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Tópico: Cowboy Bebop - Fan Fic.

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  1. #1
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    Cap. 1 – Presa.
    Em algum lugar do espaço. Dois anos depois.

    “Spike... Por qual motivo eu to pensando nele? É passado, acabou...”.

    A cadeira rangeu quando ela se recostou para colocar as pernas esculturais em cima do painel de navegação. “Já faz tanto tempo... Mas parece que nada mudou... Será que ele morreu? Será que ele está com aquela Ju...?”.

    - Ai... Droga! – geme de dor cuspindo o cigarro que acabou de queimar seus lábios. Aquele, bate na tela de comunicação que começa a emitir uma chamada.

    “Até que enfim...”, pensa Faye ao ligar o comunicador.

    - Tá precisando de ajuda? – pergunta um homem ao aparecer na tela.

    - É, to sim... Sem combustível.

    - Você é linda... – diz involuntariamente o sujeito.

    - Ha! – ri sarcasticamente. – Há dois minutos atrás eu tava pensando quanto tempo o oxigênio ia durar e agora eu to recebendo um elogio... – Faye pára de falar ao lembrar no que realmente estava pensando. Spike Spiegel.

    - Desculpa... Eu pensei alto... Mas, me diz, aceita a ajuda? – pergunta ele, despertando-a do breve transe.

    - Aceito. Vênus está mais próximo... Se puder me rebocar até lá.

    - Vênus? Sem problema, estou indo para lá mesmo. – responde com um outro sorriso.

    A tela do comunicador se apaga e a nave negra do rapaz se aproxima. Um cabo com um imã sai da parte inferior da nave dele e se prende na parte anterior da dela. Logo em seguida as duas turbinas pretas são ligadas e eles desaparecem no vácuo.

    * * *

    - Pra onde você está planejando ir mesmo?

    - Marte. Tem uma recomp... Tenho assuntos para tratar lá. – responde Faye com vergonha de ter se corrigido.

    - Recom...? – pergunta com curiosidade o rapaz.

    - Esquece, você não vai querer saber.

    - Ok.

    Os dois conversavam no aeroporto de Vênus enquanto um robô abastecia a nave de Faye, a RedTail. Com duas grandes metralhadoras; uma em cada ponta; uma cabine de vidro fumê laranja entre aquelas duas; e uma turbina avermelhada; contrastando com o azul da nave, o veículo espacial torna-se um típico instrumento de combates aéreos.

    - Não é certo viajar grandes distâncias fora do hiperespaço num veiculo como o seu. Este tipo é para batalhas. – afirma o homem apontando para RedTail.

    - Eu sei. Mas o que faço da minha nave é problema meu... – fala de forma arrogante, soltando uma grande quantidade de fumaça que havia acabado de tragar.

    - Ok, não opino mais. – um outro sorriso surge na sua face, seus olhos se voltam para o chão e cospe seu cigarro, desapontado. - Não tenho mais nada com você... - com as mãos nos bolsos, se virou e começou a caminhar.

    Faye, espantada com a reação dele, o olhou se afastando e isso fez com que a lembrança que a consome reaparecesse para atormentá-la. Com um tom de voz triste e o pensamento confuso com a semelhança das cenas de seu passado com o presente, ela pergunta:

    - Me diz o seu nome? – a resposta esperada não chega e o homem continua andando, ignorando-a.

    “Prazer, Faye Valentine” fala em pensamento enquanto vê o gentil rapaz sumindo vagarosamente por entre os carros e naves estacionados.

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    Última edição por Pernalonga; 05-05-2008 às 21:27.

  2. #2
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    Ninguém comenta mas eu nem ligo... continuo postando =]

    Cap. 2 – Under the smile.

    - Vadia! – grita um homem ao ser derrubado no chão.

    Desviando de algumas pessoas e esbarrando em outras, Faye, empunhando sua Glock calibre 30, corre incessantemente por entre as movimentadas ruas de Vênus até chegar em uma praça, com três prédios ao centro. O Hotel Towers Le Grand.

    “30 milhões de Woolongs! E eu deixei escapar?! Burra!”, pensa enquanto se dirige a maior torre do hotel – o prédio central. Ao entrar, se depara com um Hall enorme com formato de um octógono regular; decorado com mobília rústica; pinturas espalhadas por toda as paredes; uma pilastra enorme ao centro, cercada pelo balcão de atendimento, e; oito elevadores espalhados uniformemente por entre os cantos da sala.

