Curtir Curtir:  0
Resultados 1 a 10 de 241

Tópico: Os doze guardiões

Hybrid View

Post Anterior Post Anterior   Próximo Post Próximo Post
  1. #1
    Avatar de Heenett
    Registro
    19-09-2004
    Localização
    Belo Horizonte
    Idade
    36
    Posts
    4.426
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Fiz dessa a segunda parte do capítulo 4, achei que ficou horrivel(como sempre), mas espero que gostem!

    Capítulo 3 - parte II


    Em uma estrada não muito longe daquela cidade, rugia o som de uma motocicleta em movimento. O ocupante do veículo tinha cabelos grandes que desciam até o meio das costas, um rosto cheio de cicatrizes e com a barba a fazer. Ele usava óculos escuros, uma camisa branca, larga e rasgada, e uma jeans também rasgada em alguns pontos, presa à sua cintura por uma corrente. Ele usava um sobretudo marrom escuro, uma pulseira preta, botas que subiam até o joelho, e nos seus ouvidos haviam fones que tocavam o melhor do rock pesado. A motocicleta em si também impressionava, era um modelo grande, caro, todo preto, com detalhes prateados e pinturas de crânios. E o motoqueiro seguia estrada afora.

    Pouco mais de um quilometro depois, o motoqueiro notou um bloqueio na estrada. Dois caminhões do exercito fechavam o caminho, e uns cinco soldados vestindo fardas verdes e armados com metralhadoras garantiam que nenhum espertinho iria tentar passar à força. Aquele que tentasse, iria ter os pneus e a cabeça perfurados por balas cobertas de teflon, um tecido que aumentava a perfuração do tiro.

    “Porcaria” – pensou o motoqueiro. Ele sabia que iria acabar encontrando algo assim, mas esperava que fosse numa proximidade maior da cidade. Daquele jeito, ele não poderia escapar despercebido, ele teria que improvisar. Ele sorriu. De certo modo, era daquilo que ele gostava.

    — Alto! – disse um dos soldados, cuja voz estava de alguma forma sendo amplificada – Pare o veículo e saia com as mãos para cima!

    A moto continuava se aproximando.

    — Pare, repito, PARE! – insistiu o soldado – Se não parar, iremos abrir fogo!

    A moto não parava.

    — Este é seu ultimo aviso! – disse, mas a moto continuou se aproximando – Certo, iremos abrir fogo! – falou, apontando a metralhadora para os pneus da motocicleta – Preparar, apontar, e...
    A moto, naquele exato momento, fez uma curva, derrapando na estrada, e parou, paralela aos soldados, cujas metralhadoras continuavam firmemente apontadas para a motocicleta e para o motoqueiro.

    — Desculpe, eu não estava ouvindo – disse o motoqueiro, apontando para os fones – e também não tinha notado o bloqueio, estava quase dormindo na direção, é o que acontece depois de quase desesseis horas andando sabem? Bem, em que posso ajudá-los?

    — MÃOS AO ALTO – berrou o soldado.

    — Certo, certo, não precisa atirar! - disse o motoqueiro, levantando as mãos, parecendo extremamente entediado.

    Um dos soldados largou a metralhadora e pegou um detector de metais. Outro algemou o motoqueiro, enquanto um terceiro o revistava. Dos dois restantes, um começou a fazer uma busca na moto, enquanto o outro apotava a metralhadora para a cabeça do motoqueiro.
    Encontraram apenas um MP3 player, uma garrafa com um líquido transparente e uma seringa.

    — O que é isso? – perguntou um dos soldados.

    — Aquilo ali é um tocador de MP3. Na garrafa tem insulina – disse, indicando a garrafa com um dos pés – Eu sou diabético. A seringa é pra injetar o líquido no meu corpo, obviamente.

    — Diabético? – perguntou o soldado, extremamente desconfiado – Nesse caso, onde está seu medidor de glicose sanguínea?

