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Tópico: Os doze guardiões

  1. #11
    Banido Avatar de Guardian of Muritanya
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    O roteiro não é tão ruim assim, mas você peca quando mistura coisas que não deviam se misturar em um só texto. Está tudo muito claro, transparente. Eu poderia escrever o final da sua história agora mesmo, e talvez até acertaria. Isso tira o interesse do leitor, ser previsível.
    Sua redação num tá lá muito boa não. Mas isso melhora só com o tempo mesmo.

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  2. #12
    Avatar de Heenett
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    Citação Postado originalmente por Guardian of Muritanya
    O roteiro não é tão ruim assim, mas você peca quando mistura coisas que não deviam se misturar em um só texto. Está tudo muito claro, transparente. Eu poderia escrever o final da sua história agora mesmo, e talvez até acertaria. Isso tira o interesse do leitor, ser previsível.
    Sua redação num tá lá muito boa não. Mas isso melhora só com o tempo mesmo.
    Putz, essa foi funda, você não foi nem um pouco piedoso, acabou com meu animo com essa ai, ahuahuahuhauhauh
    Mas bem, que bom que falou, eu realmente achei que o roteiro seria clichê demais, mas acho que ainda tenho tempo de mudar isso, tentarei evoluir o máximo possível em cada capítulo, e espero mais críticas assim, acompanhe a minha evolução ._.
    Ah, e vou dar meu máximo pra fazer desse texto algo completamente imprevisivel >=D

    Até
    ~Heenett

  3. #13
    Banido Avatar de Fernando_RB
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    Eu achei esse roleplay uma merda XD

  4. #14
    Avatar de Heenett
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    Ufa, acabei. Olha pessoal vou tentar atualizar isso aqui toda sexta e sábado. Esse ai tá pronto, demorei duas horas escrevendo, deram sete páginas de word. Espero que gostem .-.

    Capítulo 2
    Ruínas de memórias antigas

    Não era verdade.
    Não podia ser verdade.
    Ir atrás dos guardiões era uma coisa, mas... Aquilo??
    Não podia estar acontecendo, não, não podia.

    Pessoas mortas, milhares, milhões. Não era possível, quem poderia ter feito aquilo, QUEM PODERIA???
    Uma cidade inteira.. não, quatro cidades inteiras completamente destruídas, morte, destruição, milhares de vidas arruinadas para sempre, famílias e mais famílias destroçadas, pessoas que tiveram sua felicidade tomada pelo poder de uma ogiva nuclear...

    - Acho melhor sairmos daqui – disse Sigma – ou a busca vai nos alcançar.

    - Hã? – disse Heenett, voltando à realidade – Sair de onde?

    - Daqui. Os soldados vão chegar logo.

    - Tem razão, vamos indo.. – disse Heenett, ainda perdido em pensamentos.

    Eles saltaram para as árvores, por onde poderiam seguir sem deixar muitos rastros, e começaram correr sobre elas, aos saltos, com uma agilidade adquirida com anos de treinamento.
    - Espere – disse Sigma, parando – pra onde vamos?

    - Eu.. – disse Heenett, parando, e refreando uma lágrima rebelde que teimava em sair. Choro duas vezes numa só noite. Aquela estava sendo uma das piores noites de sua vida, mas ele não poderia deixar os sentimentos sobreporem à razão. Naquela hora, o mais importante era pensar direito, senão tudo viria abaixo.

    - Heenett?

    - Acho que devemos seguir pra cidade. Se houverem sobreviventes, ajudá-los é o melhor que podemos saber. Além do mais, os soldados terão dificuldades pra nos seguir por causa da radiação da bomba, ao contrário de nós, que temos a proteção das armaduras.

    - Tem razão – concordou sigma – mas não acha que aqueles trajes podem ser resistentes a radiação também?

    - Não sei. Apesar da proximidade do santuário da cidade, eu não acho que a nossa fuga estava incluída nos planos deles. Provavelmente o plano deles era nossa captura e evacuação antes da explosão, mas não dá pra ter certeza.

