E aí, vamos falar sobre os últimos acontecimentos?
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E aí, vamos falar sobre os últimos acontecimentos?
Todo ser humano que se preze deve ser antiautoritário, isso inclui obviamente regimes como fascismo e comunismo.
Isso não significa que a gente tem que se juntar a esses antifas retardados, que é claramente um movimento anarcocomunista.
Já to ficando cansado desse negócio de fascismo, comunismo, nazismo, parece que ta todo mundo preso eternamente no século 20 nessa porra. Ta na hora de inventar nome novo pra atacar os desafetos.
HITLER, STALIN, LENIN, MUSSOLINI, JA TÃO SENTADO NO COLO DO CAPETA FAZ TEMPO PORRA :alborguetti:
Bem pontuado.
Tem que ser inerente ao ser humano - deveria ser - o antiautoritarismo e antirracista. Todos sem exceção tem o direito a liberdade sem ferir o próximo moralmente, intelectualmente ou fisicamente. Como o @Don comentou, estamos 20 anos após virada do seculo e parece que não andamos nada da época do Stalin, Hitler e outros citados. Nunca fez tanto sentido aqueles cartazes "Estou com 70+ anos de idade e ainda estou protestando isso?".
Sou contra os atos dessa AntiFA pois estão já prejudicando pequenos comércios e indiretamente pessoas que estariam do lado deles contra o fascismo, porém, um usuário aqui do fórum das antigas, que nem acessa mais isso, falou num grupo fechado nosso a seguinte frase: "Historicamente os direitos mais importantes conquistados não foram por meio de paz, mas na unha". É uma verdade gigantesca!! Infelizmente se o mundo precisa da 'dor' pra conhecer a empatia ao próximo, assim terá que ser tentando minimizar ao máximo o prejuízo a pessoas inocentes disso tudo.
Não sei e não reconheço o que é "Antifa". Para mim é um conceito tão difuso quando "politicamente correto", "Anonymous" e "cidadão de bem". Me parece apenas uma forma de abordagem simplista e errada sobre uma sistemática mais complexa.
Não seria mais objetivo discutir sobre a revolta contra o racismo? Ou porque manifestações desse tipo levam ao saque e a quebradeira? Ou sobre a responsabilidade das autoridades em eventos desse tipo? Ou na revolta de uma parcela da população com ameaças de cunho autoritário de um governo? Ou até mesmo de fascismo e comunismo?
Objetivamente faria mais sentido.
Acho que isso é resultado de não conseguirmos estabilizar economicamente e socialmente, principalmente países emergentes como o nosso, que em épocas de crise, sempre flerta com o autoritarismo. Tudo bem, o risco de um fascismo ou um comunismo semelhante ao de Stalin e Lênin não é muito grande mesmo, mas isso não significa que não devemos ficar atentos à potenciais totalitários que surgem de tempos em tempos e ganham voz rapidamente numa situação de crise institucional como essa.
O preço da liberdade é a eterna vigilância, podemos e devemos ficar extremamente atentos para irresponsáveis que tomam o poder com discurso grosseiro, autoritário e claramente contra minorias.
Antifa nunca foi levado a sério, sempre foi o motivo de piada das interwebs e mesmo agora que seria o "momento de glória" pessoal ta deturpando os simbolos deles pra fazer memes e zoar mais da cara dos malucos, isso vindo tanto de pessoas de direita como esquerda, ambos igualmente zoando os caras :lol:
Bom que esses malucos servem de espantalho, já que quem fica em cima do muro, ve esses malucos de "exemplo de anti bolsonaristas" e já olham com bons olhos ao presidente :bolsomito:
Concordo com o yellow, isso só ta servindo pra promover o Bolsonaro no fim das contas. Deve estar dando risada vendo essa galera.
Antifacismo é muito mais uma estratégia do que uma ideologia.
É o mesmo caso que aconteceu no passado, fazer com que a esquerda se fortaleça e se una a favor do comunismo.
