Capítulo II - Detrás da Porta
Era o momento. O momento em que eu teria que provar que era capaz de suportar o triste fato de que minha mãe tinha falecido. Que eu teria que levar a minha vida sem ela. Me guiar sem o carinho que a presença dela me proporcionava. Mas eu sabia que eu ainda não tinha uma base psicológica para isto.
Minha cabeça criava hipóteses e mais hipóteses. Não tinha sequer informações de como ela tinha falecido.
Meu pai tentava me confortar. Porém quanto mais ele tentava, mais as minhas lágrimas secas eram substituídas por outras molhadas.
Minha vida iria ser diferente das demais. Com certeza, isso é a grande falta que uma mãe faz...
Fui á escola. Estava reformada após o período de férias. Havia um belo canteiro de arbustos perfeitamente redondos circundando um
pequeno chafariz. A entrada da escola estava bem mais imponente - grossas colunas substituíram as paredes velhas e podres. O local recebera pintura nova. Branco e amarelo.
Era incrível como eu conseguia me destrair com coisas tão sórdidas comparadas á dura realidade em que eu vivia...
Automaticamente, minhas pernas me guiaram á minha classe.
Mas, porque estava tudo ficando cinza e monótono? Até parecia um sonho.
Acordei com um forte barulho de madeira batendo no chão. Suor escorria pelo meu corpo.
Abri o olho e não acreditei no que via:
A classe estava toda destruída. Chamas e fumaça invadiam o local.
A lousa pendia torta. As janelas tinham o vidro quebrado, porém a proteção de aço atrás fora presa pelo lado de fora. Algumas carteiras haviam sido quebradas. Gizes rolavam pelo chão.
Desesperada, corri em direção á porta. Estava trancada, ou emperrada!? Estava começando á ficar louca! Só coisas de ruim aconteciam em minha vida. Achei que tinha chegado a minha hora mesmo...
***
- Não. Isso não podia ter acontecido. Pensei que tudo ia dar certo, mas uma pessoa o viu. Isso nos obriga a tomar providências drásticas.
- Mas tudo correu perfeitamente! Ninguém percebeu nada além do garoto no aeroporto...
- Mas as pessoas relacionadas á ele podem ficar desconfiadas! O plano não podia ter falhas. Não temos escolha senão executá-lo, em breve. Não quero nem saber o que vão fazer conosco se algo der errado...
- Mas...
- A culpa foi sua sim. Mas agora quero saber como anda o resto.
- A simulação está pronta. Acho que isso vai retardar a investigação da polícia. Você cuidou do caso do pai de Beatriz?
- E o quê você acha que eu fiz? Não viu todo o prédio interditado?
Tranquei-o em um apartamento em outro prédio. E não foi fácil sabe...
- Você tem certeza que não deixou ninguém perceber nada? O velho tinha chamado a polícia pelo telefone! Você deveria ter cortado o cabo antes...
- Não tive escolha, foi tudo muito rápido...
- Vamos ver como isso vai andar... A polícia já está no caso e nosso "artifício" não vai abafar isso não... Mas o que me preocupa é aquele garoto que estamos sendo obrigados a manter de refém.
- Hmph.
***
Horas antes da conversa, aeroporto.
***
Imediatamente reagi. Tentei fugir. Mas claro que foi inútil.
Alguém havia percebido que eu vi o sangue no braço do homem. Alguma coisa muito suja estava por trás disso, mas eu não tinha o mínimo interesse em descobrir o que era. Mas eu fui forçado pelo homem á ir em um corredor escuro e desativado do aeroporto. Ele pegou uma chave do bolso de sua calça e abriu a porta da área de manutenção. Cabos pendiam e faíscas saiam de alguns.
O estranho me levou até uma parede de ferro, me encostou nela e me fez tomar algo. Senti uma sensação horrível, um espasmo de horror. Segundos depois, desmaiei.
Acordei e vi que estava preso num estranho cubículo. Havia água no chão, uma válvula e uma janela de vidro.
A porta obviamente estava trancada. Tentei quebrar o vidro, mas foi inútil...
A tensão aumentava á cada momento. Não sabia o que fazer. Eu era o verdadeiro cego no tiroteio.
Só uma coisa pode aumentar meu desespero ainda mais: O cubículo começava a se encher de água, molhando meu tênis.
Eu inútilmente socava a porta de ferro, minhas mãos tremendo ensanguentadas. O que eu ia fazer!?
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Notas do Autor
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Ahhh... tentei postar isso há uma semana atrás. PAM. Database error. Denovo. PAM. Denovo (etc...) então só postei uma semana depois. Espero que a história não tenha sido "desencaixada" pelo tempo. Acredito que não. Ahhh, está curto? Leio a resposta na mente de quem lerá... Pois, como já disse, a metragem dos capítulos é proporcional ao que eu achar suficiente.
De qualquer jeito achei que esse capítulo ficou meio "sonso" mas não consegui deixá-lo de uma forma mais realista. Tentei. Mas vai melhorar! Vou postar logo logo mais um capítulo, e tenho grandes idéias na mente.
EDIT: As outras vezes que eu postei contaram, mas só foram mostradas agora (??). Editei os posts e somente o original postado agora permaneceu. Corrigi todos os erros que consegui encontrar.
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