    - Ei! Você viu um homem de cabelos loiros, olhos azuis e de bela aparência subindo por um dos elevadores? – pergunta apressada à recepcionista. – Ei! Você está bem?! – insiste e, ao não ter respostas, dá alguns tapas no rosto da mulher, mas esta estava em algum tipo de transe, com um sorriso idiota, os olhos fundos e um fio de baba escorrendo pelo queixo.

    “Droga...”. Valentine empurra a recepcionista e pula por cima do balcão para ter acesso ao computador. Dois minutos de busca é o suficiente para ela achar o próximo alvo do homem:

    Srta. Margareth Kess - quarto 11004, centésimo décimo andar, suíte presidencial.
    Pago para 4 meses.
    Renda: W$20.000.000,00


    - Bingo! – exclama com um sorriso.

    Ela pula o balcão e corre em direção ao elevador ‘4’, este sobe todos os andares em alguns poucos minutos e a porta abre ao chegar no lugar desejado. O corredor que aparece por trás da porta tem grandes paredes brancas com pequenos desenhos dourados artesanais que acompanham o rodapé e teto; e um tapete vermelho semelhante a um rio de sangue. Tudo isso leva a uma única e solitária porta, o quarto da vítima.

    Valentine engatilha a sua pistola e gira a maçaneta, que por sua surpresa, abre a porta. Ao entrar, vê uma sala de estar retangular com a metade do tamanho do Hall do prédio, seis pilastras brancas espalhadas de forma circular, um vitral que ocupa por inteiro a parede oposta à porta e uma mobília de alto valor importada de Saturno. Em um dos cantos da sala, num sofá branco, uma senhora está sentada, imóvel, e no outro, o homem joga bilhar numa mesa feita de pedra e forrada por um tecido vermelho.

    - Não adianta. Eu já tirei tudo dela... – afirma em tom de voz alto para Faye.

    - Então você realmente rouba mulheres ricas? – pergunta ela de forma incrédula.

    - Eu não as roubo. – corrige ele – Elas apenas... Me dão de presente... – com um largo e macabro sorriso, ele acerta uma bola com o taco de madeira.

    Incrédula de que aquele é o mesmo homem que a ajudou mais cedo, ela diz:

    - Se elas te dão ou não, não importa. O que importa é que você vale 30 milhões de woolongs e eu terei esse dinheiro. – e aponta sua Glock diretamente para a cabeça dele.

    Ele não fala nada, apenas pega um giz que estava no seu bolso, passa no corpo do taco de bilhar, se inclina na mesa e rebate mais uma vez uma das bolas, acertando outra, que cai em uma das caçapas; logo depois, ele se ergue com um sorriso de satisfação no rosto, coloca o taco em cima da mesa e fala:

    - Eu pude perceber que você viu minha ficha e viu que estou sendo procurado, mas já que te ignorei mais cedo. Prazer, Kaedes.

    - Faye Valentine, e o prazer é todo meu. - responde com a sutileza de uma dama.

    - Bom, antes que a senhorita tente me matar com isso ai, você ao menos se perguntou como eu consigo tirar o dinheiro delas?

    - Já te falei que não me importo, eu apenas vou te... Levar... O que é você?! – pergunta Faye assustada ao vê-lo se aproximando com os olhos mudando de cor azul para verde.

    O nervosismo toma conta de seu corpo. Suas mãos tremem e seu coração pulsa incessantemente. Um fio de suor escorre pela sua nuca, fazendo seu corpo gelar e seus pensamentos ferverem. A proximidade de Kaedes já se torna algo perigoso e a recompensa perde seu valor quando o primeiro tiro é disparado. “Droga! O que ta acontecendo?!”, o alvo não é acertado porque a visão dela fica cada vez mais embaçada. Ela tenta mirar nos olhos dele mas, a cada segundo, tudo fica mais denso. Dois, três, quatro disparos... E a visão começa a voltar.

