Primeiro capítulo
Mudanças no Reino
Zanner era um guerreiro de pais ricos, a vida sempre fora fácil para ele. Nasceu na bela cidade egípcia de Ankrahmun, sempre teve do bom e do melhor. Era um garoto bom, tinha caráter, porém era egoísta. Vestia uma bela armadura feita de couro de dragão, uma calça de ouro brilhante, um escudo vermelho com uma face demoníaca estampada nele, botas aparentemente vindas das regiões frias de SvarGrond e um elmo vermelho, que lembrava os de antigos guerreiros espartanos. Ele havia se mudado de Ankrahmun para Darashia após acontecimentos estranhos.
Muitas coisas haviam mudado nos últimos meses. O exército de Svargrond fora todo dispensado sem o menor motivo... Os soldados foram expulsos dos domínios do Senhor de Svargrond, e tiveram que se mudar. O exército era muito grande, e algumas cidades fecharam seus portais para que não houvesse a entrada de ninguém, visando evitar a superpopulação. A Rainha Eloíse havia fechado as portas de Carlin, ninguém entrava ou saía.
Os elfos de Ab'dendriel acolheram os soldados que puderam, mas não podiam hospedar muitos mais, então colocaram três raças de ciclopes na entrada da cidade para bloquear a passagem de viajantes ou mesmo soldados.
Novos vilarejos foram fundados. Alguns soldados conseguiram construir uma vila de pescadores ao norte de Carlin, batizando-a como Northporth.
Em Thais, o bondoso Rei Tibianus acolhia soldados dispensados. Eram construídas casas e postos comerciais para dar condições de vida aos soldados dispensados. Alguns foram admitidos para o exército do Rei, outros ficaram como guardas da cidade, e outros continuaram sua busca por onde morar, e por um emprego.
Migraram para Kazordoon, onde dragões já estavam preparados para barrar a entrada de qualquer um na cidade, pelos boatos que corriam, era apenas uma emboscada, para que o exército dominasse as cidades, expandindo o território do Senhor de Svargrond. Porém o Imperador de Kazordoon, muito sábio, já imaginava o que podia estar ocorrendo, e acolheu alguns soldados, recrutando-os para seu exército, em caso de guerra, lutariam ao lado dos anões soldados e dos anões guardiões.
Apenas um soldado não havia conseguido moradia nem emprego. Seu nome era Kranzek, ele seguiu seu caminho em direção a Venore. Suas armas haviam sido confiscadas pelos guardiões de Thais, e ele estava fraco após andar dias e dias seguidos. Jurava vingança contra o Senhor de Svargrond.
Infelizmente para Kranzek, ele, em um dia de intensa neblina; não se via 5 palmos a frente dos seus olhos; errou o caminho para Venore, e foi parar em uma fortaleza de elfos.
A fortaleza era construída com recursos naturais. Belos cômodos de pedras, corredores suspensos no ar por cipós eram os postos dos arqueiros de elite. Escadas de pedra, com corrimões de pura madeira retocados com seiva, levavam a uma linda sala.
A sala era construída com madeiras nobres, amarrada por cipós em laços triplos, adornada com minérios exóticos.
“Esses elfos tem bom gosto”, pensou Kranzek.
Ouviu um barulho acima de sua cabeça, era um elfo mago, usando vestes vermelhas e amarelas, seu rosto refletia seu poder.
“ - Olá” - cumprimentou Kranzek.
Sem resposta, começou a se preocupar. O elfo abria um sorriso debochado, quando Kranzek percebeu o que estava acontecendo. Elfos arqueiros e magos surgiam por todas as partes. A cena lembrava formigas saindo do formigueiro prontas para atacar um intruso.
Kranzek se via rodeado. Impossibilitado de reagir, olhou para cima. Sua última visão em vida foi o rosto do rei elfo, com um sorriso diabólico, acenando para ele. “Adeus, Kranzek” - sussurou o rei.
Uma sombra preta explodiu do chão bem abaixo de Kranzek. O ex-soldado caiu, morto.
O boato de que um soldado havia sido morto na fortaleza dos elfos enfureceu o Rei Tibianus.
“ - Qual é a culpa do soldado? Incus não poderia ter feito algo assim!” - bradou o Rei.
“ - Talvez tivesse ouvido boatos vindo das planícies de Havoc, senhor. Os guerreiros escondidos em Havoc sempre detestaram Svargrond, a chamavam de 'a cidade da arrogância'!” - disse o assistente do Rei, com uma visível incerteza estampada em seu rosto.
“ - E DESDE QUANDO ELE PODE DESCUMPRIR MINHAS ORDENS PARA OUVIR BOATOS? ISSO É INADMISSÍVEL. EU CONSEGUI PERMISSÃO PARA A CONSTRUÇÃO DA FORTALEZA NAS PROXIMIDADES DE VENORE, E É ASSIM QUE ELE RECOMPENSA, DESOBEDECENDO MINHAS ORDENS REAIS?” - exclamou o rei, furioso.
“ - Mas e se a mensagem não chegou a ele...” - tentou justificar-se o assistente.
“ - Nem mais uma... palavra!” - ordenou o rei.
Apesar de todos esses acontecimentos, Zanner continuava sua rotina diária. A procura de um emprego.
Ele não precisava de um emprego por questões financeiras, a verdade era que ele queria alguma ocupação verdadeira, nobre.
Chegou em casa animado, sentia que receberia uma resposta de suas propostas de emprego.
Abriu a caixa de correios e encontrou um envelope com as seguintes inscrições:
“Para: Zanner/Darashia
URGENTE!
Rei Tibianus/Thais”
“UMA CARTA DO REI?” - perguntou-se Zanner.
Abriu a porta de sua casa. Era uma bela casa, bem grande. Possuia dois andares, com varanda no andar de cima. Três camas de tamanho bom, com lençóis importados da terra dos Djinns, tecidos pelos mesmos. Troféus de Lordes Dragões enfeitavam as paredes. O pai de Zanner, era um homem muito viajado. Um guerreiro muito experiente e rico. Hoje fazia parte da ordem de Combate a Demônios. O pai sempre dizia que, um dia, o filho herdaria sua coleção de armaduras mágicas de platina. Eram belas armaduras. De cor azul-prateado. Muito bela, lembrava as armaduras dos antigos guardas pessoais de grandes Reis do passado.
Zanner apoiou a carta do Rei em cima da mesa de marfim e ficou observando-a.
O que será que está escrito na carta a Zanner do Rei Tibianus?
Qual será o destino da Fortaleza dos Elfos?
Por que Kranzek foi morto? Como o líder dos Elfos sabia seu nome?
Continuem acompanhando A batalha de Svargrond!
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