Bem pessoas, desculpem-me a demora de duas semanas, eu passei uma semana viajando e nessa semana tive muito dever e tive que estudar pras provas, mas agora deu o terceiro capítulo =D
Capítulo 1(parte 3) - Heenett, o Guardião do Fogo
Tic, tac, tic, tac.
O relógio avançava.
Quem andasse por aqueles corredores naquela hora, não ouviria nada a não ser um relógio e um leve som de digitação quebrando o silêncio.
"Merda" - pensou o ciêntista. Os resultados haviam sido desastrosos. Os dois alvos fugiam floresta adentro e os soldados, os poucos que restaram, não estavam tendo sucesso em rastreá-los. Enquanto terminava de digitar aquele relatório, ele se lembrava do que havia sido a maior oportunidade de sua vida, duas semanas antes...
Ele estava na sala do comandante. Apesar de sua excitação inicial, ele estava receoso, com medo, e queria estar em qualquer lugar menos ali. A cadeira do comandante, de costas para a porta de entrada, inspirava pavor. Decisões sobre o destino de milhares de vidas partiam dali. Seus joelhos treimam, e ele não conseguia respirar profundamente. Ele quase derrubou o material que tinha trago quando o comandante disse:
- Fale o que quer falar.
Ele respirou fundo, se tentou se acalmar(em vão) e começou a falar tentando gaguejar o menos possível:
- E.. Eu estive estudan.. eu estive estudando diversos documentos, e penso ter encontrado algo que possa representar alguma ameaça para a operação que será realizada em duas semanas.
Os dedos do general, tudo que era possível ser visto por detrás daquela cadeira, tamboliraram, impacientes.
- Na verdade.. - continuou o cientista, engolindo ao seco - na verdade são documentos históricos antigos que eu estive estudando, e eles apontam para a existência de uma ordem secreta de.. de... - engoliu ao seco novamente - de guardiões, senhor, guardiões que tem mantido a ordem em meio ao caos por milênios até agora.
O comandante falou pela primeira vez. Sua voz era grave como a mais profunda das criptas, e fria como a morte:
- Uma ordem secreta de guardiões? - disse, impaciente, ainda sem virar a cadeira - Do que você pensa está falando?
- Diversos documentos senhor, provas históricas. Registros no egito antigo falam de alguém que foi capaz de fazer uma rocha simplesmente sumir, para que as pessoas que estavam presas sob elas fossem libertadas. - ele hesitava cada vez mais - Li histórias de pessoas que viram um velho invocar os trovões de uma tempestade para impedir o avanço de um exército, histórias de alguém capaz de incendiar cententas de cidades com um mero desejo, e eu..
O comandante interrompeu:
- São apenas contos de fadas, como aqueles que falavam da existencia de Deuses que con trolavam mortais a paritr de um alto monte. São apenas lendas. Isso é tudo que tem a me dizer?
O cientista tremia mais que gelatina nesse momento:
- Não, senhor.. é que.. é que... é que eu encontrei evidencias da existencias deles hoje em dia!
- O que? Do que você está falando, ciêntista, por acaso está ficando louco? - disse o comandante.
- Não, senhor - disse o cientista, fechando os olhos de medo - É verdade! Notícias sobre pessoas resgatadas misteriosamente do fundo de um edifício em ruínas, incêndios florestais controlados.. pessoas vítimas de um terremoto não paravam de falar de uma pessoa que podia fazer o tremor parar, uma pessoa usando um manto marrom..
- BASTA! - disse o comandante - são relatos mentirosos de pessoas que tiveram alucinações, NADA MAIS, e se isso for tudo, saia de minha sala.
- Mas senhor, eu tenho um vídeo!
- Um vídeo? - perguntou o comandante, misterioso.
- Sim, senhor. Nos arquivos de uma emissora de TV antiga, eu encontrei um vídeo que prova a existencia de tais pessoas. O vídeo foi desacreditado por acharem ser um fruto de efeitos especiais, mas eu o submeti a sérias análises técnicas, e não há nenhum tipo de montagem ou edição digital presentes nesse vídeo, deixe-me mostrá-lo, por favor!
- Que seja breve - disse o comandante.
O cientista foi aos tropeços para o computador, e inseriu no drive o CD de alta capacidade. O vídeo foi reproduzido em um telão diretamente à frente da cadeira do comandante. Quando os quatorze segundos de vídeo se acabaram, o comandante falou interessado pela primeira vez naquela noite:
- Que outras provas você tem?
- Fotos, senhor - disse o cientista - fotos e gravações amadoras de um incendio florestal se apagando do nada, e de um suposto homem que parava os terremotos, olhe agora.
Os vídeos estavam sendo exibidos no telão.
- Não há sinal de montagem?
- Montagem nenhuma, senhor.
