Bom galera, eu sei que demorei um poco pra faze esse capitulo, mas ta pronto, ta maior do que todos os anteriores e espero que gostem.
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Capitulo 3 - A expedição e o reencontro
Alto, magro, cabelo branco, sempre usando uma capa preta, luvas pretas, uma bota de ouro. Assim era meu mestre.
- Garoto, olhe para você - começou ele. - Quando seu pai lhe trouxe aqui, você era uma criança, alto, meio gordinho, loiro, forte, mais forte do que o normal para um mago daquela idade, não sabia de nada e se me permite dizer, certa intolerância com as regras. Sempre querendo aprender mais e mais - lembrou ele. - E agora, olhe você. Mais alto ainda, magro, loiro, e ainda mais poderoso do que eu podia esperar de você - continuou ele. - E agora, está indo se tornar Supremo Mago. Você cada dia me surpreende mais.
Já era noite, estávamos em um dos quartos da guilda. O quarto era grande, havia cinco camas e com espaço para muito mais. A guilda em si já era grande, havia dez dormitórios duas salas, três banheiros, e uma cozinha gigante. Havia também o subsolo onde aprendíamos as magias mais fortes. A guilda era localizada um pouco longe de Thais. Quando íamos caçar lobos nas redondezas da guilda, às vezes, encontrávamos pessoas de Thais, e perguntávamos sobre nossas famílias. Havia mais alguns magos na guilda, mas poucos ficavam lá como eu, então, eu sempre tinha que esperar alguém para ir caçar, porque segundo o mestre:
- È melhor você não ficar andando sozinho por ai.
Eu obedecia é claro, mas depois que eu me tornasse Supremo Mago, eu iria caçar ciclopes na hora que eu quisesse, sem ordem de ninguém. Pois naquela noite ele havia me ensinado mais do que eu esperava. Ele havia me ensinado a conjurar algumas coisas de que eu precisaria, coisas como mochilas, sacolas, frascos entre tantas outras coisas. Até que ficou tão tardio que ele resolveu parar para eu descansar, pois no dia seguinte começaria minha expedição.
Já amanhecerá e fui acordado pelo por ele:
- Seus companheiros de viagem podem chegar a qualquer momento.
Virei pro outro lado e resmunguei:
- Não vão não.
- ACORDE! - berrou o ele.
- Agora não, por favor - pedi.
TAPUM. Em um estalar de dedos, ele fez minha cama e meu cobertor sumirem e assim, me fazendo cair no chão duro.
- Ta bom, ta bom. Já estou indo.
Desci as escadas do quarto e fui para a sala. A sala era um cômodo amplo, onde havia dois sofás, um abajur, uma mesa, um livro que na capa havia um T em ouro, uma gaiola com um canário e um armário. Abri o armário e peguei minha mochila marrom, dentro dela havia outras sacolas e mochilas dentro dela, peguei meu equipamento: a minha calça cromada, uma calça vermelha com detalhes amarelo-alaranjado, uma capa azul que segundo todos melhorava a mira e o poder mágico, um escudo demoníaco, todo vermelho, mas com um enorme rosto de um demônio, uma varinha do inferno, na qual saía fogo, um capacete real, amarelo com cinza e uma bela plumagem vermelha em cima e minhas botas de corrida na qual nunca saía de perto.
Então chegaram, mas não eram apenas três e sim seis, fiquei confuso. Novamente como meu mestre estivesse lendo meus pensamentos, ele disse:
- São os mestres e seus discípulos.
Eles saíram de traz da árvore, e meu mestre estava me empurrando na direção deles.
- Eustacio, vejo que veio acompanhando seu discípulo - disse meu mestre a um homem forte que tinha uma espada as costas e um escudo em seu braço.
- Claro Luiz, acha que eu deixaria Rayzeeck sozinho por ai? - disse o homem chamado Eustacio.
- Rayzeeck? - perguntei.
- Sim? Em que posso lhe ajudar? - respondeu Rayzeeck
- Sou eu Ray, Luckaz! Não seu lembra mais de mim? - perguntei.
- Luckaz? Não pode ser!
Rayzeeck era alto, forte, cabelo loiro, cicatrizes pelo corpo todo, inclusive algumas delas, eu presenciara em nossa infância, em suma, igual ao seu mestre, porém mais jovem e menor.