    - É. Acho que devemos seguir pra cidade, é realmente o melhor que temos a fazer. Mesmo com o risco de sermos perseguidos, não temos escolha.

    - Concordo, mas acho melhor disfarçarmos as armaduras, assim poderemos parecer sobreviventes ou pessoas que moram nos arredores, que não foram afetadas pela explosão.

    - Tem razão, vamos nos disfarçar e ir então.

    Com um gesto, um brilho branco intenso envolveu o corpo de Heenett. Repetindo o gesto, o mesmo aconteceu com Sigma. O brilho foi diminuindo gradativamente , até finalmente cessar. A aparência dos dois estava completamente mudada.

    Heenett, que antes vestia trajes vermelho-sangue, agora trajava farrapos azuis. A roupa era basicamente a mesma, um chapéu pontudo no estilo de bruxo, um traje longo e um sobretudo, mas agora, as roupas estavam velhas e muito usadas. A mascara tinha sumido. No lugar dela, havia a gola do traje, que cobria seu rosto até os olhos. Seu chapéu era de um couro velho e gasto, e suas botas pareciam pedir por uma sola nova. A esfera prismática que carregava nos braços começou a brilhar, e lentamente diminuiu, até se tornar um colar, que Heenett pôs no pescoço. Sigma, havia se ocultado completamente. Um sobretudo marrom escuro cobria-lhe todo o corpo, e uma máscara de ferro preto ocultava seu rosto. Em um bracelete, no seu punho direito, havia uma imagem da estátua que antes ele carregava. Não pareciam ser o tipo de roupas que se encontrava todo o dia, mas o máximo que uma pessoa comum poderia tirar disso é que eram duas pessoas extremamente excêntricas.

    - Não parecemos nada comuns. Isso nem conta como disfarce – riu sigma.

    - Não é hora para piadas, vamos rápido. – repreendeu Heenett.

    - Certo, me desculpe. Vamos rápido – disse sigma. E eles foram.


    Era uma tarde fria, naquela escola.
    A terceira série do primário A estava concentrada em seus exercícios de matemática, todos os alunos faziam com muita atenção.
    Todos, menos um.

    Um aluno, sentado bem no fundo da sala, olhava distraído para seu livro. Porque os outros demoravam tanto? Os exercícios eram tão difíceis assim? Porque perder tanto tempo com eles? O aluno desenhava. Ele desenhava a si mesmo, em um papel, cercado por diversas pessoas. Uma família. Algo que via seus colegas terem, mas que não tinha. Porque ele não tinha família? Porque ele morava em uma casa com outras crianças. Pessoas lá lhe davam comida e o limpavam, mas não eram família. Ele não ficava feliz ao vê-las, não era a mesma coisa. Aquelas eram simplesmente... pessoas, e não uma família.

    Família. Certa vez, ele tinha perguntado à professora o que era uma família. A professora disse que era o fruto do amor de um pai e de uma mãe. E o que é u pai, e uma mãe, ele perguntara. “Ora querido” – disse a professora – “você não sabe o que é um pai, ou uma mãe?” Ele respondeu que não. A professora lhe levou até uma sala e começou a olhar uns papéis. Ela parou o olhar em um certo papel e começou a lê-lo.

    Ao olhar pra ele denovo, a professora chorava. Ele não entendia. Então ela lhe explicou.
    Ele era órfão, não tinha pai ou mãe. Quer dizer, tinha, mas eles não estavam mais nesse mundo. Ele não sabia o porque, ela não sabia dizer porque, mas eles não estavam lá mais, não tinham ficado para cuidar dele. Ele havia sido levado para um orfanato, onde morava até hoje, com outras pessoas que não tinham família.

    E lá estava ele, desenhando sua família. Ou o que ele achava que deveria ser uma família. Pequenas gotas úmidas molhavam o livro. Ao ver que a professora se aproximava, ele limpou rapidamente o rosto e escondeu o desenho.

    - Já acabou querido? – disse a professora.

    - Sim, todos os exercícios. – disse o aluno, sem tirar os olhos do livro.