    — Esqueci – disse o motoqueiro, sorrindo. Com um súbito movimento, mais rápido que a reação de qualquer soltado, o motoqueiro levou um dos pés ao ar e deu um chute na metralhadora, arremessando-a para longe. Em seguida, derrubou os dois que o revistavam com um giro e uma rasteira, e golpeou a têmpora do que fazia as perguntas, fazendo-o ficar inconsciente. Com um rolamento, derrubou um quarto soldado que vinha por trás, e derrubou o quinto com um chute na face. Em seguida, golpeou as têmporas dos soldados que ainda estavam caídos, levando-os ao mundo dos sonhos. Ele disse:

    — Tsc. Voluntários. É isso que dá pegar civis sem treinamento e botar pra fazer um serviço desses. Eles nem tinham treinamento de luta corpo a corpo, e nem são profissionais, nem deixaram ninguém de cobertura!

    Ele pegou um molho de chaves do cinto de um, abriu as algemas, pegou a garrafa e a seringa, e montou na motocicleta. Em seguida, colocou os fones de ouvido, pegou o tocador de MP3, e apertou um botão. A lista de músicas na tela foi substituída por um mapa de toda a região. Nesse mapa, dois pontos vermelhos se moviam lentamente. Segundo a escala, eles estavam há uns sessenta quilômetros de distância.

    Sem dizer nada, o motoqueiro ligou a moto, e botou o MP3 pra tocar a música que ele estava ouvindo. Em seguida, continuou seguindo estrada afora. Ia ser um longo dia.


    Heenett e Sigma ainda corriam pelos destroços, nesse momento próximos à saída norte da cidade. Um silencio sobrenatural pairava sobre os dois , sendo os únicos barulhos que eles ouviam o som de seus passos sobre os destroços.

    — Como você pretende chegar à base central Heenett? – disse Sigma – Não sabemos o local da base, e ela provavelmente é muito bem protegida..

    — Segundo as informações que eu consegui naquele site, o plano era cercar as cidades bombardeadas com soldados e destruir todas as formas de comunicação que os sobreviventes poderiam ter. Como a Internet naquele abrigo ainda estava funcionando, eu acho que eles ainda estão ocupando os arredores da cidade. Provavelmente querem impedir que sobreviventes peçam ajuda, é muito mais conveniente para eles que pensem que não houveram sobreviventes...

    — Certo mas... como isso nos ajuda a chegar na base deles?

    — Vamos seguir pela estrada norte e pelos arredores da cidade até encontrarmos soldados. Vamos falar que temos informações sobre sobreviventes. Eles provavelmente vão nos prender e levar a interrogatório, coisa que, se tivermos sorte, vai acontecer na base central.

    — Tem muitas coisas nesse plano que podem botar tudo a perder.. mas bem, e se não tivermos sorte?

    — Ai, Sigma, vamos ter que dar um jeito.

    Por baixo da máscara, sigma sorriu. Heenett parecia encarar aquilo tudo como um jogo. De certo modo, era o melhor a se fazer, pois não era bom pensar no que estava acontecendo em volta, isso poderia fazer a pessoa se desesperar. Essa maneira de pensar poderia ser exatamente aquilo que os salvaria. Ou não, é claro. Mas não tinham outra opção, de modo que tudo o que ele que podia fazer era concordar e seguir adiante com a idéia, esperando que nada desse muito errado...

    Pouco tempo depois, eles estavam na estrada principal e seguindo para o norte. Heenett disse que o país que soltara as bombas era um país do norte, então era de lá que as forças viriam. No inicio, a estrada parecia mais do que deserta, e o único som de motor que eles haviam ouvido havia parado já fazia algum tempo.


    Cerca de meia hora antes, o motoqueiro percebeu que os dois pontos vermelhos vinham de encontro a ele, pela estrada. Ele não podia ser visto ainda, de modo que parou sua moto, a escondeu, e ficou de tocaia, esperando que eles aparecem para começar a segui-los a pé.

