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Tópico: O batalha de Svargrond!

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    Capítulo 3 - A Travessia

    Zanner releu a carta e sentou-se ao lado da janela. O céu azul de verão estendia-se nas altuas.
    O jovem guerreiro o observava, sonhador. Queria partir o mais rápido possível para Thais, mas antes deveria mostrar a carta a sua mãe, e contatar seu pai, que só voltaria na semana seguinte. Os minutos eram longos. Um tempo de agradável calor, e pouco movimento nas ruas.

    Zanner saiu ao quintal, com a carta na mão totalmente absorto em seus pensamentos. Uma agradável rajada de vento acariciou seu rosto.

    Um barulho no telhado, Zanner olha para trás e em um ruído quase surdo uma flecha atinge a mesa a seu lado. O jovem guerreiro pôde ver um vulto avançando rapidamente acima dele.
    Zanner adentrou a casa e com um salto estava no andar de baixo, esbaforido pegou a Espada Brilhante no porta-armas e subiu a escada três degraus por vez.

    A criatura apareceu na sua frente. Era um elfo, loiro, usando vestes verdes e com um grande arco na mão. Zanner sem perder tempo correu para o outro lado da varanda. Mais uma flecha cortava o ar em sua direção, o guerreiro se atirou ao chão e rolou para perto do elfo, sem pensar, o golpeou com sua espada. A criatura perdeu o equílibrio e caiu da varanda. Zanner foi observar, o elfo estava morto.

    Silenciosamente outro elfo se aproximava, pelas costas do guerreiro. Soltou sua flecha que atingiu o ombro de Zanner, que por sua vez com um grito de dor caiu ao chão. O elf se aproximava, pronto para matá-lo, o guerreiro ficou sem reação.

    O elfo ansioso, com um sorriso no rosto preparava-se para a flechada.

    Então, surgiu uma guerreira, de cabelos castanhos e olhos verdes, e com um único golpe de clava matou o elfo. A guerreira foi examinar Zanner, este que estava desmaiado.

    O jovem guerreiro acordou em torno de uma hora depois, em uma casa feita de bambu, amarrada por cipós, por um momento, pensou ter sido capturado por elfos. Mas não. Era uma casa campestre, bonita porém simples. Duas camas com lençóis azuis ficavam nos cantos, um porta armas de madeira vazio ao lado de uma das camas, e um belo lampião sobre o criado-mudo.

    “-Olá, Zanner. Você está bem?” - perguntou a guerreira.

    “-Sim... eu estou... onde... onde estamos?” - respondeu Zanner.

    “-Estamos em minha casa, guerreiro. Humilde, porém boa... Ah, sim, meu nome é Hiaz. Fui enviada por Rei Tibianus para protegê-lo até sua chegada em Thais. Estou na mesma missão, da fortaleza...”

    “-Ah... certo... e minha mãe, ela precisa saber que...” - contestou Zanner

    “-Sua mãe já sabe. Eu esperei a chegada dela para avisá-la” - Hiaz mexe em seus bolsos - “tenho aqui um bilhete dela”

    Hiaz entrega o bilhete a Zanner, e ele começa a ler.

    “Querido, tenha cuidado. Estou orgulhosa de você, mas preocupada. Quando chegar em Thais me escreva... boa sorte. Não se esqueça de mim!

    PS: Seu pai vai ser avisado.

    Beijos com a amor,

    Sua mãe que te ama”


    Zanner pensou um pouco e concluiu:

    “-Tudo bem então... Mas o que aconteceu lá, com os elfos?”

    “-Os elfos já sabem o que Tibianus está tramando, algum informante deveria estar infiltrado no castelo. Tibianus fechou o castelo, e todos foram expulsos de lá. Os soldados da guarda real estão patrulhando a cidade e os ex-soldados de Svargrond estão preparados para a batalha” - respondeu Hiaz

    “-E é por isso que te encontraram lá, já sabem demais” - concluiu a guerreira.

    “-Compreendo.” - Zanner olhou para seu ferimento - “E isto aqui? A flechada?”

    “Está tudo bem”, disse Hiaz. “Se curará logo”.

    Hiaz sentou-se na cama olhando pela janela, e disse:

    “-Quando estiver bem, partiremos.”

    Enquanto isso Kayus atravessava a ponte dos anões rumo à grande cidade de Thais. Desceu da ponte e continuou andando por planícies em direção a seu rumo.

    Ouviu um estalar atrás de suas costas, se virou, e lá estava um elfo arqueiro. Com vestes verdes e cabelos muito loiros e criatura olhava em seu rosto. Com novos estalares surgiram elfos de todos os lados, elfos magos, arqueiros, elfos comuns. Kayus estava rodeado.