    - Ora, então comece a ler os exercícios do capítulo dois, querido.

    - Já fiz isso também – disse o aluno, gaguejando – já terminei o capítulo dois.

    - Ora – disse a professora, surpresa – Mas que garoto inteligente, até onde você chegou.

    - Ah.. não quero dizer..

    - Ora, fale – disse a professora, sorrindo – não é ruim ser inteligente

    - Eu já.. eu já acabei o livro. – disse o aluno, gaguejando mais ainda.

    - O que? Ora mas.... – a professora arregalou os olhos ao ver que o aluno não estava brincando – venha comigo, precisamos ver a diretora.
    Dois meses depois, o aluno estava de mãos dadas com a mesma professora, em frente a uma placa que dizia: “Instituto Mudvayne para jovens bem dotados”.

    “Instituto Mudvayne para jovens bem dotados”, era isso que a placa dizia. Heenett encarava aquela placa com pesar. O instituto ficava na periferia da cidade, e por isso havia sobrevivido à explosão. Era uma cidade muito grande.

    Infelizmente, não havia sobrado muito do instituto. O prédio estava completamente destruído. A base do prédio mal ficava em pé, e o pouco que sobrara dos andares superiores havia tombando sobre os andares inferiores, fazendo o prédio desabar e esmagando várias pessoas junto com ele. Uma bomba nuclear. Quem seria tão bárbaro a ponto de usar uma coisa daquelas?

    - Achei alguém! – gritou sigma – Está embaixo dessa pedra, parece ferida, me ajude aqui!

    Heenett se virou e foi até sigma. Havia uma mulher loira meio coberta pela rocha , sangrando e inconciente. Com a ajuda de sigma e um esforço tremendo, eles moveram a pedra, e logo depois levaram a pessoa para o meio do que havia sido a rua.

    - Escute – disse – Cuide dessa pessoa enquanto eu procuro por mais sobreviventes nas ruínas.

    - Certo – respondeu Sigma, abaixando-se sobre a mulher e começando a aplicar os primeiros socorros emergenciais.

    Heenett seguiu pela rua destruída.
    Os escombros vinham de todos os lados. Heenett podia reconhecer restos de casas, lojas, dentre os destroços do instituto. Aquele era o subúrbio da cidade, onde ficavam as pequenas residências e as pequenas lojinhas. De vez em quando era construída um grande edifício, como o Instituto Mudvayne ou um shopping, mas era em si um bairro de construções menores. Mesmo assim, o desastre era enorme. Heenett mal podia caminhar pela a avenida em meio as destroços. Havia muita poeira, sangue, partes decepadas de corpos, pessoas mortas. Aquilo era horrível. Seja lá quem fosse que estivesse por trás disso e do ataque ao santuário, iria pagar, era uma promessa.

    Umas duas vezes encontrou alguém respirando, e rapidamente os socorreu e os levou até Sigma. Não havia muito que fazer, até mesmo os hospitais estavam dizimados. Tudo o que Sigma podia fazer, era colocar algumas ataduras e fazer alguns pontos, mas aquelas vítimas estavam longe da segurança, a maioria ainda estava prestes a morrer, mesmo depois dos primeiros socorros.

    Em meio a toda a poeira e morte, Heenett ouviu um barulho vindo de trás. Ele estivera tão distraído com a destruição que não notara ninguém vindo. Centelhas de fogo se ascenderam nas mãos dele, quando o barulho se repetiu. Ele parou de andar. De repente, uma mão emborrachada cobriu se nariz e boca por trás cortando a sua respiração. Heenett abaixou as mãos, pronto para usar as chamas de impulso para um pulo, quando uma voz disse em seu ouvido:
    - É perigoso ficar aqui, a radiação é perigosa, venha, o levarei para um lugar seguro.

    Heenett tirou a mão do suspeito de seu rosto.

    - Quem é você? – disse.

    - Um amigo – disse o homem, que parecia estar usando uma roupa de astronauta – Essa roupa é contra a radiação, venha a cada segundo você perde mais tempo de vida, a bomba explodiu e espalhou radiação por toda a área.