    Cerca de duas horas depois, Heenett e Sigma avistaram um comboio de cinco caminhões. Rapidamente, eles pararam e começaram a fazer sinal com os braços, pedindo aos caminhões que parassem.

    O comboio de caminhos parou quando a frente do primeiro estava ah trinta centímetros do rosto de Sigma. O motorista do caminhão tirou a cabeça pra fora da janela e disse:

    — EI, qualé a de vocês caras?

    — Nós estávamos... – começou Sigma, mas foi interrompido por um soldado armado que acabara de aparecer. Ele usava uma armadura negra ultraleve e um capacete multifuncional, esse era um profissional.

    — Parados, mãos ao alto – disse o soldado, com a voz filtrada pelo capace – Entrem no caminhão!

    O soldado os algemou e os levou até o ultimo caminhão e os colocou na parte traseira. O comboio era composto de dois caminhões negros e militares nas extremidades, e caminhões cinzentos com um estranho logotipo na parte interna do grupo. O logotipo era de uma dupla hélice de DNA dentro de um globo ocular. Sob o logotipo, estavam os dizeres “Desenvolvimentos G&M”
    Heenett e Sigma foram colocados entre caixotes, aparentemente era um caminhão de carga.

    — Não interessa o que vocês queiram – disse o soldado, com a voz amplificada pelo capacete – vocês vão ficar ai e serão levados à central. Não façam perguntas e as coisas vão ficar bem pra vocês, fui claro? Ótimo – terminou, fechando a porta do caminhão

    “Foi mais fácil do que imaginei” pensou sigma. Em seguida, disse:

    — O que acha daqueles logotipos?

    — Falamos depois, esses caminhões devem ter escutas

    Sigma assentiu em silêncio. Falariam depois. Naquele momento, deveriam esperar chegarem ao seu destino. Seja lá qualquer que fosse o destino deles, era o melhor que eles poderiam ter feito já havia sido feito, agora só restava esperar. Sigma começou a se lembrar dos tempos em que treinava, dos tempos em que dedicava-se somente aos estudos e ao treinamento. Eram tempos árduos, mas ele gostava. Ele se lembrava daquela vez em que seu mestre o repreendera por roubar comida no refeitório, se lembrava de seus colegas...

    E em meio a essas lembranças tranqüilas, Sigma adormeceu.


    O motoqueiro observava o comboio se afastar. “Merda” pensou. Em seguida, começou a correr em direção ao lugar onde tinha deixado a sua moto, torcendo para que o comboio não se afastasse muito. Ia ser realmente um looongo dia.

    Publicidade:


    Jogue Tibia sem mensalidades!
    Taleon Online - Otserv apoiado pelo TibiaBR.
    https://taleon.online
    Última edição por Heenett; 03-05-2006 às 20:18.

  2. #2
    Banido
    Registro
    08-04-2005
    Localização
    São José dos Campos
    Idade
    34
    Posts
    2.896
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Você é muito modesto Heenett =)

    Se isso é uma merda, quero nem saber quando você fizer um capitulo que preste =DDD

    Rox, só quero saber agora quem é o tal motoqueiro =)

  3. #3
    Avatar de Aoshi sharpmind
    Registro
    19-10-2004
    Idade
    35
    Posts
    2.184
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    É depois de ler roleplays como esse que eu percebo que eu NUNCA poderia fazer um roleplay e quanto mais posta-lo no Tibiabr para ser humilhado por essas histórias fuderosas.
    Ta realmente muito bom, roleplay só medieval do dragãozinho a princesa, o druida e o bardo numa aventura enche a poha do saco, esse ficou maneiro.

    Btw MP3 com mapa?
    <Liga pra Apple>
    Aoshi says: Ai to ocm uma id&#233;ia aqui pra vender proces.
    Cara da Apple: Qual id&#233;ia?
    Aoshi says: MP3 com mapa
    Cara da Apple says: OMG!!!!!! Do 100 zilh&#245;es de reais por essa ideia
    Aoshi says: Deal
    PERDEU PERDEU PERDEU!

