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Tópico: Amor Eterno...Conflitos Insolúveis

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  1. #1
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    Capítulo 9 – Justiceiro





    Sete da manhã. Ainda está cedo, só entro no trabalho as onze hoje. Volto a dormir...

    ...

    Nove horas, antes adiantado, agora atrasado. Porcaria...

    Minha mulher, Ivone, já não está mais em casa, talvez tenha ido visitar nossa filha mais cedo hoje. Também queria ir vê-la, mas o dever me chama.

    Pego meu uniforme, e o visto o mais rápido possível, muito atrasado estou. Olho-me no espelho, ah, como você ta ficando velho, esse trabalho está lhe matando, dia após dia... Estando pronto, todo arrumado, vou para o meu serviço, a pé, não tenho carro, nem dinheiro para tal, no que eu trabalho o salário não é lá essas coisas, mesmo sendo um serviço muitas vezes perigoso, até para a minha família...

    Trinta minutos mais tarde, chego ao meu destino: 35º Distrito da Polícia Militar de São Paulo, lugar onde trabalho à quase vinte e cinco anos, minha segunda casa, praticamente...

    - Bom dia, capitão – Cumprimenta Bruno, meu parceiro de trabalho, um jovem rapaz no qual admiro muito seu esforço para se tornar alguém nesse lugar sujo, imundo...

    - Bom dia, Bruno.

    - O senhor tem um recado, da sua mulher. Quer que ligue urgente para ela.

    - Ah, obrigado, depois ligo – Fico preocupado, tenso... Será que tem a ver com nossa filha?

    - PORRA MEO, eu não fiz nada, nem sabia que era de menor! - Meus pensamentos se esvaem de minha mente com o grito de um delinqüente que acabara de chegar, algemado em companhia de um policial.

    - O que foi que ele fez? – Pergunto.

    - Estava em um motel junto com uma jovem de dezesseis anos, e ainda por cima com cinqüenta gramas de cocaína.

    - Pode deixar que eu falo com ele – Interrompe outro policial. Seu nome, Guilherme. Violento, ele batia, para depois bater mais ainda, para depois começar a perguntar o que aconteceu. Corrupto, tinha tratos com os bandidos mais influenciáveis da cidade, na qual dava proteção a eles e informações sobre operações e investigações policiais. Era assim que ele conseguia seu segundo “salário”. Muitos do departamento sabiam de suas ações, mas provas, não tinham, não existiam...

    - Okay Guilherme. Mas cuidado para não deixa-lo “fugir”, hein?

    - Engraçadinho – Responde, com certo desgosto.

    - DROGA, mas ela falou que tinha vinte anos!

    Continua berrando o infeliz. Jovem, vinte e cinco anos, mas com quatro passagens pela polícia, por roubo e assalto à mão armada. Será solto em instantes, faz parte de uma gangue na qual o líder é “amigo” de Guilherme. Ficará livre como se nada tivesse feito...

    Mas, apesar disso, é um dia comum no departamento. Um lugar feio, barulhento, mal-cuidado. De um lado vejo uma mulher fazendo um B.O. de seu marido que a espancara mais uma vez. Não irá adiantar nada, e semana que vem estará aqui novamente. No fundo, passando por algumas portas trancadas com grossos cadeados, tem os presos, que ficam aqui até um camburão vim pega-los e leva-los ao presídio mais próximo, e cheio. Vejo também um policial dormindo em sua cadeira de seu escritório, outro lendo um jornal, outro juntando as pistas de um homicídio que ocorreu na noite anterior. Que milagre, alguém trabalhando...

    Reparo em um novato, perdido em seus afazeres, cumprindo à risca as regras que aprendeu no treinamento, e que todo mundo esquece ou ignora tempos depois. Ainda é inocente, com a ilusão de que ser policial é que nem nos filmes americanos, aquelas merdas...
    Um dia ele verá e sentirá a verdade, e será tão trabalhador quanto o dorminhoco do meu lado...

