A Ponte das Almas
Capítulo
I
Parte I - Matt
Canadá:
Acordou devagar mente, era mais um dia de neve, consequentemente não haveria aula naquele dia, estava bem feliz. Ao se levantar foi logo ver a janela, crianças e jovens brincavam de patinar, construir bonecos de neve e brincar de formar bolinhas para um tacar no outro. Parecia ser divertido, mas queria observar só por um tempinho.
Passou as mãos nos cabelos bagunçados, vestiu seu boné azulado. Foi rapidamente ao banheiro escovou os dentes, soltou um belo sorriso, era hoje o seu primeiro encontro.
Após isso vestiu uma jaqueta preta e uma calça jeans. Pegou um pedaço de folha de caderno, onde estava escrito o que deveria dizer, estava muito ansioso.
-É hoje o dia! – Gritou.
-Matt! – Berrou uma voz feminina que soava irritada. – Seu café da manhã!
Desceu as escadas rapidamente, tropeçando em alguns degraus até chegar à cozinha.
Era bela e limpa. De cor amarelada bem clara, onde a mesa redonda ficava ao centro perto da geladeira e fogão que uma mulher de cabelos loiros estava fritando ovos.
-Cheguei! – Disse o menino.
-Coma rápido, eu preciso falar algo com você. – Disse seriamente.
Naquela vez tinha estranhado o jeito de falar da sua mãe. Ela sempre era calma em seu jeito de falar, chegava a ser meigo.
Pegou um pedaço de pão e mastigou.
-O que houve? – Disse com a boca cheia.
-Bem filho, você não entende o porquê de ver espíritos vagando.
-Sim. – Dando outra mordida no pão.
Era normal dos dois falarem de espíritos, já que viam todos os dias.
-Seu pai, antes de morrer, disse para eu conversa-se com você sobre isso. – passou as duas mãos nos cabelos castanhos do filho, em forma de pausa. – Não lhe contei sobre isso antes porque achei que não era a hora. – Tossiu duas vezes. – Bem irei rapidamente ao final, nossa família é de xamãs.
-Tá bom, já sei da guerra. – A face do menino estava desinteressada na conversa.
-Mas não é isso, vários seifadores estão vindo para cá amanhã à noite. – A mãe falou bem baixo com uma expressão de indignada. - Temos que sair daqui, você é o portador do cristal.
-O cristal! – Os olhos castanhos do garoto se viraram para a mãe. – O que invoca todos os espíritos!? – Cuspiu o pão.
-Sim, filho, eles estarão atrás de você! – Disse aflita olhando seriamente com aqueles olhos verdes. – Além disso, contratei um xamã, na verdade, um domador de espíritos¹ para te ensinar a se proteger.
-Quando começo?
-Hoje. – Disse com os olhos fechados.
A face do garoto parecia ser de surpresa. Queria ter saído com a menina hoje, mas seria impossível.
Continua...
¹Domador de Espíritos – Segunda classe da hierarquia xamã. (Eu que inventei)
