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Se foi a velhinha, 70 ano de trono.
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Se foi a velhinha, 70 ano de trono.
Eu to em choque, rip Betinha :chora:
Lembrei disso aqui:
https://youtu.be/yqrAPOZxgzU
R.I.P
Nem sei muito o que falar, acho que ela teve uma vida boa e viveu em sua plenitude a nobreza, não precisou passar pelo sus e sofrer por meses em uma cama, então pode passar a coroa tranquilamente e deixar que o filho tenha juízo e não faça nenhum absurdo pelo tempo que ficará no lugar :lol:
A nobreza britânica só tem esse glamour todo por ter perdido quase todo poder político. Se essa rainha ainda tivesse poder absoluto, todo mundo ia odiar a véia. O que a família fez com a Diana e com as mulheres dos netos já demonstra bem que são todos filhos da puta.
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Isso me fez lembrar que no Brasil temos "monarquistas", gente que quer, voluntariamente, bancar os luxos de uma "família real" à troco de nada. Como se não bastasse os luxos que a gente já banca dos políticos que elegemos
Tem também os "anarcocapitalistas monarquistas". Esses dá pra mandar direto para o CAPS.
Mas esses são os monarquistas, não tem muito poder cognitivo para serem uma ameaçahttps://uploads.tapatalk-cdn.com/202...ef00bc8326.jpg
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Eu já estive nesse meio entre 2016-2018 e posso dizer que esse movimento nunca vai pra frente. Já argumentaram diversas vezes que manter a família imperial no poder custaria menos que sustentar todo o aparato político atual + ex-presidentes que por alguma razão ainda recebem dinheiro do governo. Que haveriam mais formas de regular quem viraria político, quem seria escolhido pros cargos, dentre outras coisas que já esqueci.
Mas tem vários problemas maiores que os pontos positivos: Povo foi ensinado a odiar monarquias (Com exceção da britânica que é 100% pop) e considerar Dom Pedro II e companhia um bando de escravocratas nojentos, a própria família imperial atual não tem apelo nenhum ao povo e não se esforça pra melhorar a opinião deles, indo só em encontros controlados, e o próprio movimento pró-monarquia é dividido, com aqueles que querem algo parlamentarista e duas parcelas que ou querem algo mais conservador, fechado e centralizado, e outro que, por incrível que pareça, quer algo mais próximo do absolutismo.
Abandonei o movimento por causa dessas paradas aí. Última amostra de apoio que fiz foi votar no deputado que é princípe, mas não acompanhei mais ele.
@Topico
Duelo entre ela e a princesa Diana onde lá que elas estejam vai ser épico.
Porra charlinhos como assim você era monarquista
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No Brasil faz falta de um poder moderador para por ordem nestes 3 poderes, freios e contrapesos é bullshit.
Achei interessante essa passagem. Não acho que foi ensinado ao povo a odiar monarquias. A História mostra a sistemática da derrubada de regimes aristocráticos: monarquias foram sendo derrubadas e/ou perderam força porque o mercantilismo consolidou uma elite burguesa (e aqui, falo burguês sem a conotação pejorativa socialista), que se revoltou ao notar que nenhum dinheiro no mundo seria suficiente para fazer com o que as elites econômicas e produtivas tivessem o poder político de fato, já que esse era passado de forma hereditária.
O descolamento da elite aristocrática de um sistema econômico mercantil ficou cada vez mais evidente, até a Revolução de 1789. Ou seja, que impede o retorno de um sistema aristocrático tipo monarquia hoje não é exatamente o "povo" mas sim as elites econômicas e a transformação do sistema econômico global. Não faz muito sentido um sistema baseado na propriedade aristocrática de terra em um capitalismo de mercado mundial, onde a propriedade privada é atrelada à produção de valor e não necessariamente à posse da terra onde esse valor é produzido (mesmo quando falamos de commodities).
As monarquias (ou sistemas aristocráticos) que ainda sobrevivem hoje só permanecem ou por serem fortemente baseadas em religião (como são as monarquias islâmicas da Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes, Malásia, Marrocos e outros) ou por terem dado espaço político para a burguesia, que hoje são os grandes empresários e seus prepostos, como é o caso das aristocracias europeia (Espanha, Holanda, Dinamarca, Reino Unido e outros) e das asiáticas (Japão e Tailândia).