  4. #4

    Registro
    26-03-2006
    Posts
    14
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Ficow muuuuuuuuuuuuito show!!! atrás da porta numero 3 temos....O MOTOQUIERO MISTERIOSO!!! huahuahauahu,zuanu...tah mt bom mesmo,vc realmente põe sentimento qnd escreve,parabens...continue assim

  5. #5
    Avatar de Heenett
    Registro
    19-09-2004
    Localização
    Belo Horizonte
    Idade
    36
    Posts
    4.426
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Olá!!!!
    AHHHH, desculpa, eu só atrasei OITO dias pra postar o capítulo.. foi mal, é que essa semana eu tinha três livros de literatura pra ler, prova de matemática, deveres que não acabavam mais, e só hoje eu consegui um tempo pra escrever ._.
    Bem, um aviso, eu cometi um erro. No capítulo 4, ao escrever sobre a transformação dos trajes dos guardiões, eu esqueci de falar sobre o que acontecera com os artefatos que eles estavam carregando, confiram lá, dei uma pequena alterada.
    É capaz de eu fazer capítulos menores, para manter a qualidade, mas vou tentar aumentar a frequencia de postagem(TENTAR)
    Bem, aí vai, espero que gostem, o início do capítulo 5!

    No capítulo anterior...

    O comboio de caminhos parou quando a frente do primeiro estava ah trinta centímetros do rosto de Sigma. O motorista do caminhão tirou a cabeça pra fora da janela e disse:

    — EI, qualé a de vocês caras?

    — Nós estávamos... – começou Sigma, mas foi interrompido por um soldado armado que acabara de aparecer. Ele usava uma armadura negra ultraleve e um capacete multifuncional, esse era um profissional.

    — Parados, mãos ao alto – disse o soldado, com a voz filtrada pelo capace – Entrem no caminhão!

    O soldado os algemou e os levou até o ultimo caminhão e os colocou na parte traseira. O comboio era composto de dois caminhões negros e militares nas extremidades, e caminhões cinzentos com um estranho logotipo na parte interna do grupo. O logotipo era de uma dupla hélice de DNA dentro de um globo ocular. Sob o logotipo, estavam os dizeres “Desenvolvimentos G&M”
    Heenett e Sigma foram colocados entre caixotes, aparentemente era um caminhão de carga.

    — Não interessa o que vocês queiram – disse o soldado, com a voz amplificada pelo capacete – vocês vão ficar ai e serão levados à central. Não façam perguntas e as coisas vão ficar bem pra vocês, fui claro? Ótimo – terminou, fechando a porta do caminhão

    “Foi mais fácil do que imaginei” pensou sigma. Em seguida, disse:

    — O que acha daqueles logotipos?

    — Falamos depois, esses caminhões devem ter escutas

    Sigma assentiu em silêncio. Falariam depois. Naquele momento, deveriam esperar chegarem ao seu destino. Seja lá qualquer que fosse o destino deles, era o melhor que eles poderiam ter feito já havia sido feito, agora só restava esperar. Sigma começou a se lembrar dos tempos em que treinava, dos tempos em que dedicava-se somente aos estudos e ao treinamento. Eram tempos árduos, mas ele gostava. Ele se lembrava daquela vez em que seu mestre o repreendera por roubar comida no refeitório, se lembrava de seus colegas...

    E em meio a essas lembranças tranqüilas, Sigma adormeceu.


    O motoqueiro observava o comboio se afastar. “Merda” pensou. Em seguida, começou a correr em direção ao lugar onde tinha deixado a sua moto, torcendo para que o comboio não se afastasse muito. Ia ser realmente um looongo dia.

    Capítulo 4 – A invasão


    — Mas mestre, eu estava com fome!!! – chorava um pequeno garoto.

    — Não há nada que justifique o roubo, aprendiz. Você pode estar na pior das situações, no pior dos sofrimentos, não roube de pessoas que, como você, dão duro para terem o que têm. – disse um velho homem com barba e bigode extremamente lisos e longos, e em cuja face haviam características orientais.