- Mostre-me as fotos.
O cientista passou as fotos para o comandante, sem ousar olhá-lo. Em vez disso, concentrou-se firmemente no chão.
- Parece que estamos chegando a algum lugar, Gustaf. O que você fez quanto a esses vídeos?
- Eu.. - disse Gustaf, mais confiante - eu monitorei as notícias esperando por desastres naturais. Quando houve um incendio florestal, eu tirei um satélite espião da órbita para verificar.
- E o que você viu?
- Havia alguém lá senhor. Alguém vestindo trajes vermelhos. Ele apontava as palmas das mãos para as chamas e elas se apagavam aos poucos. Tão logo apareceu, sumiu, mas eu consegui implantar um localizador em seu corpo através do satélite.
O general virou-se para o cientista gustaf. Ele ainda seus olhos firmes no chão, enquanto continuava a falar:
- Eu segui o sinal até um vale isolado, até um vale cercado de montanhas, curiosamente no mesmo país incluso nos planos da operação.
- O que você viu com o satélite?
- Era um monumento senhor. Parecia um palácio. Trabalhado em ouro, mármore e pedras preciosas, o palácio erguia-se no vale. O estranho de roupas vermelhas entrou dentro do palácio e permaneceu lá até agora, fazendo somente pequenas saídas.
- E você enviou um grupo de paraquestistas para verificar o palácio?
- Eu pensei nisso senhor, mas na verdade o palácio é.. bem.. - disse, baixando cada vez mais a voz - uma atração turística. O vale costumava ser isolado, mas há uns 50 anos foi terminada a construção de uma cidade lá perto, e logo depois disso o palácio foi descoberto e aberto como um museu após alguns estudos.
- Um museu?? - Disse o general, enraivecendo-se - Hora, SEJA MAIS CLARO, que baboseiras são essas?
- Sim senhor, eu mesmo não demorei pra acreditar. No mais cedo possível, visitei o museu. Ele contava uma história de doze guardiões que usavam poderes para deter catástrofes naturais e antrópicas* desde os tempos do império romano.
- Guardiões que detiam catástrofes naturais? Considerando os vídeos que me mostrou, não é um absurdo completo. Continue.
- Bem, senhor, os guardiões eram doze, e o templo dizia o nome e alcunhas desses guardiões. Eles eram Heenett, o Guardião do Fogo, Augustus Sigma, o Guardião do Ácido, Stryder, o Guardião das Sombras, Onilink, o Guardião do Céu, Dard, o Guardião da Terra, Thresdárius, o Guardião da Tempestade, Shalkan, o Guardião do Gelo, Wind, o Guardião da Luz, Lalkiam, o guardião dos Álcali, Hayana, a Guardiã das Feras, Nyla, a Guardiã das Plantas, e Morozesk, o Guardião da Água.
- Continue - disse o comandante, sério.
- O templo não falava muito mais coisa, mas falava que todos os guardiões carregavam com sigo certos artefatos, e aquilo que falei sobre proteger o planeta de desastres.
- Diga rápido aonde quer chegar.
- Se o seu plano der certo, eles provavelmente vão oferecer resistencia. Acho que o senhor devería eliminá-los antes que eles estivéssem preparados para reagir.
- Apesar de parecerem provas promissoras, eu não vou arriscar uma tropa para deter guardiões que nem devem existir.
- Senhor, eu tenho um ultimo vídeo - disse o cientista, confiante - obtido recentemente, é a gravação de uma câmera mosca que mandei para monitorar o sujeito que estava restreando. Observe essa filmagem.
O comandante observou as filmagens.
- Mande três batalhões de tropas especiais para esse templo, eles devem capturar os guardiões que estiverem lá. Quantos aos outros que não estiverem lá, rastreie-os, quero que monitore e filme cada catástrofe ao redor do globo até rastrear e levantar informações sobre cada um deles. Em seguida, elimine-os.
- Sim senhor, farei isso! - disse o cientista.
...
O relatório estava terminado. Agora, ele teria que ir ao general reportar os resultados e o atraso da operação. Ele engoliu ao seco ao ver-se diante da mesma cadeira, como em duas semanas antes, e começou a falar:
- Senhor, eu gostaria de informá-lo que..
- Agora não! - disse o comandante - Estou apreciando um grande espetáculo, a fase um da operação acabou de ser executada.
Longe dali, no topo de uma árvore em meio à floresta, Heenett e Augustus Sigma olhavam para a cidade, horrorizados.
Eles conseguiram contar quatro cogumelos de fumaça subindo no horizonte.
Em algum lugar não muito longe, equipes de busca vasculhavam a floresta.
_____
Fim do terceiro capítulo.
Observações:
*causadas pelo homem
** títulos pelo qual alguém é famoso
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