    Faye vê a fumaça saindo do cano de sua arma e logo procura saber se o acertou, mas a única coisa que vê é o corpo sagrando de Margareth Kess, estirada no chão bem na sua frente, com dois tiros no peito e um na cabeça. Ela olha em volta a procura de Kaedes, mas não o encontra, e não acredita ao ver pela janela que o dia se foi e a noite chegou naqueles poucos segundos.

    - Senhora! Senhora! Abre logo, por favor! – grita nervoso um homem do corredor, enquanto espanca a porta.

    “Droga!! E agora? Ninguém vai acreditar em mim!”, pensa Valentine andando de um lado para o outro. “Não tem outro jeito...”. Ela pára de andar, tira o cartucho de sua arma, verifica a quantidade de balas restantes, recoloca e o engatilha.

    Não houve tempo para respirar... A porta é arrombada e o homem que estava gritando aparece armado com uma Magnum e vestindo uma roupa preta. Faye, então, descarrega quatro tiros enquanto caminha em sua direção, dois dos tiros acertam a cabeça, fazendo uma grande quantidade de sangue jorrar no branco da porta.

    Ao se aproximar da saída do quarto, ela examina o corredor colocando sua cabeça a vista, visualizando outros cinco homens, todos vestidos de preto com armas variadas, que disparam dezenas de tiros em alguns segundos e, por pouco, quase matam Faye.

    “Droga, Red Dragons... A mulher é mais importante do que eu pensava.”. Valentine pega a pistola do morto, mira para fora do quarto e, sem olhar, dispara todos os tiros do tambor. Sem perder tempo, ela arrasta o corpo do homem para perto de si, o levanta, posiciona-o a sua frente – usando-o como uma espécie de escudo –, e sai para o corredor. Para a sua surpresa, só restavam dois homens vivos; estes não tinham proteção e estavam armados com escopetas, descarregando-as nela. Porém, os dedos frenéticos de Faye fazem sua pistola trabalhar, matando rapidamente os dois com tiros na cabeça.

    O corredor agora realmente estava vermelho, e se não fosse pelas paredes manchadas e os corpos espalhados, não se notaria a sujeira nele. Valentine continua segurando o corpo do homem por precaução até o elevador chegar; quando a porta deste abre, revela um outro homem armado, só que com seis tiros no peito e uma poça de sangue embaixo de seu corpo. Faye larga seu escudo e adentra o elevador. Ao recarregar a sua Glock e recolher a pistola Desert Eagle do cadáver ensanguentado, a porta do elevador se abre ao chegar no térreo; revelando aos olhos de Faye, arregalados de medo, o que ela custava a acreditar - mas sanava a sua dúvida em relação ao dono da Desert Eagle: muitos corpos e muito sangue.

    Suas mãos armadas tremem com a incontável quantidade de horror naquele Hall: hóspedes com gargantas cortadas, Red Dragons fuzilados, a atendente decepada, os poucos guardas com tiros na cabeça... Todos tinham sido assassinados.

    - Ex... Extrem... – gagueja de medo ao ver o homem sujo de sangue que saiu detrás da pilastra do centro do Hall. Suas pernas tremem ao ver o sorriso que ele porta na cara, suas mãos encharcam as pistolas quando viu o fuzil M4A1 que o homem segura, seu corpo esfria e seus pelos eriçam quando a nostalgia que aquele rosto causa veio à tona.

    “O que ele está fazendo aqu...? Merda!!”.
    Última edição por Pernalonga; 05-05-2008 às 21:28.

  3. #3
    Avatar de Chazys
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    Wow...

    História pra lá de interessante ao meu ver.

    Adoram esse tipo de história emocionante e meio sem explicação logo no começo.

    Muito bom, vou esperar novos capitulos... xD
    Meeeeh






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  4. #4
    Eu não floodo. Você sim Avatar de Dard Drak
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    Excelente anime Cowboy Bebop, fica entre os 20 que mais gostei . Mas foi um dos melhores finais que já vi em um anime, sem exagero...

    O prólogo seria o final do capítulo 26, certo?¿

    pára
    Sem acento...

    nos seus olhos mais a cada segundo tudo fica mais denso.
    "Mas"... Bah, preguiça de explicar o por que, já é a terceira história hoje que vejo esse erro

    ...