- É ele sim, eu não tinha lhe na viagem para cá que havia encontrado Luckaz e que possivelmente ele iria conosco? - Disse Lisadr.
- Vocês já se conhecem? - Perguntou o homem que estava atrás de Lisadr. Um homem que trajava uma bela armadura de ouro, pelo rosto parecia muito jovem, mas tinha uma feia cicatriz no rosto e uma queimadura no braço, ele também usava uma calça cromada igual a minha, e tinha em mão um arco.
- É meio óbvio não Rufio? - disse Eustacio.
- Luckaz, deixe apresenta-los - falou o mestre. - Este - disse ele apontando para Eustacio - é o Guerreiro de Elite da guilda dos guerreiros, ele se chama Eustacio, e este - disse ele apontando para Ray. - Suponho que você já conheça, mas é Rayzeeck, seu discípulo.
- Então, este aí é o Luckaz! O menino que você não parara de falar que iria conosco - disse Eustacio com amargura. - Não vi nada de mais neste mole...
Mas não o deixei completar a frase, como meu mestre me ensinou, movi as mãos como se atirasse algo da ponta dos dedos em sua boca, o que fez ele calar-se.
- Hohoho, muito bom Luckaz, vejo que o treinamento de ontem a noite não foi em vão - disse o mago desfazendo o feitiço que eu acabara de lançar em Eustacio.
- Moleque, vou acabar com você - disse o guerreiro puxando a espada e seu escudo.
- Quero ver tentar - eu disse em tom de confronto.
- Ninguém aqui irá brigar - disse o homem chamado Rufio.
- Se este moleque colocar-se em seu lugar - disse Eustacio.
- Se o senhor aprender a não falar mais bobagens, eu não precisarei fazer-lhe calar-se ou outras coisas quaisquer - eu disse novamente em tom de desafio.
- Ora moleque, vê se aprende aonde é seu lugar! - ele disse, outra vez puxando a espada.
- Utamo vita - ordenei. - Se quer lutar, então venha agora, sem medo, seu covarde - desafiei-o.
Então ele avançou com a espada para mim e atacou, usei meu escudo para bloqueá-lo e atirei uma “Morte Súbita” nele e acertei seu peito, o que o fez cambalear para traz. Novamente veio para cima de mim, enquanto os outros somente observavam, eu conjurei uma runa branca:
- Adevo grav mas flam - ordenei, e a runa que era branca ficou completamente vermelha.
Eu estava pronto para usar se ele avançasse mais um pouco. Ele recuou, mas depois veio correndo em minha direção, não tive duvida, usei a pedra no chão e ficou uma parede de fogo impedindo-o de passar.
- Parem agora, não quero curar ninguém hoje - disse o ultimo homem, que eu nem havia reparado nele.
Mas derrepente, eu reconheci a pessoa que estava em sua frente, baixo, cabelo negro, pele morena, e muito sardento:
- Numu?
- Olá Luckaz - disse ele, e veio avançando até a parede de fogo - bela runa, mas... Somente isso - disse ele puxando uma runa branca - Adito grav - disse ele e uma runa cinza ficou no lugar da runa branca.
- Numu, há quanto tempo! - exclamei.
- É mesmo, mas você não muda nunca, sempre alto, cabelos mais negros que os meus, branco que só você e sempre querendo briga - disse ele usando a runa e apagando magicamente todo o fogo que eu havia feito.
- Então, basicamente, eu irei com os meus três melhores amigos para uma expedição em que eu me tornarei um Supremo Mago, mestre? - perguntei ao meu mestre.
- Sim, e tem outra coisa que quero lhe falar. Pare de me chamar de mestre! A partir de agora não serei mais seu mestre, mas sim seu amigo, conselheiro, entre outros. Chame-me apenas de Luiz - respondeu ele.
- Tudo bem, mestre... - e ele olhou feio para mim -... Quero dizer, Luiz.
- Agora, o resto das apresentações - disse o homem chamado Rufio. - Eu, me chamo Rufio e sou Paladino Real, em suma, sou eu que tomo conta da guilda dos paladinos. Este - o disse apontando para o homem que estava atrás de Numu - é Jolí, Jolí é o Nobre Druida da seita druida. - disse ele bondosamente. - Bom, acho que já conhece o Eustacio, e todos os nossos discípulos.