    O menino resmungava e chorava. Ele estava amarrado no galho de uma árvore, pelos pés.

    — Quanto tempo mais terei que ficar aqui? – resmungou o menino, depois de um tempo.

    — Você ficará ai até aprender a ficar em silêncio.

    — Mas.. mas... – o menino disse, à beira do choro.

    — Mais meia hora, e não mais. Mas tente não chorar e fique em silêncio, medite.

    — Mas como eu posso meditar desse jeito??

    — Sempre é possível meditar, Sigma, não interessa qual a situação – disse o mestre do garoto, que estava sentado ao lado dele, de olhos fechados. De repente, o barulho de choro e resmungos cessou. Curioso, o mestre abriu os olhos para ver o que havia acontecido. O pequeno estava de olhos fechados, inconsciente.

    — Sigma? – disse o mestre, alarmado. – Sigma, sigma!

    O garoto não conseguia mais conter o riso. Ele começou a rir, e rapidamente desatou o nó de seus pés, e saiu correndo, passando por baixo das pernas do mestre.

    — Sigma, seu moleque travesso! – disse o mestre, se voltando para a direção por onde sigma fora – Volte aqui! – gritava. Ele sorriu em silêncio. Ah, crianças. Era preciso deixar que elas fizessem traquinagens, ou não se desenvolveriam bem. Uma hora ele ia ter que comer, portanto, o mestre se sentou novamente, e começou a meditar. A cesta de comida estava bem segura sob seus braços.


    — Sigma! – disse Heenett em voz baixa

    Sigma acordou e lentamente virou a cabeça para Heenett, em um gesto quase imperceptível. Ele fez sinal para que Heenett falasse. O caminhão havia parado.

    — Parece que chegamos, prepare-se para a ação. – alertou Heenett

    — Eles não vão saber o que aconteceu, não depois de pelo menos oito horas de inconsciência. – disse Sigma, sorrindo atrás da máscara.

    De súbito, a porta traseira do compartimento de carga se abriu. Sigma e Heenett perceberam o mesmo soldado de antes, apontando a metralhadora para eles.

    — Ok, saiam do caminhão com as mãos na cabeça! – disse o soldado, numa voz fria e calculada. Heenett e Sigma obedeceram, estranhando a mudança de tratamento. Eles esperavam berros, não aquilo. Algo estava errado, ou o soldado havia aprendido a ser gentil durante a viagem, ou ele sabia que estava lidando com pessoas muito perigosas. Sigma xingou mentalmente. Aquilo talvez fosse mais complicado do que o esperado.

    Ao sair do caminhão, os Guardiões olharam o ambiente em volta. Eles estavam aparentemente num final de estrada, e o caminhão estava de frente para um muro de mais de trinta metros. Havia uma porta, de um material metálico e preto, que estava fechada, impedindo o caminhão de passar pelo muro. Haviam vinte soldados armados em volta deles, e um caminhão preto, com o aquele mesmo símbolo de antes, estava bem de frente para eles, de portas traseiras abertas. Não havia sinal do resto do comboio.

    — Entrem no caminhão. – ordenou o soldado, com o mesmo tom de voz, apontando para as portas abertas logo a frente. Eles separaram os dois Guardiões, de modo que cada um ficou rodeado por dez soldados, e separados por uma distancia de três metros. Heenett e Sigma trocaram olhares. Atrás daquela muralha provavelmente estavam as respostas que queriam, e aquele caminhão preto os levaria para longe dela. Sigma tentava se recordar daquele símbolo. Uma dupla hélice de DNA dentro de um globo ocular, o que era aquilo? Ele lembrava ter visto algo a respeito, mas não se recordava bem... desenvolvimentos G&M.... desenvolvimentos G&M... De súbito, ele se lembrou. Imediatamente depois, olho para Heenett, estava claro. Eles não podiam entrar naquele caminhão. Heenett captou a menssagem.