    Gostei da história, principalmente por ser uma "continuação" de Cowboy Bebop.
    Infelizmente não terá muitos comentários mesmo, por que os que nunca viram o "Cowboy..." vão ficar perdidos na história. E a maioria nem sequer vê animes, têm o defasado pensamento de que é algo "nerd". Num fórum de animes isso seria bem recebido >=D

    ...

    Ou até na comunidade no Orkkut de Cowboy Bebop, a história conseguiria mais prestígio...

    ...
    Mas, não pare só por causa disso! Continue! Principalmente por que quero ver o resto! Quero ver como termina (ou como ainda começa...)!

    Dard*
    Última edição por Dard Drak; 15-04-2007 às 15:11.

  5. #5
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    Citação Postado originalmente por Dard Drak
    Excelente anime Cowboy Bebop, fica entre os 20 que mais gostei . Mas foi um dos melhores finais que já vi em um anime, sem exagero...

    O prólogo seria o final do capítulo 26, certo?¿
    Também é um dos animes que mais me encantaram... Puta final da porra! heuheuhe
    Mas ai é uma cena do Epi 25 do anime. QUando o Spike vai encontrar a Julia.


    Citação Postado originalmente por Dard Drak
    Sem acento...
    Tem acento sim. O sentido do pára é de parar, não se locomover.


    Citação Postado originalmente por Dard Drak
    "Mas"... Bah, preguiça de explicar o por que, já é a terceira história hoje que vejo esse erro
    Prescisa explicar naum, eu sei. Errei mesmo, depois corrigo.



    E sobre comentários... Nem ligo muito. EU to postando em outro forum e eu me animo por lá. Ja tem varios capitulos escritos... hehehehhe.
    Vo continuar postando mesmo sem coments....

    Valeu




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  6. #6
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    Poxa Dard e Pernalonga, eu não vejo animes ou leio manga (mangá?), mas essa história está me inspirando...

    Quem sabe! Novos capitulos ae, por favor.
    Meeeeh






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  7. #7
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    Blx, Cap. 3 agora.


    Cap. 3 – A Dama de Copas.

    Orbita de Júpiter. 16 meses atrás.

    Na pequena sala da velha nave espacial Bebop, um sofá e uma poltrona amarelos e um compartimento retangular de metal improvisado como mesa fazem a decoração. Com seu cigarro na boca, Faye está deitada no sofá olhando o lento girar do ventilador de teto. Na mesa tosca, um computador está ligado e sendo usado pela pessoa sentada na poltrona, Jet Black.

    - Faye, olha isso aqui... – quebra o silêncio pesado e frio que pairava entre eles.

    Ela levanta seu corpo lentamente, dá uma grande tragada no seu cigarro e olha para ele de forma sonolenta. Ao invés de andar até perto de Jet para visualizar o que ele queria, ela engatinha por cima da mesa como uma felina, encostando seu rosto no dele e prensando seus seios no monitor.

    - O...Olha... Olha no monitor... – gagueja Black com o rosto corado e uma agradável sensação abaixo de seu umbigo.

    A grande massa de fumaça sai dos peitos de Faye para o rosto dele e seu queixo encosta-se ao seu tronco para olhar o que o monitor mostra.

    Nome: Desconhecido
    Recompensa: W$40.000.000,00
    Crimes: Homicídios, estupros e torturas.
    Descrição: Conhecido como Extreme Danger, ...


    “Ai meu Deus...”. O cigarro cai da boca dela, deixando um rastro cinza no ar.

    - Quarenta?! – pergunta ela incrédula, girando seu corpo para fora da mesa, ficando de pé ao lado de Jet – Você tem certeza que a quantidade de zeros está certa?!

    Com um movimento simples de cabeça ele responde a pergunta desesperada de Valentine. Esta, abaixa seu corpo na altura do monitor para memorizar a aparência do homem, mostrada em uma foto, e indaga para Black:

    - Certo. – Ela faz uma pausa para se recuperar da surpresa e da euforia em que estava - 30 para mim, 10 para você.

    - Nada feito. – fala com firmeza. – Que tal 25 para mim e 15 pra você?

    - O contrário. E eu o pego sozinho. – propõe Faye.

    - Fechado. Mas vou te orientar... – diz enquanto se levanta da poltrona para ir a cabine pilotar a sua nave.