    - Espere. – disse Heenett, se afastando – Um amigo meu está tratando de alguns feridos, vou chamá-lo.

    - Não, a radiação..

    - Eu irei rápido – disse Heenett, indo devolta em direção a Sigma. O estranho seguiu seus passos.

    Ao alcançar Sigma, Heenett se aproveitou do fato do estranho ainda estar longe, e disse, em voz baixa:

    - Ele diz que quer nos proteger da radiação e não me parece estar mentindo. O que você acha?

    - Qualquer coisa vai ser melhor pra essas pessoas do que ficar aqui na rua – respondeu sigma – desse modo, elas estarão mortas em minutos.

    - Venham logo, vocês correm perigo aqui fora! – disse o estranho novamente.

    Heenett e Sigma seguiram o estranho, carregando os doentes com a ajuda dele. Eles seguiram por cerca de dez minutos, até chegar nos destroços de uma casa completamente destruída.

    - É aqui embaixo – disse, guiando-os para uma porta feita de ferro embutida no chão, aparentemente intacta – Entrem! – falou, ao abrir a porta – antes que a radiação lhes tire mais vida!

    O homem com a roupa de astronauta entrou, junto com Heenett e Sigma. A porta se fechou atrás deles com um estrondo. Eles estavam alarmados e com os ataques de fogo e ácido preparados.

    - Vocês vão ser cobertos por uma espuma que vai tirar a radiação de seus corpos. – disse o mesmo estraho.

    De quatro canos antigos, PVC, saíram jatos de uma espuma branca fétida, que cobriu a sala inteira. Ainda dava pra respirar, mas era uma sensação extremamente desagradável. Ao acabar, foram banhados por jatos e água gelada, e em seguida por ar quente. Logo depois, uma porta à frente se abriu.
    O estranho seguiu pra fora, indicando para que os seguissem, e em seguida, tirou o capacete. Ele era um homem loiro, que usava óculos quadrados e um rabo de cavalo prendendo seus cabelos compridos. Sua cara era cheia de espinhas, e ele disse:

    - Desculpe o mau jeito lá atrás, a exposição à radiação era muito perigosa! Eu sou Henrique, e aquele ali que está cuidando daquela mulher é o Guilherme, meu irmão mais velho. Venham, tragam os feridos pra cá, Guilherme vai cuidar deles.

    Guilherme parecia estar dando um remédio a uma velha senhora de pele negra. Ao terminar de fazê-lo, ele se levantou, e cumprimentou os recém-chegados com uma pequena reverencia, e voltou ao trabalho.

    - O Guilherme é mudo. Ele se formou paramédico e veio comigo quando eu o chamei pra esse abrigo. Há muito tempo eu soube que talvez ocorresse um desastre nuclear, e empreguei as economias de minha vida toda na construção disso aqui. Isolado da cidade, um possível alvo, não seria destruído em caso de bomba, e resiste à radiação e tem suprimentos pra um mês. Como temos somente um traje anti-radiação, eu saio e resgato pessoas, enquanto eles cuidam dos feridos! Bem, sejam bem vindos.

    Heenett e Sigma olharam em volta. Era um lugar pequeno, uns trinta metros quadrados, no máximo, haviam mais de quinze feridos deitados sobre toalhas e colchonetes, todos vestindo mantas limpas e enfaixados, provavelmente também dormindo sob a ação de remédios. No canto, havia uma porta, e um terminal de computador. Henrique colocava seu traje em um suporte.

    - Desculpe – disse ele – mas estamos sem espaço. Eu costumava manter uma antena apontada pro espaço, pra detectar mísseis, e assim que detectei aquele, desci com Guilherme pra cá. Todos me chamaram de maluco, mas parece que esse abrigo finalmente se provou útil. O espaço é pouco, mas fiquem a vontade. Temos pouca comida também, mas se estiverem com fome, podem comer. Estive coletando feridos desde a explosão, há cerca de uma hora.