    Devo ser um dos únicos que ainda sabe de cor as regras, os artigos, as penas, os códigos, tudo. Devo ser também um dos mais velhos que ainda trabalha nas ruas. Quarenta e cinco anos, mas mais rápido e efetivo que muitos de trinta. Prendi mais de mil e quinhentos bandidos em toda a minha carreira, mas pelo menos metade estão por aí, soltos, livres, protegidos...

    Atualmente, estou em um caso de assaltantes de banco, e isso já faz dois anos. Começaram com pequenos bancos do interior, mas nos últimos anos assaltaram quatro grandes bancos do estado. Quase os peguei uma vez, mas fugiram, por pouco... São liderados por um tal de Marcos, já fora preso uma vez, por assassinato. Ele eu conheço bem, já os outros integrantes do grupo, nem tanto... Mas um...

    - Capitão, sua mulher, esqueceu? – Indaga Bruno, me fazendo deixa de lado o que estava pensando.

    - Opa, vou ligar logo, deve ser importante... – Procuro meu celular, uma “coisa” na qual ainda não me acostumei...

    - Alô, Ivone? O que houve?

    - Por que demorou para ligar?

    - É que...

    - Deixa pra lá ! Venha logo no hospital, é urgente!

    - Mas, o que houve?

    - Nossa filha, Cláudio, está morrendo, está morrendo! Vem logo! – E desliga subitamente o celular, mas pude ouvir ela começar a chorar...

    Não penso em nada, só corro instintivamente para fora do departamento, afim de pegar um ônibus e chegar logo ao hospital.

    - Capitão, o...

    Não ouço ninguém, só corro. Pego um ônibus, dez minutos até chegar ao hospital. Trânsito. Tudo parado. Saio e vou a pé mesmo. Demoro, chego exausto, mas não ligo, tenho que ver minha filha!

    Chego no balcão, pergunto pra atendente:

    - Por favor, onde está internada Sophia, Sophia de Oliveira?

    - O senhor é algum parente?

    - Pai – Cansado, mal consigo falar...

    - Quarto 12B, terceiro andar, no fim do corredor, Mas tem que as..

    Não presto mais atenção. Saio correndo novamente,em direção ao elevador. Espero, espero, e espero. Ahhhh que droga, Demora demais, vou pelas escadas mesmo, três andares apenas...

    Enquanto vou subindo degrau por degrau sem descanso, me pergunto no que pode ter acontecido de tão grave com Sophia. Será que o estado dela piorou? Meu Deus, dez anos, tão jovem, tão nova, uma criança... Não sei o que faria sem ela...

    Ando depressa pelo corre... Ai... Meu coração... Meu peito, dói demais... Será que vou ter um enfarte, de novo? Se sim, pelo menos já estarei no lugar certo e serei atendido logo...
    Ah, to quase lá, 4B, 5B, 6B, banheiro... Mas o que...Vejo alguém familiar saindo do banheiro, lembro do rosto, cabelos longos, mas quem... Não, que se dane, não deve ser nada. Continuo a procurar o quarto. Nove B, 10B, 11... Doze B, aqui!

    Abro a porta bruscamente...

    - Sophia!

    - Não grita! Ela está dormindo! – Replica minha querida Ivone. Olhos vermelhos e marejados, deve ter chorado até não agüentar mais...

    Realmente ela dormia. Dormia como um anjo, escondendo seus belos olhos verdes herdados da mãe. Vestia apenas uma roupa, um vestido, do hospital, de um branco puro, dando um ar angelical maior ainda a ela. Não tinha mais seus cabelinhos cacheados, estava calva, devido à doença...

    - Senhor... Cláudio, certo? – Entra no quarto um médico. Nunca havia falado com ele, mas o já tinha visto, cuidando de minha princesinha.

    - Sim, sou eu...

    - Dr. Gustavo, prazer. Esperei o senhor chegar para falar para ambos sobre o caso de sua filha.