    Instantes depois, gotas de metal derretido e pedaços de ferro caiam no chão. Eles arrebentaram algemas. Sigma inclinou o corpo para trás, jogando uma bomba de ácido para a mesma direção, com uma velocidade incrível, e agarrou a metralhadora que estava às suas costas, jogando-a para frente. O soldado que a segurava, surpreso, foi junto, mas largou a metralhadora a tempo de dar de cara com o cotovelo de Sigma, que o jogou três metros para a direita. O soldado bateu a cabeça em uma rocha, ficando inconsciente. Curiosamente seu capacete havia sumido. Ainda antes que os soldados conseguissem apertar os gatilhos, Sigma dobrou os joelhos e abriu os braços para os lados de uma vez só, jogando ácido em direção a todos os soldados. Dos nove restantes que o cercavam, sete perderam as metralhadoras, e cinco as armaduras, ficando apenas um soldado ficou com o equipamento intacto. Atordoados, os que tinham as metralhadoras começaram a atirar, enquanto os que as tinham perdido davam pela falta delas. Sigma investiu de cabeça contra um sem armadura que estava à sua frente e em um giro ficou em pé, levantando os braços como um conjurador, fazendo um gás brotar do solo botando todos para dormir.

    Ao mesmo tempo em que Sigma investia no primeiro soldado, Heenett abaixou o corpo e girou em uma rasteira, que era acompanhada por uma onda de chamas larga o bastante para envolver todos os soldados que o rodeavam e quente o bastante para fazer as metralhadoras destes derreterem, e a armadura de alguns. Em seguida, usando as mãos e um impulso de chamas, ele saltou quinze metros no ar e jogou uma imensa bola de fogo nos soldados abaixo. Quando ele tocou o solo, todos estavam no chão, inconscientes ou mortos.

    Sigma se virou para Heenett e disse:

    — Precisamos sair daqui. Vamos entrar no meio dessa floresta para despistá-los, ai então eu te dou respostas.

    Heenett assentiu em silencio, e eles começaram a correr em direção à floresta antes que alguém mais viesse, curiosamente pela segunda vez naquele dia. No caminho, Heenett ouviu Sigma murmurar algo relacionado com o sobretudo dele estar parecendo uma peneira, mas achou que fosse só impressão. Saltando de árvore em árvore, eles não sabiam que estavam sendo seguidos...
    ___
    Tentarei postar mais nesse fim de semana, ou no inicío da semana que vem! Espero que gostem, fui!

    ~Heenett




    Publicidade:


    Jogue Tibia sem mensalidades!
    Taleon Online - Otserv apoiado pelo TibiaBR.
    https://taleon.online
    Última edição por Heenett; 03-05-2006 às 20:18.

  6. #6
    Banido
    Registro
    08-04-2005
    Localização
    São José dos Campos
    Idade
    34
    Posts
    2.896
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Muuuuitos mist&#233;rios.

    To ficando nervoso j&#225;.

    Em quantos capitulos a hist&#243;ria pode seguir um rumo mais certo? :rolleyes:

    E onde est&#227;o os outros Cavaleiros? =D

    Se realmente puder postar pelo menos mais um epis&#243;dio esse fim de semana, ficaria agradecido ^^

    Mas aulas sempre em primeiro lugar. =)

  7. #7
    Avatar de Onilink
    Registro
    24-09-2004
    Localização
    Jaffray - British Columbia - Canadá
    Idade
    36
    Posts
    2.647
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    O.O"

    Fuderoso...

    Continua pelo amor de Deus!
    Luto. Foda-se o pênalti.
    "Em algum lugar distante, um pequeno menino dentuço parecendo um esquilo, sempre sorridente, sorri, mostrando seu sorriso."



Permissões de Postagem

  • Você não pode iniciar novos tópicos
  • Você não pode enviar respostas
  • Você não pode enviar anexos
  • Você não pode editar suas mensagens
  •