Incitação a violência e intimidação ao capitalismo, isso sim que eles querem.
Para mim tem pouco a ver com racismo, quando fala facismo eles querem derrubar Trump e Bolsonaro e todos
da direita que estiverem no poder, criam um factoide que os da direita são autoritários e facistas, e que odeiam negros, mas
não existe nada que justifique isso. O movimento é uma fake news brava, porque finge lutar por algo que não existe.
Sobre os negros, é lamentável o que acontece nos EUA. No seculo passado as coisas melhoraram um pouco, passou a ser inaceitável e repugnante o racismo, mas eles tem muito ainda o que mudar. Também foi o primeiro país a ter um tribunal para condenar o racismo. E o pior a discriminação no país não é só contra negros, mas também para todos aqueles que não sejam americanos. Creio que levaram muito a sério a Eugenia, o sangue puro, que ficou forte nos Estados Unidos antes mesmo do nazismo estourar na Alemanha. Agradecemos a Charles Darwvin por tudo isso. Vem cá Charles vê a caca que tu fez, que repercute até hoje. Limpar uma má teoria é dificil não é mesmo?
A eugenia, o racismo e a escravidão negra não foram apoiados apenas por uma interpretação pseudocientífica da Teoria da Evolução. Elas também foram sustentadas por argumentos teológicos. No Brasil, por exemplo, existiam (e ainda existem, preservados por alguns grupos pentecostais mais fundamentalistas) doutrinas cristãs que fundamentaram e justificaram a escravidão e o racismo contra o preto. Vou compilar algumas delas desse artigo aqui, escrito por um pesquisador grande amigo da minha família (que integrou por muitos anos a luta racial).
Uma delas é a "doutrina da guerra justa". Segundo essa ideia, os negros poderiam ser escravizados desde que submetidos mediante um combate, objetivando a promoção da verdadeira fé (leia-se: fé católica) no continente africano ou a defesa das bases coloniais lusitanas na África.
Outra, era a "doutrina da maldição divina", baseava-se na ideia de que a escravidão era fruto do pecado de Adão e Eva, primeiros pais dos homens segundo a teologia. Assim, transformava-se a escravidão em uma realidade característica à humanidade, evidenciando a presença da maldição divina carregada pelos homens desde o princípio (a partir do Pecado Original). Inclusive, a um tempo atrás, o tal do Marco Feliciano, líder neopentecostal, levantou essa ideia que paira sobre algumas correntes evangélicas, de que o negro era descendente de Caim e, portanto, amaldiçoado de forma inata. Na época em que essa doutrina foi utilizada para justificar a escravidão, ligou-se a negritude dos africanos à marca cutânea imposta por Deus a Caim, fundamentando a escravidão como sendo uma penitência a ser praticada por parte dos tidos descendentes do primeiro homicida, os negros africanos.
Nos EUA, outras interpretações de corrente evangélica também foram aceitas, tanto para a escravidão, quanto para posterior segregação dos negros na sociedade americana. Ao contrário de você, que atribuiu tudo ao trabalho de Darwin, não vou "culpar" apenas a religião. É injusto dizer que a escravidão, a segregação e o racismo tem apenas uma fonte. Para se ter noção, nos EUA, a Constituição americana foi interpretada de tal forma que negros e brancos, apesar de ser considerados iguais, seriam tratados de forma diferente. Ou seja, existiu também uma justificativa jurídica e constitucional. A eugenia de Hitler tinha até toques de esoterismo e misticismo espiritual, inclusive com crenças que remetiam à raça ariana a possibilidade de ter vindo do espaço.
Religião, ciência (pseudociência), justiça e política foram os aspectos que tornaram todo o processo válido e legitimado durante muitos séculos. Isso porque nenhum deles carregava dentro de si princípios de Direitos Humanos e liberdade individual. Combater o racismo é, acima de tudo, combater os bodes expiatórios criados para sustentá-lo.