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Tópico: Amor Eterno...Conflitos Insolúveis

Visão do Encadeamento

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  1. #11
    Eu não floodo. Você sim Avatar de Dard Drak
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    Citação Postado originalmente por Tyrus the Knight
    Confesso que no capítulo 4 eu me perdi, e só me achei no "levando-o para um hospital", aí eu percebi de quem se tratava.
    Foi de propósito, não queria de forma alguma dizer o nome dele no capítulo todo XD...



    Capítulo 7 – O Encontro - Parte 1




    Um mês atrás...


    - Tchau amor, tenha um bom dia...

    - Tchau – E dou um beijo no rosto daquela linda mulher, que era minha esposa – Vê se não estoura o limite do cartão nas compras de hoje, hein!

    - Pode deixar, deixarei uns dez reais sobrando – E sorri, um bonito sorriso que exibe seus dentes perfeitos em sua boca carnuda. Respondo sorrindo também.

    Vou em direção ao meu carro. Usado, velho, mas agora com o bônus que ganharei no meu emprego conseguirei comprar um melhor, conseguirei, finalmente, dar o estilo de vida que minha mulher e minha filha merecem, meus dois maiores “bens” que possuo...

    - Mas, o que é isso? - Cacos de vidro espalhados pelo chão da garagem, que tivera a porta arrombada – Mas da onde... – Reparo no meu carro, com o vidro de uma das portas quebrada – Mas como? – Chego perto, vejo um papel, dobrado ao meio em cima do banco do motorista, e o pego. Um bilhete, um pequeno bilhete. Leio:


    “Último aviso. Esteja hoje à noite no local marcado anteriormente, se não quiser que sua filha sofra um “acidente” junto com a babá em casa, enquanto você estiver trabalhando e sua bela mulher fazendo compras...”


    Mas então, não era um simples trote? A pessoa no telefone estava falando sério? Meu Deus...

    Limpo tudo, não quero que Paula saiba de algo, não por enquanto. Não enquanto eu não descobrir do que se trata esse “encontro” com esta pessoa...
    Antes de chegar no banco passo em um mecânico, e deixo meu pobre carro para ser arrumado, o quanto antes para ninguém ver e saber o que aconteceu. Agora tenho que percorrer o resto do caminho até o trabalho de ônibus, droga...

    Enquanto fico em pé em um ônibus apinhado de pessoas desagradáveis e mal-cheirosas, penso no que iria fazer:

    Ir à polícia?

    Contar à minha mulher?

    Ficar calado?

    Todas as opções pareciam ruins, mas algo eu tinha de fazer, e rápido...

    Finalmente chego no banco. Comporto-me como se estivesse tudo normal, cumprimentando e sorrindo à todos...

    - Oi Vanessa.

    - Oi... - Responde ela com um ar de desdém...

    Trabalho há um ano aqui e ela não sabe nem meu nome, mal olha na minha cara...

    O tempo passa. Meio-dia, horário de almoço. Decido ir à polícia, acho que é o melhor, e mais sensato, que posso fazer por hora. Vou em direção à um distrito que ficava à dez minutos do banco...

    Chego ao distrito. Paro, na frente dele. Indeciso, receoso, me pergunto se estou realmente fazendo a coisa certa. Penso, penso, penso... Decido entrar de uma vez, é mesmo o melhor a se fazer. Chego perto da entrada, meu celular toca. Maldita hora para alguém ligar. Atendo...

    - Alô?

    - Rafael, sua filha é linda. Está nesse instante brincando no quintal, com a babá, Maria... Incrível como que com apenas um ano de idade ela seja tão esperta, não é?

    Algo “entala” minha garganta. Não consigo falar nada, não sai nada...Demoro a responder...

    - O-o-olha aqui seu cretino...

    - Olha aqui você! Se envolver a polícia no meio não verá mais sua família hoje. Não viva...

    Não agüento o choro, tento conter as lágrimas, tento parecer forte...

    - Ah Rafael, chore à vontade, todo homem chora, mesmo às escondidas. Só não tente chamar a atenção da policial que está do seu lado esquerdo...