    Enquanto Sigma ia ajudar Guilherme, Heenett olhou admirado para o computador:

    - É uma bela máquina. Você tem acesso à Internet?

    - Sim, entende de computadores? – perguntou Henrique, surpreso.

    - Haha – sorriu Heenett – Hackeio servidores desde os oito anos, e estava precisando checar uma coisa...

    Henrique murmurou um palavrão baixinho.

    - Desde os oito anos??? Você é alguma espécie de gênio mirim?

    - Não diria que sou um gênio mirim hoje em dia, mas entendo de bastante coisa. Será que eu não poderia tentar invadir o site do governo daqui? Eles têm informações que eu preciso ver.

    - Olhe, tome bastante cuidado, não quero ser rastrado pelo governo. Considerando o que foi feito nessa cidade, eles provavelmente explodiriam esse lugar.

    - Fica frio cara. Eu já invadi o servidor da agencia espacial aos catorze anos, e minhas habilidades não estão enferrujadas, acredite.

    - Bem, vou considerar isso como uma experiência de aprendizado. – riu Henrique – vamos ver o que você pode fazer.

    Heenett começou a digitar tão rápido que seus dedos mais pareciam um borrão sobre o teclado. Em segundos, ele já estava na área restrita do site navegando pelas informações

    - Uau... Você digitou comandos ai que eu nem pensava que existiam.. – disse Henrique, com os olhos arregalados - O que você tá procurando ai? E esse não é o site do governo!

    - É sim, mas é o site do governo de um outro país, invadir esse tipo de coisa é fichinha pra mim, e parece que eles estavam planejando mesmo uma guerra, veja: “Operação chuva de fogo”, um nome bem sugestivo. Vejamos aqui, tem o bla bla bla.. aqui está. operação “chuva de fogo” . As informações são bem curtas, parece que era tudo que os soldados precisavam saber. Provavelmente os detalhes são mantidos em um servidor separado, sem conxeção à Internet, merda. Mas vejamos aqui.. Operação chuva de fog... CARALHO!

    - O que foi??? – Perguntou Henrique.

    - Aqui está dizendo que esta operação era uma operação de quatro bombardeios simultâneos.. nas quatro principais cidades do país, veja, aqui estão falando os alvos e a hora do impacto, quatro cidades ao mesmo... Sigma, vem aqui, precisamos conversar. Assuma o computador Henrique – acrescentou. Heenett se levantou e foi até dentro da despensa com Sigma, e disse, em uma voz baixa e corrida:

    - Precisamos sair daqui. Eu preciso encontrar os dados sobre a operação de invasão ao santuário, mas eles devem estar na base central. Precisamos ir até a estrada e nos infiltrar em um dos veículos, pra chegar lá e planejar uma invasão. É vital para nós saber o quanto eles sabem sobre os guardiões nesse momento.

    - Certo, mas aqui não é seguro. – disse Sigma - Vamos sair daqui rápido e sumir de vista, poderemos discutir melhor lá fora, longe de ouvidos. Eu já localizei o mecanismo que ativa a porta pra sair, vamos!

    Rapidamente, Heenett e Sigma deixaram a dispensa e foram em direção a porta. Henrique estava ocupado com o computador, e Guilherme com os doentes. Sem que eles percebessem, eles ativaram o mecanismo de saída do abrigo. A porta girou sem fazer barulho. Fazendo pouco mais de ruído que uma pantera, Heenett e Sigma atravessaram a porta, e a outra porta, deixando o abrigo e indo para a luz do dia.

    - Vamos logo, não temos tempo a perder! – disse Heenett.

    E eles foram.
    E nas costas de Heenett, menor que um grão de areia, um localizador bipava. Cerca de cem metros atrás, uma mosca câmera acompanhava cada passo dos dois.

    Em algum lugar distante dali, o comandante disse a um cientista chamado Gustaf, as seguintes palavras:

    - Já vi o bastante. Vamos executar a fase dois.
    __
    -fim do quarto capítulo-
    Última edição por Heenett; 03-05-2006 às 20:17.

