Capitulo 16: Planos
Num canto débil de uma cela, um olhar vagava pelo céu, na noite que se transformava em alvorada.
Seu pensamentos iam, desde a coisa mais brilhante nas artes da vida, até os sonhos loucos de dominação e poder.
Lá fora, junto com o luar que se esvaia, um grupo de magos, vigiavam a cela, ambos com brasões de Edron nas roupas.
Eles se acham fortes, majestosos na arte da magia, mas, nem me trazer comida eles ousam, pois, o que mais perto chegou tem sua cabeça ali na parede.
A cela era enorme, na verdade, era apenas uma cela bem protegida no início, mas, quando o preso ali chegou, ele disse algumas palavras, e tudo se transformou, virou uma enorme torre, de aparência rude, com escadas em espiral, um pequeno palácio para um grande homem, disse o prisioneiro.
Tudo foi mudado, a arquitetura foi colocada para lembrar a cidade em meio ao deserto, Ankrahmum, porque segundo os pensamentos, do dono, ele estava só como em um deserto.
Duas vezes por ano, o seu velho amigo ia lhe visitar, sempre com aquelas palavras doces, aquela aura de paz, o espírito limpo, a conversa era longa e agradável.
Mas os sonhos de dominação não eram esquecidos, o prisioneiro sempre lembrava deles, na verdade ele pensava mais nisso, do que em qualquer outra coisa.
Ele olhava a parede e lembrava que ele tinha um poder inigualável, pois ali se encontrava a carranca, do que um dia foi um mago de Edron. Esse na época era um grande general, e achou que devia mostrar serviço, e por imprudência, levou a comida do prisioneiro.
Quando chegou as portas da torre, ele disse ‘’ Utamo Vita’’.
Mas mesmo com o corpo protegido pela magia arcana, uma bola negra vôou livre, partindo da janela superior atingindo em cheio seu rosto.
O prisioneiro olhou e disse:
Levitate de la mas.
O corpo levitou até a janela, e com um rápido movimento de dedos, a cabeça do homem já estava na mão do feiticeiro, e o corpo caia, como uma pedra, ao chão.
Os demônios que eram, um pequeno presente de um novo amigo, sairam e devoraram o resto; e agora aquela cabeça pendia na parede, com metade da face enegrecida, um olhar parado, de quem um dia viu a morte, e não voltou a olhar mais a vida.
O prisioneiro sabia que seu novo amigo queria seu poder emprestado, sua sabedoria...Para fazer o quê? Isso ele ainda não sabia.
Mas que era algo grandioso que poderia mudar muito o mundo...Ah! Isso era!
Creio que irei descobrir o que aquele ser quer, e tirarei proveito disso...
Numa outra sala, não muito distante, dentro das cavernas de Demona.
Aqueles seres desprezíveis conversavam.
– Mestre, tudo tem saído como combinado.
– Humm..
– A nossa escada para a dominação, está colocada, basta nós subirmos, com o feitiço que o prisioneiro conhece, e a oferenda certa, teremos o que almejamos.
– Sim, até que enfim seremos os reis desse mundo, acima do Verminor e seus discípulos...muahahaha!!!
O Orshabaal ia saindo da sala e a fechando, quando os demônios que guardavam os tesouros, como a espada do valor, e a armadura do demônio; tentaram olhar a face, do que estava na sala...
Um vulto correu a sala, um vulto negro e sem rosto, passou pelos demônios, e voltou à sala, o Orshabaal ao vê-lo passar apenas se curvou. A porta se fechou, e os seis demônios caíram cada um para um lado... Mortos. Pelo ser que residia dentro da sala.
Nem a oportunidade de ver o rosto de seu aniquilador foi lhes dada, pela curiosidade, apenas a morte os restou.
O Orshabaal fechou a porta e sorriu, dizendo:
– Vida longa, ao senhor das trevas.– a porta se lacrou, e o seu interior se cobriu de escuridão.
Mas o Orshabaal tinha seus planos, ele queria o poder para ele, e sabia que a hora certa de agir não era essa.
Esperarei minha hora, de pegar o trono das trevas, e ser o senhor do mundo. Por enquanto me é cômodo servir.
A ambição pelo poder existia dentro do coração de ambas a partes, quem ficaria com este poder? De que de tão cobiçado, já estava condenado a se tornar maldito.
No coração do prisioneiro surgia uma flor de loucura, de novamente ser o rei da magia, de ser o centro do mundo.
No coração do Senhor da cela escura em Demona, a objetividade de seus planos para matar o Verminor, e conquistar o trono de mais forte dentre os seus... Depois subjugar a raça humana.
Na cabeça do Orshabaal, a traição parecia um cálice doce, que deveria ser bebido na hora certa, de forma, a pegar o poder que ele almejava.
O ILUMINADO.
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