    - Bem, cá estou, diga.

    - Como sabem, a filha de vocês tem tumor no cérebro e...

    - Sim, sabemos faz uns dois meses, doutor...

    - Deixe-me terminar, por favor. Mas já faz quatro meses que ela está com essa doença. Se tivesse sido descoberta antes Sophia já poderia estar melhor de saúde. E ela não tem um só tumor, têm três, que tem que ser tirados o mais rápido possível, com cirurgia.

    - Sim, sim, o plano de saúde vai cobrir os gastos, certo?

    - Infelizmente, esse tipo de cirurgia, não. Vão ter que pagar por ela separadamente.

    Não...

    - Como? E quanto é?

    Bem, contando a cirurgia de quimioterapia, radioterapia, entre outras, mais a parte dos médicos, mais o transporte e estadia dela em outro hospital, no Rio de Janeiro, por que aqui não poderemos fazer, entre outros gastos, ficará em torno de cem mil reais.

    - Meu Deus...

    - Mas, não temos tudo isso! Minha mulher está desempregada e eu recebo só dois mil por mês! – Falo, grito, irritado, perplexo, pasmo...

    - Sinto muito, mas tem que pagar pelo menos quarenta mil antes da cirurgia, e, tem que ser feita rapidamente.

    - Por que, para quando?

    - Duas semanas, isso dá até dia 29 de janeiro. Se demorarmos muito, ela pode...

    Ele pára de falar, titubeia por alguns instantes...

    - Pode o que doutor? Não enrole!

    - Morrer senhor Cláudio, morrer. Ela não aguentará mais do que três semanas, e então terá morte cerebral.

    Ivone não se contém, e começa a chorar, sem parar. Tento consola-la, mas em vão...

    - Bem, quando acordar tentem não fazer ela se esforçar muito, deixe-a em paz. Se me dão licença, tenho que sair mais cedo hoje. Qualquer coisa chamem Ângela, minha assistente...

    - Tudo bem doutor...

    Ele vai embora, e eu e minha mulher ficamos lá, olhando para a nossa adorável filha. Queria ficar mais tempo, mas recebo um chamado pelo celular, estão me procurando no departamento... Mas antes, fico mais alguns segundos observando minha doce Sophia dormir como se estivesse em plena saúde. Observando um pequeno ser que pode deixar de viver por causa de dinheiro, ou a falta dele. Malditos gananciosos, maldito plano de saúde... Mas, não importa como, farei de tudo para conseguir o dinheiro!







    Malz pela demora, mas PC fd...Desse capítulo nada tenho à reclamar, só acho que o dexei muito rápido =x
    Dard*

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    Última edição por Dard Drak; 22-05-2007 às 22:48.

  2. #2
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    Citação Postado originalmente por Dard Drak
    Realmente ela dormia. Dormia como um anjo, escondendo seus belos olhos verdes herdados da mãe. Vestia apenas uma roupa, um vestido, do hospital, de um branco puro, dando um ar angelical maior ainda a ela. Não tinha mais seus cabelinhos cacheados, estava careca, devido à doença...
    Citação Postado originalmente por Dard Drak
    Bem, contando a cirurgia de quimioterapia, radioterapia, entre outras, mais a parte dos médicos, mais o transporte e estadia dela em outro hospital, no Rio de Janeiro, por que aqui não poderemos fazer, entre outros gastos, ficará em torno de cem mil reais.
    Não seria tratamento de quimio/radioterapia?


    Primeiro a ler este capítulo!?
    Parabéns! Uma obra prima como sempre!


    Grato, Wakka H.
    _/_/_/_/_/_/_/_/_/

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  3. #3
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    Citação Postado originalmente por Wakka Hill
    Não seria tratamento de quimio/radioterapia?


    Primeiro a ler este capítulo!?
    Parabéns! Uma obra prima como sempre!


    Grato, Wakka H.

