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Resultados da Enquete: De onde seria melhor retomar a "História de Dilios"?

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Tópico: A história de Dilios

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    Padrão A história de Dilios

    A voz causava temor e fascínio ao mesmo tempo:
    - Eu disse que nos reencontraríamos um dia, contador de histórias.
    - Quem est... Por Zeus, és tu, Odessa? O que aconteceu?
    - Fala de meu aspecto? Como sabes, belo Dilios, os deuses desta terra não me têem em alta conta, apesar dos anos de serviços prestados aos malditos.
    - Estamos em um território controlado por Toth, então...
    - Sim, por isso perdoe-me se o assustei. Pelo que vejo já passaste por maus momentos neste lugar...
    - Nada que eu não possa superar; mas já que falaste nisso, como saio deste lugar infecto?
    - Estou diante de ti, Dilios, e é isto que tens a me perguntar?
    - Se acha que quero conhecer as circunstâncias de minha morte, velha, convenci a mim mesmo que não é a hora de saber a verdade. Mas saiba que um trágico destino aguarda qualquer um que tenha mentido para mim.
    - Pedirei aos deuses que me protejam, se for o caso.
    - Não aos deuses daqui, decerto. Então, como saio daqui?
    - Este foi o motivo pelo qual deixei meu reino. Tenho uma pequena missão para ti, assim que chegares a Rookgaard.

    CAPÍTULO IV: Sob as sombras

    Custou um pouco para que ele se desse conta de que estava coberto de vermes. Estava na mais completa escuridão, e a massa disforme daquelas criaturas faziam um ruído insuportável. Debatendo-se, conseguiu abrir caminho até a superfície, equilibrando-se no que parecia um cadáver.
    O cheiro de morte do lugar, assim como os vermes que ele acabou engolindo provocaram-lhe vômitos. Sua cabeça doía. Mas pior do que tudo isto eram as trevas na qual ele estava imerso.

    Pôs-se a procurar uma saída dali, tropeçando entre os muitos corpos decompostos, e escorregando ao esmagar os vermes que cobriam totalmente o chão e as paredes daquele cômodo. O ar era viciado, fazendo-o parar muitas vezes, ofegante. Aonde estaria? Onde estaria Toth, o Guardião das Almas? Pensar no orgulhoso Toth perdendo a cabeça diante de sua insubmissão reanimou Dilios, que logo recordou-se das circunstâncias misteriosas de sua morte.

    Uma tênue corrente de ar fez com que o jovem intensificasse a busca por uma saída. Logo avistou um tímido facho de luz, no fim de um longo corredor. À medida em que avançava por ele, a luminosidade permitiu-lhe a visão de inúmeros rostos esculpidos nas paredes, em expressões dolorosas. Eram homens, mulheres e crianças, cujos olhos, narinas e ouvidos jorravam, em diferentes intensidades, a mesma massa de vermes na qual estava soterrado, momentos atrás.
    Com algum esforço, pôde retirar as criaturas do pequeno buraco no final do corredor, alargando a passagem de luz e ar. Era amplo o bastante para que ele passasse, e sem sombra de dúvida, seria impossível que o outro lado pudesse ser pior.

    Suas expectativas não foram cumpridas tão à risca. Assim que passou o tronco pelo buraco, a fim de observar o lugar antes de passar completamente, a parede cedeu, derrubando-o alguns metros abaixo. Estava numa caverna circular, com estranhos símbolos gravados no solo pétreo, e um grande pilar adornava o centro da sala, indo através de uma abertura no teto até onde a vista não podia alcançar. Era da abertura que era possível a passagem de ar fresco e de um pouco de luz.

    Refeito da queda, Dilios passou a tocar as figuras gravadas nas paredes da caverna. Pareciam criaturas mitológicas, cujo aspecto era difícil de descrever. Quando finalmente sua atenção voltou-se para o pilar, sua provável saída daquele lugar, o ruído de pedras rolando atrás de si, colocou-o em guarda. Uma das figuras esculpidas desprendera-se da parede, e agora o encarava com uma expressão enigmática.


    A gárgula – este seria o termo mais indicado para descrever a criatura – flexionou suas fortes patas e lançou-se no pilar, vários metros acima. Escalou com uma velocidade surpreendente, deixando o jovem espartano para trás.
    - Velha maldita, não vai me ajudar a subir?!

    Mesmo irritado, ele iniciou sua escalada através do pilar, que embora tivesse diversos pontos de apoio, era excessivamente longo, e renderia um grande esforço, mesmo para alguém treinado como ele.
    - Ora, já está fraquejando? Vamos, Dilios, se não és capaz de uma escalada dessas, o que me dirá quando receber sua missão?
    - Mesmo em outro corpo, não consegues abrir mão de sua rabugice, Odessa? Por Zeus!
    - Hihihihi...

    Na medida em que subiam através do pilar, a luz tornava-se mais intensa, de modo que no topo, mal se podia manter os olhos abertos. Estavam próximos do topo da longa coluna, quando Odessa deteve os movimentos de seu pupilo.
    - A partir daqui, subirás sozinho. Mas lembre-se no que venho dizendo enquanto escalamos. Ofendeste a honra de Toth, e ele tudo fará para que se arrependas. Deverás lutar com todo o seu espírito para que ele não sobrepuje a tua vontade. Neste mundo poderás dar tua vida diversas vezes, mas teu inimigo consumirá tuas forças, pouco a pouco. Toma cuidado, e faz aquilo que eu te ordenei.
    - Esquece-se que estás falando com um espartano, Odessa? Resistirei bravamente qualquer que seja o desafio. Aquele verme não perde por esperar! Quanto ao que me pediu – ele enfatizou a última palavra –, eu o farei assim que chegar.
    - Então vai, contador de histórias, e cumpre destino que escolheste. Eu o procurarei assim que tudo estiver pronto.

    O último cadáver completou o pentagrama. O sangue de todos aqueles animais fluía através dos sulcos do chão, formando um intrincado padrão. As tochas que fracamente iluminavam o local diminuíram seu brilho por um momento, e a mesma criatura demoníaca que encontrara Dilios surgiu no meio daquele estranho círculo.
    - O ritual foi muito bem executado. Temi que você esquecesse as palavras de ativação, mas sua memória faz jus ao título de contador de histórias. Vejo também que estás bem mais poderoso.
    - Como prometi para mim mesmo, estou dando prosseguimento a minha agoge. Não tomeis o meu tempo, diga-me o que terei de fazer.
    - Você parece irritado, meu caro Dilios...
    - Não gosto destes ritos que me pediu para fazer, velha. Não gosto da forma que agora ostentas. E principalmente, não gosto da impressão de que estou sendo usado por você.
    - A escolha de seguir minhas orientações sempre será sua, Dilios...
    - Sim, e somente minha. Saiba que só as seguirei enquanto me for conveniente.
    - Que assim seja. Mas agora ouça atentamente o que quero que faça...

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    Última edição por The Storyteller; 06-07-2007 às 17:58.



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