Pequenas novidades! A nível de organização, eu fundi o prólogo com o capítulo 1, e com o capítulo dois, deixando tudo num só capítulo, e diminui em um o número dos capítulos posteriores. Traduzindo: o capítulo 5 virou 4, o 4 virou 3, e assim por diante.
Bem galera, a partir do próximo capítulo vou falar pra vocês uma novidade bem legal, que tá quase 100% pronta.
Ah, e gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer a todos que comentam aqui, seja com elogios, críticas construtivas, ou o que for. Por favor, continuem
Bem, ai vai, mais uma parte do capítulo 5(quero dizer, 4)
No capítulo anterior...
Luzes vermelhas banhavam toda a base naquele momento. Soldados corriam de diversos pontos para seu interior, para a atender à emergência e prender o suspeito que havia escapado das metralhadoras automáticas, era alerta máximo.
— Todos os soldados, suspeito localizado na ala F, corredor desesseis, descendo através de um buraco no chão numa velocidade estimada de dois metros por segundo, aparentemente usando uma mangueira de ácido para abrir caminho. O suspeito deve ser imobilizado ou morto, repito, imobilizado ou morto! – Heenett conseguia ouvir perfeitamente os auto falantes da base através do comunicador, enquanto observava esta do lado de fora do muro. Ele se preparou, estava quase na hora.
[...]
Heenett viu parte das luzes do complexo de apagarem. A voz de Sigma veio ao seu ouvido:
— VAI!
Heenett se envolveu em uma bola de fogo e partiu, como um cometa, em direção a base. O motoqueiro ainda observava, silencioso.
Capítulo 4(parte 4)
“Ótimo, agora preciso sair daqui!” Pensou Sigma, observando o ambiente em volta. Aquele gerador era mesmo isolado, não havia nenhuma saída à vista, a não ser o buraco por onde tinha vindo, que não era uma opção de fuga, uma vez que os soldados faziam chover balas e granadas sobre ele. Sua barreira de ácido poderia agüentar mais um tempo, claro, mas ele não queria correr o risco. Deveria haver alguma entrada para a manutenção, bastaria procurar. Lentamente, Sigma começou a preparar uma grande bomba de ácido que lhe revelaria a saída. Acima de sua cabeça, os soldados buscavam cordas...
— TEM UM COMETA ENTRANDO PELA ALA A!!! – berrava um soldado que havia perdido a razão e que corria desesperadamente pelo complexo. O comandante observou frustrado o monitor, enquanto o general lhe passava as instruções. Agora, algo como um cometa de cinco metros de diâmetro atravessava os corredores rapidamente, dirigindo-se para o local onde ficava o banco de dados central. Se aquele lugar fosse destruído, tudo estaria arruinado.
— Senhor, tem... Alguma coisa indo pro banco de dados central e parece ter a forma de um cometa, O QUE DEVO FAZER?? – perguntou ele desesperadamente ao telefone.
— Acalme-se e ouça com atenção – disse o general, do outro lado da linha – está tudo sob absoluto controle, apenas siga as instruções que estou lhe indicando. Vá ao painel de controle e digite as seguintes instruções...
O comandante ouvia perplexo. Ele observou os monitores à sua frente, e depois tentou raciocinar. Não, sob controle não era uma expressão cujo uso fazia sentido naquele momento. Mas ele não iria discutir com o general, ele iria apenas confiar nele. O general já havia parecido ser louco antes, antes do plano dele dar completamente certo. “Bem”, ele pensou, “vamos ver o que vai acontecer”.
Heenett sequer pensava enquanto atravessava a base sob a forma de cometa, se ele virasse um segundo atrasado, trombaria com a parede e tudo estaria acabado. A partir de sua velocidade, ele tinha que calcular a hora exata de virar, e deveria se lembrar da seqüência de viradas para chegar até o banco de dados central. Inúteis, as metralhadoras atiravam sobre ele, e as poucas que acertavam os tiros tinham as balas incineradas pela ampla barreira de fogo antes que pudessem atingir o alvo. Os soldados não podiam fazer nada, a não ser sair do caminho, apavorados, uma vez que eles eram soldados que haviam sido treinados para lutar contra os mais poderosos exércitos, e não contra cometas em alta velocidade.
Esquerda, direita, reto, direita, esquerda, esquerda, reto, um obstáculo. Alguma porta havia sido fechada, maldição, ele teria que arrombá-la. Isso era relativamente fácil, bastaria ficar girando sob a forma de cometa pressionando a porta que ela derreteria, mas a sua imobilidade daria chances a todas as metralhadoras de o acertarem, e se sua barreira de fogo não resistisse ao grande número de balas, estaria acabado. O plano dos guardiões era bem engenhoso. Caso a energia fosse cortada, a base era sustentada por quatro geradores de energia, que ficavam muitos metros sob a base e com um acesso muito restrito, que evitava o risco de sabotagem. Após cortar a energia, os guardiões esperaram a energia ser restaurada e Sigma partiu para a ação. Através da planta, eles descobriram que cada gerador fornecia eletricidade para apenas um quarto da base, e se um deles fosse destruído, os outros redistribuiriam a energia produzida pelo complexo, mantendo a maioria das funções ativas. A maioria. Certas coisas, como as metralhadoras automáticas, ficavam em número reduzido, porque para cada quatro metralhadoras, uma teria que ficar desativada em função da falta de energia. E, havia outra função que dependia dos quatro geradores funcionando para funcionar, as portas automáticas. Em caso de invasão, portas de um metro de espessura se fechavam pelos todos os corredores de todo complexo, bloqueando qualquer tentativa de entrada ou fuga. O problema era que, dependendo dos quatro geradores para funcionar, com um deles a menos essa função ficava desabilitada, criando uma brecha enorme, que Heenett e Sigma estavam se dando ao luxo de explorar. É claro que, para humanos normais, mesmo com essa brecha uma invasão seria impossível, considerando os outros sistemas de segurança, mas eles não eram humanos normais.
A porta se rompeu. Heenett continuou seguindo em concentração máxima, e dez segundos depois ele arrombou outra porta, dessa vez a do banco de dados central. Assim que sentiu a porta cedendo, ele parou de se mover com um mortal pra frente, expandindo o fogo que o rodeava para criar uma explosão que banhou toda a sala em chamas.
Apoiado com uma das mãos no chão, antes que pudesse abrir os olhos ele só conseguia pensar: “por favor, que o computador não tenha queimado, por favor, que ele esteja protegido por uma barreira antichamas, por favor!”. Dito e feito: ao abrir os olhos ele se aliviou, o computador estava atrás de uma forte parede de vidro e não tinha sido danificado. Ele olhou rapidamente para os lados. Como previsto, portas de ferro haviam lacrado a sala para evitar que um possível incêndio se espalhasse, os medidores de calor da sala haviam estourado. Por fim, ele olhou para os tetos: os slots de metralhadoras estavam completamente destruídos. Ótimo. Rapidamente, ele soldou as portas de ferro para evitar que o inimigo as abrisse por fora, e respirou aliviado, ou quase aliviado. A primeira etapa havia sido concluída, agora ele precisava pegar aqueles dados. Ficando d frente para a porta da barreira de vidro, ele começou a procurar uma maneira de entrar.
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