    Bem, isso que da escrever à uma da manhã ^^...
    Quanto à "careca", tá certo, não fica bem em se tratando da garotinha...Se fosse falando dele, por exemplo, até ia...

    Quanto aos "cabelos", sei lá, eu coloquei em diminutivo pra enfatizar o amor e o carinho que ele tem pela filha XD...

    E sim, é "tratamento", li um texto falando disso mas nem reparei na hora que passei pra história '-.-...

    Oras, obrigado pelas correções =D...

    Mas...não acha que o desenrolar do capítulo não foi meio rápido demas =x?¿

    Dard*

  4. #4
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    Citação Postado originalmente por Dard Drak
    Bem, isso que da escrever à uma da manhã ^^...
    Quanto à "careca", tá certo, não fica bem em se tratando da garotinha...Se fosse falando dele, por exemplo, até ia...

    Quanto aos "cabelos", sei lá, eu coloquei em diminutivo pra enfatizar o amor e o carinho que ele tem pela filha XD...

    E sim, é "tratamento", li um texto falando disso mas nem reparei na hora que passei pra história '-.-...

    Oras, obrigado pelas correções =D...

    Mas...não acha que o desenrolar do capítulo não foi meio rápido demas =x?¿

    Dard*
    Não sabia se resondia por aqui ou por MP, espero que não esteja floodando.

    Só uma coisinha, uma correção do meu post, a parte dos "cabelos", eu postei e li denovo o capítulo, e vi sua intenção ao colocar no diminutivo, tentei editar, mas pelo mesmo motivo do post triplo, não arrumou...

    Quanto o desenrolar do capítulo. Acredito eu que não, se fosse em outra situação ficaria rápido demais, mas olhe meu ponto de vista...

    Uma vez que não ficou tãaaaaaao corrido assim, e sendo que o enredo tratado no capítulo é um enredo tenso. O ritmo do capítulo combina com a situação da personagem, acho que ficou ótimo, colocou o leitor no mesmo ritmo do RP, talvez tenha sido intencionalmente mas fez ambos (leito e história) entrarem na mesma expectativa.

    Não sei se ficou claro o que escrevi...
    Mais uma vez, parabéns.


    Grato, Wakka H.
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  5. #5
    Lost Canvas~ Avatar de knight of libra
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    lol agora sei como essa historia ta ganhando la no melhor rolepllay de agosto

    ta manera a historia GRATS




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  6. #6
    Avatar de cronus0590
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    nao to mais entrando direto mais aqui mas tenho que passar para ver essa frustante historia =P, creio eu (espero que nao seja estraga prazeres) que deu para descobrir uma coisa interessante nesse capitulo =P.... e o que o wakka falou é verdade, deu um clima tenso na historia, era como se vc estivesse correndo junto com a personagem... então, continue o/

    ps: e o tuto de Thais não sai mais nao T.T?

  7. #7
    Eu não floodo. Você sim Avatar de Dard Drak
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    Capítulo 10 – Conhecendo o Inimigo






    Droga, onde estou? Meu corpo se contorce em dor... Ai, lembrei..Invadiram minha casa, me pegaram... Eles... Gustavo! Onde está? Davi! Onde estão? Não enxergo nada, esta escuro como o breu. Tento me levantar, mas... Meus braços, minhas pernas, estão presos! Estou amarrada, numa cadeira... Onde eles me colocaram? O que fizeram comigo?

    - Minha cabeça, como dói... Vanessa, é você?

    - Gustavo! Meu amor, você está bem? Cadê Davi?

    - Eu não consigo vê-lo, mas sinto-o aqui do meu lado, desacordado.

    - Ai, graças a Deus, estão todos bem...

    - Por enquanto senhora Vanessa, por enquanto...

