbido de proteger os Luins, acreditar que alguém tentava mata o próximo sucessor?
Que se dane. Não me importo com essa família mesmo... – pensou
Ao subir a escada de madeira, ela, as paredes, o chão começaram a tremer. Ouviu o general gritar um palavrão. Tentou se segurar em alguma coisa, mas caiu de costas. Lá encima, pessoas gritavam e o barulho de fogo crepitando.
Tinha algo errado.
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