    Fico mais apreensivo. Onde ele está? De onde me vigia? Olho para todos os lados, norte sul, leste, oeste... Só vejo prédios, lojas, centenas de pessoas em volta, impossível achá-lo, mesmo por que não sei quem procuro...

    - Procurando algo, Rafael? Não adianta, estou mais longe do que você pensa, mas no lugar certo para ver cada passo seu. – E dá uma gargalhada, maldosa – E, mesmo se nos achasse, o que faria, afinal?

    - "Nos” achasse ? Quer dizer que não é só você?

    - Chega de conversa! – Diz, ou melhor, grita, com uma aparente raiva que poderia ser notada pelo tom de sua voz, raiva de si mesmo pelo deslize que deu – Vá ao endereço indicado, na hora indicada, oito da noite.

    - Cer... Certo.

    - Agora, volte logo ao trabalho. Não pode perder seu emprego, não agora... E vá ao local com o seu carro, ele já está arrumado...- E desliga, sem deixar eu dizer mais nada.

    Não sei o que fazer. Porém eles estão me vendo, estou “preso”, incapacitado de fazer algo sem a vigilância deles... O jeito é voltar ao banco, continuar minha rotina de sempre...

    Mas é impossível, não consigo parar de pensar no que ocorreu... Tento trabalhar, mas...

    - Rafael, está tudo bem? Está pálido, meio suado...

    - Não, Sr. Augustus, estou bem, é só uma gripe.

    - Sei... – Diz meu chefe, aparentemente desconfiado pela resposta que dei.

    Quase no fim do expediente, tenho uma idéia, uma idéia que talvez funcione, talvez me ajude. Ligar para meu velho amigo, João Carlos, e pedir ajuda, pedir que contacte a polícia e contasse tudo que estava acontecendo...

    Vou ao banheiro, que ficava no segundo andar do banco, ninguém vai lá. Entro nele e ligo para João pelo meu celular. Chama uma vez, duas... Na quinta, finalmente atende...

    - Alô, João?

    - Rafael, é você? Que bom falar contigo rapaz!! O que...

    Não ouço mais a voz dele, a ligação subitamente cai...

    - Alô, João Carlos?

    - Ah, Rafael, você não aprende mesmo. Parece que não pensa no bem-estar de sua família, parece que acha que tudo isso não passa de uma brincadeira que vai acabar no fim do dia... O que foi, o gato comeu sua língua? Ta quieto, não fala nada...

    Não sei o que dizer. Deixo ele continuar falando, só...

    - Bem, só para você saber, podemos interceptar qualquer ligação de seu celular, então nem pense, melhor, nem TENTE ligar para alguém pedindo ajuda. Tudo bem?

    Não sai nada, perdi a voz...

    - Hum, seu silêncio mostra que deve ter entendido. Okay, até mais... – E desliga.

    E agora? definitivamente não posso fazer nada, estou com as “mãos atadas”...

    Droga...

    Sete horas. Fim do expediente. Ligo para Paula, com a desculpa que teria uma reunião urgente, mas não entro em detalhes para não me enrolar...

    - Tudo bem amor, mas, que horas você volta?

    - Sinceramente, não sei, não me espere acordada... – Não me sinto bem mentindo ao amor de minha vida, mas é para o próprio bem dela, para sua segurança...

    - Tudo bem, a janta vai estar na mesa, tchau.

    - Tcha... – Desliga o telefone, desliga antes de deixar eu me despedir. Parecia triste, decepcionada, mas um dia ela iria entender, um dia iria explicar tudo...

    Pego meu carro no mecânico, estava mesmo pronto, como ele havia me dito. Dirijo ao local de encontro, no bairro Jardim Ângela, bairro pobre, violento, como muitos outros de São Paulo... O endereço era o de uma casa que parecia não ter ninguém morando nela, feia, sem vida, numa rua mais feia ainda, escura, com quase todos os postes apagados ou quebrados; deserta, sem nenhuma alma viva por perto, ao menos de vista não...

    Entro na casa...












    Bem, achei "mediano esse, mas digam sua opiniões...criticas, sugestões, elgios, xingos XD, tudo bem vindo o/...
    Dard*

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    Última edição por Dard Drak; 22-05-2007 às 22:46.



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