    Alguém adentra no lugar. Não reconheço a voz, não sei quem é... No instante seguinte, a luz do recinto é acesa, e vejo o sujeito: Pela aparência, não conheço mesmo. Segurava uma arma, prateada e pequena, em sua mão direita, mas a manuseava como se fosse de brinquedo, a girando e fazendo manobras em sua mão, e depois a prendendo na cintura, dentro da calça... O lugar que estávamos não era dos mais bonitos: Não tinha nenhum móvel nele, a não ser as velhas cadeiras em que eu e Gustavo nos situávamos, era sujo, com paredes descascadas e cheias de manchas. A única saída daquele lugar disforme era a porta por qual passara o tal homem da arma. Estávamos enclausurados, como animais... MEU FILHO! Davi, minha criança, estava do lado de Gustavo, dormindo, desmaiado, não sei. Parecia calmo, parecia que, para ele, era mais um dia normal...

    - O que fez com Davi?

    - Seu filho? Nada, não sou um monstro, como aparento ser. Só passamos um pouco de clorofórmio nele, estava chorando e esperneando demais, e isso irrita, sabe? Daqui a duas horas ou mais ele irá acordar, Vanessa...

    - Seu cretino...

    - Doutor Gustavo, ninguém lhe chamou na conversa. Porém, sua cabeça ainda dói? Nem deve ter visto o sujeito que te acertou, Rodrigo. Um homem de atos rudes, exagerados, igual ao irmão... Logo, terá o “prazer” em conhecê-lo melhor.

    Meu marido fica quieto, não diz mais nada. Porém, nessas horas, é bom, e também inteligente, ficar calado, sentir medo... Mas, eu não queria ficar quieta, queria explicações:

    - Mas, o que vocês querem? Quem são vocês? – Mas, sei quem são, sei o que querem...

    - Senhora Vanessa, sem fingimentos. Sei que você conhecia, mesmo que vagamente, o Rafael, ex-companheiro seu de serviço. E agora você está no lugar dele, e tem parte da senha de um cofre cheio de dinheiro das mais diversas nacionalidades. Pensa um pouco Vanessa, pensa: Por que queremos você?

    - Rafael...

    - O que o senhor murmurou aí, doutor Gustavo?

    - Hã? Nada, não foi nada...

    - Hum... Bem, continuando, antes de seu querido marido nos interromper novamente, queremos que você, Vanessa, nos “ajude”. E se não...

    - Vou ajudar... – Cedo, que escolha eu tinha, afinal?

    - Mas, você foi muito rápida em sua decisão... Mas esperta. Ao contrário de Rafael. Rapaz ingênuo, achou que poderia nos enganar...

    - O que ele fez? – Como se eu já não soubesse, também...

    - Bem, poderia dizer tudo o que houve, mas não é da sua conta. Rafael é passado. Mas, por que tantas preocupações com alguém que você mal conhecia? Por que essa curiosidade com uma pessoa que você sempre ignorava no serviço? Ignorava-o porquê? Inveja por ele possuir um emprego melhor que o seu? Inveja da vida dele? Por que, Vanessa?

    Realmente, nunca parei para falar com ele. Só o cumprimentava, friamente, porém...

    - Isso... Isso não é da sua conta também. – E nisso ele dá uma risada forçada, idiota, ridícula...

    - Ah, Vanessa, gostei mais de você do que de Rafael. Você não demonstra medo, nem parece ter, mesmo estando amarrada numa cadeira em um lugar que desconhece totalmente. Está calma, até demais... Será que sabe de algo que eu deveria saber?

    - Não, não sei de nada...

    - Vanessa, não me desafie, não me desafie... Bem, preciso falar a sós com você, então seu marido e o pirralho irão para outro lugar. RODRIGO ! JÚLIO!

    Entram no quarto dois gêmeos, musculosos. Estavam no carro em que me trouxeram pra cá; Um deles pega Davi, ainda desacordado, e o carrega no colo. O outro vai em direção a Gustavo, o desamarra da cadeira e o pega pelo braço, perto do ombro, o levando para fora da sala:

    - Meu bem...

    - Fique calma querida, vai dar tudo certo...