    Sem saber disso, Zanner se preparava para ir.

    “-Mas, que cidade é essa?” - perguntou o guerreiro.

    “-É Venore” - respondeu Hiaz.

    “-Mas...”, contestou Zanner.

    “-Eu sei disso. Estaremos correndo grave risco assim que sairmos das dependências dessa cidade.” - um breve silêncio - “Por isso, virá conosco mais um dos convocados pelo rei para essa nobre tarefa. Este é um paladino chamado Hiei.” - esclareceu Hiaz

    “-Ele já deve estar nos esperando na entrada de Venore... pronto para partir Zanner?”

    “-Estou ótimo... vamos.” - respondeu ele.

    Enquanto isso, Kayus já estava fraco, estava deitado no chão, com os olhos fechados. Os elfos o rodeavam, comemorando e berrando de felicidade.

    Kayus se levantou com a pouca força que tinha, e sussurou:

    “Exevo.. gran.. mas... VIS!”

    Uma explosão de grande área ocorreu ao seu redor e todos os elfos morreram.
    O mago caiu, desmaiado.

    Nas ruas de Venore Zanner e Hiaz caminhavam rapida e silenciosamente, lado a lado. As ruas estavam todas desertas, o clima hostil apresentava trovões e relâmpagos, em meio ao céu daquela noite. Não havia chuva, mas deveria haver nos próximos minutos, pensavam os guerreiros.

    Quase corriam pelas ruas de pedra de Venore. Chegando à entrada da cidade, encontraram um arqueiro alto, forte, vestindo uma armadura de couro de dragão e calças de couro. Era loiro, seus cabelos escorriam pelo rosto, e seus olhos eram azuis, quase azul marinho.

    “Olá, Zanner. Meu nome é Hiei... trabalharemos juntos em nossa missão real”

    Hiei apertou a mão de Zanner.

    “Hiaz, eu tomei a liberdade de trazer o quarto participante da missão. Seu nome é Kraha, veio de muito longe.” - disse Hiei

    Apareceu um jovem de pele negra, estatura média, braços fortes, olhos castanhos e vestindo armadura completa de ouro.

    “Como vão?” - cumprimentou Kraha - “Eu sou druída”

    Após alguns minutos de conversa e apresentações eles já caminhavam na estrada, juntos, em formação. Hiaz ia na frente, no meio Hiei e Kraha e por último Zanner.

    “-Espera... não está faltando alguém... um mago?” - perguntou Kraha

    “-É VERDADE! Devemos procurar por ele.” - respondeu Hiaz.

    A guerreira se concetrou, fechou os olhos e murmurou: “exiva”, pensando no mago. Uma seta azul brilhante surgiu no ar, apontando para a ponte dos anões.

    “Parece que... ele está parado! Vamos atrás dele, rápido.” - berrou Hiaz, confusa.

    Seguiram em formação rumo à ponte dos anões, quando com estalos repentinos surgiram elfos à frente do grupo.

    Hiaz não perdeu tempo, e foi golpeando violentamente um elfo mago com sua clava, até o mesmo cair morto.

    Hiei atirava suas flechas em outro dos magos, incessantemente, e o mesmo, confuso, caiu.

    Muitos elfos surgiam, e todos os guerreiros tentavam combatê-los.

    “-EU TENHO UM PLANO” - berrou Zanner - “AFASTEM-SE”.

    Os outros pareciam hesitar.

    “-AGORA!” - ordenou Zanner

    E os outros correram alguns metros, deixando Zanner sozinho, rodeado de elfos. Os elfos atacavam Zanner raivosamente, e o mesmo se concentrou.

    “-EXORI GRAN” - berrou Zanner

    Então faíscas pretas saíram do chão e atacaram os elfos, que morreram com a força do ataque.

    Zanner caminhou cambaleante até o resto do grupo.

    “-Tudo bem comigo, vamos seguir em frente”

    O grupo seguia em formação, até encontrarem um corpo desfalecido no chão sobre a grama.

    “-Esse deve ser o mago... éh... Kayus!” - exclamou Hiaz apavorada.

    “-Tudo bem, deixem comigo” - disse Kraha.

    O druída encostou uma pedra azul brilhante no peito do mago desmaiado, e o mesmo encheu o pulmão de ar e acordou.

    O grupo seguiu tranquilamente até Thais, com alguns ciclopes no caminho, mas nada problemático.

    Chegando a Thais, foram acompanhados por soldados da guarda real até o palácio do Rei Tibianus. Tinham permissão para entrar, e entraram.

    “-Subam nesse círculo” - indicou uma linda jovem de armadura, apontando para um círculo transparente, amplo, e de aparência úmida.