    * * *

    No maior cassino da Constelação de Andrômeda, localizado no planeta XY32, Valentine, com seus olhos de rapina cobertos por óculos escuros, procura o homicida de 40 milhões de Woolongs por entre as mesas de Blackjack, Poker ou as barulhentas máquinas de caça-níqueis.

    - Faye, você leu a descrição do que o cara faz? – A pergunta de Jet Black sai no ouvido direito de Faye, por um intercomunicador.

    - Só sei que ele matou várias mulheres... Mas isso não faz nenhuma diferença. – responde impaciente.

    - Ele as tortura antes de matar e eu ach...

    “Cabelos negros, pele morena, cicatriz na bochecha, terno listrado e uma tatuagem de um coração na mão esquerda... É ele!”. Pensa Jet ao parar subitamente de falar quando vê nas telas de sua nave, que transmitem as câmeras de segurança interna do cassino, o homem procurado.

    - Faye! O cara está na mesa de Blackjack jogando! – exclama.

    - É, eu já vi.

    - Ei! Cuidado... – previne ele com normalidade.

    - Haha! Virou meu pai? – pergunta ironicamente ela – Eu vou pegar essa grana... E não saia da Bebop, Jet.

    Ele ri para si mesmo e acompanha na tela o caminhar dela rumo a recompensa. “De acordo com a ficha, é só chamar a atenção dele... Fácil.”. Faye anda até a mesa e senta ao lado de Extreme, este a olha dos pés a cabeça, admirando o lindo vestido preto, que cai perfeitamente no seu corpo escultural, e o seu decote provocante.

    - Senhor? – pergunta a Crupié ao homem hipnotizado pela beleza de Faye. – Senhor??

    O homem vira para a mulher que fala com ele, a examina por alguns segundos, escancara o seu sorriso de satisfação e diz:

    - Que pena! Você é extremamente linda, mas não vai ser você... Eu já achei a minha rainha. – fala virando-se para Valentine. Esta olha assustada para a feição psicótica do homem, mas consegue forçar um sorriso. Então, num movimento repentino, ele se levanta e tira uma pistola de sua cintura, encostando-a na cabeça de Faye. Ao sentir o cano frio da arma em sua testa, ela arregala ainda mais os olhos e tira sorriso do rosto.

    “Perfeito!”, pensa Valentine, ainda assustada com aquele homem esquisito que, em meio aos gritos das pessoas, a carrega para fora do cassino, se afasta do movimento e chega em umas ruas desertas e mal iluminadas.

    Chegando no final de um beco sem saída, o homem abaixa a pistola se afasta um pouco de Faye e diz:

    - É uma pena ter que te matar... Mas pelo menos você, diferentemente das outras, vai saber porque morreu. – diz Extreme num tom de voz melancólico.

    Faye não responde e evita sacar a sua arma naquele momento. A curiosidade estava a consumindo e isso faz com que a recompensa saia de suas mãos por um tempo, o suficiente para escutá-lo. Ele não notou a normalidade com que Valentine enfrentava o caso, a emoção de ter completado seu objetivo realmente o deixava cego em relação ao mundo em volta.

    - Bom, você vai achar besteira, mas para mim tem um grande significado. – começa a falar Extreme. – Quando eu era pequeno, meu pai dizia que conseguiu se casar com minha mãe graças aos onze relacionamentos que teve antes de conhecê-la. – ele não tirava os olhos do chão e sua mão direita alisava seu braço esquerdo, levantando e abaixando a manga do seu terno rapidamente. – Todos esses relacionamentos foram como cartas de baralho, onde os menos importantes eram as cartas mais baixas e os mais importantes as mais altas... – a cada pausa que ele faz, solta uma pequena risada e depois expressa raiva, como se não soubesse o que realmente estava sentindo. – Quando ele encontrou minha mãe, ele tatuou em seu peito uma carta de Rainha de Copas, representando-a. Depois... Ele tatuou em seu braço outras nove cartas do mesmo naipe, representado os seus outros relacionamentos... Com exceção do rei, tatuado nas suas costas, que o representava. – ele levanta a cabeça e revela dois olhos extremamente vermelhos, um fio de baba escorre no canto da boca e esta projeta um riso espalhafatoso, mas mudo.

    - E eles viveram felizes até a morte... – outras risadas aterrorizantes saiam, fazendo os pelos da nuca de Faye eriçarem.

