http://ujs.org.br/portal/?p=16924
Me parece até válido esse argumento que piadas podem reforçar estereótipos que "reprimem os reprimidos". Entretanto, como os próprios humoristas dizem, ou não zoa ninguém ou zoa todo mundo.
Eae, o que acham?
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Me parece até válido esse argumento que piadas podem reforçar estereótipos que "reprimem os reprimidos". Entretanto, como os próprios humoristas dizem, ou não zoa ninguém ou zoa todo mundo.
Eae, o que acham?
zoa todo mundo.
desde o babão da apae ao afro descenegro.
se pode zoar o português e a loira porque não pode zoar o preto e o nordestino?
é exatamente isso, ou zoa todo mundo, ou não zoa ninguém.
você perde o direito de se defender de uma piada com você no momento em que você ri de uma piada com outro.
A zueira não tem Limites !
É através do humor que fazemos das coisas sérias um "faz de conta".
Entretanto tenho que concordar que esse "faz de conta" também é coisa séria, pois, como diz o velho ditado "toda brincadeira tem um fundo de verdade".
Se visto de forma superficial, encontraríamos no humor apenas palavras inofensivas...Mas se observarmos esse fenômeno mais profundamente sem ignorar nossos mecanismos psicológicos, encontraríamos muita crueldade, muitos mecanismos de estereotipização, de sobreposição, de defesa.
A própria defesa de que o humor não deve ter limites é um mecanismo para nos protegermos das nossas malevolências...É no humor onde a maldade é legitimada, sobreposto com a desculpa que é uma mentirinha, uma brincadeira, um faz que conta, que no fundo, acaba por auxiliar no processo de desigualdade entre os seres humanos.
Como disse Oscar Wilde:
"Por detrás da alegria e do riso, pode haver uma natureza vulgar, dura e insensível. Mas, por detrás do sofrimento, há sempre sofrimento. Ao contrário do prazer , a dor não tem máscara."
Rimos para suportar a vida.
Chega a ser engraçado a polêmica toda sobre a piada do Danilo, em vários programas e stand ups ele faz piadas de tudo, mas quando brinca com o Nordeste tem esse bafafá todo, síndrome do coitadismo...
E tem também o que está acontecendo com o Léo Lins, a 2 anos atrás ele fez umas piadas sobre o terremoto no Japão e agora que marcou stand ups por lá, alguns brasileiros que moram lá estão fazendo campanha pra ninguém ir assistir, "k" "k" "k" "k"
Triste será o tempo em que engravatados corruptos decidirem o que pode, ou o que não pode virar piada.
O grande problema é que tem muita gente que realmente reforça seu pensamento cultural através das piadas, seja contando ou ouvindo. Do mesmo jeito que um cara totalmente ignorante ri de uma piada de gay, um cara com a cabeça mais evoluída ao assunto também pode rir, óbvio que reforça, mas tá longe de ser o grande problema, ao meu ver o problema não é a piada em si, mas sim em realmente ter aquela visão, mesmo que a pessoa tente disfarçar. Por exemplo, no fim de uma piada de gay alguém tem o pensamento, mesmo que subjetivo "esse viadinho tinha mais é que se ferrar mesmo" enquanto outros têm "ah tanto faz, no fim to cagando para o que esse cara faz entre quatro paredes, é um direito dele e eu não tenho nada a ver", é essa base aí que corrói o respeito e constrói o preconceito, a bagagem cultural que se instala no sujeito desde sempre.
Nem sempre o humor é depreciativo, muitas vezes pode ser um elogio, mas óbvio que os mais comuns são os que pegam os defeitos/características mais destoantes da pessoa/situação/objeto/grupo, é meio complexo isso, mas acho que a evolução (redução dos preconceitos) vem do social e da conscientização, consequentemente o produto humor será modificado com o tempo.
Fora que excluir um grupo por suas características genéricas é pressupor que eles não tem capacidade de auto-defesa.
Exatamente, ainda adiciono que, se proibirem piadas estereotipadas, deve sobrar algo como 10 piadas meia boca a contar.
Por causa da falta de humor você não pode, por exemplo, brincar com um preto pois as pessoas te taxam como racista.
Caso:
Eu e um amigo (preto, negro, mulato...ou qualquer definição racial que vocês quiserem dar, mas em questão de cor, ela é preta) entramos no carro e eu perguntei a ele:
- Você peidou?
- Não.
- Cheiro de azedo, tipo peidinho de nego.
A olhares criticos, eu estaria agora sendo julgado por racismo. Mas estava ali eu e um amigo, que entendeu ser uma brincadeira e não uma ofensa.
Ou seja, a piada deve ser vista como uma brincadeira, não como uma forma de ofender (as vezes pode).
Outro caso é que todo dia eu faço uma piada de Judeu pra um amigo Judeu, e adoro citar as piadinhas do South Park
é tão simples, que nem achei que precisaria falar, mas la vai...
... Eu não sou racista, não sou homofóbico, não sou xenofóbico e brinco, zoou, pretos, japoneses, gays, lésbicas, nordestinos, sulistas, cariocas, mineiros.
Agora me diz, aonde que essas brincadeiras tem um fundo verdade sendo que eu não vejo diferença entre um cara branco e outro preto alem da cor, entre um nordestino e um paulista alem do sotaque e do formato da cabeça (ueaheuha), um gay e um hétero alem da opção sexual, um sulista e um mineiro alem da opção sexual (ehauehuae)?
Se você zoa alguem e fala "brincadeira" mas na sua cabeça não é brincadeira, o problema ta com você, não com as piadas, então não use um ditado que generaliza a porra toda sendo que nem todos (a grande maioria que tem cabeça aberta) pensa assim.
Ok, tem gente que acaba até mesmo levando a sério, como muitos pretos que não gostam de piada racial. Mas é aquela coisa, uma hora ele vai rir de alguma piada, que na maioria dos casos zoa alguém/grupo/raça/nacionalidade. Não da pra não fazer piada de nada.
Geralmente piadas sobre negros, gordo e etc acabam sendo engraçado justamente pq fogem do protocolo do politicamente correto que seguimos dia-a-dia.