  5. #15
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    Que ctrl+c foda esse do flog, hein? xD
    Bom, to amando *.*
    A mistura com as tecnologias de hoje com guerreiros (cavaleiros, no caso), ficou ótima @.@
    Esperando até semana que vem~




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  6. #16

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    Eu diria que mesmo se você quizesse estragar o rumo da história na conseguiria mais..
    Mas se tratando de você, eu não digo nada.hehuheuhaue...

    Muito bom , e pensa positivo, se Matrix deu sucesso, e se a Xuxa ainda não saiu do ar, com certeza essa história tem tudo para progredir!
    Porque é muito melhor que essas coisas ai...
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  7. #17
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    Fiz dessa a segunda parte do capítulo 4, achei que ficou horrivel(como sempre), mas espero que gostem!

    Capítulo 3 - parte II


    Em uma estrada não muito longe daquela cidade, rugia o som de uma motocicleta em movimento. O ocupante do veículo tinha cabelos grandes que desciam até o meio das costas, um rosto cheio de cicatrizes e com a barba a fazer. Ele usava óculos escuros, uma camisa branca, larga e rasgada, e uma jeans também rasgada em alguns pontos, presa à sua cintura por uma corrente. Ele usava um sobretudo marrom escuro, uma pulseira preta, botas que subiam até o joelho, e nos seus ouvidos haviam fones que tocavam o melhor do rock pesado. A motocicleta em si também impressionava, era um modelo grande, caro, todo preto, com detalhes prateados e pinturas de crânios. E o motoqueiro seguia estrada afora.

    Pouco mais de um quilometro depois, o motoqueiro notou um bloqueio na estrada. Dois caminhões do exercito fechavam o caminho, e uns cinco soldados vestindo fardas verdes e armados com metralhadoras garantiam que nenhum espertinho iria tentar passar à força. Aquele que tentasse, iria ter os pneus e a cabeça perfurados por balas cobertas de teflon, um tecido que aumentava a perfuração do tiro.

    “Porcaria” – pensou o motoqueiro. Ele sabia que iria acabar encontrando algo assim, mas esperava que fosse numa proximidade maior da cidade. Daquele jeito, ele não poderia escapar despercebido, ele teria que improvisar. Ele sorriu. De certo modo, era daquilo que ele gostava.

    — Alto! – disse um dos soldados, cuja voz estava de alguma forma sendo amplificada – Pare o veículo e saia com as mãos para cima!

    A moto continuava se aproximando.

    — Pare, repito, PARE! – insistiu o soldado – Se não parar, iremos abrir fogo!

    A moto não parava.

    — Este é seu ultimo aviso! – disse, mas a moto continuou se aproximando – Certo, iremos abrir fogo! – falou, apontando a metralhadora para os pneus da motocicleta – Preparar, apontar, e...
    A moto, naquele exato momento, fez uma curva, derrapando na estrada, e parou, paralela aos soldados, cujas metralhadoras continuavam firmemente apontadas para a motocicleta e para o motoqueiro.

    — Desculpe, eu não estava ouvindo – disse o motoqueiro, apontando para os fones – e também não tinha notado o bloqueio, estava quase dormindo na direção, é o que acontece depois de quase desesseis horas andando sabem? Bem, em que posso ajudá-los?

    — MÃOS AO ALTO – berrou o soldado.

    — Certo, certo, não precisa atirar! - disse o motoqueiro, levantando as mãos, parecendo extremamente entediado.

    Um dos soldados largou a metralhadora e pegou um detector de metais. Outro algemou o motoqueiro, enquanto um terceiro o revistava. Dos dois restantes, um começou a fazer uma busca na moto, enquanto o outro apotava a metralhadora para a cabeça do motoqueiro.
    Encontraram apenas um MP3 player, uma garrafa com um líquido transparente e uma seringa.

    — O que é isso? – perguntou um dos soldados.

    — Aquilo ali é um tocador de MP3. Na garrafa tem insulina – disse, indicando a garrafa com um dos pés – Eu sou diabético. A seringa é pra injetar o líquido no meu corpo, obviamente.