    - Não pode prometer o que não tem certeza se irá cumprir, doutor Gustavo.

    - Não falei com você, seu desgraçado!

    Por que foi falar isso meu bem, por quê? Vejo o homem da arma prateada tirar a mesma da cintura, a destravando, e apontando em direção a Gustavo... Não pode ser...

    - NÃO!



    **********



    - Bem, e isso é tudo, policial.

    - Hum, isso é tudo o que tem a dizer, senhor João Carlos? Não tem mais nada a falar, não escondeu nenhuma informação, novamente? – Ajo com ignorância na pergunta, eu sei, mas ele merece, ocultar informações assim, tão importantes...

    - Sim, mas... Eu já tinha vindo aqui uma vez, mas recusaram o bilhete que trouxe e também o depoimento que dei...

    Já tinha vindo? Mas não soube de nada, e eu que comando o caso! Eu que estou no encalço desses malditos há longos dois anos! Eu que deveria saber de tudo que ocorre! EU! Quem foi à pessoa desinformada que fez isso?

    - Mesmo assim, seu João Carlos, mesmo assim... Além disso, cadê essa tal Vanessa? O senhor disse que ela já viria com o marido...

    - É, ela falou que ia passar aqui, mas, não sei o que houve, tão demorando demais...

    - Bem, de qualquer modo, com Vanessa ou não aqui, o senhor ficará detido até encontrarmos esse Rafael. E reze para que isso aconteça, senão ficará preso por um bom tempo por um ato tão tolo...

    - Preso? POR QUÊ?

    - SENHOR JOÃO CARLOS! Não grite, ou posso incluir na sua ficha também desacato à autoridade! O senhor está, a partir de agora, e até a resolução do caso ou fechamento do mesmo, preso por ocultação de informações de possível seqüestro e assalto a banco!

    - Mas, Rafael me fez prometer...

    - Que amigo esse, por causa dele ficará preso – Pego um par de algemas da gaveta de minha escrivaninha e coloco nos pulsos desse homem, que mesmo sendo inocente, que, mesmo que tenha feito algo errado para ajudar um amigo seu, para o próprio bem dele, tem que ser preso. É a lei, coisa que muitos esqueceram por aqui...

    - Bruno, leve-o para alguma cela...Vazia. Depois, fale com aquela garota que não pára de chorar, Paula, deve ser esse o nome, e diga para ela ir pra casa, deixar seu número de telefone e qualquer coisa entraremos em contato. E, em seguida, volte aqui.

    - Sim capitão...

    Espero ele sair. Ligo para a casa dessa Vanessa, João Carlos me fornecera o número, mas ninguém atende, droga. Terei que ir ao banco onde ela trabalha para conseguir informações. Seis horas já, e ele fecha às sete. Meu Deus, já não basta os problemas que já tinha, agora mais esse. Desgraçados, dessa vez não escapam!

    - Capitão?

    - Sim? – Absorto nos dilemas de minha vida miserável, mal vejo o jovem Bruno entrar no escritório...

    - É que o senhor falou pra eu voltar pra cá e...

    - Ahh... Vamos no banco Santander, onde Vanessa trabalha. E você, pare de me chamar de senhor, não sou tão velho, e já trabalhamos juntos à quase seis meses.

    - Sim se... Cláudio.

    - Isso mesmo...

    Antes de sairmos, pego dois de meus mais valiosos acessórios: Meu belo distintivo, na qual me sinto honrado em ter, e que faço muito esforço para merecer usa-lo, enquanto muitos não são dignos de nem por os pés nesse lixo de departamento... E minha fiel escudeira, protetora, guardiã... Minha glock 19, pistola padrão da polícia usada para combates de curto alcance. Já foi minha “heroína” diversas vezes.