    - Pena que tive que matá-los, como todas as outras onze mulheres que já matei... – ele pára de rir e uma expressão demoníaca surge em seu rosto. Com as mãos ágeis, ele arranca o seu terno deixando seu tronco desnudo, revelando varias tatuagens em seu corpo. – Como você pode ver... Eu representei todas aqui... – diz apontando para as onze cartas do naipe de copas, do Ás ao Valete, tatuados em seu braço esquerdo e para o Rei e a Rainha de Espadas tatuadas nos seus ombros. – E essa daqui, - Seu rosto perde a expressão séria e suas sobrancelhas chegam a levantar com a alegria que toma seu corpo. – é inteirinha para você! – diz apontando para a Rainha de Copas em seu peito.

    Os olhos de Faye tremem, sua mão fica estagnada, suas pernas congelam no asfalto frio daquele beco e seu coração começa a acelerar de forma frenética diante daquele show de paranóia. Os passos que Extreme dá em direção a ela ecoam por entre as paredes que a cercavam.

    - “Sorte no amor, azar no jogo”... “azar no jogo, sorte no amor”. – reflete o homem ao tirar uma pequena faca de seu bolso. – Nunca funcionaram comigo esses ditados. Sempre foi “Azar no jogo, azar no amor”... Eu só queria ter sorte no amor como meu pai...

    “80 milhões de Woolongs! O que eu to fazendo parada aqui?!”. Faye desperta do desespero e tira sua Glock de uma abertura do vestido, localizado na barriga, apontando-o em seguida para Extreme Danger, fazendo-o parar.

    - Sabe porque você não consegue mulheres? – pergunta retoricamente Faye. – Porque você é feio e sua cabeça maluca vale muito dinheiro! – exclama de forma arrogante, atirando na faca que ele carrega, fazendo-a voar.

    Seus olhos tomam uma expressão de medo ao ver a sua Rainha armada e pronta para matá-lo. Seu raciocínio congela com a situação desfavorável que ele se encontra e a sua pistola cai de sua mão esquerda, que não tinha mais forças para segurá-la. As palavras foram a punhalada suficiente para derrubá-lo. Seu objetivo teria que ser adiado, a morte da última carta para conseguir o amor eterno ia esperar.

    - Jet, pode vim. Acabou. – diz Valentine pelo intercomunicador.
    Última edição por Pernalonga; 05-05-2008 às 21:29.

  8. #8
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    opa amanhã eu leio o fic vlw pela ajuda vo add sim
    Um dia um homem me falou que a vida é um simples prazer em estar vivo! A partir deste dia aprendi a viver
    leiam the best
    O BRUXO E O FEITICEIRO
    http://i9.tinypic.com/4uawxhi.jpg
    Ataquem me pedras, com toda a força do teu coração eu lhes peço, pois com elas construirei meu novo caminho

  9. #9
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    Pra que esperar até amanha se o cap ja foi lido, revisado e re-revisado?
    hehehehee
    Quero deixar um recado: As imagens que eu posto são só para descontrair o texto. Eu não vou deixar de descrever personagens ou cenas por causa disso.





    Cap. 5 – Quase um morto.

    - Entra. – fala o homem de estatura mediana, sentado à frente de um computador. Sua coluna faz uma ligeira curva para frente e seus olhos, vermelhos de tanto trabalhar, parecem hipnotizados com os pixels do monitor.

    Um rapaz ruivo entra no pequeno cômodo de quatro cantos, sentindo o insuportável cheiro de suor impregnado nas paredes. O sobretudo azul esconde a grande força muscular que ele possui, fazendo-o parecer apenas alto.

    - Eu tenho muita coisa para te falar e pouco tempo para isso. – fala o homem sentado sem mexer o maxilar, fazendo sua voz parecer mais rouca e cansada do que o normal.