    — Diabético? – perguntou o soldado, extremamente desconfiado – Nesse caso, onde está seu medidor de glicose sanguínea?

    — Esqueci – disse o motoqueiro, sorrindo. Com um súbito movimento, mais rápido que a reação de qualquer soltado, o motoqueiro levou um dos pés ao ar e deu um chute na metralhadora, arremessando-a para longe. Em seguida, derrubou os dois que o revistavam com um giro e uma rasteira, e golpeou a têmpora do que fazia as perguntas, fazendo-o ficar inconsciente. Com um rolamento, derrubou um quarto soldado que vinha por trás, e derrubou o quinto com um chute na face. Em seguida, golpeou as têmporas dos soldados que ainda estavam caídos, levando-os ao mundo dos sonhos. Ele disse:

    — Tsc. Voluntários. É isso que dá pegar civis sem treinamento e botar pra fazer um serviço desses. Eles nem tinham treinamento de luta corpo a corpo, e nem são profissionais, nem deixaram ninguém de cobertura!

    Ele pegou um molho de chaves do cinto de um, abriu as algemas, pegou a garrafa e a seringa, e montou na motocicleta. Em seguida, colocou os fones de ouvido, pegou o tocador de MP3, e apertou um botão. A lista de músicas na tela foi substituída por um mapa de toda a região. Nesse mapa, dois pontos vermelhos se moviam lentamente. Segundo a escala, eles estavam há uns sessenta quilômetros de distância.

    Sem dizer nada, o motoqueiro ligou a moto, e botou o MP3 pra tocar a música que ele estava ouvindo. Em seguida, continuou seguindo estrada afora. Ia ser um longo dia.


    Heenett e Sigma ainda corriam pelos destroços, nesse momento próximos à saída norte da cidade. Um silencio sobrenatural pairava sobre os dois , sendo os únicos barulhos que eles ouviam o som de seus passos sobre os destroços.

    — Como você pretende chegar à base central Heenett? – disse Sigma – Não sabemos o local da base, e ela provavelmente é muito bem protegida..

    — Segundo as informações que eu consegui naquele site, o plano era cercar as cidades bombardeadas com soldados e destruir todas as formas de comunicação que os sobreviventes poderiam ter. Como a Internet naquele abrigo ainda estava funcionando, eu acho que eles ainda estão ocupando os arredores da cidade. Provavelmente querem impedir que sobreviventes peçam ajuda, é muito mais conveniente para eles que pensem que não houveram sobreviventes...

    — Certo mas... como isso nos ajuda a chegar na base deles?

    — Vamos seguir pela estrada norte e pelos arredores da cidade até encontrarmos soldados. Vamos falar que temos informações sobre sobreviventes. Eles provavelmente vão nos prender e levar a interrogatório, coisa que, se tivermos sorte, vai acontecer na base central.

    — Tem muitas coisas nesse plano que podem botar tudo a perder.. mas bem, e se não tivermos sorte?

    — Ai, Sigma, vamos ter que dar um jeito.

    Por baixo da máscara, sigma sorriu. Heenett parecia encarar aquilo tudo como um jogo. De certo modo, era o melhor a se fazer, pois não era bom pensar no que estava acontecendo em volta, isso poderia fazer a pessoa se desesperar. Essa maneira de pensar poderia ser exatamente aquilo que os salvaria. Ou não, é claro. Mas não tinham outra opção, de modo que tudo o que ele que podia fazer era concordar e seguir adiante com a idéia, esperando que nada desse muito errado...

    Pouco tempo depois, eles estavam na estrada principal e seguindo para o norte. Heenett disse que o país que soltara as bombas era um país do norte, então era de lá que as forças viriam. No inicio, a estrada parecia mais do que deserta, e o único som de motor que eles haviam ouvido havia parado já fazia algum tempo.


    Cerca de meia hora antes, o motoqueiro percebeu que os dois pontos vermelhos vinham de encontro a ele, pela estrada. Ele não podia ser visto ainda, de modo que parou sua moto, a escondeu, e ficou de tocaia, esperando que eles aparecem para começar a segui-los a pé.