    Entramos em nossa viatura, uma lataria, para ser sincero. Mas, não podemos reclamar... Ligo o carro e partimos em direção ao banco. Malditos, voltaram à ativa, justo agora... Tenho que ligar para Ivone, ver se tem alguma novidade sobre Sophia. Miseráveis, já roubaram quatro bancos, quando será que ficarão satisfeitos? Quantas vidas ainda irão prejudicar? Droga, cem mil reais, meu Deus, como arrumarei tudo isso? Quantos problemas, são tantos, mas nenhuma solução, nada...

    - Ca... Cláudio, ta tudo bem? Está estranho hoje...

    - Ah sim, normal, só estava pensando... – Arranjo um assunto qualquer, não quero envolver Bruno em meus problemas pessoais – Em quem poderia ter recusado provas de um assalto e até seqüestro, em nosso departamento. Não se pode ignorar provas, assim, por mais que pareçam fúteis...

    - Foi Guilherme...

    - O Q... O que?

    - Foi Guilherme quem falou com aquele homem na primeira vez que esse João Carlos veio, há alguns dias atrás. Você estava fora, patrulhando o bairro de Santo Amaro... Ele disse que poderia ser apenas trote de algum vagabundo. Por quê?

    - Ah, nada não, apenas curiosidade. – Maldito...


    **********


    Um barulho ensurdecedor repercute por todo o quarto. O tiro foi disparado. Havia fechado os olhos, não vi nada. Abro-os, com medo do que poderia ser visto. Olho em direção ao lugar onde Gustavo estava, com o coração palpitando: Ufa... Está bem, sem ferimentos, com os braços escondendo o rosto, em pânico. O desgraçado havia atirado na parede, a poucos centímetros do abdome de meu marido. Meu Deus...

    - Que fique bem claro que eu mando aqui! EU! Mais um desrespeito desses e não errarei o próximo tiro!

    - O que houve aqui? Quem atirou? – Repentinamente entra no quarto um rapaz franzino, de óculos. Deveria ser o tal Ícaro.

    - Foi o Marcos. – Responde um dor irmãos gêmeos. Ahh, então esse é Marcos, líder do grupo...

    - É, mas foi na parede. – Replica o outro irmão, se intrometendo.

    - Marcos, por que fez isso? – Pergunta novamente Ícaro. Pareciam crianças discutindo...

    - Mas que MERDA! Chega de conversa, e não devo satisfações a você, Ícaro. Continue lá fora vigiando! E vocês dois, levem logo o garoto e o doutor para o outro quarto. Vão!

    Todos obedecem, como se fossem cães treinados. Ficam apenas eu e Marcos no local, sendo que eu ainda permanecia amarrada na cadeira, com meus braços e pernas pulsando de dor...

    - Bem, senhora Vanessa, finalmente estamos a sós. Vamos conversar sobre a “ajuda” que dará...











    Tentei melhorar esse, mas não consegui...Sei que devem estar de saco cheio de só diálogos e talz, mas, acalmem-se x)
    Dard*
    Última edição por Dard Drak; 22-05-2007 às 22:48.

  8. #8
    Avatar de Farias Bk.
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    Ufffa, achei grande esse O.o

    Conversas..mto conversas, mas ta certo cara..tu naum pode mudar mto coisa...tem q ter conversas

    Qro ver a hora da ação Policia atras deles e eles indo roubar o Banco : D

    Bom acho q eras isso..até!
    FERNANDO TORRES! LIVERPOOL'S NUMBER NINE





    You'll Never Walk Alone!

  9. #9
    Avatar de cronus0590
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    descukpe a demora pra comentar xP continue que ta bom =D~~

  10. #10
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    Grandão! Como sempre de ótima qualidade. Nada a reclamar.

    Desculpa a demora pra escrever aqui, mas tava sem PC e quando ele voltou eu fui à praia ¬¬

    Mas BUM, Perfeito viu meu querido xD

    Citação Postado originalmente por Carinha ali de cima
    Esquece esse tipo de comentário Amikow, o Dard ja deu explicações sobre isso
    Grato, Wakka H.

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