Pra que esperar até amanha se o cap ja foi lido, revisado e re-revisado?
hehehehee
Quero deixar um recado: As imagens que eu posto são só para descontrair o texto. Eu não vou deixar de descrever personagens ou cenas por causa disso.
Cap. 5 – Quase um morto.
- Entra. – fala o homem de estatura mediana, sentado à frente de um computador. Sua coluna faz uma ligeira curva para frente e seus olhos, vermelhos de tanto trabalhar, parecem hipnotizados com os pixels do monitor.
Um rapaz ruivo entra no pequeno cômodo de quatro cantos, sentindo o insuportável cheiro de suor impregnado nas paredes. O sobretudo azul esconde a grande força muscular que ele possui, fazendo-o parecer apenas alto.
- Eu tenho muita coisa para te falar e pouco tempo para isso. – fala o homem sentado sem mexer o maxilar, fazendo sua voz parecer mais rouca e cansada do que o normal.
- Seu objetivo é eliminar dois indivíduos que tem algumas ligações não muito convencionais entre si... – falava sem tirar a visão do monitor. - O primeiro se autodenomina Extreme Danger e está preso por matar varias pessoas em um hotel, inclusive Red Dragons. O cara está na penitenciaria de Vênus e será transferido para a ala psicológica em breve... Você tem pouco tempo, mas vai ser fácil. – ele faz uma pausa e seus olhos começam a farejar as informações na tela então, eles param ao achar algo e sua voz volta. - O segundo foi descoberto por sorte. Um dos nossos ligou e a descreveu antes de morrer, é uma mulher... e das boas. – seu rosto pela primeira vez se desgruda do computador para encará-lo com um sorriso malicioso. Vendo que este não se altera com o detalhe da sua futura vítima, seu sorriso some e seu rosto se volta novamente para a máquina. - Parece que a doida matou a mulher do chefe, que estava no hotel onde toda a confusão aconteceu, e fugiu sem deixar rastros, deixando Extreme Danger, seu suposto cúmplice, para trás.
- Só isso? – pergunta pacientemente, alongando seus poderosos braços.
- O que me intriga é o fato dessa mulher, uma cowboy, ter entregado o tal do Extreme pra polícia a uns 16 meses atrás... – continuou, ignorando a pergunta dele. – Mas isso não faz diferença. Eles vão ter que morrer mesmo... Alguma pergunta? – indaga virando-se com uma feição de alegria psicótica que não consegue apagar sua aparência cansada.
- Sim. Qual o nome dela? – seu tom de voz sai indiferente.
- Nomes, fotos, lugares, tempo, informações detalhadas estão aqui. – responde entregando-lhe um envelope marrom. – Só uma dica: essa mulher já causou algumas confusões aqui no sindicato e, por isso, ela é mais importante e perigosa do que aparenta.
O rapaz de madeixas vermelhas pega o envelope, encara apático o homem sentado e sai do pequeno e fedorento aposento sem dizer uma palavra, apenas pensando como chegaria a Vênus a tempo de cumprir mais uma missão.
* * *
“Até que enfim...”, se conforta Faye ao admirar a decaída, gigantesca e conhecida nave que paira suavemente na órbita de Ganimedes. Seus dedos fracos digitam rapidamente alguns números no painel de comunicação, fazendo-o emitir periodicamente o som de uma chamada.
“Atende logo...”. Seus olhos aflitos que encaram o painel começam a fechar-se num ritmo lento. Todas suas forças passam para as pálpebras e a luta para não desmaiar revela-se um grande fardo, a dor vira o seu maior adversário. Com a visão cedendo aos poucos, a energia torna-se menor e a desistência daquela luta fica clara, em contrapartida, sua consciência ofusca a cabine até a escuridão chegar fulminante na forma de um desmaio.
* * *
“Será que eu não posso fazer minha comida em paz?!”. Jet Black sai praguejando em pensamento da cozinha de sua nave, a Bebop. O estalar de algo fritando ainda foge da panela que ele carrega enquanto se dirige a cabine de comando.
A pequena luz verde situada no painel de controle da nave acende e depois apaga a cada toque da chamada. O som, semelhante à de um telefone comum, rebate pelas paredes e vidros da espaçosa cabine, tornando-o mais irritante. Seu dedo grosso aperta um botão próximo a uma pequena tela de LCD, que liga, acabando com o barulho e revelando quem está chamando.
Seus olhos se arregalam e a panela escorrega por seus dedos, derrubando alguns pedaços de carne, quando a imagem se forma perfeitamente diante de seus olhos. A figura de uma mulher pálida sentada como um boneco sem vida é realmente assustador para ele, principalmente quando esta mulher é Faye Valentine.
Jet sai em disparada em direção a Hammerhead, sua nave menor, e seus pensamentos ainda confusos na imagem horrível que acabou de ver: ela sentada, com a coluna inclinada para frente, a cabeça pendendo para o lado direito e os cabelos soltos, cobrindo o rosto. A faixa de cabelo amarela que está amarrada fortemente no membro superior esquerdo deixa-o roxo e estanca algum ferimento que havia sangrado em excesso, porém, o sangue que escorreu por todo braço e antebraço coagulou, deixando uma grande mancha negra.
“Agüenta firme...”, pensa Jet ao chegar no hangar de naves da Bebop.
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