- Quando sairemos para a jornada? - perguntou Numu.
- Assim que todos vocês estiverem prontos - disse o homem chamado Jolí. - Não se esqueça Numu, que você ainda nem preparou suas runas, por sorte eu trouxe-as na minha mochila.
- Numu, podemos lhe emprestar algumas Mortes Súbitas se quiseres - e olhei para Luiz, com um olhar de pergunta.
- Claro que podemos e para você também Lisadr - disse ele com um sorriso.
- Creio que não vai precisar, Luiz - disse Rufio. - Temos um estoque de Mortes Súbitas na nossa guilda e trouxe algumas, e devo confessar que foi em excesso.
Então, Ray, pegou seu equipamento com Eustacio, uma armadura de ouro, uma calça cromada, um escudo demoniaco, uma espada de fogo e uma bota de corrida e preparou sua mochila com runas de Cura Final. Numu já estava pronto, usando um equipamento igual ao meu, só colocou seu capacete real. Lisadr, que usava uma armadura de cavaleiro, calça cromada, arco, botas de corrida e nao usava capecete, só conferiu as flechas e a mochila, que havia runas de Morte Súbita, Cura Final e Míssil Mágico entre outras.
- Vocês já sabem aonde ir certo? - disse Rufio.
- Vega - respondemos eu e Numu.
- Não era Senja? - disse Ray.
- Rufio! Você não me disse que era em Folda? - disse Lisadr.
- Cada um é em uma ilha diferente, seus tolos! - disse Eustacio de má vontade.
- Olha como fala comigo! - adverti-o.
Ele meramente me fez uma cara feia.
- Então garotos - começou Rufio, mas de garotos não tínhamos nada. - Acho que já está na hora de vocês deixarem de ser apenas meninos para se tornarem verdadeiros homens.
- E está na hora de vocês aprenderem onde são seus verdadeiros lugares! - disse Eustacio, desta vez falando seriamente, não apenas para mim, mas para todos. - Já terminou a época que vocês faziam o que nós mandávamos, já passou da hora de vocês fazerem o que querem, e não o que são mandados a fazer. Desta vez, vocês voltaram para ocupar nossos lugares se quiserem, se não quiserem, desincumbiremos outros para ocupá-los.
- Está na hora de nos despedirmos? - perguntou Numu - não iremos mais nos vermos?
- Quando voltarem, estaremos aqui - respondeu Jolí. - Para sabermos como foram, e se querem continuar como mestres, ou viver a vida pelo mundo a fora.
Despedimos-nos de cada um dos mestres, e fomos à procura das ilhas de gelo.
Havíamos caminhado muito pouco e reparamos em uma estrutura de pedra muito alta.
- Wow, o que é isso? - perguntei.
- Monte Sternum - respondeu Ray.
- Monte...? - Indaguei.
- Sternum - repetiu.
- E o que tem aí?
- Alguns ciclopes - respondeu Ray.
- E o que são ciclopes? - perguntou Numu.
- O que? Você não sabe o que são ciclopes? - admirou-se Rufio.
- Não, nunca vi nem matei nenhum - disse Numu encabulado.
- Ora, não é vergonha não conhecer ciclopes, a maioria da cidade de Thais nunca viu um ciclope - disse Ray.
- Numu - comecei. - Ciclopes, são gigantes de um olho só, aposto que Jolí já, deve ter lhe dito algo deste tipo.
- Talvez tenha mencionado - disse Numu. - Sim, ele disse para eu não me aproximar muito de um ciclope quando vir um, pois a força dele é impressionante.
- Eu nunca vim aqui, e é realmente muito perto da guilda. Luiz sempre dizia para eu ir para sul e não norte - Continuei.
- E estava certo - começou Ray. - Esses ciclopes, quando provocados, arrancam à cabeça de alguém, não é muito aconselhável vir aqui.
- Você já entrou? - perguntou Numu.
- Já, Eustacio me traz aqui há dois anos, eu treinei muito aqui. Ainda na semana passada, eu vim aqui e deixei uma boa quantidade de ciclopes machucados.
- Vamos mais rápido, pois daqui a pouco estará chovendo - recomendou Lisadr.