    - Seu objetivo é eliminar dois indivíduos que tem algumas ligações não muito convencionais entre si... – falava sem tirar a visão do monitor. - O primeiro se autodenomina Extreme Danger e está preso por matar varias pessoas em um hotel, inclusive Red Dragons. O cara está na penitenciaria de Vênus e será transferido para a ala psicológica em breve... Você tem pouco tempo, mas vai ser fácil. – ele faz uma pausa e seus olhos começam a farejar as informações na tela então, eles param ao achar algo e sua voz volta. - O segundo foi descoberto por sorte. Um dos nossos ligou e a descreveu antes de morrer, é uma mulher... e das boas. – seu rosto pela primeira vez se desgruda do computador para encará-lo com um sorriso malicioso. Vendo que este não se altera com o detalhe da sua futura vítima, seu sorriso some e seu rosto se volta novamente para a máquina. - Parece que a doida matou a mulher do chefe, que estava no hotel onde toda a confusão aconteceu, e fugiu sem deixar rastros, deixando Extreme Danger, seu suposto cúmplice, para trás.

    - Só isso? – pergunta pacientemente, alongando seus poderosos braços.

    - O que me intriga é o fato dessa mulher, uma cowboy, ter entregado o tal do Extreme pra polícia a uns 16 meses atrás... – continuou, ignorando a pergunta dele. – Mas isso não faz diferença. Eles vão ter que morrer mesmo... Alguma pergunta? – indaga virando-se com uma feição de alegria psicótica que não consegue apagar sua aparência cansada.

    - Sim. Qual o nome dela? – seu tom de voz sai indiferente.

    - Nomes, fotos, lugares, tempo, informações detalhadas estão aqui. – responde entregando-lhe um envelope marrom. – Só uma dica: essa mulher já causou algumas confusões aqui no sindicato e, por isso, ela é mais importante e perigosa do que aparenta.

    O rapaz de madeixas vermelhas pega o envelope, encara apático o homem sentado e sai do pequeno e fedorento aposento sem dizer uma palavra, apenas pensando como chegaria a Vênus a tempo de cumprir mais uma missão.

    * * *

    “Até que enfim...”, se conforta Faye ao admirar a decaída, gigantesca e conhecida nave que paira suavemente na órbita de Ganimedes. Seus dedos fracos digitam rapidamente alguns números no painel de comunicação, fazendo-o emitir periodicamente o som de uma chamada.

    “Atende logo...”. Seus olhos aflitos que encaram o painel começam a fechar-se num ritmo lento. Todas suas forças passam para as pálpebras e a luta para não desmaiar revela-se um grande fardo, a dor vira o seu maior adversário. Com a visão cedendo aos poucos, a energia torna-se menor e a desistência daquela luta fica clara, em contrapartida, sua consciência ofusca a cabine até a escuridão chegar fulminante na forma de um desmaio.

    * * *

    “Será que eu não posso fazer minha comida em paz?!”. Jet Black sai praguejando em pensamento da cozinha de sua nave, a Bebop. O estalar de algo fritando ainda foge da panela que ele carrega enquanto se dirige a cabine de comando.

    A pequena luz verde situada no painel de controle da nave acende e depois apaga a cada toque da chamada. O som, semelhante à de um telefone comum, rebate pelas paredes e vidros da espaçosa cabine, tornando-o mais irritante. Seu dedo grosso aperta um botão próximo a uma pequena tela de LCD, que liga, acabando com o barulho e revelando quem está chamando.

    Seus olhos se arregalam e a panela escorrega por seus dedos, derrubando alguns pedaços de carne, quando a imagem se forma perfeitamente diante de seus olhos. A figura de uma mulher pálida sentada como um boneco sem vida é realmente assustador para ele, principalmente quando esta mulher é Faye Valentine.

    Jet sai em disparada em direção a Hammerhead, sua nave menor, e seus pensamentos ainda confusos na imagem horrível que acabou de ver: ela sentada, com a coluna inclinada para frente, a cabeça pendendo para o lado direito e os cabelos soltos, cobrindo o rosto. A faixa de cabelo amarela que está amarrada fortemente no membro superior esquerdo deixa-o roxo e estanca algum ferimento que havia sangrado em excesso, porém, o sangue que escorreu por todo braço e antebraço coagulou, deixando uma grande mancha negra.

    “Agüenta firme...”, pensa Jet ao chegar no hangar de naves da Bebop.
    Última edição por Pernalonga; 05-05-2008 às 21:32.

  10. #10
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    Omg.

    Capitulo curto, muito bom de se ler apesar disso!

    Faye não vai morrer.... \o

    Eu acho...

    Mas enfim, ansiosa pela continuação desde já!

    Não vou repetir que a sua história está muito boa...

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