    Cerca de duas horas depois, Heenett e Sigma avistaram um comboio de cinco caminhões. Rapidamente, eles pararam e começaram a fazer sinal com os braços, pedindo aos caminhões que parassem.

    O comboio de caminhos parou quando a frente do primeiro estava ah trinta centímetros do rosto de Sigma. O motorista do caminhão tirou a cabeça pra fora da janela e disse:

    — EI, qualé a de vocês caras?

    — Nós estávamos... – começou Sigma, mas foi interrompido por um soldado armado que acabara de aparecer. Ele usava uma armadura negra ultraleve e um capacete multifuncional, esse era um profissional.

    — Parados, mãos ao alto – disse o soldado, com a voz filtrada pelo capace – Entrem no caminhão!

    O soldado os algemou e os levou até o ultimo caminhão e os colocou na parte traseira. O comboio era composto de dois caminhões negros e militares nas extremidades, e caminhões cinzentos com um estranho logotipo na parte interna do grupo. O logotipo era de uma dupla hélice de DNA dentro de um globo ocular. Sob o logotipo, estavam os dizeres “Desenvolvimentos G&M”
    Heenett e Sigma foram colocados entre caixotes, aparentemente era um caminhão de carga.

    — Não interessa o que vocês queiram – disse o soldado, com a voz amplificada pelo capacete – vocês vão ficar ai e serão levados à central. Não façam perguntas e as coisas vão ficar bem pra vocês, fui claro? Ótimo – terminou, fechando a porta do caminhão

    “Foi mais fácil do que imaginei” pensou sigma. Em seguida, disse:

    — O que acha daqueles logotipos?

    — Falamos depois, esses caminhões devem ter escutas

    Sigma assentiu em silêncio. Falariam depois. Naquele momento, deveriam esperar chegarem ao seu destino. Seja lá qualquer que fosse o destino deles, era o melhor que eles poderiam ter feito já havia sido feito, agora só restava esperar. Sigma começou a se lembrar dos tempos em que treinava, dos tempos em que dedicava-se somente aos estudos e ao treinamento. Eram tempos árduos, mas ele gostava. Ele se lembrava daquela vez em que seu mestre o repreendera por roubar comida no refeitório, se lembrava de seus colegas...

    E em meio a essas lembranças tranqüilas, Sigma adormeceu.


    O motoqueiro observava o comboio se afastar. “Merda” pensou. Em seguida, começou a correr em direção ao lugar onde tinha deixado a sua moto, torcendo para que o comboio não se afastasse muito. Ia ser realmente um looongo dia.
    Última edição por Heenett; 03-05-2006 às 20:18.

  8. #18
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    Você é muito modesto Heenett =)

    Se isso é uma merda, quero nem saber quando você fizer um capitulo que preste =DDD

    Rox, só quero saber agora quem é o tal motoqueiro =)

  9. #19
    Avatar de Aoshi sharpmind
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    É depois de ler roleplays como esse que eu percebo que eu NUNCA poderia fazer um roleplay e quanto mais posta-lo no Tibiabr para ser humilhado por essas histórias fuderosas.
    Ta realmente muito bom, roleplay só medieval do dragãozinho a princesa, o druida e o bardo numa aventura enche a poha do saco, esse ficou maneiro.

    Btw MP3 com mapa?
    <Liga pra Apple>
    Aoshi says: Ai to ocm uma id&#233;ia aqui pra vender proces.
    Cara da Apple: Qual id&#233;ia?
    Aoshi says: MP3 com mapa
    Cara da Apple says: OMG!!!!!! Do 100 zilh&#245;es de reais por essa ideia
    Aoshi says: Deal
    PERDEU PERDEU PERDEU!

  10. #20

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    Ficow muuuuuuuuuuuuito show!!! atrás da porta numero 3 temos....O MOTOQUIERO MISTERIOSO!!! huahuahauahu,zuanu...tah mt bom mesmo,vc realmente põe sentimento qnd escreve,parabens...continue assim

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