    Todos subiram, e no momento que a jovem pronunciou palavras em latim, o círculo subiu girando.

    Eles caíram em uma bela sala. Com um tapete vermelho estendido ao longo dela, e um grande e belo trono na ponta.

    “-Olá” - disse Tibianus, com uma voz forte.

    Todos se curvaram a seus pés.

    “-É uma honra estar aqui lhe servindo, Senhor.” - disse Hiaz

    “-Sim, obrigado... Bom... vocês precisam do equipamento da missão, naquela sala estão todas as coisas que vão precisar.”

    Seguiram em frente e observaram uma grande porta. Era dourada, fechadura vermelha, e esbanjava poder. Kraha abriu a porta e um grande brilho saiu lá de dentro.

    Armaduras maravilhosas de platina, mágicas, brilhavam intensamente no interior da sala. O nome de cada guerreiro brilhava no ar acima de seus equipamentos. “Zanner” aparecia no ar, e logo abaixo estava uma armadura mágica de platina, calça de couro de dragão, elmo de ouro e botas também de ouro maciço. Um escudo abençoado estava ao lado também, junto de uma longa espada mágica.
    E, além disso, duas mochilas cheias das poções da vida lhe pertenciam.

    Os equipamentos de Kraha eram os mesmos, com exceção da espada. Estava lá uma vara de cor azul cristal, e com energias da mesma cor em volta dela. Também duas mochilas daquela runa azul, duas mochilas de uma runa rocha, duas mochilas de runas vermelhas variadas.

    Nos equipamentos de Kayus estavam duas mochilas de uma runa cinza, com uma caveira preta estampada nela, e as outras runas que Kraha ganhara.

    Todos já haviam pego seus equipamentos, e estavam prontos para a missão. Antes, deveriam voltar à sala do Rei.

    Chegando lá, o Rei começou a falar-lhes:

    “-Escutem-me, é uma missão perigosa. Incus é esperto, e provavelmente já mandou elfos em seu encalço. Mas não pensem que os elfos que encontraram são todos os que existem, não se esqueçam que ele pode estar escondendo mais alguma raça” - disse o Rei.

    “-É provável que quando vocês estiverem a caminho, Incus perceba isso. Portanto, fiquem de olhos bem abertos!” - pausou Tibianus - “Para ajudar vocês a carregar as coisas, enviarei dez homens da guarda real com vocês.”
    “Não há mais nada que eu possa dizer, a não ser, boa sorte!” - terminou o Rei.

    Os guerreiros fizeram uma reverência e seguiram em frente.

    Pelas ruas de Thais os cinco guerreiros caminhavam escoltados por dez guardas reais.

    Saíram da cidade, a segurança do reino não mais os protegia.

    Caminhavam rapidamente pelos extensos campos. Havia um lago grande, com águas cristalinas e calmas, chamado “Lago de Alatar”. Tomaram um pouco de água por lá e seguiram viagem.

    No caminho havia uma grande montanha chamada Monte Sternum, que os guerreiros contornaram. Ao lado do fim de Mont Sternum havia uma ponte. Ao atravessá-la, os guerreiros estariam fora das dependências de Thais, e o risco seria muito maior. O grupo tomou coragem e desceu do outro lado da ponte.

    Precisavam andar rápido, a missão deveria ser concluída o mais rápido possível.

    Atravessavam o deserto sem mais problemas, matando alguns leões quando os mesmos apareciam.

    Saindo do deserto miraram um enorme campo verde, com algumas grandes pedras, que levava direto à cidade de Venore.

    Atravessaram uma nova ponte, e agora estavam nas dependências de Venore. Concluíram que seria melhor aproveitar e fazer uma escala na cidade, para desfrutar de alguma segurança e poder descansar um pouco.

    Já subiam as escadas para dentro da cidade de Venore quando dois vultos longos cortaram o ar a uma velocidade impressionante. Eram duas flechas. E atingiram dois guardas reais, que caíram mortos.

    Mais flechas vinham do alto e dos lados, Zanner e Hiaz tentavam defender os outros com seus escudos.

    Kayus atacava magias para todos os lados, em tentativa de abater alguns dos elfos.

    Kraha jogava algumas runas vermelhas que causavam grandes explosões, e matavam vários elfos.

    Finalmente, conseguiram se livrar de seus atacantes.

    Enterraram os dois guardas reais mortos e entraram na cidade.

    Os guardas venorianos lhes ofereceram lugares para dormir, aceitos pelos guerreiros.





    Qual será o destino dos valorosos guerreiros?

    Quais serão os planos de Incus?

    Continuem acompanhando a Batalha de Svargrond!
    Até o quarto episódio!

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    4° episódio sem previsão.. :2gunsfiri
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