Sobre Dom Pedro II e companhia serem um bando de escravocratas nojentos, não sei qual seria o erro.
O "príncipe" virou bolsonarista e agora se curva ao capitão. Quase virou vice-presidente na chapa, inclusive. No fim, acho que o Bolsonaro concluiu (ou foi levado a concluir, porque acho que ele é burro de mais para concluir alguma coisa) que seria uma ameaça maior a quem quisesse o derrubar ter um militar do que ter um "príncipe" como vice. Afinal, quem tem poder de verdade é quem tem as armas, e não um pedaço de papel e uma mesada da prefeitura de Petrópolis.
Não expliquei direito. O povo odeia monarquias justamente pelos pontos que você pontuou, juntamente da jornada terrível e cruel dos negros como escravos no Brasil, que já renderam muitas histórias que sempre são as primeiras a chegar aos jovens. Com 9 anos eu já sabia o quão horroroso era ficar num navio negreiro, e as condições em que os escravos trabalhavam.
Só houve mais ou menos um ano de monarquia sem escravatura de fato (Oficialmente. Afinal, não é como se os caras tivessem soltado todos os negros imediatamente após a abolição), e antes de algo ser feito a respeito dos inúmeros negros sem casas, trabalho ou amparo, a monarquia foi derrubada e se seguiram décadas com eles buscando sobreviver. O resto dela foi semeado pela crueldade dos fazendeiros e outros patrões. Com esse fundo histórico, não há muita gente que tenha a disposição de sequer pesquisar sobre o assunto, ainda mais de uma família que raramente mostra a cara na TV.
Os monarquistas buscavam um governo semelhante aos países europeus que ainda mantém o sistema e haviam muitas comparações aos governos desses países com o nosso atual, mas o pessoal esquece que esses países nunca foram colonizados e mantém-se relativamente bem mesmo em momentos de crise, são menores e mais fáceis de controlar, com uma história que favorece suas respectivas monarquias, com algumas ressalvas. Então não acho que a família imperial tenha capacidade de conseguir o apoio do povo, mesmo se tentassem muito.
E que eu me lembre de ter lido, tanto Dom Pedro II quanto a filha dele não apoiavam a escravatura e buscavam formas de aboli-la, sendo a princesa Isabel mais conhecida por ter alforriado vários escravos. Não sei do resto da família.
A real é que todas as leis abolicionistas que foram criadas e/ou aplicadas no reinado de Dom Pedro II só serviram para atrasar a abolição e prejudicar a inserção do negro na sociedade produtiva. Leis como Ventre Livre e Sexagenários eram piadas.
No caso da primeira, nenhuma criança alforriada ficava longe dos pais escravizados. Com o tempo, essa criança passava a trabalhar na mesma fazenda, só que recebendo como "salário" apenas um prato de comida. Ou seja, trocou-se escravidão de fato por trabalho análogo à escravidão. A dos Sexagenários uma piada maior ainda, já que poucos escravizados chegavam à essa idade (na real, poucas pessoas chegavam a essa idade na época). E os que chegavam, geralmente ou eram chutados pelos "proprietários" e morriam de fome/doenças nas ruas das cidades ou continuavam cativos, seja por afeto aos antigos "donos", seja por falta de opção mesmo. Sem contar que D. Pedro II fez uma vista grossa gigante para o tráfico negreiro, que já havia sido proibido pela Lei Eusébio de Queirós, em 1850 mas continuava acontecendo até a Lei Áurea.
Tudo isso ocorreu porque, na prática, o Brasil só estava fingindo para a comunidade internacional. Isso foi péssimo para os negros e tem reflexos até hoje. Enquanto imigrantes europeus vieram ao Brasil e ganharam terras do governo, o negro escravizado nunca teve essa benefício. Não é difícil entender porque a maior parte da população pobre do Brasil é negra e/ou descendente dos negros escravizados.
Então assim, não consigo dizer se a pessoa do D. Pedro II era um escravagista mas certamente o reinado dele e mesmo a alforria entregue à contragosto pela Isabel não facilitou em nada o fim da escravidão dos povos negros. Muito pelo contrário, é parte da raiz de todo mal que permeia o Brasil em diversos aspectos sociais, culturais e econômicos.
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A Santa Granada de Mão da Antioquia aí